domingo, 16 de setembro de 2018

Domingo Ilustrado . Capas


 O Domingo Ilustrado foi um jornal que meu pai colecionou e me deu depois de presente. Ele mandou encadernar os exemplares que comprou e, por isso, estão todos muito bem conservados. Ele sabia que, estando os jornais comigo seriam bem cuidados.
Os jornais são de 1971 e os números que tenho são de junho à dezembro do mesmo ano.
Já coloquei muita coisa aqui no blog do Domingo Ilustrado, fotografei algumas imagens, pois o tamanho do jornal é enorme  e é impossível escanear.
O Domingo Ilustrado foi uma criação de Samuel Weiner. Era um jornal super bonito, super colorido, super bem editado. O papel era de ótima qualidade, muito bem diagramado e visualmente moderno para a época. As notícias podiam ser bem curtinhas, tipo notas, mas tinha matérias enormes e de assuntos seríssimos de página inteira. Todos os assuntos da época estavam lá. Tinha de um tudo.



















sábado, 15 de setembro de 2018

Nossa Senhora das Dores


 Li que hoje é dia de Nossa Senhoras das Dores. Me lembrei da imagem feita por Aleijadinho que é uma loucura de linda, fui ao Google e...olhe ela aqui!!! 
Deslumbrante.



sexta-feira, 14 de setembro de 2018

Irmã Dulce . 1965








Adoro Irmã Dulce! Como eu morei na Cidade Baixa em minha infância e parte da adolescência, era muito comum  vê-la andando pelos Mares - onde eu morava - Roma, Uruguai, Bonfim... às vezes nos horários mais absurdos e de muito calor, ao meio dia, uma da tarde, sob o sol escaldante, de repente, aparecia Irmã Dulce caminhando. Andava com uma pasta, vinha devagar, calma, de cabeça baixa vencendo as distâncias. Ela vivia pedindo ajuda, esmolava por toda Salvador para manter o hospital que fundou no bairro de Roma que atendia os mais pobres, aqueles que não tinham a quem pedir socorro. O socorro vinha dela, de Irmã Dulce.
Ela andava dizendo "deus te abençoe", porque todos falavam com ela e pediam a sua benção. Eu fui uma dessas pessoas. Ela já tinha uma aura de santa. Sempre foi santa.
Uma maravilha Irmã Dulce! Viveu pra fazer o bem.


A matéria é da revista Seleções, abril de 1965.



quinta-feira, 13 de setembro de 2018

quarta-feira, 12 de setembro de 2018

A Sra. Lilianne Schneider e a Cave...



Nota em Zózimo, época da coluna do Jornal do Brasil em 1982. Guardei pela descrição da cave da senhora Lilianne Schneider.  
Incrível!

domingo, 9 de setembro de 2018

Aldrava Mãozinha de Ferro









Há anos que ando atrás de uma aldrava mãozinha e esta veio via site de compras da net e bem barata em relação às que encontro em antiquários. Tratei de comprar logo!
Essas mãozinhas eram bastante comuns aqui em Salvador, nas portas das casas dos bairros mais antigos, como Santo Antonio, Pelourinho, o Carmo, Barbalho, Lapinha etc. e também na Cidade Baixa pelos bairros de lá que eu ia tanto na minha infância e sempre via essas mãozinhas presas nas portas dos casarões enormes.
As casas que tinham essas mãozinhas nas portas eram aquelas descritas muito bem por Hildegardes Vianna em seu A Bahia já foi Assim, casas de pé direito altíssimo com porta e janelões na frente e que tinham um imenso corredor - com quartos -  que ia dar na sala de jantar que era ligada à copa, à cozinha, à uma área interna, aos quartos dos fundos e ao quintal com coarador de roupa, galinheiro e tudo o mais. Casas imensas e compridas que, para o visitante ser ouvido era necessário a mãozinha/aldrava de ferro que batia com força em um retângulo ou círculo também de ferro e produzia um barulho alto, barulho ótimo de som grave que alcançava os ouvidos dos moradores, sem estridência, onde eles estivessem no interior.
A aldrava aqui em questão chegou nas minhas mãos bastante suja e com restos de tinta, o desenho que ela possui estava sem leitura - o punho rendado, o lacinho, o anel com pedra encastoada na mão. Tratei de limpar, retirar todas as sujidades com uma instrumento de dentista. Limpa, passei uma mão de cera incolor e lustrei com uma flanela. A parte de trás deixei sujinha mesmo, conservei os restos do passado dela.
Segundo um amigo, essas aldravas mãozinhas eram mais comuns aqui na Bahia que nos outros Estados, não sei, mas que elas lembram as mãos das sinhás e de crioulas baianas, isto bem elas lembram.


segunda-feira, 3 de setembro de 2018

Ó Céus! O Museu Nacional, O Trágico, Nunca Esperado, Mas Anunciado Fim


Esses dias fiz uma postagem em cima de uma ilustração em que uma dona de casa estava desolada por causa de uma torta que ela havia esquecido no fogo e queimado. "Ó céus", escrevi para dimensionar a decepção e o sofrimento da senhora diante da torta do dia-a-dia queimada. E eis que chega no domingo, 02.09.2018, a notícia do sinistro que tomou conta e destruiu por completo no Museu Nacional. Não tenho palavras, nem o ó céus me alivia e nem dimensiona a minha tristeza. 
Metáfora de um Brasil que chegou ao fundo do mais profundo poço, este incêndio representa a ignorância e o descaso com a cultura, o emburrecimento, a insensibilidade e a rudeza que tomaram conta deste país ao qual se augurou tanta esperança e se imaginou um futuro belo e próspero. Já era. Acabou.
Ó céus!





Ai, se D. Pedro II e toda família imperial, desde D. João VI soubessem onde viriam desembarcar, em que camisa de onze varas se meteriam, acho que, talvez, talvez, permanecessem em Portugal. Para cá, não viriam.
Ó céus!


domingo, 2 de setembro de 2018

Bandeja Alemã em Faiança


 Ganhei há muito tempo de presente esta majólica, imensa, quase do tamanho da minha mesinha oval, marchetada, anos 20. Já coloquei a bandejona em mil lugares, agora está em cima da mesinha...coloco coisas por cima...ela se presta a tudo e é itinerante em minha mansarda, mudo de lugar..."tiro de cena" quando enjoo, mas ela segue comigo.


Marília Medalha




Fotinha em azul, grudada nos meus álbuns, Marília Medalha uma cantora magnífica, de voz e repertório perfeitos, uma estrela da nossa antiga MPB, do tempo em que talentosos davam em penca como bananas.
Onde andará Marília Medalha??? Do Youtube pesquei uma das pérolas gravadas por Marília, em disco de 1973, com direção musical de Rosinha de Valença - acho que tenho este disco guardado - um luxo, um luxo, arranjo sensacional.

Ó! Céus!!!

Sinistro na minha cozinha! Esfalfei-me e queimou tudo! 
Ó céus!!!
Ilustração assinada na Seleções, 1969.