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quinta-feira, 9 de junho de 2022

Folha de guarda


As folhas de guarda dos livros antigos... tem coisa mais bonita e surpreendente nos desenhos e seus efeitos imitando mármore, alguns com estampas de cores numa mistura linda e sempre de bom gosto. É sempre um prazer pra mim quando abro um livro antigo, à vezes caindo aos pedaços e ver, apreciar a folha de guarda, sempre chiquérrimas abrindo as edições e dando aquela distinção. Compro muito livro só pelas folhas de guarda, escaneio e coloco aqui, depois passo adiante...não moro numa mansão.

Esta folha de guarda está em uma edição dos anos 50 de um dicionário luso - brasileiro da Larrousse, mas com cara dos anos 30.





 

sábado, 15 de janeiro de 2022

A Marcha da Civilização




Esse A Marcha da Civilização é mais um daqueles livros que compro nos sebos ou pelo chão de ruas e praças de Salvador por pouquíssimos caraminguás. Ninguém os quer, mas eu quero! São terrivelmente cafonas, textos horríveis cheios de regras de comportamento, do que é certo e errado, como ter uma vida sã, e tudo sob uma ótica cristã, na linha protestante, e dita regras, regras...um porre!
Mas eu adoro eles! Adoro as fotografias - as coloridas retocadas são demais -,  as cenas bem estudadas, as poses forçadas de estúdio, as montagens das fotos com desenhos, os cenários e as legendas que, de tão terríveis, são o máximo e são as únicas coisas que consigo ler. 
Quem segue o blog deve ter visto o grande número de livros similares a esse que já postei. "A Felicidade Conjugal", "O Moço e Seus Problemas" - e tem a moça também -, "Saúde e Vigor", "Colunas do Caráter", "Avenidas da Saúde", "Nervos", "A Excelência das Boas Maneiras","Matrimônio Feliz" são alguns dos títulos maravilhosos que já estão aqui.
Todos esses livros foram editados pela Casa Publicadora Brasileira, a maioria nos anos 40, 50.



Nessa e em muitas edições o Rio de Janeiro, na época a capital federal, aparece um muitas fotos. Aqui, a Praça Paris, o Hotel Glória no fundo. À direita, a cúpula do Palácio Monroe.


O lar dos remidos? Como estará hoje a Avenida do Mangue?

Paisagem nota 10 do Rio!

Um casal positivamente feliz!


Portanto papais, deem mais atenção à petizada em vez de cumulá-los com presentes caros e inúteis, não é mesmo??

Concordo plenamente com esse posicionamento!


Chega de transportes cansativos e fastidiosos, queremos avião, avião, avião, entende??!!!


 E assim segue a marcha da civilização.

segunda-feira, 3 de maio de 2021

Editora A Noite . Logotipo











O logotipo, a marca da Editora A Noite, linda, bem art déco mostrando a frente do edifício  de A Noite - onde ficavam também os estúdios e auditório da Radio Nacional, na Praça Mauá, Rio de Janeiro, me chamou atenção e o texto final do livro também. Interessante. 
Sejamos utopistas com tanto que...




Interessante foi descobrir Manoel Bomfim autor de A América Latina, Males de Origem. Essa obra escrita em Paris com primeira edição em 1903 é considerada um marco da sociologia no estudo dos povos latinos.





domingo, 31 de janeiro de 2021

Um Livro de Boas Maneiras e Deselegâncias da Modernidade


 


Comprei este livro antigo de Boas Maneiras nas minhas eternas e costumeiras andanças pelas ruas e praças de Salvador. O livro de autoria de Carmen D'Avilla me chamou a atenção pela capa super bonita com flores em um verde antigo e, também, o tema dele que gosto de ler, me interesso e dou muitas risadas com os costumes e hábitos tão educados e completamente comuns antigamente e, hoje, completamente fora de moda. A educação nunca sai de moda, o respeito, o trato com o outro, mas, convenções e hábitos de etiqueta muitos prescreveram.
Muito legal foi ler nas primeiras páginas a assinatura da dona do livro, d. Ajurimar Bartilotti, senhora de tradicional família baiana, uma dama da antiga alta sociedade que, anos depois iria emprestar ou oferecer o seu bom gosto e conhecimento da arte de decorar a algumas casas e a alguns empreendimentos.
Conhecedora de mobiliário colonial brasileiro, de arte sacra, louçaria  e de objetos antigos, foi d. Ajurimar quem decorou com muita elegância e sobriedade o antigo Hotel Villa Romana que, depois de anos servindo a hóspedes do mundo inteiro que vinham à Bahia e encontravam nele, através da decoração, características bem marcantes da realidade colonial da velha cidade. O Villa Romana não era um desses hotéis de decoração impessoal como hoje vemos, era aconchegante e tinha referência no passado baiano através dos objetos coletados por antiquários para decorar os ambientes. Também não era um hotel luxuoso, era até bem simples, mas personalíssimo. Baiano. Brasileiro.
O Hotel Villa Romana está sendo demolido e vai dar lugar a uma torre de apartamentos que irá mudar drasticamente a paisagem do local em que se situava o hotel.
Selecionei do Google várias imagens do Hotel Villa Romana e os ambientes decorados com elegância por d. Ajurimar Bartilotti.




































E, Fim!