Ilustrações de Gus Bofa no livro Francês a Domicílio de 1962.
Gus Bofa foi um desenhista que trabalhou para muitas editoras e revistas desde o final do séc. XIX ao XX. Estas ilustrações-suponho- devem ser reproduções de livro editado nos anos 20, 30.
Comprei este livro em um sebo pelos desenhos. Não conhecia Gus Bofa. Comprei pelo faro. Vi que as ilustrações eram assignadas -não eram coisas de um qualquer!- e fui atrás para saber quem era o autor dessas maravilhas.
Salve o Google pelas informações dadas de bandeja.
Sei me servir!
Desenho de propaganda na Revista Seleções de 1951, parecendo as coisa de Gruau, Baldrich.
Quem saberá?
Essa foto é do livro americano Avenidas da Saúde que já escaneei e já coloquei várias outras fotos aqui.
Fazendo um tour pelo blog adorei rever este casal e o bolo lindo tipo Dolores Botafogo. Então, reprise!
O noivo é grandão e a noiva miudinha! Deve ter sido uma comilança ótima neste dia de bodas.
Altas bodas!!!
Há dias estava pretendendo fotografar esse casarão na rua do Cabeça e que, hoje, foi-se embora, foi-se pelos ares, pegou fogo, como tudo aqui em Salvador.
Salvador é a cidade dos incêndios, dos sinistros, sinistros explicáveis pelo abandono-caso deste casarão- e dos inúmeros inexplicáveis ou de conveniência, como bem sabemos...
Agora já era. Ardeu nas chamas. Ruiu. Caiu na chon.
Agora devem construir um quadrado para lojinhas, mercadinho,para uma igreja.
Uma vez eu entrei nele. Tinha uma escada ladeada por duas pilastras com portão de ferro. Embaixo tinha uma oficina com um sapateiro. Será que eu fui lá colocar uma capa fixa num sapato??? Repregar com tachinhas o solado do meu sapato de bater???? Colocar uma meia sola para prolongar a vida do Vulcabras???
Quando fiz as fotos do prédio da ex-Farmácia Luz, o casarão aparece. Detalhei a foto e ele está lá, hirto ainda!
Fui aos jornais de hoje, Correio e A Tarde e arrastei as fotos pós sinistro.
A última foto é do Google.
O casarão deveria ser do início século XIX.
Beleza!!!
Acho que o casarão pertencia à Santa Casa de Misericórdia. O brasão na parede parece ser o da Santa Casa.
Vou averiguar.
A rua sem cabeça.
Na frente tinha uma lojinha de sapatos, sandálias, rasteirinhas etc.
Fogo!!!!!
Sinistro!!!!!
De bobeira, de férias, vamos fotografar!
A Casa das Rosas no início da Paulista, ou seja, entre o Paraíso e o inferno que está neste momento a Av. Paulista, foi passagem obrigatória para mim todos os dias, então, fiz essas fotos de coisas que me interessaram na Casa: ambientes, recantos, detalhes.
A sala de banho é uma loucura rosa. Latrina, bidê, banheira, pia, tom do mármore que cobre parede e chão. Completamente chique e rosa.
Latrina divina: defecando rosas!
A cozinha, pia com tampo enorme de mármore branco e torneiras de bronze. Piso com ladrilhos hidráulicos.
Tudo de bom!
Onde ficava a edícula fizeram um pequeno restaurante. A pia de pedra calcárea, torneira ótima de bronze. Devia ser ótimo lavar uma roupa ali e depois botar pra quarar.
Adoro uma torneira velha.
Opalina branca no lustre do teto da edícula.
A última vez que passei por esta casa ela estava fechada, porém como todos os elementos originais, portas, janelas etc. Li no site Bahia Notícias, de onde peguei a foto, que agora ela está abrigando um órgão da Prefeitura ou do Estado, não lembro.
Espero que saibam manter e conservar. A casa é escandalosamente linda e é totalmente déco.
Os Barris é um bairro que ainda tem muitas casas e prédios pequenos e grandes dos anos 30 e 40, mas que estão sem conservação ou foram mesmo alterados na estrutura e estilo.
Vamos ver o que irá rolar com esta maravilha de casa que, pra mim, deveria já estar tombada. Díssima!
Esta fase da arquitetura de domicílios que vai dos anos 30 aos 50 está desaparecendo, já está um vazio, sem representação nas cidades. Ou derrubam as construções ou fazem as abomináveis adaptações para clínicas, lojas, etc.
Não sei o que é pior.
Já estou cansado de me indignar e de me espantar com o desrespeito ao nosso patrimônio, aliás, há muito tempo que estou fazendo a linha Leão pra não sofrer: estou... andando.
Andemos, então.