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sábado, 10 de junho de 2023

Elis e Bethânia


 Foto de Kaoro Higuchi para matéria da revista Manchete com as duas cantoras. Esta foto, de 1971, é original. Ganhei de um amigo que comprou parte do arquivo de imagens da antiga revista.

Ganhei. Ganhamos.

quarta-feira, 12 de agosto de 2020

Elis Regina . Programa do Show Transversal do Tempo . 1978


Encontrei por esses dias este programa do show de Elis Regina, o Transversal do Tempo. Uma surpresa total!!!! 
Adorei na época, o disco do show, mas o disco anterior, o Elis, eu não curti. Como imaginei que o show Transversal do Tempo teria como base as músicas daquele disco, não me interessei de ir ver o show quando ele foi apresentado aqui em Salvador, no Teatro do ICEIA.
O Elis de 1977, eu achei um disco pesadíssimo, triste, encucado, como estava a cabeça de Elis naquele período. O Brasil não estava nada fácil também, principalmente para alguns artistas como ela. Então, fazer um disco e um show altamente engajado politicamente, reivindicatório era o que Elis queria fazer e fez. O show era ou foi a contribuição de Elis Regina, como artista e como pessoa, para falar sobre o Brasil daquele momento, como ela via aquele momento.
 Hoje eu entendo o show como um alerta para a desintegração, a desvalorização do país e da sua natureza, de suas matas, animais, índios, o povo simples, o operário, a massificação, os trabalhadores no qual ela estava incluída, sufocada e engolfada como artista, vivendo na "selva das cidades" e lutando para sobreviver.
Sim, voltando. Não quis ir assistir ao Transversal do Tempo. Estava eu, também, "de férias de Elis Regina", como disse Caetano Veloso na época. Ele - com toda razão - não curtiu a forma como ela interpretava a música Gente, meio que ridicularizando a letra. Elis estava sem humor naquele período. Se a música não fosse engajada, ela achava fútil. Gente se fosse cantada seriamente não destoaria do todo do show, afinal e no final, o povo brasileiro quer brilhar mesmo, existir e não morrer de fome. Viver com dignidade. Mas Elis, ou quem orientou ela na direção do show e na elaboração do roteiro, não viu ou não quiseram que ela visse qualidades na letra de Caetano.
E eu não fui ver o show com meus amigos, lá no teatro do Barbalho. Depois eles me falaram maravilhas, tipo "você perdeu etc. e tal. "ela estava uma loucura", "cantando divinamente, pra variar, afinadíssima"..."cantava uma música num tom altíssimo e correndo de um lado pro outro do palco - a música Corpos de Ivan Lins e Vítor Martins - sem parar..." achei uma loucura... só Elis mesmo pra fazer tal feito. E sem desafinar.
Mas nada me abalou. Quando o disco ao vivo saiu eu fui logo comprar e adorei. Que ódio!!! Eu deveria ter ido kkkk, com certeza, vendo o show,  minha resistência iria ter fim, nocauteada pela maravilha de ver Elis em cena e cantando com aquela vontade e gana que ela tinha quando entrava no palco.
Mas, Elis, sempre mudando e partindo pra outras, no disco seguinte o Essa Mulher, - ela já era uma nova Elis, uma nova mulher - já me arrasou, já caí de 4, me enlouqueceu e o show seguinte no TCA eu não perdi.  
E aquela foi a primeira e última vez que vi Elis Regina ao vivo.







 Uma máquina Hermes - sou o feliz possuidor de uma até hoje! - e um Caravan. Carro imenso que dava para mil famílias. E o cachorro. Coisas da época na transversal do tempo. Ainda nem se imaginava, em 1978, um computador nas casas, corriqueiro como um liquidificador, internet, cruzes!, celular...ficção, misericórdia! Creio em deus padre! Hoje a gente vive o final do tempo. Nada de bíblico pelo amor. Final de linha. O tempo se esvai e se consome e não temos tempo nem de refletir se estamos numa reta ou numa transversal, o momento anterior, o que foi? e o seguinte, o que será? não temos ideia. Nem causa e consequência tem resultado, não dá em nada e se der, nada. É um final nada. Nenhum. Embaralhou o meio de campo e segue assim. Melhor seguir - vamos! - senão ficamos...ficamos? como? As coisas que eu sei de mim?
Caminhemos, talvez nos vejamos depois.
Talvez nos vejamos, quem sabe. 
Quanto tempo. Pois é. Quanto tempo.


domingo, 5 de abril de 2020

Elis


Ultimamente tenho revisto algumas apresentações de Elis pelo mundo e sempre fico impressionado com musicalidade e perfeição técnica da cantora já madura nos anos 60, apesar de ainda bastante jovem em idade.
De 1969 vi os ensaios e a apresentação em Portugal, acho que a primeira vez que ela cantou lá.
No Facebook tem o grupo analisando Elis Regina que descola mil imagens de Elis.
A ilustração, ou um negativo de foto, não sei, é da revista/jornal de 1971 que eu já postei o volume todinho aqui.
Elis Regina, Elis Rainha, uma lacuna na música brasileira impreenchível.

domingo, 23 de dezembro de 2018

Elis . 1971


Das páginas do revista de 1971, Elis em imagens e respondendo a cartinha de fã. E eu, tanto tempo depois sempre  fã de Elis Regina, Elis Rainha.



sábado, 16 de dezembro de 2017

Chico Buarque e Elis Regina . 1968


Dois anúncios da Campanha Nacional de Combate ao Câncer, veiculados na revista Seleções Reader's Digest, respectivamente nos meses de agosto e outubro de 1968.



quarta-feira, 29 de novembro de 2017

Elis Regina e Danton . 1978


Elis, ao lado de Danton, maquiador de São Paulo. Essa foto dos dois deve ter sido feita durante um ensaio que Elis fez para a fotógrafa Vânia Toledo em 1978.
A foto é do arquivo particular do meu amigo Antonio, de São Paulo. Coisa rara! 
Elis, A Maior, estava espetacular nesse modelo bem sexy, coloridíssimo, ousado e mostrando tudo. Ui! 
Seria de Clodovil o vestido?




domingo, 29 de outubro de 2017

Elis


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Foto de J.Ferreira da Silva, Brasil Dia-a-Dia, ed. Abril, 1990.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Elis . Revista Amiga . 1981


Essa é uma das últimas entrevistas dadas por Elis para a imprensa escrita. A revista é a Amiga e, nela, Elis, que na época estava nos Estados Unidos para fazer um disco com Wayne Shorter - que não  rolou -, faz planos - toda animada -  para dar uma virada na carreira.
Hoje, 19 de janeiro de 2017, faz 35 anos - uau!!!, como o tempo passou rápido! - que Elis faleceu, porém, ela está mais viva do que nunca, pois sua obra está aí, espalhada pelo mundo, através dos discos perfeitos e irretocáveis que gravou em tão pouco tempo de vida.



A matéria.


Elis, abaixo, cantando Tu Mi Delirio, um bolerão mexicano que a cantora e César Camargo desconstruíram, mudaram toda a harmonia, ritmo e fizeram esta versão linda e totalmente cool.
A gravação é péssima e eu poderia ter escolhido muitas outras coisas de Elis para ilustrar este post, mas preferi pescar esta pérola delicada, uma pérola musical de Elis, a professora, ensinando a cantar.
E viva a Elis Regina!


quinta-feira, 16 de junho de 2016

Jornal Domingo Ilustrado . 1971: Wanderléa, Mutantes, Elis, Nara, Tom Jobim, Sérgio Ricardo, Chico Buarque, Capinam, A Bolha


 Da minha coleção - que foi de meu pai - estas duas páginas do Domingo Ilustrado de outubro de 1971, época do Festival da Canção do Rio. Fofocas, fofoquinhas, fofocões.
O Domingo Ilustrado era um jornal lindo editado por Samuel Weiner, coloridíssimo, imenso, cheio de páginas com matérias ótimas, fotos magníficas, o papel super bom o que faz com que depois de tantos anos, as fotos estejam perfeitas, o jornal inteiro super lindo e pronto pra ser lido ainda e tirar um grande sarro.
Por ser muito grande e estar encadernado é impossível escanear. Só rola fazer fotos. 
Já coloquei algumas matérias aqui no blog e, agora, jogo esta: um barato 70!




















domingo, 3 de abril de 2016

Elis . Maravilha da Maravilhas


Foto super atual de Elis, tipo "tirada ontem", mas que deve ser mesmo do início dos anos 80 do século passado, quando a cantora deu by by e se foi deixando um vazio, um buraco que jamais irá ser preenchido por outra cantora ou aspirante a. Incrível a roupa usada por Elis, tão moderna misturando malha, tecido e couro pespontado. Um barato! E ELA dando um abraço na galera. Demais!
Arrastei do Face a foto. 
Quem seria o autor de tão bela imagem da nossa melhor cantora???
E para relaxar e tomarmos uma lição de canto da nossa cantora/professora, vamos ouvir uma página musical do repertório de Elis: "Maravilha" de Chico Buarque e Francis Hime, show ao vivo em Portugal, 1978.
 Bom domingo! 



segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Elis e João Marcelo . Jornal Domingo Ilustrado . 1971


 Elis e o ainda baby, João Marcelo.
Sobre a notícia de Gal: sei que o show "Fatal" foi filmado por Leon Hirszhman, na época, e nunca foi lançado. Será esse o "filme colorido", isto é, "violeto" de Gal???
No mais, vamos ficar actualizados com as notícias de 71! KKK
O meu blog é muito informativo. "Por dentro da notícia". Uso o Telex, a agência UPI, o Western, a Intelsat. Tudo é "Via Satélite", é claro. 
Recados, bilhetes, cartas, telegramas etc. etc.
Fofocas e fuxicos.  Tudo vale.
Só não uso Internet, pois ainda não foi inventada.


domingo, 9 de agosto de 2015

Elis . Jornal Domingo Ilustrado . 1971




 Matéria do Domingo Ilustrado com uma outra sequência de fotos de Elis feitas por Kaoru Higuchi.
Quatro dessas fotos não estão na entrevista da revista Manchete que confrontou Elis e Bethânia em um jogo de "quem sabia mais", e que eu já tinha postado aqui blog na íntegra.
Que bom que guardei essas coisas e hoje, posso confrontar o encontro das divas. 






E, abaixo, algumas das fotos que já tinha postado.





Meu pai colecionou O Domingo Ilustrado, mandou encadernar os volumes e depois me deu. Ele sabia que eu iria guardar, conservar. O "Domingo" foi mais um presente que ele me deixou.


A última foto, abaixo, das duas estrelas da nossa música, e com melhor qualidade, é do Google.
Um dia body and soul. 
Um dia de Elis e Bethânia.