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domingo, 19 de setembro de 2021

Rosca e Torta de Maçã


 Mais algumas receitas da coleção Saborosos Quitutes de Mamãe Dolores escrito por Isaura Bruno. Dessa vez a Rosca e Torta de Maçã para atender o pedido de uma leitora aqui do blog.
















terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Bolo Luci


Tantos são os bolos com nomes de mulheres e só agora encontrei um com o nome de minha mãe, Luci, um Bolo Luci! Acho que Luci não é mesmo um nome de bolo...não é um nome açucarado, mas, este Bolo Luci é uma maravilha de receita! Lembra o bolo de especiarias, mas sem todas elas, só o gengibre e a canela e, o máximo!, leva chocolate amargo, o que não deve deixar o bolo "sabendo" demais a açúcar. Baunilha pra dar um tchan. Um bolo cheio de sabores e notas.
No próximo aniversário de minha mãe, Luci, o bolo será o Bolo Luci e feito por mim.
Essa receita eu encontrei em um livro maravilhoso de culinária da Editora Globo, dos anos 50  que eu adoro. De vez em quando eu dou uma olhada, uma re-olhada, folheio novamente, fuço e sempre descubro uma coisa legal. Dessa vez foi o bolo com nome de mãe. Da minha mãe.
Abaixo, a receita. E vamos bater bolo!



A capa e a contracapa  do livro, na verdade uma Enciclopédia de Arte Culinária com vários volumes, editada em 1951, por sinal, o ano em que minha mãe se casou. Um clássico da culinária.


 

terça-feira, 28 de abril de 2020

Giló . Sobe e Desce



O livro escrito por Darwin Brandão feito à partir de pesquisas sobre o tema comidas de origem africana e o hábito arraigado de de comê-las em toda à Bahia. O Sobe e Desce, na verdade, é um ensopadinho, um cozido mais simples. O giló é um dos legumes usados e entra como contraponto ao gosto adocicado da abóbora. Dá o tchan. Uma irmã mais velha de meu pai falava desse nome, mas, na minha casa da infância era ensopado, ensopadinho mesmo. Comia-se com arroz ou pirão feito do caldo. O molho de pimenta fresco na mesa. Era comida do dia-a-dia, sem salamaleque algum e feita durante às longas manhãs de antigamente. A carne era posta para cozinhar bem e, ao ficar mole, quase cozida, jogava-se os legumes e verduras. 
Nas receitas que aqui estão a carne do boi e a de sertão, pelo visto, eram cozidas apenas uma vez. Haja dente. Sei que se cozinha antes, senão não há quem mastigue.
Fui ver no livro de Hildegardes Vianna as receitas com giló, o Sobe e Desce - Escaldado de Giló - está lá, assim como um Ensopado de Giló.
Minha mãe adora giló, sempre cozinha ele puro com temperos e come com qualquer comida, principalmente o feijão, aquele simples do meio da semana e faz também o giló frito, que eu adoro.
Aqui em Salvador de vez em quando eu encontrava o giló branco que nunca mais vi nas feiras. É uma delícia, é maior que o outro, não tem aquele amargo forte e tem muita massa. Frito ou no ensopado - no Sobe e Desce - kkkkkkk é uma delícia!!!
Delirando com o giló, nesses dias amargos, imaginei um arroz salteado com giló e alho fritos. Com macarrão também. Hum!!! Acho que pode ser bom. Vão descer bem.

(desenho de capa de Noguchi)





(ilustração de Lênio Braga)

sábado, 28 de março de 2020

Bolo Delicioso e Broas . Saborosos Quitutes de Mamãe Dolores

Aqui vão algumas receitas que me pediram para reproduzir do livro de Isaura Bruno, a Mamãe Dolores. A primeira é do bolo delicioso, mas, lendo a receita, achei, na verdade, um bolo bem comum. O que será que ele tem para ser tão delicioso? O modo de preparar?
As outras receitas são de broas e há um grande sortimento delas, broas de cará, de milho, milho com polvilho, milho cozido etc. Me pediram duas, mas eu preferir colocar as páginas inteiras das broas. 
Neste período de quarentena, vamos fazer bolos e broas!




As Broas!!




Hummmm!!! Que cheirinho bom!!!!!!!!!!!!!

domingo, 24 de novembro de 2019

A Bahia em duas Receitas de Bolos de Isaura Bruno - Mamãe Dolores



O "pulo do gato", o êxito da receita deve ser a vasilha vidrada...kkk e me lembrei das vasilhas, panelas, alguidares e caxixis - pequenos objetos e também as panelinhas para as crianças brincarem de "cozinhado" e que se vendiam e vende ainda na feira de São Joaquim. Eram todos vidrados. Existem as vasilhas que não são vidradas, no barro puro, mas, essas, não deveriam servir para fazer o bolo baiano. Deviam solar!
Esse detalhe da vasilha ter de ser vidrada é o máximo nessa receita de Isaura Bruno. Imaginar que as antigas donas de casas tinham em seus acervos de cozinha vários tipos de vasilhas. Hoje, grande parte das donas de casa, compram bolo na loja mais próxima. Falta de tempo. Praticidade. Desgosto doméstico.



"Isto é velho do tempo em que já se escrevia Bahia com H". Então essa receita do Bolo Baía é velhíssima!! A Bahia ainda se escrevia com I.
Êxito, amigos e amigas e vamos bater bolos em vasilhas vidradas ou não, com H, ou com I, sem H, o segredo é a paciência. Haja!

domingo, 17 de novembro de 2019

Três Receitas de Bolos de Natal de Isaura Bruno - Mamãe Dolores



Uma senhora, leitora do blog, me pediu que colocasse aqui uma receita de um bolo de natal que ela fazia pelo livro de Isaura Bruno - Mamãe Dolores - mas se esqueceu da receita. No livro tem essas três receitas de bolos natalinos que estou postando agora. Portanto, deverá ser uma das três à por ela esquecida.
E... Feliz Natal!







quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Mazagran Baiano

Um cafezinho,
1 colher de chá de melaço de cana,
1 colher de chá de açúcar demerara. Mexe.
Água com gás,
Um pouco de suco de limão,
2 cubos de gelo.
E é só isso. 
Ficou ótimo. Refrescante! Ah!!! 
O próximo vou colocar só o melaço, 1 colher de sobremesa.
O Mazagran, ou "café gelado", é bebida ótima para aguentar a canícula de Salvador que está, como já disse Nelson Rodrigues, de derreter catedrais.
No mais, esta é a minha homenagem a Madame Francine!


quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Madeleine Francine Biberia e uma Receita Prática de Mazagran



Essa receita de Mazagran dada pela Madame Francine é bem prática. O limão deveria ter, acho, mas o rum, o hortelã e o açúcar - o xarope - na receita simplérrima dela não têm e, por isso achei ótima! Quem não tem cão caça com gato e é uma boa fazer em casa sem salamaleques.
 As outras receitas do Mazagran com o café adoçado, suco, raspas de limão, gelo, rum, e cubos de gelo na água gasosa fazem o café gelado.
A origem do Mazagran é argelina. Há uma variante portuguesa e a austríaca que não leva o hortelã.
Depois do sinistro infeliz, ela teve a feliz ideia de servir um Mazagran bem simples - brasileiro? - que, no calor do Rio caiu muitíssimo bem!
No mais, a Madame Francine ainda teve a gentileza de servir uma bebida à jornalista que foi entrevistá-la no meio dos escombros. Foi muito elegante e mostrou a superação dela depois de perder o que a segurava na vida: sua coleção de antiguidades.
E com esta receita do Mazagran encerro a série de postagens que fiz com a impressionante história de Madeleine Francine Biberia, a Madame Francine.


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Salvador...Um Bolo de Sonho


Receita do livro de culinária de Isaura Bruno, a "Mamãe Dolores" da novela O Direito de Nascer. A edição em três volumes não está datada, mas é dos anos 60, época em que a atriz virou uma estrela da nossa TV.
Já escaneei um desses volumes e, agora, estou venho colocando receitas esparsas. 
Neste volume tem uma série de receitas de bolo ilustrada com um local marcante de cada cidade do Brasil. Salvador serviu para o Bolo de Sonho, aliás, Salvador nos anos 60 era mesmo um sonho: calma, tranquila, alegre e segura. Hoje, a cidade serviria para ilustrar a receita de um "bolo pesadelo", pois está violenta, insegura e a alegria diminuiu. 
O bolo de sonho solou.



terça-feira, 24 de julho de 2018

Acarajé e Molho de Acarajé . Receitas




As duas receitas, o bolinho de acarajé e o molho são perfeitas, são as tradicionais, são também as mais simples e as que dão os melhores bolinhos. O acarajé não precisa de invenção, de inovação, é isto mesmo que está escrito e descrito. O molho é de arrasar de gostoso! 
Ambas as receitas estão no livro de Ibrahim Sued,  Aprenda a Receber - Etiqueta - Ed. Top Promoções e Publicidade com distribuição pela Ed. Record, 1977.
Dona Lúcia Peltier de Queiróz é senhora de tradicional família baiana - acho que já falecida - e ao passar  esta receita para o amigo Ibrahim,  passou o melhor, ou seja, a autêntica receita do acarajé e o fantástico molho que tradicionalmente o acompanha.
Todos sabem, mais vou repetir, o acarajé é uma comida do candomblé, é de origem africana e do orixá Iansã. Antes de fazer os bolinhos para vender as baianas de acarajé fazem pequenos bolinhos que são lançados à rua em frente ao tabuleiro em oferenda à Iansã e só depois disso é que elas começam a fazer os bolinhos maiores, as verdadeiras delícias para vender ao público.

sexta-feira, 20 de julho de 2018

Bolo Dourado dos Anos Dourados



O desenho da garotinha é assustador, apavorante! Menininha horrível!!!! 
-Mamãe, eu não quero este bolo da menina medonha!
-E desde quando criança tem querer? Vai comer, sim! Mamãe "gastou os tubos" para fazer este Bolo Dourado e papai não está achando dinheiro pela rua.
-Buááá!!!!!
A propaganda do Fermento Royal - época em que a embalagem era de papelão - é de março de 1957 e está em uma...Seleções! Será que eu virei, bem fora de tempo, um representante da antiga revista? Será que virei um antigo mercador da revista que ia de porta em porta? Mascateio Seleções, será? Ofereço à domicílio a Seleções para que toda família a leiam juntinho no aconchego do dictoso lar??? Será que estou tendo bons ganhos?
Na verdade sempre odiei a Seleções que era uma revista para adultos, para o papai e para a mamãe, com suas matérias e artigos caretérrimos, longos... mas as propagandas e os desenhos, as ilustrações, as capas, eram muito legais. Hoje eu adoro, redescobri, e gasto meu dinheirinho com as velhas revistas quando as encontro pelos sebos ou deitadas no meio da rua como se fossem lixo. Viraram luxo para mim.
Bem, odiei o desenho da menina, mas gostei da receita do Bolo Dourado dos anos dourados repousando sobre um lindo e singelo prato para bolos de louça brasileira, com certeza...Um prato para bolos da Mauá, da Matarazzo, da Adelinas ou de outra marca entre as muitas de ótima qualidade que havia aqui no Brasil.


sábado, 12 de maio de 2018

Bacalhau Medonho


 Dentro de um livro velho comprado em um sebo, achei esta receita de bacalhau copiada - parece que apressadamente - por uma correntista - será? - do Banco do Brasil. Correntista ou não, imagino que encontrando uma amiga na agência, trocou a receita e a copiou no papel que tinha, ou seja, o do banco. Memorizar a receita ela não iria e perdê-la...jamais, então, vamos copiar!
Os livros velhos trazem várias surpresas, vários papéis escritos com os mais variados assuntos como esta receita de bacalhau que, na verdade, achei bem esquisita pois mistura vinho branco com leite de coco!!! Argh! Não consigo imaginar os dois juntos, é uma combinação tipo morte certa! Uma bomba.
Gostei mesmo do suporte. KKKK
Isto aconteceu em 1994.



sexta-feira, 29 de dezembro de 2017

Bolo de Luar






Receita de revista guardada dentro de um caderno. Folha solta esperando o olhar de alguém que se disponha - ou já se dispuseram - a executá-la.
Receita de bolo simples, sem complicações e que deveria ser mais gostoso quando levado à mesa com o circunflexo
Causava olhos de festa nos convidados!
 Bolo de Luar. 
Será que nesse tempo de tanta violência, alguém comeria um bolo... ao luar???

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Biscoito Avoador . 2


Ou voador, como está escrito na receita, são os famosos biscoitos de polvilho feitos no interior da Bahia, Sergipe e em Minas Gerais, porém com algumas variações e denominações. O comum a todas as receitas é a massa escaldada com água ou leite fervendo e misturado à gordura. Aqui na Bahia, além do nome voador ou avoador são chamados também de Chimango e de Peta. Em Minas são biscoitos de polvilho ou de goma mesmo.
Os biscoitos Globo famosíssimos no Rio de Janeiro são, também, biscoitos feitos de polvilho ou de goma. 
O pão de queijo mineiro também é de polvilho.
A bolachinha de goma, doce, é de polvilho.
O Brasil é o país da goma e do polvilho. E haja mandioca!
Aliás, louvemos a mandioca!
Esta receita - que não lembro quem me deu - está colada em um caderno meu. Uma outra de avoador - voador - e também manuscrita, já postei aqui. Mas essa eu me lembro bem quem me deu: d. Maria, senhora nascida em Palmeiras, Chapada Diamantina e que já faleceu. Dela eu ganhava sacos e mais sacos ENORMES de avoador - voador.
É por isso que eu sou uma pessoa muito viajada.
Voo demais.