Achei este "nariz em pé", esta "purgante" por aí na net ou em mensagem do zap, não sei.
Desenho ótimo personificando a mulher enjoada, a podre, a antipática.
segunda-feira, 16 de julho de 2018
domingo, 15 de julho de 2018
sábado, 14 de julho de 2018
Um Bule Copeland e Lembranças De Uma Família Rural
Decorações simples na alça e no bico. Peça facetada com filetes em azul borrão.
Quando li o livro Uma Comunidade Rural do Brasil Antigo de Lycurgo Santos Filho fiquei encantado com o aparelho de louça inglesa que servia a família de Exupério Canguçu em sua fazenda Brejo do Campo Seco na antiga Vila de Bom Jesus hoje a cidade de Brumado, Bahia. O livro é de uma riqueza de detalhes impressionantes, pois a família - felizmente e inusitadamente - tinha tudo documentado, assentado em livros o que possibilitou a reconstituição do cotidiano da família desde o século XVIII ao final do XIX. A história é linda, retrata o período de prosperidade e depois a decadência da família que não não se adequou às mudanças no século XIX. Habitavam um solar imenso e belíssimo.
Eu li o livro há uns cinco anos, a edição é de 2012, facsimilar, e eu fui lendo e anotando tudo, todas as partes que me surpreendiam pelos detalhes.
O livro tem algumas fotos de objetos que restaram da família e está escrito: " Comprou louça da China e inglesa, esta da marca Copeland, não brasonada e nem fina, mas louça comum, importada e usada pelas famílias de classe média." Pelo dito, infere-se que a família apesar de rica não se dava a grandes luxos e usava aquele serviço "simples e de classe média" no dia a dia de uma fazenda no meio do sertão, naquela época um lugar inóspito e isolado.
Um amigo meu comprou há alguns anos este bule ou leiteira, não sei, e, como ele sabe que eu era louco por ele, resolveu, de repente, me dar de presente!! Uau!
A peça, que falta a tampa, é exatamente igual ao serviço da famíla Canguçu, é tipo louça borrão, de Macau. Não tem nenhuma marca indicando Copeland, mas deve ser mesmo inglesa. Realmente é um aparelho simples, é austero, sem enfeites exagerados, só os filetes em azul e a decoração de folhas de chá. Uma louça de Macau, China, à época em que Macau era uma colônia portuguesa.
E pensar que esta louça divina ia pro diário e no meio do sertão! Serviam carne de bode em cima, farinha, feijão, pirão, mocotó. Muitas peças devem ter ter quebrado nas lavagens nas pias pela criadagem.
Um luxo realmente a família do Sobrado do Brejo!
Queria um aparelho completo desse. Ai, se eu fosse um Canguçu!
Repouso para o polegar com decoração de folhas de chá.
Uma louça de Chine - Macau - com certeza.
Decoração simples de pequenas folhinhas no bico.
Já andei procurando o modelo desse bule para chá na página da Copeland na internet, mas não vi nenhum modelo parecido. Acho que esta é uma louça produzida em Macau. Pelo que está escrito no inventário dos Canguçu, eles compraram louça inglesa e da China. Esta é chinesa, azul borrão, de Macau.
Na parte de baixo nenhuma marca.
Em um dos gomos do bule uma pequena mancha - um borrão - que pode tratar-se, talvez, de uma marca.
Ao longo do bico do bule repetem-se o motivo folhas de chá. Simplérrimo, uma beleza, um luxo!
quinta-feira, 12 de julho de 2018
O Crush e a Velha Bahia
Anúncio super bonito do refrigerante Crush com detalhe da antiga rampa do Mercado Modelo ainda com os lindos saveiros que aportavam lá nas idas e vindas para o Recôncavo baiano. Era lindo aqueles saveiros abarrotados de potes de barro e muitas frutas e frutos do mar. Hoje não há mais nenhum saveiro ali, nem para contar a história...
Nessa época - o anúncio é da revista Seleções de abril de 1965 - ainda se associava os saveiros à Bahia, a Salvador. Hoje eu nem sei o quê se associa a esta cidade de meu deus! Tudo mudou muito, perdeu-se o antigo feitiço desta terra.
Os prédios do antiga Biblioteca Pública e o da Imprensa Oficial da Bahia que estão à esquerda do Elevador Lacerda, já foram para o espaço, foram demolidos!!!!!!!
O Crush era um refrigerante delicioso, assim como todos os que haviam feitos à base de laranja naquela época: Sukita, Laranja Turva, Fanta e Mirinda. Quem experimentou algum desses, deve ter guardado o sabor na lembrança.
Há séculos que não tomo refrigerante nenhum, mas sei que devem estar medonhos e sem gosto.
A fábrica da Crush - eu já comentei aqui - ficava na Av. Fernandes da Cunha, no bairro em que eu morei a minha infância e adolescência, os Mares, já quase perto do Largo de Roma. Quando eu passava pela porta da "moderníssima fábrica" que tinha um grande janelão envidraçado na frente, sempre eu olhava para dentro e via as garrafas passando, desfilando, nas esteiras, já com o líquido, para receber as tampinhas. Era um bom espetáculo para os meus dias insossos.
Tim-Tim.
Os edifícios demolidos - nos anos 70 - que se veem no antigo reclame da Crush. (Google)
Mil saveiros. Mil velas entrelaçadas cortando o azul do céu e do mar. E com direito a tomar Crusch. (Google)
Saúde, Bahia!
domingo, 8 de julho de 2018
Capela de Santa Luzia . São Paulo
Essa semana foi de surpresas, de muitas surpresas. Apesar de sempre viajar para São Paulo e nas últimas vezes ter ficado sempre pela região da Av. Paulista, não sabia da existência do antigo Hospital Matarazzo e muito menos que nele havia uma capela, a Capela Santa Luzia. São Paulo é uma cidade que sempre revela surpresas porque muito grande, cresceu loucamente e é impossível por isso conhecê-la, ela sempre guarda surpresas, thesouros que acho que só o paulistano da gema deve saber. É impossível percorrer a cidade nos geralmente 15 dias que passo por lá e isso há muitos e muitos anos.
Adoro São Paulo!
Saber que uma igreja, uma pequena capela que correu risco de demolição ter sido recuperada intacta, suportada por novas vigas e que continuará sendo parte integrante da paisagem da cidade por obra de engenharia, que não foi posta abaixo e sim absorvida por esse novo projeto foi para mim uma surpresa, já que o esperado seria a sua destruição em prol do novo.
Bem, depois dessa obra de engenho, sensibilidade e arte, creio que outras "elevações", "flutuações", "deslocamentos" de construções antigas e históricas do nosso patrimônio artístico, religioso e cultural poderão ser possíveis em quaisquer outros lugares e assim não correrão risco de desaparecer.
Eu já tinha visto esse tipo de "salvamento" nos Estados Unidos, quando deslocaram por quarteirões um enorme casarão, mas, aqui no Brasil, este feito pra mim foi novidade, surpresa. E a surpresa maior foi com a sensibilidade que os donos desse empreendimento tiveram com a capela de Santa Luzia, reintegrando-a ao que se pretende fazer, um shopping, um centro comercial. Lá nas profundezas, abaixo da antiga fundação da velha Capela de Santa Luzia pessoas estarão circulando. Santa Luzia clareou as vistas e as mentes desses empresários que tiveram visão. Eles viram.
Fotos do Google.
A Capela de Santa Luzia e o Hospital Matarazzo são construções de 1904.
Abaixo, quatro imagens da mostra Made by...Feito por Brasileiros de 2014 realizada no no entorno e no interior da capela.
Família Satisfeita!
Detalhe de um comercial do Touring Club do Brasil veiculado na revista Seleções - 1964. A ilustração, muito legal, mostra uma família feliz - unida - completamente satisfeita (!) e bem assistida evidentemente...
Deveriam estar saindo em vilegiatura elegante. A mamãe estava ótima, bem esportiva e a petizada atrás em êxtase.
-Vamos! Vamos logo papai, estamos loucos para chegar à praia!!
-Calma, controlem-se crianças! Papai tem que dirigir com muita atenção.
-Evidentemente, querido! Devagar se vai ao longe, não é mesmo??? Também estou louca para vestir o meu maiô Catalina e cair na água!
sexta-feira, 6 de julho de 2018
A Bonequinha Brasileira e a Coleção de Samuel Pryor
Em uma revista Seleções de abril de 1965, encontrei esta matéria sobre a coleção de bonecas de Samuel Pryor, que foi um dos presidentes da Pan American Airways e que era, também, um colecionador de bonecas antigas. Esta coleção estava ou está ainda - não consegui maiores informações no Google -, na Biblioteca Internacional de Bonecas em Connecticut, EUA.
Na foto abaixo que peguei do Google, está o Sr. Pryor em meio ao acervo da sua grande coleção de bonecas.
Eu, particularmente, não sou chegado a essas bonecas antigas, mesmo que sejam de louça, de biscuit ou de celuloide. Elas me dão uma certa agonia, me assustam, sei lá, não gosto. Mas, a baianinha, a Bonequinha Brasileira da coleção de Pryor eu amei e, uma dessa, eu adoraria ter, não me meteria medo.
Eu não ia escanear a matéria toda da revista, iria só colocar a foto da Bonequinha Brasileira, mas, como eu sei que o assunto poderá interessar a algum fã de bonecas antigas que adentre aqui no blog, então me dei ao trabalho de copiar a matéria toda que foi escrita por Robert O'Brien, com fotos de Philippe Halsman. A foto da Bonequinha Brasileira é de J.D.Barnell. Aliás, o fotógrafo J.D.Darnell fez fotos incríveis para a Seleções aqui no Brasil, capas maravilhosas e, dele, eu já coloquei muita coisa aqui no Antiguinho.
Apesar de ter horror a touradas, essa Madona dos Toureiros é lindíssima e riquíssima. Acho que devia haver uma madona para os touros também. São eles que merecem mais proteção da Virgem, pois são as verdadeiras vítimas do infame "esporte".
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