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segunda-feira, 20 de dezembro de 2021

Uma Casa Velha


Essa casa ficou visível para mim depois de aberta a via expressa que passa por trás da Baixa de Quintas, eu acho. No lugar onde ela ainda se encontra não resta mais nada antigo, tudo destruído, aliás, construções novas e sem graça se ergueram, mas ela continua ali, bonita e velha, maltratada, mas ainda original. Original.  Janela antiga, porta num vermelho velho, bandeiras das portas de ferro em gradil bonito. Amarela, creme, desmaiada e pálida. Indefinido tom abandonado.

Quando passo por ali vejo uma época que passou, mas ainda não apagada pela presença dessa casa no lugar. Parece dizer, balanço mas não caio.

Não sei o que funciona ali. Ou será ainda um lar?

Linda casa - anos 20 do século XX ? - com adornos bonitos na fachada, ainda resta um vaso ao alto, mas tudo sem destaque no todo pálido.



 

sábado, 18 de dezembro de 2021

Uma Casa Velha

Adoro essas casas dos anos 20 ou 30 do século XX. Elas estão rareando, todas sendo demolidas para dar lugar a uma nova construção em estilo caixote de interior amplo para abrigar qualquer comércio. E assim a cidade se desfigura e assim exemplares da arquitetura das antigas casas de família vão desaparecendo.

Passei por esta casa e vi um movimento de operários e pensei, vão demolir! Tratei de fotografar, mas, algum tempo depois, lá  estava ela toda pintadinha de novo no seu vermelho, o vermelho que parece ser o original, realçado, avivado e, então, imagino que a demolição que virá, com certeza, não será de imediato.

Que bom!

Eu amo esses adornos de fachada moldados em cimento que dão ideia de um balcão sob a janela. Enfeitam, embelezam.  Pintados, ressaem os desenhos de flores e guirlandas tão bonitos e de gosto tão nostálgico...quem morou ali, quem era a família que viveu ali os seus dias até vendê-la para alguém que não a usa como morada - a casa parece ser de alguma instituição e funciona como uma repartição, sei lá.

Quem ali viveu bons e dramáticos acontecimentos?

Lembro da crônica de Hidelgardes Vianna que descrevia as casas de antigamente e o "janelar" todos os dias dos seus moradores, pelas mocinhas e tias velhas apreciando o movimento da rua. Para "janelar" bem e por muito tempo se usava uma almofadinha para não machucar os cotovelos. Tinha muita coisa para apreciar...Nas procissões e dias festivos estendia-se uma toalha adamascada.

E assim seguia a vida de quem fazia da janela uma tela de cinema.

Foi-se esse costume tão prosaico e, hoje, fazer uma janelada pode resultar em incômodo, assalto, invasão da casa, um deus nos acuda qualquer. Socorro! Tempo tenebroso como me dizia um amigo e tão diferente do ingênuo tempo do "janelar" das antigas casas de família.


Ô de casa!

 Participação especial, a fiação da iluminação pública que tece verdadeiras teias e emaranhados sem fim e poluem visualmente toda a cidade. Um horror! Os fios são tantos que se destacam mais que o objeto fotografado. Socorro!

domingo, 12 de janeiro de 2020

A Casa Modernista de Mina Klabin e Gregori Warchavchik . São Paulo


Fotos feitas ano passado em São Paulo, no bairro de Santa Cruz onde fica também o Museu Lasar Segall. No caminho, a Igreja de Nossa Senhora da Saúde.
Fotografei à socapa a casa. Em um monitor de TV, filmes domésticos de época com cenas do dia-a dia da vida da família narrados por um dos filhos do casal. Uma delícia ver as antigas imagens, mas também um pouco melancólico, casa vazia em seus espaços imensos, amplos, sem cantos, geométrica, sem nada de sobra ou inutilidades. Moderníssima!!! 
Uma aula de arquitetura - moderna -. 
O essencial e o essencial é sem superficialidades. 

Imagens de fevereiro de 2019.























 Abaixo fotos do quarto das creanças com decoração infantil de pinturas e desenhos feitos diretamente na parede.