terça-feira, 24 de dezembro de 2019

Teatro São João 3 ou As Astúcias do Tempo


E o Teatro São João reapareceu depois das astúcias do calote da sua existência! Incendiado e derrubado, ele ressurge, mostrando os restos de suas entranhas soterradas.
Salvador seria outra com o lindo Teatro São João ali onde ele esteve até 1926.
Salvador, cidade do desmonte, dos incêndios, do monta, remonta e do "requalificar".
Espero que reaproveitem as sobras dessa nossa "ruína romana", os ossos do São João e os deixem à mostra como prova dos erros imperdoáveis do passado.

























- O que será que estão levando no São João?
As Astúcias do Calote.

E o Teatro São João deu o seu grito!
- Olha eu aí, gente!
E as escadarias parecem scenários de Teatro de Revista
- Ôba!
E seriam ótimas para desfile de misses.

Mas tudo o que foi achado - muito lindo, precioso, emocionante e surpreendente - deve ficar super protegido: o vandalismo, a falta de sensibilidade, de educação, de respeito ao passado e à história é uma marca - mácula - de Salvador e do Brasil do século XXI.




As fotos são do Bocão News, Bahia Notícias, Metro1, O Correio da Bahia, G1 e de outros sites de notícias encontrados no Google.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Adroaldo Ribeiro Costa e o Hino da Olimpíada Bahiana da Primavera

 Dentro de um livro de Adroaldo Ribeiro Costa, que comprei em um sebo, achei esse papel de caderno com a letra do Hino das Olimpíadas Baiana da Primavera, que era um evento imenso aqui em Salvador reunindo várias escolas públicas que disputavam campeonatos esportivos e depois, ao término, os alunos desfilavam com alegorias ricas, bandas e fanfarras no antigo estádio da Fonte Nova. Dentro do livro estava também os versinhos de Adroaldo escritos a mão, copiados por ele ou por seu sobrinho, Aramis.
O livro - organizado por Aramis Ribeiro Costa - é uma delícia de leitura com crônicas que eu cheguei a ler no jornal A Tarde ali pelos anos 70.
Prof. Adroaldo também foi o idealizador do A Hora da Criança, com músicos e cantores mirins que se apresentavam pela cidade. Gravaram até um L.P.
Em duas das crônicas, o autor fala da insônia e de noites calorentas e que ele saía pelo bairro da Ribeira, onde morava, andando de madrugada, recebendo a brisa do mar e esperando o sono vir. Meu deus!!! Hoje, quem se aventura a ficar na balaustrada ou andar de madrugada por ali??? Ou em qualquer lugar de Salvador e do Brasil? Ninguém com o juízo no lugar. Isso, só no tempo de Adroaldo!
Comprei o livro porque imaginei que teria muita lembrança boa de se ler - e como tem! - da Bahia e de Salvador e, de quebra, vieram o hino e os versos.  
Ganhei em dobro.

Os versos entre aspas é do final da crônica A Mesa Vazia, de 1975.



sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Santa Luzia

E hoje é o dia de Santa Luzia, devoção da Igreja do Pilar no Comércio. Infelizmente não vi em nenhum site de jornal fotos da procissão de hoje. A foto acima é de algum ano anterior.
E Salve Santa Luzia!

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Banguecoque


Os entrelaçados de fios de eletricidade, as macarronadas elétricas, os gatos tailandeses pulando, saltando de um poste a outro enfeiando, cortando a paisagem, sujando, poluindo visualmente e carregando o ambiente, oprimindo, sufocando. Mas, não é que eu adorei esses fios emaranhados em caminhos sem fim? E aquela luz/lua/lanterna/lâmpada suspensa...adorei. Adorei a foto da amiga Magda Z'Graggen que está em Bangkok - Banguecoque em bom português - e fez essa surpreendente e bela imagem.
Os gatos de Salvador não ficam nada a dever aos de Bangkok. Tenho que ver alguma beleza neles. Será?

E conselho às amigas: quando forem à Banguecoque é bom ir de coque...vai que o cabelo esvoaça e se emaranha nos fios elétricos. Perigo! 
E poderia ter um filme com o título: Bangue Bangue em Banguecoque. Sucesso de bilheteria, não?
Outro título de filme, bem hollywoodiano: Aconteceu em Banguecoque. Um drama. Estrelando...

domingo, 8 de dezembro de 2019

Uma Imagem de Nossa Senhora da Conceição e a Procissão de Hoje . 08.12.2019



Esta imagem está na Igreja do Boqueirão. É uma coisa! Belíssima, adoro a policromia, a prata usada - que é raro - com o dourado, os "caminhos sem fim" ramos e flores, as pedrinhas coloridas e os rostinhos de anjo salpicados pelo vestido. Um arraso!!!!


E este ano a procissão de Nossa Senhora da Conceição, Padroeira da Bahia saiu linda, com a imagem de roca da santa e o andor belíssimos e ricos. Aliás, este ano a decoração em rosa, branco e vermelho foi uma novidade e ficou muito bonita. 
As fotos são de Roberto Viana para o site Bocão News.





E pela primeira vez saiu a imagem de Santa Dulce dos Pobres na procissão e ao lado de Nossa Senhora da Conceição, devoção em vida de Irmã Dulce.


sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

Festa de Santa Bárbara . 2019


 Imagens da festa de Santa Bárbara feitas pelo fotógrafo Arisson Marinho para o Correio da Bahia, 05.12.2019. Por essas fotos dá para se ter uma ideia de como a festa dedicada à santa, que era tão pequena, restrita a poucos fiéis, foi se tornando aos poucos uma devoção enorme, uma festa que leva multidões ao centro histórico de Salvador. Ainda bem. 
E ano que vem terá mais gente, mais devotos.






A foto de baixo do animado devoto de Santa Bárbara, é de Rafael Martins para o jornal Massa, 05.12.2019.
Todas as fotos foram escaneadas à partir do jornal impresso.


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

Coisas da Globerama

Tesouro de Conhecimentos Ilustrado. 1962
Mais uma ilustração muito doida e hilária.
Saltemos!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

Carmen Mayrink Veiga . 3 de Dezembro de 2019


Hoje faz 2 anos da morte de Carmen Mayrink Veiga, musa minha, do blog Antiguinho e das pessoas que buscam aqui, diariamente, por imagens que publiquei nos 7 anos do meu blog. 
Tem postagens que sempre estão sendo vistas e as de Carmen estão entre as mais buscadas e vejo-as replicadas por aí em sites e blogs, mas raramente citam o Antiguinho como fonte. 90% das imagens que coloquei e continuo colocando aqui são escaneadas de minhas revistas e jornais velhos guardados por anos. Os que se servem se contentam, mas não agradecem.
Nesses dois anos publiquei pouca coisa de Carmen, pois, coincidentemente, o meu arquivo CMV se esgotou quase que totalmente em 2017. Tenho colocado algumas coisas que encontro casualmente - ainda - nos labirintos das gavetas e de meus armários e também imagens que amigos me mandam como Danian Dare e, recentemente, o Paulo Souza que me cedeu várias fotos de Carmen da sua coleção de antigas revistas Manchete.
E é uma dessas fotos enviadas por Paulo que estou postando hoje - 3 de dezembro. Foto de 1971, década em que Carmen - pra mim - chegou à sua perfeição, depuração e refinamento, tornando-se a mulher impecável que foi até morrer. 
Nas mãos, Carmen carrega - além do copo com água, pois não bebia - uma bolsa melão Bulgari que ela usou bastante e os brincos lindos, enormes e "enfeitativos" como ela gostava, eram Bulgari também. O vestido poderia ser um Givenchy, costureiro que ela vestiu muito nos anos 70.
Em todas as suas fases Carmen sempre foi um deslumbramento, mas, a partir dos anos 70 ela se superou e superou a todas e foi a brasileira mais incrível no item elegância e bom gosto e, internacionalmente, uma dama que brilhou nos grandes e mais seletos salões do grand monde.
E viva a Carmen!!!

quarta-feira, 27 de novembro de 2019

Santa Cecília

O dia 22 de Novembro passou e eu não postei esse santinho de Santa Cecília marcando a data. Ano passado postei um santinho lindo dela, de 1919, este, deve ser por aí também. 
Os antigos santinhos eram lindos, estampas super bem feitas e as santas e os santos super elegantes em seus trajes e atributos chiquérrimos. Santa Cecília aqui nesta estampa está linda num vestido/túnica em verde e lilás, manga boca de sino amarela, e nas orlas muito bordado. Arrematando o decote um broche. Um esplendor. Na mão esquerda segura o seu instrumento, um pequeno órgão. E a música, muita música, há música no ar!!!
22 de Novembro era o dia do aniversário de minha avó paterna que eu amava. Calma. Calada, triste, mas não amarga, silenciosa. Viveu suavemente. Como uma música suave.

domingo, 24 de novembro de 2019

A Bahia em duas Receitas de Bolos de Isaura Bruno - Mamãe Dolores



O "pulo do gato", o êxito da receita deve ser a vasilha vidrada...kkk e me lembrei das vasilhas, panelas, alguidares e caxixis - pequenos objetos e também as panelinhas para as crianças brincarem de "cozinhado" e que se vendiam e vende ainda na feira de São Joaquim. Eram todos vidrados. Existem as vasilhas que não são vidradas, no barro puro, mas, essas, não deveriam servir para fazer o bolo baiano. Deviam solar!
Esse detalhe da vasilha ter de ser vidrada é o máximo nessa receita de Isaura Bruno. Imaginar que as antigas donas de casas tinham em seus acervos de cozinha vários tipos de vasilhas. Hoje, grande parte das donas de casa, compram bolo na loja mais próxima. Falta de tempo. Praticidade. Desgosto doméstico.



"Isto é velho do tempo em que já se escrevia Bahia com H". Então essa receita do Bolo Baía é velhíssima!! A Bahia ainda se escrevia com I.
Êxito, amigos e amigas e vamos bater bolos em vasilhas vidradas ou não, com H, ou com I, sem H, o segredo é a paciência. Haja!

sexta-feira, 22 de novembro de 2019

Genaro de Carvalho

Uma tela de Genaro de Carvalho, artista baiano que eu amo e mais conhecido por suas tapeçarias.
A foto eu fiz em uma recente exposição retrospectiva do artista, que já estava demorando de acontecer.
A mulher retratada é a linda Nair de Carvalho, viúva de Genaro e, a tela, com gatos, eu amei mais ainda.

domingo, 17 de novembro de 2019

Três Receitas de Bolos de Natal de Isaura Bruno - Mamãe Dolores



Uma senhora, leitora do blog, me pediu que colocasse aqui uma receita de um bolo de natal que ela fazia pelo livro de Isaura Bruno - Mamãe Dolores - mas se esqueceu da receita. No livro tem essas três receitas de bolos natalinos que estou postando agora. Portanto, deverá ser uma das três à por ela esquecida.
E... Feliz Natal!







sexta-feira, 15 de novembro de 2019

Lupercília


Comprei esta fotografia em 2016/17 em um bazar, junto com ela estava um livrinho de orações que já postei aqui, o Nova Cartilha da Doutrina Cristã, que pertenceu a esta garotinha quando moça, datado de 1945. Quando vi a foto é claro que endoidei com a beleza da imagem que, até alguns dias quando escaneei e fotografei para postar aqui, julgava tratar-se de um menino, já que a roupa usada por ela e pelas crianças na época eram todas parecidas, tipo uma batinha que servia para ambos os sexos. O cabelinho curtinho, cortado rente ao casco parecia o de um menino, mas, era uma menina, que vir a saber ao retirar a foto da moldura e ler a dedicatória enviada a uma Mme. Hilda Lima por Lupercília, uma menininha por quem os pais escreveu assinando por ela.
 Lupercília deveria ser uma menina negra de família abastada, ou com certos recursos financeiros, pois para posar em um estúdio fotográfico como o Maffra daqui da Bahia, havia que ter grana. A foto é enviada a uma Madame, a família de Lupercília deveria ser bem relacionada. O traje da menina é muito bonito e rico, em rendas, o sapatinho de alça em verniz, ela está uma beleza, linda...emocionante a foto e pensar que, muitos anos depois a mesma e mais o livro de orações dela estivessem em um bazar para venda, quem sabe, num estágio antes de ir para o lixo se eu não os tivesse comprado. Eu me interesso por velharias, a maioria, não, talvez ninguém visse a beleza da foto, a humanidade da foto, a história da foto e todas as relações que me passa pela cabeça quando a olhei, quando olho ela. Lupercília foi uma menina privilegiada, já que a maioria negra do país não tinha condições de registrarem a imagem de seus filhos em um fotógrafo profissional. Esta imagem é, portanto, um registro importante, histórico sobre as famílias negras da Bahia do início do século XX e das famílias negras que ascenderam socialmente.
Fico intrigado com o corte do cabelo da menina que ficou parecendo um menino. Anularam o cabelo dela. Não sei se por "higiene" foi cortado assim, não sei se às meninas negras não era dado o prazer de ver seu cabelo crescer, se achavam feio o cabelo do negro...se desprovido de beleza, não merecia crescer...não sei se era moda ou costume da época esse corte. 
Hoje isso não acontece.
Me lembro de muitas meninas negras com o cabelo grande dividido ao meio e com duas trancinhas amarradas nas pontas uma à outra. Lupercília estava quase carequinha. Mas, que distinção, e que olhar e que porte!
Uma foto mágica esta.






sábado, 9 de novembro de 2019

Carmen Mayrink Veiga. 1961


Foto de Carmen Mayrink Veiga da coleção de revistas Manchete do amigo Paulo. Na capa, além de Carmen, Tereza Sousa Campos e Lourdes Catão, as eternas três mais elegantes da outrora altíssima sociedade carioca.
Puxei a brasa para minha sardinha, aliás, para o Antiguinho e destaco as imagens de Carmen que, em 1961, já era o colosso de sempre, mesmo que ao lado de Lourdes e de Tereza.
O fotógrafo Hélio Santos foi o autor das imagens.

Carmen Mayrink Veiga, A Colossal!!

domingo, 3 de novembro de 2019

Nossa Senhora das Candeias

É também chamada de Nossa Senhora da Lampadosa. Todas clareiam os nossos caminhos. 
Esta estampa remete a Nossa Senhora das Candeias padroeira da cidade do mesmo nome aqui da Bahia. A igreja fica no alto de um monte como o da estampa. Agora deve ser um monte revestido de construções mil.
Quando petiz estive lá, mas não lembro de quase nada. No Rio de Janeiro, ensaiei uma ida à Igreja da Lampadosa no centro, mas não fui...ai!, a violência urbana que reduz os nossos passeios e o direito de ir e vir a zero. Horror! Zoninhas de conforto prefiro, mesmo sem luz...mas, na próxima ida à Cidade Maravilhosa (?) irei visitar a igreja e ver a imagem da Luz, da Lampadosa. Rezar e pedir claridade. Depois, comprinhas caríssimas no Saara, Rua da Alfândega e adjacências.
Esta estampa é de um quadrinho, aqueles bem populares, antiguinhos que eu amo tanto...moldurinha vermelha, coberta por um plástico amareladíssimo. Separei para colocar um vidro legal e deixar a imagem bem visível. 
Nossa Senhora das Candeias merece.
Dia 1 foi Dia de Todos os Santos. Este ano venho de Candeias. De Lampadosa


sábado, 26 de outubro de 2019

Carmen Mayrink Veiga From Taj Mahal 2


Carmen Mayrink Veiga em uma festa de carnaval no Rio nos anos 80 ou final dos 70 ao lado da amiga Regina Marcondes Ferraz. Atrás, Danuza Leão. A foto é do arquivo de Danian Dare que me mandou via Face.
Há alguns anos postei a foto abaixo que saiu na Interview, com a legenda, Carmen from Taj Mahal que adorei. Carmen estava, para variar, um deslumbramento, linda, magérrima, com as costelinhas aparecendo em um corpinho de menina quando, na verdade, já deveria estar nos seus gloriosos cinquenta anos. Um luxo só, Carmen sempre um luxo.
Há anos que estou atrás de uma Manchete que na última página traz uma foto enorme e colorida de Carmen neste baile. Será que alguém tem????? Eu gostaria imensamente de postar um Carmen Mayrink Veiga From Taj Mahal 3.
Cartas para a redação.


A palavra é...LUXO!