Tesouro de Conhecimentos Ilustrado. 1962.
Mais uma ilustração muito doida e hilária.
Saltemos!
quinta-feira, 5 de dezembro de 2019
quarta-feira, 4 de dezembro de 2019
terça-feira, 3 de dezembro de 2019
Carmen Mayrink Veiga . 3 de Dezembro de 2019
Hoje faz 2 anos da morte de Carmen Mayrink Veiga, musa minha, do blog Antiguinho e das pessoas que buscam aqui, diariamente, por imagens que publiquei nos 7 anos do meu blog.
Tem postagens que sempre estão sendo vistas e as de Carmen estão entre as mais buscadas e vejo-as replicadas por aí em sites e blogs, mas raramente citam o Antiguinho como fonte. 90% das imagens que coloquei e continuo colocando aqui são escaneadas de minhas revistas e jornais velhos guardados por anos. Os que se servem se contentam, mas não agradecem.
Nesses dois anos publiquei pouca coisa de Carmen, pois, coincidentemente, o meu arquivo CMV se esgotou quase que totalmente em 2017. Tenho colocado algumas coisas que encontro casualmente - ainda - nos labirintos das gavetas e de meus armários e também imagens que amigos me mandam como Danian Dare e, recentemente, o Paulo Souza que me cedeu várias fotos de Carmen da sua coleção de antigas revistas Manchete.
E é uma dessas fotos enviadas por Paulo que estou postando hoje - 3 de dezembro. Foto de 1971, década em que Carmen - pra mim - chegou à sua perfeição, depuração e refinamento, tornando-se a mulher impecável que foi até morrer.
Nas mãos, Carmen carrega - além do copo com água, pois não bebia - uma bolsa melão Bulgari que ela usou bastante e os brincos lindos, enormes e "enfeitativos" como ela gostava, eram Bulgari também. O vestido poderia ser um Givenchy, costureiro que ela vestiu muito nos anos 70.
Em todas as suas fases Carmen sempre foi um deslumbramento, mas, a partir dos anos 70 ela se superou e superou a todas e foi a brasileira mais incrível no item elegância e bom gosto e, internacionalmente, uma dama que brilhou nos grandes e mais seletos salões do grand monde.
E viva a Carmen!!!
quarta-feira, 27 de novembro de 2019
Santa Cecília
O dia 22 de Novembro passou e eu não postei esse santinho de Santa Cecília marcando a data. Ano passado postei um santinho lindo dela, de 1919, este, deve ser por aí também.
Os antigos santinhos eram lindos, estampas super bem feitas e as santas e os santos super elegantes em seus trajes e atributos chiquérrimos. Santa Cecília aqui nesta estampa está linda num vestido/túnica em verde e lilás, manga boca de sino amarela, e nas orlas muito bordado. Arrematando o decote um broche. Um esplendor. Na mão esquerda segura o seu instrumento, um pequeno órgão. E a música, muita música, há música no ar!!!
22 de Novembro era o dia do aniversário de minha avó paterna que eu amava. Calma. Calada, triste, mas não amarga, silenciosa. Viveu suavemente. Como uma música suave.
Os antigos santinhos eram lindos, estampas super bem feitas e as santas e os santos super elegantes em seus trajes e atributos chiquérrimos. Santa Cecília aqui nesta estampa está linda num vestido/túnica em verde e lilás, manga boca de sino amarela, e nas orlas muito bordado. Arrematando o decote um broche. Um esplendor. Na mão esquerda segura o seu instrumento, um pequeno órgão. E a música, muita música, há música no ar!!!
22 de Novembro era o dia do aniversário de minha avó paterna que eu amava. Calma. Calada, triste, mas não amarga, silenciosa. Viveu suavemente. Como uma música suave.
domingo, 24 de novembro de 2019
A Bahia em duas Receitas de Bolos de Isaura Bruno - Mamãe Dolores
O "pulo do gato", o êxito da receita deve ser a vasilha vidrada...kkk e me lembrei das vasilhas, panelas, alguidares e caxixis - pequenos objetos e também as panelinhas para as crianças brincarem de "cozinhado" e que se vendiam e vende ainda na feira de São Joaquim. Eram todos vidrados. Existem as vasilhas que não são vidradas, no barro puro, mas, essas, não deveriam servir para fazer o bolo baiano. Deviam solar!
Esse detalhe da vasilha ter de ser vidrada é o máximo nessa receita de Isaura Bruno. Imaginar que as antigas donas de casas tinham em seus acervos de cozinha vários tipos de vasilhas. Hoje, grande parte das donas de casa, compram bolo na loja mais próxima. Falta de tempo. Praticidade. Desgosto doméstico.
"Isto é velho do tempo em que já se escrevia Bahia com H". Então essa receita do Bolo Baía é velhíssima!! A Bahia ainda se escrevia com I.
Êxito, amigos e amigas e vamos bater bolos em vasilhas vidradas ou não, com H, ou com I, sem H, o segredo é a paciência. Haja!
sexta-feira, 22 de novembro de 2019
Genaro de Carvalho
Uma tela de Genaro de Carvalho, artista baiano que eu amo e mais conhecido por suas tapeçarias.
A foto eu fiz em uma recente exposição retrospectiva do artista, que já estava demorando de acontecer.
A mulher retratada é a linda Nair de Carvalho, viúva de Genaro e, a tela, com gatos, eu amei mais ainda.
A foto eu fiz em uma recente exposição retrospectiva do artista, que já estava demorando de acontecer.
A mulher retratada é a linda Nair de Carvalho, viúva de Genaro e, a tela, com gatos, eu amei mais ainda.
domingo, 17 de novembro de 2019
Três Receitas de Bolos de Natal de Isaura Bruno - Mamãe Dolores
Uma senhora, leitora do blog, me pediu que colocasse aqui uma receita de um bolo de natal que ela fazia pelo livro de Isaura Bruno - Mamãe Dolores - mas se esqueceu da receita. No livro tem essas três receitas de bolos natalinos que estou postando agora. Portanto, deverá ser uma das três à por ela esquecida.
E... Feliz Natal!
sexta-feira, 15 de novembro de 2019
Lupercília
Comprei esta fotografia em 2016/17 em um bazar, junto com ela estava um livrinho de orações que já postei aqui, o Nova Cartilha da Doutrina Cristã, que pertenceu a esta garotinha quando moça, datado de 1945. Quando vi a foto é claro que endoidei com a beleza da imagem que, até alguns dias quando escaneei e fotografei para postar aqui, julgava tratar-se de um menino, já que a roupa usada por ela e pelas crianças na época eram todas parecidas, tipo uma batinha que servia para ambos os sexos. O cabelinho curtinho, cortado rente ao casco parecia o de um menino, mas, era uma menina, que vir a saber ao retirar a foto da moldura e ler a dedicatória enviada a uma Mme. Hilda Lima por Lupercília, uma menininha por quem os pais escreveu assinando por ela.
Lupercília deveria ser uma menina negra de família abastada, ou com certos recursos financeiros, pois para posar em um estúdio fotográfico como o Maffra daqui da Bahia, havia que ter grana. A foto é enviada a uma Madame, a família de Lupercília deveria ser bem relacionada. O traje da menina é muito bonito e rico, em rendas, o sapatinho de alça em verniz, ela está uma beleza, linda...emocionante a foto e pensar que, muitos anos depois a mesma e mais o livro de orações dela estivessem em um bazar para venda, quem sabe, num estágio antes de ir para o lixo se eu não os tivesse comprado. Eu me interesso por velharias, a maioria, não, talvez ninguém visse a beleza da foto, a humanidade da foto, a história da foto e todas as relações que me passa pela cabeça quando a olhei, quando olho ela. Lupercília foi uma menina privilegiada, já que a maioria negra do país não tinha condições de registrarem a imagem de seus filhos em um fotógrafo profissional. Esta imagem é, portanto, um registro importante, histórico sobre as famílias negras da Bahia do início do século XX e das famílias negras que ascenderam socialmente.
Fico intrigado com o corte do cabelo da menina que ficou parecendo um menino. Anularam o cabelo dela. Não sei se por "higiene" foi cortado assim, não sei se às meninas negras não era dado o prazer de ver seu cabelo crescer, se achavam feio o cabelo do negro...se desprovido de beleza, não merecia crescer...não sei se era moda ou costume da época esse corte.
Hoje isso não acontece.
Me lembro de muitas meninas negras com o cabelo grande dividido ao meio e com duas trancinhas amarradas nas pontas uma à outra. Lupercília estava quase carequinha. Mas, que distinção, e que olhar e que porte!
Uma foto mágica esta.
sábado, 9 de novembro de 2019
Carmen Mayrink Veiga. 1961
Puxei a brasa para minha sardinha, aliás, para o Antiguinho e destaco as imagens de Carmen que, em 1961, já era o colosso de sempre, mesmo que ao lado de Lourdes e de Tereza.
O fotógrafo Hélio Santos foi o autor das imagens.
Carmen Mayrink Veiga, A Colossal!!
domingo, 3 de novembro de 2019
Nossa Senhora das Candeias
É também chamada de Nossa Senhora da Lampadosa. Todas clareiam os nossos caminhos.
Esta estampa remete a Nossa Senhora das Candeias padroeira da cidade do mesmo nome aqui da Bahia. A igreja fica no alto de um monte como o da estampa. Agora deve ser um monte revestido de construções mil.
Quando petiz estive lá, mas não lembro de quase nada. No Rio de Janeiro, ensaiei uma ida à Igreja da Lampadosa no centro, mas não fui...ai!, a violência urbana que reduz os nossos passeios e o direito de ir e vir a zero. Horror! Zoninhas de conforto prefiro, mesmo sem luz...mas, na próxima ida à Cidade Maravilhosa (?) irei visitar a igreja e ver a imagem da Luz, da Lampadosa. Rezar e pedir claridade. Depois, comprinhas caríssimas no Saara, Rua da Alfândega e adjacências.
Esta estampa é de um quadrinho, aqueles bem populares, antiguinhos que eu amo tanto...moldurinha vermelha, coberta por um plástico amareladíssimo. Separei para colocar um vidro legal e deixar a imagem bem visível.
Nossa Senhora das Candeias merece.
Dia 1 foi Dia de Todos os Santos. Este ano venho de Candeias. De Lampadosa.
Esta estampa remete a Nossa Senhora das Candeias padroeira da cidade do mesmo nome aqui da Bahia. A igreja fica no alto de um monte como o da estampa. Agora deve ser um monte revestido de construções mil.
Quando petiz estive lá, mas não lembro de quase nada. No Rio de Janeiro, ensaiei uma ida à Igreja da Lampadosa no centro, mas não fui...ai!, a violência urbana que reduz os nossos passeios e o direito de ir e vir a zero. Horror! Zoninhas de conforto prefiro, mesmo sem luz...mas, na próxima ida à Cidade Maravilhosa (?) irei visitar a igreja e ver a imagem da Luz, da Lampadosa. Rezar e pedir claridade. Depois, comprinhas caríssimas no Saara, Rua da Alfândega e adjacências.
Esta estampa é de um quadrinho, aqueles bem populares, antiguinhos que eu amo tanto...moldurinha vermelha, coberta por um plástico amareladíssimo. Separei para colocar um vidro legal e deixar a imagem bem visível.
Nossa Senhora das Candeias merece.
Dia 1 foi Dia de Todos os Santos. Este ano venho de Candeias. De Lampadosa.
sábado, 26 de outubro de 2019
Carmen Mayrink Veiga From Taj Mahal 2
Carmen Mayrink Veiga em uma festa de carnaval no Rio nos anos 80 ou final dos 70 ao lado da amiga Regina Marcondes Ferraz. Atrás, Danuza Leão. A foto é do arquivo de Danian Dare que me mandou via Face.
Há alguns anos postei a foto abaixo que saiu na Interview, com a legenda, Carmen from Taj Mahal que adorei. Carmen estava, para variar, um deslumbramento, linda, magérrima, com as costelinhas aparecendo em um corpinho de menina quando, na verdade, já deveria estar nos seus gloriosos cinquenta anos. Um luxo só, Carmen sempre um luxo.
Há anos que estou atrás de uma Manchete que na última página traz uma foto enorme e colorida de Carmen neste baile. Será que alguém tem????? Eu gostaria imensamente de postar um Carmen Mayrink Veiga From Taj Mahal 3.
Cartas para a redação.
A palavra é...LUXO!
sexta-feira, 25 de outubro de 2019
O Meu Secretário e as Secretárias
Salvador, Bahia...
-E agora inventaram esta...o dictafone! Ter de suportar a voz do chefe directamente em meus ouvidos, além da presença do insuportável na repartição. Ó céus!!! Como sofre uma humilde secretária moderna!!!
-Já estou vesga! Não distingo mais as letras. Acho que vou ter uma síncope na repartição!
O Meu Secretário de Domingos Neves, década de 40, um super interessante e engraçado manual para quem pretendia ser um exímio funcionário de escritório. Hoje o livro é uma piada, bom para rir, pois as coisas mudaram muito depressa...os anos 40 parece uma coisa remotíssima e que não tem mais nada paralelo nos dias de hoje. Nem escritórios existem mais em tempos de computador, celulares, de horários flexíveis, de tarefas feitas em casa etc. etc.
- Estou mofina de tanto ficar em pé, as varizes borbulhando nas pernas. Ai!!!!!
- Maldita seladora de cartas! O dia inteiro a selar! E hoje a desgraçada está emperrando. Vou ter um ataque!
Mil vezes maldita!!
terça-feira, 15 de outubro de 2019
Na Ponta dos Pés
-Por que as bailarinas dançam sobre as pontas dos pés?
. para parecerem mais leves.
. dar a sensação de que vão levantar voo.
. imitar a graça e a leveza de uma borboleta.
. na ponta dos pés o corpo parece ser mais esbelto e mais fino.
. acentuar o alongamento da linha do corpo: evasão para o alto. para o imaterial. para o imponderável.
Respostas na ponta da língua em...Coleção Tempo de Saber, 1967. Editora, Liceu, Rio de Janeiro. Ilustrada por: Phillipe Daurie, Jacques Poirier e Oliveira Monte.
domingo, 13 de outubro de 2019
sexta-feira, 11 de outubro de 2019
Arranha-Céu
Ilustração da coleção Tempo de Saber, volume Por Quê? Cada número da coleção correspondia a uma pergunta e este desenho aqui ilustrava a questão: Por que se constroem arranha-céus?
Cruzes!!! Sabe que eu não sei até hoje!!!!!!!!
A coleção é de 1967. Editora Liceu, Rio.
Ilustravam a coleção - que é francesa - os desenhistas, Phillipe Daure, Jacques Poirier e Oliveira Monte.
"no segundo andar daquele arrrrrranha-céu, tem alguém a chorar, tem alguém a chorar..."
Cruzes!!! Sabe que eu não sei até hoje!!!!!!!!
A coleção é de 1967. Editora Liceu, Rio.
Ilustravam a coleção - que é francesa - os desenhistas, Phillipe Daure, Jacques Poirier e Oliveira Monte.
"no segundo andar daquele arrrrrranha-céu, tem alguém a chorar, tem alguém a chorar..."
quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Museu Wanderley Pinho
Matéria da revista Muito do Jornal A Tarde de setembro de 2019. Fotos de Adilton Venegeroles. O Museu Wanderley Pinho que fica no recôncavo baiano está em projeto de restauração, aliás, este é mais um. Casarão, capela - enorme, na verdade uma igreja, pelo seu tamanho - senzala e engenho de açúcar, esperam por um ressuscitamento, um bom restauro, uma serventia e um destino digno deste belíssimo conjunto do século XVI, incendiado pelos holandeses no século posterior e reconstruído no século XVIII com a feição que está até hoje.
O local já foi assaltado - saqueado - muitas vezes e teve suas peças e seus móveis surrupiados. Onde foram parar????
-Quero ser reaberto!!
-Abram, por Cristo!!!
-Por Nossa Senhora da Conceição!!!
Ruínas do engenho e senzala.
Os móveis que restaram guardados em um depósito.
O projeto que levará vida ao local, um uso, uma finalidade. Aguardemos a obra...pra este século ainda?????
Apelemos para todos os santos!
Uma quartinheira. Adoro.
-Quem pegou minha quartinha na quartinheira???
-Trate de devolver pra sinhá!
Algumas imagens sacras que restaram. Abaixo a pintura do teto da capela, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
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