quarta-feira, 29 de abril de 2020

Enciclopédia de Trabalhos Manuais


Livro incrível com tudo o que se possa imaginar de trabalhos manuais à base da agulha, bordados e tais. O livro me lembrou o Mãos de Fada, original italiano, aliás, os desenhos e esquemas são os mesmos, idênticos. Esta Enciclopédia de Trabalhos Manuais é de autoria da gaúcha Bertha Schwetter, e foi editado pela Globo em 1958. Esta é a quinta edição.
Já havia postado algumas coisas desse livro, inclusive a dedicatória linda feita de uma filha para a mãe, ofertando a Enciclopédia com carinho e ensejando muitos trabalhos nas agulhas.
Bem, a sobrecapa estava acabada e há tempos que queria restaurar. Neste tempo de quarentena, já repreguei e colei as partes rasgadas, os estragos feitos pelo manuseio e pelo tempo. Enfim, ocupei meu tempo. Falta aplicar-me aos trabalhos de agulha. Será que consigo? Será???

terça-feira, 28 de abril de 2020

Giló . Sobe e Desce



O livro escrito por Darwin Brandão feito à partir de pesquisas sobre o tema comidas de origem africana e o hábito arraigado de de comê-las em toda à Bahia. O Sobe e Desce, na verdade, é um ensopadinho, um cozido mais simples. O giló é um dos legumes usados e entra como contraponto ao gosto adocicado da abóbora. Dá o tchan. Uma irmã mais velha de meu pai falava desse nome, mas, na minha casa da infância era ensopado, ensopadinho mesmo. Comia-se com arroz ou pirão feito do caldo. O molho de pimenta fresco na mesa. Era comida do dia-a-dia, sem salamaleque algum e feita durante às longas manhãs de antigamente. A carne era posta para cozinhar bem e, ao ficar mole, quase cozida, jogava-se os legumes e verduras. 
Nas receitas que aqui estão a carne do boi e a de sertão, pelo visto, eram cozidas apenas uma vez. Haja dente. Sei que se cozinha antes, senão não há quem mastigue.
Fui ver no livro de Hildegardes Vianna as receitas com giló, o Sobe e Desce - Escaldado de Giló - está lá, assim como um Ensopado de Giló.
Minha mãe adora giló, sempre cozinha ele puro com temperos e come com qualquer comida, principalmente o feijão, aquele simples do meio da semana e faz também o giló frito, que eu adoro.
Aqui em Salvador de vez em quando eu encontrava o giló branco que nunca mais vi nas feiras. É uma delícia, é maior que o outro, não tem aquele amargo forte e tem muita massa. Frito ou no ensopado - no Sobe e Desce - kkkkkkk é uma delícia!!!
Delirando com o giló, nesses dias amargos, imaginei um arroz salteado com giló e alho fritos. Com macarrão também. Hum!!! Acho que pode ser bom. Vão descer bem.

(desenho de capa de Noguchi)





(ilustração de Lênio Braga)

domingo, 26 de abril de 2020

Giló


Nesse tempo amargo, aliás, amaríssimo, me lembrei de uma ilustração do giló feita para o livro de Darwin Brandão, A Cozinha Baiana, reeditado nos anos 70 pela Edições de Ouro. Aliás, há muito tempo que eu queria escanear algumas das belas ilustrações de Poty para este livro especial, não só de culinária baiana de origem africana, mas também das tradições, costumes, hábitos que aqui na Bahia prosperaram de maneira particular.
Dos muitos ingredientes usados está o giló, que é amargo, mas uma delícia se bem preparado. Amargo mas pode ser gostoso. Como o giló e suas preparações mágicas que o transformam, vamos tentar transformar esse amargor que estamos vivendo em algo proveitoso e saboroso no porvir. 

quinta-feira, 16 de abril de 2020

Rugas Precoces

-Tudo fechado, todas as lojas...onde vou comprar o meu Diadermina!!!!????? Estou a craquelarrrrrrrrr!!!!!!!!!!

quarta-feira, 15 de abril de 2020

Porta e Postigo



Foto do livro História de Sorocaba de Aluísio de Almeida que eu comprei há pouco tempo pelas imagens - principalmente essa - que ele traz, como essa janela espetacular do século XVII, austera, divina, com o postigo alto, na parte alta da janela, para que a intimidade do interior da residência não fosse jamais devassada, mas deixava, porém, que o ar entrasse arejando o ambiente familiar.
Imagino que as mocinhas deveriam subir em bancos e só os olhinhos delas ávidos de vida, aparecessem no alto do postigo vislumbrando a rua, o movimento, o mundo.


(Cresci ouvindo essa palavra, postigo. Abra o postigo, feche o postigo, não abra a porta, abra o postigo, veja quem é pelo postigo, não deixe o postigo aberto, não deixe o postigo fechado. - está vendo? se o postigo estivesse fechado certo alguém não tinha entrado, se o postigo estivesse aberto dava para ver quem estava chegando... tá chovendo? abra o postigo pra ver. A chuva parou?olhe pelo postigo... vamos dormir, feche o postigo.
Eu acho que hoje ninguém sabe o que significa postigo, muito menos a sua finalidade e a função: resguardo. 
E alguém sabe o que é resguardo hoje?)

terça-feira, 14 de abril de 2020

Balangandã

Foto em um site de leilão.
Que tudo nos possa trazer saúde e sorte e... fora olho gordo!
A tradição do balangandã na cintura poderia voltar à moda, bem à vista, bem sai pra lá!
Umbigada com balangandã. Sai de baixo!
O mistério, o feitiço, o misticismo, a magia, a espiritualidade, tudo unido para a tranquilidade.
Ai, um balangandã! O meu, o seu, os nossos. À postos. Em cima do móvel da sala, da penteadeira, do aparador.
-Vai sair? 
-Leve o balangandã!
Nesses tempos tão escuros, o vermelho do cobre, o amarelo do bronze, o latão, a claridade da prata, o dourado do ouro, a madeira de lei, tudo na cintura blindando os olhos ruins para que escuros fiquem. Sem luz.
Nesses tempos doentes, um balangandã iria tão bem, com qual roupa? Com todas um balangandã cairia bem.
Na máscara ficaria bem. Na cara.
-Vai sair? 
-Leve a máscara e o balangandã, meu bem.



quarta-feira, 8 de abril de 2020

Carmen Verônica. Yes, Nós Temos Carmen!!!


Recebi hoje este presente vindo de Antonio, um amigo de SP. Carmen Verônica, a mulher rena, alce, veado e todos os que ela incorpora, representa neste falido planeta atualmente tão sem graça. E doente pra piorar! 
Carmen é alegria, é frescura, é graça, é humor, humor snob e elegante, chique, irreverente, louco, absurdo, tudo enfim. Ela é única, uma glória do nosso teatro, da TV e do cinema brasileiros.
Aqui nesta imagem - que eu não conhecia! - ela está de mulher banana, banana do Brasil, bananérrima em verde e amarelo. Assim ela aparecia ricamente trajada nos espetáculos de Carlos Machado e de outros diretores, quando ainda era uma simples girl, se é que Carmen Verônica foi algum dia uma simples girl, aquela que entrava muda e saía calada de cena. 
Carmen era um texto. 
1.80 de mulher. Corpo violão. Provocante. Sensual. Boneca. E o público ia ao delírio oH, ah!, oHHH,AHHH, AAAHHHH, OOOHHHH!!!!!

domingo, 5 de abril de 2020

Dois Modelos de: Aparício Basílio da Silva e Denner


Um Aparício Basílio da Silva que está nos guardados - e para vender - de meu amigo Samuca de São Paulo. É tipo um casaco para sobrepor ao vestido, o tecido é super grosso, chega a dar agonia, próprio para o tempo em que São Paulo fazia muto frio.


Abaixo um Denner que à primeira vista julguei ser um vestido dos anos 20, 30, um vestido modernista, mas, qual, é um autêntico Denner Pamplona de Abreu de retalhos de seda, botões forrados, super bem executado. Meu amigo Samuca flagrou o costume pendurado em um cabide no meio da feira de antiguidades do Bixiga. Pedi que ele voltasse para fotografar detalhes, mas coisa vai, coisa vem e ele não voltou. Agora em São Paulo fui na época do carnaval e a feira da praça não funcionou.

Quem será que vestiu este Denner???
Danian Dare, eis os dois costumes que te falei.

Elis


Ultimamente tenho revisto algumas apresentações de Elis pelo mundo e sempre fico impressionado com musicalidade e perfeição técnica da cantora já madura nos anos 60, apesar de ainda bastante jovem em idade.
De 1969 vi os ensaios e a apresentação em Portugal, acho que a primeira vez que ela cantou lá.
No Facebook tem o grupo analisando Elis Regina que descola mil imagens de Elis.
A ilustração, ou um negativo de foto, não sei, é da revista/jornal de 1971 que eu já postei o volume todinho aqui.
Elis Regina, Elis Rainha, uma lacuna na música brasileira impreenchível.

terça-feira, 31 de março de 2020

São Roque

 Um lindo santinho de São Roque com o papel bem ruidinho pelas traças que se ocuparam em fazer um canivet natural ao longo do tempo, deixando mais charmosa e interessante a antiga e fina estampa do santo.
São Roque nos ajude!

segunda-feira, 30 de março de 2020

Senhora


Capa de uma das boas publicações das Edições de Ouro. José de Alencar, apresentado com estudo crítico de M. Cavalcanti Proença e a capa, belíssima, infelizmente sem crédito, envelopando a obra mais representativa do Romantismo brasileiro.
Muita gente começou a amar a literatura através das obras editadas pela Edição de Ouro e eu me incluo nessa. Os livros eram baratos, populares, sem luxo, e todos podiam comprar. O que tinha de luxo era a seleção dos autores e obras e sempre na bela apresentação dos livros.
Essa capa para Senhora é um escândalo! Comprei o livro no chão da praça, a capa saía, sobressaía no meio de tantos livros, um luxo no quase lixo. Resgatei e estou relendo a obra nessa época nada romântica de quarentena pela covid-19. José de Alencar foi um mestre em escrever livros para o leitor se entreter e esquecer das agruras em que vive.
Aliás, é o que estou a tentar. Só acho que Alencar não previu que a barra iria pesar tanto, que haveria de ter muito enredo, tramas e conflitos para se saltar um pouquinho da cruel realidade. A realidade de 2020.



Essa edição de Senhora de José de Alencar não tem data de publicação, mas é do tempo que a Guanabara era a capital do Rio de Janeiro.

sábado, 28 de março de 2020

Bolo Delicioso e Broas . Saborosos Quitutes de Mamãe Dolores

Aqui vão algumas receitas que me pediram para reproduzir do livro de Isaura Bruno, a Mamãe Dolores. A primeira é do bolo delicioso, mas, lendo a receita, achei, na verdade, um bolo bem comum. O que será que ele tem para ser tão delicioso? O modo de preparar?
As outras receitas são de broas e há um grande sortimento delas, broas de cará, de milho, milho com polvilho, milho cozido etc. Me pediram duas, mas eu preferir colocar as páginas inteiras das broas. 
Neste período de quarentena, vamos fazer bolos e broas!




As Broas!!




Hummmm!!! Que cheirinho bom!!!!!!!!!!!!!

sexta-feira, 27 de março de 2020

Carmen Mayrink Veiga de Verdinho . 2


Vogue, novembro de 2010. Carmen Mayrink Veiga, incluída entre as mulheres escândalo, ícones, sem prazo de validade e sem idade, matéria de Dudi Machado.
Em 2014 postei foto desta mesma série de Carmen usando o vestido verde (verdão) de Yves Saint Laurent, cor perigosa, acho, difícil de usar pois corre-se o risco de ficar cafona. Mas, Carmen, como diz a matéria da revista era uma Mulher Escândalo e qualquer cor ela tirava de letra.
Carmen "habitava" o que vestia: um ícone brasileiro e internacional da moda.




quarta-feira, 25 de março de 2020

Uma Vogue e Christiana Neves da Rocha


Saindo da Fundação Maria Luísa e Oscar Americano, fui para um ponto de ônibus logo em frente e, lá, em uma banca de revistas enorme e que tinha, tem de um tudo além das revistas, livros, objetos, brinquedos para crianças, lanchonete com enormes coxinhas de galinha, pão, torresmo, refrigerantes, cervejas e, até um filtro de madeira que eu não sei se era de água mesmo ou daquela que passarinho não bebe.
Esperando o buzu - chiquérrimo - não quis pegar metrô para poder ver a cidade, fiquei ali conversando com o dono da banca um senhor do Piauí e olhando a enorme quantidade de itens, deparei com esta revista Vogue de novembro de 2010 com um bando de mulheres na capa e, entre elas, Christiana Neves da Rocha. Aliás, meu olho foi logo em cima da Sublime.
Peguei uma revista, mas, as páginas pela umidade e pelo tempo - assim se passaram dez anos - estavam grudadas e o senhor, então, me ofereceu uma ótima que ele retirou de uma pilha de revistas... iguais! Acho que a edição foi um fiasco e até hoje rola pelas bancas de São Paulo
Na capa uma outra mulher, uma cantora que eu adoro, Marina Lima.
Paguei 5 reais e saí satisfeito com a compra da minha "Vogue de 2010" e já pensando  no post que estou agora fazendo.





Christiana Neves da Rocha é uma mulher que pode usar e ousar  variado figurino e nunca ficar por fora, ela arrisca sempre e sempre se sai numa boa porque é "fina, elegante e sincera" por natureza - privilegiada no corpinho sempre magro - e porque é chique mesmo e acabou.
Há uns anos - postei aqui no blog - ela apareceu de vestido vermelho e preto estampado - combinação perigosa - de gola alta e, pra variar, deu um show. Saiu ilesa! Um luxo! Qual outra mulher poderia usar aquele vestido?
E esse vestido com essas bolonas que ela está vestindo? Só ela poderia ter usado naquele ano de 2010.
É uma ousada maravilhosa. 


 Bola Branca pra Christiana! KKKK


terça-feira, 24 de março de 2020

Passeio Antiguinho . Fundação Maria Luísa e Oscar Americano . 2


Continuando a lida, a vida, as postagens de uma viagem já pretérita - e tudo passa tão rápido! - e volto à Fundação Maria Luísa e Oscar Americano, visita programada há tanto tempo e só nesta última viagem a São Paulo, concretizada. A casa tem  tudo o que eu gosto, antiguidades todas e um ambiente ao redor de cair o queixo, pedaços de mata atlântica ainda preservada e jardins lindos e super bem tratados. 
E tudo isso no meio de Sampa. A dos edifícios.
Uma Araucária Brasiliensi.  Bela!!
Acho que nunca tinha visto uma. É árvore do sul.  Enorme, imensa, tronco grosso, os galhos se abrindo em leque, uma obra de arte. No chão, imensos frutos esféricos e rugosos que dela brotam e caem à terra com os pinhões dentro, arrumadinhos. Colhi alguns, guardei.
Araucária guardada.














Bruno Giorgio?









Um Pau-Ferro ao lado da casa, colossal, imenso. De cair de joelho de tão bonito.


A casa, estilo "phuncional" - anos 40, 50? - moderna, ferro, vidro, clara, arejada e o interior abrigando arte clássica, barroca, moderna.