E o cachorro da RCA. E um disco da Brunswick no prato?
sexta-feira, 3 de julho de 2026
domingo, 5 de abril de 2026
Radiola
As radiolas e os LPs. até hoje não saem do meu pensamento! Preciso comprar uma pra ouvir antigos discos que tenho, muitos ainda, e bem guardados.
Pra completar o assunto - radiola - uma música que eu adoro, "Quando tu Passas Por Mim" de Vinícius de Moraes e Antonio Maria. E a cantora, é uma das minhas preferidas eternas, Doris Monteiro.
Ouçam.
domingo, 10 de dezembro de 2023
Doris Monteiro . Quando Tu Passas Por Mim
Doris Monteiro, um luxo da música popular do Brasil. Achei ontem no Youtube esse vídeo de Doris de 1976 e enlouqueci! Que classe, super contida, elegantérrima, um arraso!
Quando Tu Passas Por Mim, música de Vinícius de Moraes e Antonio Maria.
Bons tempos da mpb!
domingo, 29 de outubro de 2023
A Mulher de Roxo . Rua Chile . Salvador
Eu ainda vi muito a Mulher de Roxo ali na Rua Chile, nas imediações da antiga loja Sloper, ela ficava sempre por lá, às vezes dava uma circulada dentro da loja e saía, calma, serena, não mexia com nada e nem com ninguém e todos respeitavam ela. Hoje seria muito diferente.
Nessa cena desse filme ela está sentada no corrimão da escadaria do antigo Palácio dos Esportes na Praça Castro Alves. Imaculada no seu traje branco, usava joias, anéis, pulseiras, as unhas pintadas, lia um livro e sorria. Aqui ela estava bem sorridente, às vezes estava muito seria encostada na parede da Sloper.
Adorava ela, tranquila, simpática e sempre com um figurino novo, não sei se era ela própria quem se vestia ou alguém ajudava ela. Tem um livro editado aqui em Salvador que conta a sua história, nunca li. São ou eram tantas histórias que se contavam sobre ela...
Esse filme é muito interessante pois mostra a Bahia ou melhor, Salvador, como era naquele início dos maravilhosos anos 70, pelo menos pra mim que estava com 16 anos e tudo era curtição, não tinha obrigações além de estudar. Mas eu sabia da barra pesada que muitos viviam, os que contestavam o regime militar da época. Eu e muito optamos por "desbundar", pelo "desbunde".
Nesse filme, Dorival Caymmi trabalha como ator e tem uma gravação da música Dora de autoria dele que é simplesmente sensacional, num arranjo belíssimo e o vocal impecável do Quarteto em Cy.
Abaixo uma foto de jornal da época que escaneei. Nesse exato ponto ficava o reinado da Mulher de Roxo, na marquise da esquerda ficava logo depois a loja Sloper, o ponto preferido dela na Rua Chile. Esse ônibus Barra Avenida - da Vibemsa - KKKKKK já estava para descer a Praça Castro Alves.
domingo, 15 de maio de 2022
Dora . Dorival Caymmi . Quarteto em Cy . Bahia 1971
Parte da trilha sonora para filme rodado na Bahia baseado em Capitães da Areia de Jorge Amado. Ultimamente redescobri O Quarteto em Cy, meu deus como elas cantavam bem!, e como eram afinadérrimas e de um repertório fantástico!
Essa gravação de Dora, que não está em nenhum disco e em nenhuma coletânea do quarteto é, simplesmente, belíssima!!! Não me canso de ouvir aquelas vozes longínquas em uníssono tão perfeito, sofisticado, e ultra relaxante, cantando em inglês e arranjo bossa a Dora de Dorival Caymmi, música tão cantada, tão linda, mas que sempre surpreende em gravações sejam antigas ou novas.
Essa versão do Quarteto em Cy é de 1971 e, no vídeo, surge a Bahia daquela época tão tranquila e calma, época em que se andava pelas ruas flanando sem hora pra ir e voltar e sem pensar que alguma coisa desagradável pudesse acontecer.
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
Rio de Janeiro e O Barquinho de Roberto Menescal
E o Japão está comemorando os 60 anos da música O Barquinho de Roberto Menescal e Ronaldo Bôscoli. Menescal também está aniversariando fazendo 83 anos.
E o Brasil, nada. Homenagem, pra quê??? A nossa cultura musical, aliás toda ela, está passando batida...numa batida diferente e indiferente a tudo o que de melhor representa o nosso povo.
"Dia de luz festa do sol e o barquinho a deslizar no macio azul do mar", nessa pegada alegre e sofisticada da nossa melhor música, a Bossa Nova - por causa dela o Brasil é conhecido no mundo todo - é que deveríamos estar a navegar.
Esse clichê miudinho do Rio de Janeiro, com a linda enseada da Praia de Botafogo, está em uma revista National Geographic de 1926.
E viva o Brasil. E salve o Japão que prestigia a nossa melhor música e parabéns ao Barquinho e a Roberto Menescal.
quarta-feira, 12 de agosto de 2020
Elis Regina . Programa do Show Transversal do Tempo . 1978
Encontrei por esses dias este programa do show de Elis Regina, o Transversal do Tempo. Uma surpresa total!!!!
Adorei na época, o disco do show, mas o disco anterior, o Elis, eu não curti. Como imaginei que o show Transversal do Tempo teria como base as músicas daquele disco, não me interessei de ir ver o show quando ele foi apresentado aqui em Salvador, no Teatro do ICEIA.
O Elis de 1977, eu achei um disco pesadíssimo, triste, encucado, como estava a cabeça de Elis naquele período. O Brasil não estava nada fácil também, principalmente para alguns artistas como ela. Então, fazer um disco e um show altamente engajado politicamente, reivindicatório era o que Elis queria fazer e fez. O show era ou foi a contribuição de Elis Regina, como artista e como pessoa, para falar sobre o Brasil daquele momento, como ela via aquele momento.
Hoje eu entendo o show como um alerta para a desintegração, a desvalorização do país e da sua natureza, de suas matas, animais, índios, o povo simples, o operário, a massificação, os trabalhadores no qual ela estava incluída, sufocada e engolfada como artista, vivendo na "selva das cidades" e lutando para sobreviver.
Sim, voltando. Não quis ir assistir ao Transversal do Tempo. Estava eu, também, "de férias de Elis Regina", como disse Caetano Veloso na época. Ele - com toda razão - não curtiu a forma como ela interpretava a música Gente, meio que ridicularizando a letra. Elis estava sem humor naquele período. Se a música não fosse engajada, ela achava fútil. Gente se fosse cantada seriamente não destoaria do todo do show, afinal e no final, o povo brasileiro quer brilhar mesmo, existir e não morrer de fome. Viver com dignidade. Mas Elis, ou quem orientou ela na direção do show e na elaboração do roteiro, não viu ou não quiseram que ela visse qualidades na letra de Caetano.
E eu não fui ver o show com meus amigos, lá no teatro do Barbalho. Depois eles me falaram maravilhas, tipo "você perdeu etc. e tal. "ela estava uma loucura", "cantando divinamente, pra variar, afinadíssima"..."cantava uma música num tom altíssimo e correndo de um lado pro outro do palco - a música Corpos de Ivan Lins e Vítor Martins - sem parar..." achei uma loucura... só Elis mesmo pra fazer tal feito. E sem desafinar.
Mas nada me abalou. Quando o disco ao vivo saiu eu fui logo comprar e adorei. Que ódio!!! Eu deveria ter ido kkkk, com certeza, vendo o show, minha resistência iria ter fim, nocauteada pela maravilha de ver Elis em cena e cantando com aquela vontade e gana que ela tinha quando entrava no palco.
Mas, Elis, sempre mudando e partindo pra outras, no disco seguinte o Essa Mulher, - ela já era uma nova Elis, uma nova mulher - já me arrasou, já caí de 4, me enlouqueceu e o show seguinte no TCA eu não perdi.
E aquela foi a primeira e última vez que vi Elis Regina ao vivo.
Uma máquina Hermes - sou o feliz possuidor de uma até hoje! - e um Caravan. Carro imenso que dava para mil famílias. E o cachorro. Coisas da época na transversal do tempo. Ainda nem se imaginava, em 1978, um computador nas casas, corriqueiro como um liquidificador, internet, cruzes!, celular...ficção, misericórdia! Creio em deus padre! Hoje a gente vive o final do tempo. Nada de bíblico pelo amor. Final de linha. O tempo se esvai e se consome e não temos tempo nem de refletir se estamos numa reta ou numa transversal, o momento anterior, o que foi? e o seguinte, o que será? não temos ideia. Nem causa e consequência tem resultado, não dá em nada e se der, nada. É um final nada. Nenhum. Embaralhou o meio de campo e segue assim. Melhor seguir - vamos! - senão ficamos...ficamos? como? As coisas que eu sei de mim?
Caminhemos, talvez nos vejamos depois.
Talvez nos vejamos, quem sabe.
Quanto tempo. Pois é. Quanto tempo.
quarta-feira, 4 de março de 2020
Brigitte Bardot - Máscara - Marchinha e Folião
Brigitte Bardot, Bardot,
Brigitte beijou beijou,
Lá dentro do cinema todo mundo se afobou
BB, BB, BB
Por que é que todo mundo
Olha tanto pra você
Será pelo pé? - não é
Será pelo nariz? - não é
Será o tornozelo? - não é
Será o cotovelo? - não é
Você que é boa e que é mulher
Me diga então porque que é...
Jorge Veiga cantando a marchinha de carnaval Brigitte Bardot de Miguel Gustavo, 1971.
A máscara foi distribuída em uma das edições do São Paulo Fashion Week em um manifesto contra o uso de peles de animais e homenageava BB, engajada nessa luta depois que deixou de filmar.
Um amigo guardou a máscara e me deu de presente - em pleno carnaval - anos depois.
E a versão original da marchinha gravação de 1960.
segunda-feira, 1 de julho de 2019
Claudette Soares
Mais uma fotinha da ótima Claudette Soares pregada nos meus álbuns dos anos 70. Claudette era insuperável nas músicas de bossa nova bem balançadas e ligeirinhas que ela cantava com a dicção e afinação perfeitas. Hoje, ela tá com um repertório muito diversificado, prefiro a antiga Claudette balançadinha de antes, mas... Claudette Soares está por aí, trabalha sem parar - já tem mais de 80 anos! - portanto, tem direito a cantar tudo o que der na telha. Só espero que nunca se esqueça que ela é a "dona da bossa".
Nesta foto ela está totalmente na moda 70: cílios postiços enormes - tipo perna de aranha - e roupa de plaquinhas metálicas presas por correntes bem no estilo Paco Rabane.
Moderníssima!
Futurista!
Sideral!
Pssssssssiu!
Assim era Claudette, chiquérrima nos seus 1.49 cm de elegância!
sexta-feira, 27 de abril de 2018
Jangada e Leny Eversong
Revista Seleções, agosto de 1968.
Gosto de ficar olhando os pequenos desenhos, ilustrações para propagandas que passariam despercebidos a um olhar menos atento, mas não ao meu quando "reviro" pelo avesso revistas antigas à cata de coisas, pra mim, bonitas e que valem à pena o trabalho de escanear para colocar aqui no Antiguinho. E a Seleções tem uma riqueza desses "deseinhos" pequenininhos que ficam assim de coadjuvantes, escondidinhos, mas que são um grande barato. Eles são bem feitos, pequeninas obras de arte, são ricos, são engraçados e são poéticos como o dessa jangadinha no mar com seus pescadores, emoldurada por coqueiros, o céu e o mar do Brasil antigo, da Bahia, do Ceará... tão bonita esta "ceninha" de outrora.
Não vejo mais jangadas no mar.
Quando menino via muitas em Itaparica, cuja lembrancinha local era, justamente, uma jangada feita de madeirinha mole, com retalhinho de algodão fazendo a vela e que sempre meu pai ou alguém mais velho comprava pra mim. E eu levava pra casa em Salvador a jangadinha pequenina, a colocava de enfeite e depois elas ficavam velhinhas, quebravam e seguiam seu destino - iam pro lixo - talvez fosse parar novamente no... mar.
Fui ao Youtube.
Queria colocar a minúscula ilustração da jangada - que é de um antigo anúncio de companhia de viagem e ilustrar com uma música. Dei de cara logo com uma preciosidade, uma pérola do repertório da cantora Leny Eversong, cantora famosa nos anos 50, 60 e, já nos anos 70, esquecida. Leny Eversong era magnífica, afinadíssima, extensão vocal incrível, ia das mais baixas notas às mais altas e dicção perfeita. Aqui nesta música ela está contida, cool, saboreia as notas, palavras por palavra da canção.
Essa música Jangada - Hervé Cordovil e Vicente Leporace, gravação de 1958 - é tristinha, melancólica, letra e melodia lindas - violão elétrico 10! - mas é tão bonita que fiquei dias a ouvir.
Que bom que ainda vejo jangadas num horizonte meu. Que bom que sou de um tempo que ainda "peguei" Leny Eversong cantando na televisão arrebentando microfones com seu vozeirão.
"Jangada que enfuna a vela e desafia o mar..."
quarta-feira, 24 de janeiro de 2018
São Sebastião
E o dia de São Sebastião passou - 20 de janeiro - e eu esqueci de postar esta estampa que escaneei do livro Na Escola de Jesus, edição de 1955 da Editora Paulinas.
- São Sebastião, segue aqui a minha homenagem atrasada, o senhor entende, a vida moderna...
Antonio Villeroy cantando a canção que ele compôs em homenagem a São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, que, como ele diz na letra, é "a cidade estandarte do Brasil"... apesar de ser um "Rio flechado em seu peito atravessado pelas setas dos seus filhos."
Sofrido Rio de Janeiro!
Amemos o Rio de Janeiro - ô cidade linda! - e peçamos a intercessão de seu protetor para que ele continue segurando o que resta do Rio.
domingo, 21 de janeiro de 2018
Dora . Caymmi . Gal
Hoje eu escrevi uma resposta a uma leitora aqui do blog e me lembrei de uma canção de Dorival Caymmi, Dora, que eu adoro!! e, nunca mais tinha escutado. Nana também gravou super bem a música, mas eu adoro o versão de Gal. Este vídeo da cantora é de um show em 1993 no Teatro Castro Alves em Salvador.
O desenho de Caymmi - já postado aqui - é do pintor baiano Carlos Bastos.
domingo, 25 de junho de 2017
Sacha Distel . Je Crois Qu'on S'aime
Adoro esta música de Sacha Distel - uma bossa-nova francesa deliciosa - que há tempos eu procurava no Youtube e, ontem, um amigo me mandou o link. É uma composição dele e está em um álbum só de bossa-nova gravado em 1975.
Sacha Distel foi reconhecido como um grande guitarrista de jazz. Foi cantor de sucesso, ator, apresentador de TV. A música La Belle Vie que todos os grandes cantores gravaram é dele. Acho que só com os direitos autorais dessa música ele ficou milionário.
Além de tudo era um belo homem e no início dos anos 60 fez um belo par com a bela Brigitte Bardot.
Brigitte dizia que só interessava a ela os homens bonitos e ela deve ter feito a festa com Sacha Distel e ele, mais ainda: pongou na fama de Brigitte, então uma das mais famosas estrelas do cinema francês e se tornou um astro.
Foto dos antigos álbuns de artistas que eu fazia.
quarta-feira, 14 de junho de 2017
Coquetéis
Capítulo do livro de Dolores Botafogo, Boas Maneiras - Recepções, com desenhos lindos e super bem feitos e com textos impagáveis, completamente hilários e totalmente de época.
Edição:1966.
É bom de se ver e dar risadas!
Li uma vez um comentário de uma granfina dizendo que era difícil encontrar vestidos para coquetéis e que Guilherme Guimarães é quem fazia bem esses modelos.
O nome da rica eu não lembro.
Então vamos aos tipos de coquetéis!
"Não sabia que as distintas eram assim..."
Pois é, elas caem no samba e enfiam o pé na jaca!
O povo perdendo a classe na hora dos comes e bebes. Cruzes! E há aqueles que não saem de perto das mesas. Argh!!!
O desenho é hilário: no afã de comer quase aparecem as calçolas das granfinas.
Lembro de uma frase de Ibrahim Sued: "Chique é aquela mulher que na hora do coquetel rejeita todos os salgadinhos e na hora do jantar belisca como um passarinho".
Ponche!!! Ó céus!!! Quando criança eu fui em muitas festas em que era servido um ponche. Era chique!!! Hoje não vejo ninguém mais falar em ponche. Só eu aqui.
Odeio. Ô coisa cafona, extremamente cafona. Se alguém por acaso sonhasse em fazer uma festinha surpresa pra mim, eu receberia de mal humor.
Mas, que saco!
E me deu uma vontade de ir num coquetel! Tomar um guaraná, um drink com um salgadinho, uma barquete bem antiga de camarão, uma boca-de-lobo recheadinha, rabos-de-tatu crocantes recheados com creme e uma folhinha de salsa enfeitando.
domingo, 11 de junho de 2017
Maneco Muller / Jacinto de Thormes : Senhor Elegância . Veja Rio / Dezembro de 1996
Dos meus guardados dos submergentes elegantes da antiga e extinta sociedade carioca, posto hoje aqui esta ótima matéria escrita por Sílvio Ferraz sobre Maneco Muller, que assinava Jacinto de Thormes em sua coluna social do Rio de Janeiro nos anos 50.
Leiam essas histórias antiguinhas, deliciosas e cheias de charme.
"Depois eu conto..."
Abaixo, dois momentos de Jorge Veiga, cantor que lançou o samba Café- Soçaite de Miguel Gustavo cuja letra cita o colunista social Jacinto de Thormes, o Maneco Muller, e o bordão depois eu conto que finalizava as colunas e deixava um suspense no ar.
Uma outra música, "Café - Soçaite", também cantada por Jorge Veiga, está aqui em uma cena de chanchada da Atlântida com direito aos hilários atores, Zé Trindade, Violeta Ferraz - KKKKK - e Zezé Macedo!!! KKKKKK
Bethânia também gravou o Café-Socaite de Miguel Gustavo. A primeira gravação é de 1968 e foi registrada em disco. No final da música e substituindo o "depois eu conto", ela citava Nina Chavs, então, a colunista social de O Globo e muito lida na época.
Em 2002, em apresentação em um show, ao final da música, Bethânia substitui o nome de Nina Chavs por Hildegard Angel, a colunista social na ativa no Rio de Janeiro, porém não mais vinculada a nenhum jornal impresso, mas, agora, no blog da net que leva o seu nome.
Pelo visto, Jacinto de Thormes /Maneco Muller ainda dão muito pano legal e pra manga no café society.
A música Café-Soçaite foi lançada em 1955. A "Dama de Preto" segundo conta Joaquim Ferreira dos Santos na biografia de Zózimo Barroso do Amaral, não era ninguém e, sim, uma personagem que, sempre de preto e mal humorada "exalava veneno e contrariedade." Foi criada por Ibrahim Sued para fazer um contraponto nas notícias geralmente elogiosas das suas colunas sociais. Imagino que a Dama de Preto funcionava como um escape para Ibrahim criticar e falar mal de alguma coisa ou alguém.
Mesmo sendo fictícia, tinha gente que insistia em ver e associar esta dama de preto às senhoras Elisinha Moreira Salles e a Beki Klabin. Segundo Joaquim elas detestavam esta confusão.
Foto de Ricardo Fasanello.
Maneco Muller e, ao fundo, o belo Copacabana Palace, endereço de festas elegantes comentadas por Jacinto de Thormes.




















































