sexta-feira, 22 de abril de 2022
domingo, 3 de outubro de 2021
Produtos do Brasil
Um texto para Leitura e Recitação que serve para Reflexão. Quantas frutas, legumes e raízes elencados neste Productos do Brasil que já desapareceram, sumiram do mercado, das feiras e das mesas do brasileiro. Saíram de moda, o gosto das pessoas mudou. Muitas dessas iguarias não são mais cultivadas ou, melhor, agora são cultivadas de maneira restrita em agricultura familiar de cultivo orgânico como PANCs. Continuam vivas para quem quer e se importa com o que come.
É uma tristeza isso, esse esquecimento de alimentos tão ricos e gostosos que simplesmente foram trocados por outros processados, caros e péssimos para a saúde.
Há muito tempo li uma matéria de Nina Horta para a Folha de São Paulo em que ela comentava o 'desaparecimento' do Mangarito. Em outra matéria do mesmo jornal, uma senhora paulista dizia que tinha saudades de muitas coisas da mocidade, entre elas a do Mangarito cozido, cozido na carne como a batata e que era uma delícia. Hum!!! vontade de provar!!
O Mangarito, vi outro dia aqui na net, voltou a ser cultivado, introduzido novamente nos lares, nos lares de quem quer comê-lo, trocá-lo pelo pão branco com presunto e queijo. O Mangarito são pequenas batatinhas que se cozinham e descascam depois. Será que é muito trabalhoso fazer isso, se dar ao trabalho de descascá-lo??? Mais fácil enfiar um pão na boca.
A Mangaba que é uma maravilha e tão comum em Salvador praticamente não existe mais para comprar. Tem Mangaba, freguês? - Não!!
Como elas nascem, brotam naturalmente nos terrenos de praia ou litorâneos - cadê a Mata Atlântica??? - que estão todos loteados pelos empreendimentos imobiliários e pelas invasões, então, tchau Mangaba! Foi um prazer em conhecê-la, querida.
Araçá, já era. E tinha o Araçá Cagão, pequeno. Foram-se os dois. Ficaram as goiabas imensas, medonhas que nem cheiro têm.
O Caju, silvestre, fruta que marcava o verão, miúdo e delicioso da Ilha de Itaparica... cadê ele? Agora o Caju é de todo o ano, não só do verão, e enormes e sem graça.
O que será, hoje, do Cambucá - 'uma remota batucada' como na canção do repertório de Dalva de Oliveira. Nunca comi. Daqui do Nordeste não deve ser e, de onde ele é, será que ainda nasce? O Baco-Pari...muito prazer. Joazes...olá, rapazes! Mandapusá, oi! A Ata, estou escrevendo aqui uma ata do já era. Taiobas sumidas, nem mais no efó que rareou também na mesa baiana de azeite. Dá muito trabalho picar, bater na tábua...
Eu adoraria comer, o Inhame Asselvajado, uma Junça, Mangaritos redondinhos...ui, que maravilha! Caraetê, Caraju. Cará Barbado não deve ter mais barba, pelo algum, coitado do imberbe Cará!
E o Morici? Nunca vi, nunca comi! Existe ainda neste Brasil queimado de meu deus de 2021?? Do Morici lembro do ditado, 'é tempo de Morici, cada um que trate de si'. Nesses tempos de 'farinha pouca meu pirão primeiro', quem é que ainda de lembra dos Productos do Brasil?
Uns poucos, sim.
Há ainda os pequenos agricultores que plantam e comercializam. Os resistentes.
No mais, ou no tudo, são lindos os nomes das iguarias, todos eles de origem Tupi.
O lindo texto está no livro Língua Portuguesa de João F. Pinto e Silva de 1925.
quinta-feira, 28 de maio de 2020
Um Belo Verso
Trecho de um poema de William Holmes McGuffey que, adorei! Os versos estão na Coleção Famosos, Ed. Lidador, 1965, que focaliza a vida de escritoras e escritores americanos.
Um belo achado.
terça-feira, 24 de julho de 2018
quarta-feira, 22 de março de 2017
Recitativo . Revista Sesinho . 1960
Presente do meu amigo de São Paulo, Samuca, esses lindos desenhos com quadrinhas hilárias da revista Sesinho que ele adorava quando era criança.
Eu não conhecia a revista, nunca vi aqui em Salvador.
-E vamos ao recitativo, crianças!
-Tomem da revista e vamos decorar!
Boneca sou dos malaios KKKKKKK
domingo, 22 de janeiro de 2017
Nossas Férias Vão Chegar . Recitativo
Vamos todos para casa
Nossas férias vão chegar
Trabalhamos já bastante
Precisamos descansar
Sentiremos muita falta dos colegas tão bonzinhos
E também das professoras de quem somos amiguinhos.
Lá - lá - lá - lá - lá - lá - lá
- Muito bem creanças!
-Primeira estrofe, novamente!
sexta-feira, 2 de dezembro de 2016
Veado . Adivinhação
O livro é uma completa delícia, com muitas quadrinhas, cantigas, dizeres, repentes, adivinhações, letras de músicas, desafios, enfim, criações anônimas e outras não, do rico folclore baiano que o autor recolheu e reuniu no livro citado.
O Violas tem coisas maravilhosas, inacreditáveis e hilárias! Êta povo criativo o baiano! Só eu vivendo umas trezentas vidas pra colocar uma partezinha aqui no blog.
Os veadinhos de louça eu comprei em 2015 numa feira de antiguidades em São Paulo.
Vamos recitar?
A linda capa do livro ilustrada pelo pintor e professor baiano Emídio Magalhães, 1905-1990.
sábado, 12 de novembro de 2016
terça-feira, 6 de setembro de 2016
quinta-feira, 30 de junho de 2016
Dona Alegria . Recitativo!
E vamos ao recitativo! O poema de Lilinha Fernandes é uma belezoca, mas nas duas últimas estrofes a mensagem desanda, parece que Lilinha se baratinou, ficou louca e, no desfecho, se contradiz e fica descrente da alegria.
Nota 9 pra Dona Lilinha e o seu Dona Alegria.
Acho que em todos os casos é melhor deixar a alegria entrar pra dar uma arejada nos ambientes e nas mentes, principalmente. Até rimou...
Então, decorem bem o poeminha e recitem à perfeição!!!
(Anuário das Senhoras - 1936.)
quinta-feira, 9 de junho de 2016
Minha Baianinha... . Recitativo!
Lindo poema de W.Tanajura de Araújo e o verso em destaque é um primor quando descreve a baiana com seu antigo traje antigo, o seu jeito, o seu feitiço.
Aonde foi parar esta baiana???
Com certeza se perdeu pelas ladeiras de Salvador, perdeu o rumo, perdeu a rota, o feitiço e...desapareceu.
Como a velha Bahia!
terça-feira, 12 de abril de 2016
sexta-feira, 25 de março de 2016
sábado, 5 de março de 2016
domingo, 17 de janeiro de 2016
As Árvores . Recitativo!
Imagem de hoje no jardim do Campo Grande em Salvador. Se a árvore estava doente, tudo bem a derrubada, mas, como a cidade está em um franco processo de desmatamento e de desertificação - só plantam palmeiras e coqueiros como se eles dessem sombra e ventilassem - fico sem saber o que pensar. Vou apurar.
"Eu vou a Palácio"!
quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Passarinho Fofoqueiro . Recitativo!
Poesia de José Paulo Paes, que é um poeta simplesmente maravilhoso e que faleceu cedo, muito cedo, pois poderia estar aqui, ainda, criando coisas tão lindas como este Passarinho Fofoqueiro que, acho, foi publicado depois de sua morte.
Vamos recitar José Paulo Paes!
E deixar as fofocas.

















































