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domingo, 26 de fevereiro de 2023

Uma Cadeira Trono!


Amo esta cadeira - uma cadeirão, quase um trono - que comprei há muitos anos em um antiquário. Mandei fazer essa almofada de tecido mais chamativo pra dar uma modernada legal, mas, muitas vezes enjoo e deixo ela sem a almofada, na palhinha que é original. Aliás, a função da almofada é proteger a palhinha...mas ela fica assim, encostadinha em um canto...agora mesmo que estou em outra mansarda, a cadeira está ainda fora do seu lugar definitivo. Como a cadeira, eu não paro e carrego ela e todas as outras minhas tralhas comigo!

E assim eu vou.




 E a que está atrás, uma thonet original - mas a palhinha n. 01 miudinha, tinhosa - eu mandei refazer - e é outro escândalo de linda!

E haja bundas antigas e novas para sentar nelas!

segunda-feira, 22 de setembro de 2014

Pfaff . Vamos pedalar!!!

 PFAFF, Meu Amor!
Quantas costuras, remendos, lencóis, fronhas, toalhas e toalhinhas de mesa. Paninhos. Adoro ouvir o seu barulhinho no pedal sem motor que anda como a gente quer: tá agoniado, rápido! Tá geleca, lento, lentíssimo, sem pressa. Não tem costura pra entregar, nem freguesa pra provar, reclamar antes de levar: "Tá bebendo água", "Tá pegando arroz"!!!! 
A Pfaff passando sobre algodões macios, bramantes, morim, chita-quem nos dera que ainda fossem como eram, macias no seu puríssimo cotton.  Agora é cotton petróleo de textura podre. Que pinica no corpo do ser carente do algodão puro antigo da chita. Tecido tão brasileiro que cobre rico, cobre pobre. Cobre.Cobria.
Pffaf das bainhas perfeitas no pontinho miúdo feito em obsessão. Só serve assim. Perfeito. Sem saco, passar uma costura amigué, não rola.


sexta-feira, 7 de março de 2014

Minha Cadeira Thonet


Ganhei essa cadeira Thonet há muitos anos. Estava bem estragada, pois acho que estava a pegar chuva e sol. Da antiga palhinha nem restos havia...mas estava perfeita! Mas, creio, se eu não tivesse a sorte de resgatar, iria para o lixo.
Mandei restaurar com seu Marivaldo_já falei dele aqui_ da rua Rui Barbosa, e ele me entregou a cadeira perfeita. Pedrinho, empalhador, também da Rui Barbosa, colocou a palhinha, como só ele sabe colocar: perfeita!
Quando eu levei a cadeira ou os seus quase restos mortais à Rui Barbosa, a rua dos antiquários no centro de Salvador, ela causou sensação!!! Ficaram loucos pra que eu vendesse. É claro que não vendi e está comigo há uns 30 anos. Ou mais!
Nunca vi uma cadeira igual a essa. Do modelo dessa. Não é uma Thonet comum, simples. Sempre fiquei observando por aí para ver se achava outra igual, mas nada!
Lendo recentemente a revista da Biblioteca Nacional, eis que me aparece uma cadeira exatamente igual a minha e que pertencia à antiga Livraria Laemmert do Rio de Janeiro, fundada em 1838 e fechada em 1909.
A Livraria Laemmert de donos alemães, tinha em seu interior belíssimo, várias cadeiras iguais à minha para os seus fregueses se sentarem a escolher os livros para comprar. Adorei!

 O interior chiquérrimo da livraria com seus balcões e as Thonets enfileiradas. A foto é do livro História das Livrarias Cariocas de Ubiratan Machado, publicado pela Edusp, 2012.

 Molina baixou, aproximei...

 Mais próximo e... eis aí a minha Thonet original salva por mim de ir para o lixo e que, hoje, está em minha salinha de meu apartamentinho.

 Fui à Casa de Noca fuçar umas Thonets.

 Ui! Sou acrófobo!!! Jamais ficaria sentado em "minha Thonet vienense original", na beirada de um arranha_céu...


Um catálogo da época com variados modelos de cadeiras, sofás e mesas Thonet.

Uau! Ela faz  a linha creolina!
Quando eu quero um táxi para Viena d'Áustria, eu sento na minha Thonet e viajo...