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quinta-feira, 1 de janeiro de 2026

The Sound Of The Night


 Óleo de Richard Schimid, pintor americano - Chicago, 1934 - 2021. 

Adorei o som da radiola.



Stephane Grappelli - Ballade ( Les Valseuses)



domingo, 12 de novembro de 2023

Childe Hassam . Noite Chuvosa


Uma das coisas que mais gosto é fuçar pelo Google as obras de pintores menos conhecidos, menos famosos, mas de uma qualidade e beleza surpreendentes. Essa Noite Chuvosa de Childe Hassam é uma obra de 1895, impressionista, capta aquele momento breve de luz e sombra e chuva e movimento na Nova Iorque do final do século XIX, cidade que foi um de seus cenários preferidos e recorrente em sua obra.
Beleza, beleza, beleza. É fundamental.

 

quinta-feira, 29 de setembro de 2022

Pintura Decorativa do Palácio Rio Branco



Esta pintura de uma bacante, lembrando um  afresco, está numa das paredes do Palácio Rio Branco que abrigou durante anos o Gabinete do Governador do Estado. É linda!
Dizem que no local vai funcionar um hotel!!! Para aonde irá o Memorial dos Governadores? Vai ficar tudo junto, misturado?


 

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2022

sábado, 1 de agosto de 2020

Passando Uma Costura na Máquina . Bordando com a Linha do Tempo


Amo uma máquina de costura antiga de pedal. Cresci vendo minha avó bordando na máquina e eu, ficava ao lado olhando aqueles movimentos lentos dela controlando os pontos para não sair do risco, movimentando o bastidor com calma para sair um belo trabalho.
Tenho uma máquina dessas e faço umas coisas rápidas, passo uma costura, "bato" uma bainha e só. E eu adoro quando tenho que fazer esses simples trabalhos. O barulhinho da máquina me acalma e hipnotiza, entro num transe e me transporto para um lugar bom, calmo e tranquilo, assim como era o jeito de minha querida avó, Ascenção.
Gravei o barulhinho da máquina hoje quando "passei uma costura" na minha Pfaff 30.
( A pintura acima eu esqueci de "assentar" o nome do autor. Quando eu encontrar coloco o nome dele aqui. Minha avó costurava pouco, ela bordava para ela, para presentear e também para vender. Nunca foi de cair exausta em cima de uma máquina como esta moça da pintura e como muitas costureiras que eu conheçi que sustentavam uma casa com o trabalho da costura. E ficavam exaustas, com dores de cabeça, enxaquecas depois de cortar, alinhavar, costurar, fazer as provas e depois, pressionadas pelas freguesas para entregar o suado trabalho no dia combinado. Recebiam o dinheiro e tudo começava novamente. Um árduo trabalho, mas, mais digno que este eu não sei! Hoje, eles e elas não querem mais costurar. A profissão de alfaiate acabou. A de costureira, idem. A menina de hoje não quer costurar, "puxa muito pela cabeça", é preciso raciocinar e não sabem matemática, as quatro operações fundamentais e, a costura, é cálculo, é projeção, matemática! 
Já era, então! Tá difícil!).


A minha Pfaff. E o som dela.






Acima, uma sonhadora e encantadora senhorita sentadinha na sua Pfaff em momento/descanso. Costureira de "mão cheia", ela passaria, em seguida, boas horas aviando as suas costuras na magnífica Pfaff. Tinha boa freguesia, costurava para senhoras do mais fino tracto, senhoras de prol!
E John Lennon, abaixo, passando uma costura na sua boa Pfaff! Ele, aliás, era costureiro e alfaiate e, nas horas vagas, era também cantor e compositor de um grupo vocal que fez relativo sucesso na Inglaterra onde nasceu. 
E tenho dito!


segunda-feira, 13 de julho de 2020

Sol Na Varanda


Tela de Laurent Parcelier, artista francês nascido em 1962. Não conhecia o artista e nem suas obras, vi esta hoje em um grupo do Facebook e adorei! Nem gosto muito de sol - não gosto de sentir calor - mas esse que entra iluminando tudo por esta varanda, parece daqueles que vêm pra aliviar, espantar o baixo astral, o bolor, o mofo, dar ânimo às pessoas e aos ambientes e um "chega pra lá" às tristezas.
Desse sol, claridade, eu gosto.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

São Sebastião

De Reynaldo Fonseca este belo São Sebastião! O artista é de Recife, Pernambuco e nasceu em 1925.

sábado, 11 de janeiro de 2020

Noite Chuvosa

Em pleno verão, com queimadas - ui! - e fogo - ai! - aqui e acolá, e eu me delicio com a imagem noturna de Nova Iorque em  Notte Piovosa - 1895 - do pintor impressionista americano, Childe Hassam.
Viajo no tempo e... abro o meu guarda chuva. Ou abrigado eu estaria em uma carruagem, num tílburi, um carro de aluguél?
Noite Chuvosa. Nome de uma canção gravada por Ângela Maria nos anos 50 e que eu ouvia sem parar nos anos 70, 80.
"Numa noite em que a chuva chorava lá fora
eu chorava também pois alguém fora embora..."

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Genaro de Carvalho

Uma tela de Genaro de Carvalho, artista baiano que eu amo e mais conhecido por suas tapeçarias.
A foto eu fiz em uma recente exposição retrospectiva do artista, que já estava demorando de acontecer.
A mulher retratada é a linda Nair de Carvalho, viúva de Genaro e, a tela, com gatos, eu amei mais ainda.

sábado, 13 de julho de 2019

Bernard Boutet de Monvel e...uma Vicentina!

Atenta, uma Vicentina segue um grupinho de alunas neste belo quadro de Bernard Boutet de Monvel - Le Pensionnat de Nemours - de 1909.
 Hirtas em negro, elas atravessam a cidade cinza de árvores secas. O chapéu corneta alvíssimo de duras pontas e engomado da freira se destaca na paisagem. Paisagem Vicentina.


quarta-feira, 29 de maio de 2019

Childe Hassam


 Childe Hassam - 1859/1935 -  pintor americano de cenas urbanas com muitas carruagens, seges, vitórias, tílburis etc. rodando por ruas molhadas de chuva e seus passantes apressados.
Depois de fazer a postagem anterior sobre "traquitanas e tais", eis que me surge pela frente, e por acaso, as obras deste pintor que atravessou o século XIX para o XX, viveu o tempo das carruagens e dos primeiros automóveis.



sábado, 29 de dezembro de 2018

Estofamento

 Detalhe de pintura em alguma igreja daqui de Salvador com este padrão bem comum de decoração de folhas em ouro sobre têmpera. 
Nada melhor que entrar em uma igreja e ficar viajando nesses detalhes decorativos em ouro, muito ouro.
Adoro!

sábado, 8 de dezembro de 2018

Quarto no Mar

"Stanza sul Mare", pintura de 2016 do italiano Matteo Massagrande.
Eu estou enlouquecido com o trabalho desse pintor de casas decadentes, vilas italianas ao mar, abandonadas, mas, vivas, e que guardam a memória de um tempo mais feliz, contemplativo. Casas que eram feitas para as pessoas viverem integradas à paisagem, equilibradas e respirando junto com elas.
Se apurarmos o ouvido e a imaginação, ouviremos os sons dos moradores e da faina diária e tranquila da casa.
E ainda tem esse piso inglês!!!!!! 
Ai, quero morar ali!!! 

domingo, 21 de outubro de 2018

Portrait de Luiz Jasmim



Quem seria a elegante retratada por Jasmim? 
Foto de jornal colada em um dos meus álbuns do início dos anos 70, época que o antigo ditado explica bem: "Quem tem tempo faz colher e borda o cabo." E eu tinha tempo para tudo, fazer álbuns, recortar, colar etc.etc. Aliás, o tempo naquela época passava devagar, havia tempo para tudo.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Silvana Mangano por Darcy Penteado


Reolhando os meus álbuns antigos achei este recorte de uma matéria sobre um portrait que o pintor Darcy Penteado havia feito de Silvana Mangano, a atriz mais refinada que o cinema já teve, a mais nobre, a mais classuda. Fui ao Google pesquisar alguma coisa sobre aquele evento, mas não há nada por lá, não existe fotos da Mangano pintada pelo brasileiro Darcy Penteado. Então, esta é mais uma novidade antiguinha que "lanço" aqui.
Darcy Penteado foi um artista de obra diversa, mas que era craque em fazer retratos, retratos de mulheres e homens famosos, gente de destaque na sociedade, artistas etc. O retrato de Odete Lara, a atriz mais chique do cinema brasileiro - a Mangano nossa - é lindo. Penteado tinha um traço bonito e elegante, mas tem muita coisa dele que acho cafona. Esse portrait de Silvana Mangano é realmente muito bonito, ele captou bem a elegância, o refinamento e a delicadeza da atriz.
Outros artistas plásticos brasileiros fizeram trabalhos semelhantes de desenho e pinturas e de temas parecidos ao de Darcy Penteado. Albery, foi um que também fez muito retrato de pessoas famosas, do "jet-set" kkkkkk e tinha um traço refinado, às vezes usava muitas cores. Nos anos 70 Albery alvançou fama internacional, era requisitadíssimo, vivia nas altas rodas. Também acho umas coisas de Albery tremendamente cafonas, mas gosto dele, fez muita coisa legal. O desenho de capa para um disco de Jorge Ben nos anos 70 é lindo. Infelizmente Albery morreu cedo.
Luís Jasmim foi outro pintor que no início da carreira e no seu auge nos anos 70 também se especializou em retratos de gente famosa e fez coisas deslumbrantes. A série que ele fez de desenhos com Tonia, Danuza, Marisa Urban e outras mulheres da época são deslumbrantes. Fez capas lindas de discos de Bethânia, Gal, Clara Nunes, Marília Medalha e retratou muitas mulheres do society brasileiro. Como Albery era uma febre entre as ricas dondocas. Ao final da carreira, o trabalho de Jasmim mudou completamente, usava muita cor e me parecia que ele tinha desaprendido a desenhar...me lembro de umas fotos de uma de suas últimas exposições e não entendi...perdeu o traço lindo que ele tinha e a aquela riqueza de imagens e de muitos detalhes que tinha os seus antigos trabalhos.
O baiano Adelson do Prado também foi um artista plástico que fez muita retrato de mulher bonita, Carmen Mayrink Veiga e Gal Costa ganharam dele trabalhos super bonitos. Mas Adelson tinha um trabalho bem diversificado, tinha uma coisa meio naif, trabalhava temas da cultura popular, não se concentrou naquela coisa do portrait. 
E é isso. Todos esses 4 artistas brasileiros já são falecidos, foram embora cedo. No Google tem muitas imagens das obras deles.


Esta matéria do encontro entre Darcy Penteado e Silvana Mangano saiu na revista Intervalo 2000, creio que em 1972. Nessa época eu comprei muito essa revista que havia mudado o lay-out, ficou maior e com o papel de melhor qualidade. Infelizmente guardei delas apenas recortes que colei nos álbuns.


domingo, 16 de setembro de 2018

Matteo Massagrande






Tô amando esses trabalhos de Matteo Massagrande - Pádua, Itália, 1959 - que pinta essas casas antigas de piso hidráulico, com aspecto de abandonadas e decadentes, desertas, com corredores dando para salões e portas, às vezes dando para o nada, às vezes dando para o mar. Casas gastas. Desabitadas.
Mas a presença de pessoas antigas estão nelas.







quarta-feira, 23 de maio de 2018

Bico de Papagaio


Anita Malfatti, acima. Emil Nolde, abaixo.
Dois pintores, duas Estrelícias, flor super comum e super linda.


domingo, 20 de maio de 2018

Pálio e Procissão




 "Procissão", óleo sobre tela do brasileiro Geraldo de Castro, 1914/92, imagem que arrastei do blog Peregrina Cultural que eu gosto demais. De vez em quando passo em procissão - peregrinando - por lá e me admiro da seleção de pinturas, gravuras, desenhos e objetos de arte, tudo de muito bom gosto, que a dona do blog seleciona. 
A procissão peregrina e o meu pálio antiguinho casaram bem: domingo dia de procissão. 
Ou melhor, era.


 Mínima ilustração, na verdade, gravura ou clichê feito em base de metal como as litogravuras e depois, impressos sobre papel. Esta é de um dicionário enciclopédico Luso-Brasileiro, e representa um "sobrecéu portátil sustentado por varas", definição para o verbete pálio que, realmente, eu nunca havia imaginado como sendo um abrigo significando céu particular, portátil, um sobrecéu.
 Toda igreja deveria ter o seu pálio guardado e que devia ser "espanado" - pelas beatas pressurosas e cativas - para ser usado nas procissões dedicadas aos santos, aos santos que davam o nome às igrejas.
- Dia 22 é dia de Santa Rita, é melhor espanar logo o pálio!!!
- Eu não sei onde enfiaram o pálio, minha filha! Na sacristia não está.
- Misericórdia! Vamos perguntar pro padre.
- Procissão sem pálio nem pensar!
- Onde já se viu?
- Falta de respeito!
Hoje ainda se usa o pálio, mas a pompa das antigas procissões acabou, assim como aquela  reverência, o respeito que inspirava a  passagem do bispo e padres agrupados sob o pálio, sob o "sobrecéu".
Hoje, cada um que se sinta sobre o seu sobrecéu. Particular.
Portátil.




P.S. E na festa de Corpus Christi deste ano - 31 de maio - lá estava o pálio, o sobrecéu, abrigando o Santíssimo e o Arcebispo de Salvador, Dom Murilo Krieger.
A foto é de Margarida Neide, Jornal Massa.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

The Cat . Jean Metzinger


The Cat, obra de 1915 de Jean Metzinger,1883/1956.
Comprei recentemente os três livros de Dan Franck, Paris Boemia, Paris Libertária e Paris Sitiada, nos quais ele trata dos artistas que fizeram a chamada arte moderna, romperam de vez com a arte acadêmica e criaram novas formas formas de expressão na pintura, escultura, literatura etc.  
Este assunto era tudo o que eu queria ler no momento, saber sobre aquelas pessoas loucas que viviam em Paris e revolucionaram o mundo das artes.
 Geralmente quando a gente pensa em arte moderna, ficamos centrados nos nomes vitrines ou os mais conhecidos, como Picasso, Braque, Picabia, Matisse, Juan Gris e mais alguns, mas eles, os artistas, eram muitos, eram muitos os pintores, escultores, escritores e poetas que ficaram eclipsados pela fama de alguns. Jean Metzinger é um deles.
Fui lendo o primeiro livro e marcando os nomes desses artistas que fizeram aquele movimento, muitos para mim desconhecidos e para buscar, depois, imagens no Google e conhecer as suas obras. 
Na pesquisa, me deparei logo com esse gato de Metzinger  e com outras coisas magníficas dele. 
Arrastei logo esse gato pra cá!
Belíssimo!
Que bom que ainda estou fazendo descobertas.

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Contos de Carnaval . Telas de Heitor dos Prazeres . Eurídice Bressani . Carlos Coelho Louzada


Voltando da Folia de Eurídice Bressani.


Ensaio da Cabrocha no Terreiro de Heitor dos Prazeres. 
Abaixo, Carnavalescos de Carlos Coelho Louzada.



Três quadros em estilo "naif" sobre o tema carnaval e que estão na contracapa do livro Contos de Carnaval. 
Não achei nenhuma imagem dessas obras no Google. Procurei e não achei: então, são "novidades" aqui do blog.
Interessante, nesta publicação, é a citação dos nomes dos proprietários de duas obras, a de Di Cavalcanti, que é capa do livro e a de Heitor dos Prazeres que está na contracapa.
A edição do livro pela Edições de Ouro é de de 1965. Eu comprei exatamente dez anos depois em 1975.
Procurei o Contos de Carnaval em sites de venda de livros e não encontrei. Achei em um site de leilão sendo ofertado e já vendido em um lote.  
Portanto, hoje, eu sou o feliz proprietário de um livro raro e que não foi reeditado.
Que ótimo! Aceito boas ofertas para venda. 
Só boas ofertas!