quinta-feira, 3 de outubro de 2019
Museu Wanderley Pinho
Matéria da revista Muito do Jornal A Tarde de setembro de 2019. Fotos de Adilton Venegeroles. O Museu Wanderley Pinho que fica no recôncavo baiano está em projeto de restauração, aliás, este é mais um. Casarão, capela - enorme, na verdade uma igreja, pelo seu tamanho - senzala e engenho de açúcar, esperam por um ressuscitamento, um bom restauro, uma serventia e um destino digno deste belíssimo conjunto do século XVI, incendiado pelos holandeses no século posterior e reconstruído no século XVIII com a feição que está até hoje.
O local já foi assaltado - saqueado - muitas vezes e teve suas peças e seus móveis surrupiados. Onde foram parar????
-Quero ser reaberto!!
-Abram, por Cristo!!!
-Por Nossa Senhora da Conceição!!!
Ruínas do engenho e senzala.
Os móveis que restaram guardados em um depósito.
O projeto que levará vida ao local, um uso, uma finalidade. Aguardemos a obra...pra este século ainda?????
Apelemos para todos os santos!
Uma quartinheira. Adoro.
-Quem pegou minha quartinha na quartinheira???
-Trate de devolver pra sinhá!
Algumas imagens sacras que restaram. Abaixo a pintura do teto da capela, a Igreja de Nossa Senhora da Conceição.
sábado, 28 de setembro de 2019
sexta-feira, 27 de setembro de 2019
Vitórias Régias de Brechó
E, breve, só nos jardins botânicos.
Foto amarelecida achada nos brechós. Alguém foi lá, no verde, viu, clicou e fez uma imagem régia.
Foto amarelecida achada nos brechós. Alguém foi lá, no verde, viu, clicou e fez uma imagem régia.
quarta-feira, 25 de setembro de 2019
A Caravana Uiva. Painel de João Câmara . Ibrahim Sued . Didu e Tereza Souza Campos . Jorginho Guinle
Do pintor pernambucano João Câmara, essas litografias fazem parte do painel O Baile da Ilha Fiscal, nele, personagens do antigo high society carioca são retratados - tratados - com fina ironia pelo artista. Tereza e o marido Didu Souza Campos, Jorginho Guinle e Ibrahim Sued aparecem com "ar de falso luxo, um luxo falsificado".
Este trabalho de João Câmara foi apresentado na XV Bienal de São Paulo, é formado por seis montagens com litografias chamadas de A Caravana Uiva, trocadilho com "a caravana passa" um dos muitos bordões usados pelo colunista Ibrahim Sued em suas colunas sociais. Havia ainda um filme de 16mm, "Um tiro na Questão".Eu conheço a obra de João Câmara, um dos artistas plásticos mais fantásticos e importantes do e para o Brasil, mas fui conhecer esta maravilha de painel, graças aos sebos onde ando e onde encontrei a revista Arte Hoje de novembro de 1979, editada pela Rio Gráfica Editora. As fotos da matéria são de Rômulo Fialdini. Comprei a revista e tratei logo de escanear para colocar aqui.
Fui ao Google ver se achava imagens do painel completo, mas, não há.
João Câmara em 1979 e, abaixo, Ibrahim Sued, detalhe da obra do artista na capa da revista Arte Hoje.
domingo, 22 de setembro de 2019
Dama da Corte Francesa
-Estou nesta posição desde o século XVIII, não consigo me mexer, pesada que estou... ancas, anquinhas, espartilhos, califon, calçolas, anáguas, tecidos, veludos, sedas, chamalotes, damascos, babados, rendas, passamanarias, arremates, laçarotes, perucas, apliques, meias, atilhos, sapatos... não faço xixi, nem ao menos posso morrer! Presa na corte, ao palácio, nas telas, nas estampas, nos livros, nos bibelôs, nos antiquários, nos brechós, nas casas abandonadas. Ó céus!!
Fraternidade.
Igualdade.
Liberdade para uma pobre dama da corte francesa, é o que eu peço!
(a ilustração é de H. Charles Mc Barron para o álbum Trajes de Todas as Épocas).
terça-feira, 17 de setembro de 2019
Baiana
Desenho de Mário José de Lima para o álbum de figurinhas Trajes de Todas as Épocas, publicação da Editora Brasil-América, edição de 1965. Pelo tipo das ilustrações, o álbum deve ser dos anos 50.
O álbum é muito legal com desenhos muito bons e, interessante, as figurinhas já vinham no próprio álbum para serem cortadas e coladas pela petizada. Foi um álbum sem aquele desespero de comprar os pacotinhos com as "balas" para colar e encher as páginas.
domingo, 15 de setembro de 2019
Antigo como o Amor
Eu adorava essa propaganda de licor com essa scena antiga do casal belle époque. A mulher branca/defunto com chapéu de rede e signal no rosto. O homem com jeito mais moderno.
Reencontrei a bendita propaganda na revista Arte da Rio Gráfica Editora, 1979.
sábado, 14 de setembro de 2019
Máscara BB
Foto de meu amigo Samuca. Ficou ótima a máscara de papelão BB sobre o fundo preto e branco do piso. Amei!!!
quarta-feira, 11 de setembro de 2019
Meu Querido Fogão
Cozinha moderna adorável! Quantas novidades para o lar...em National Geographic, 1959.
-Depois do fogão e do forno elétrico eu estou rendendo muito mais, disse a mamãe - rainha - máquina do lar.
sábado, 7 de setembro de 2019
Didu e Tereza Souza Campos
Mais um capítulo do livro de José Mauro, Café Society - "Confidencial" de 1956, editado pela Civilização Brasileira. Delícias cremosas de se ler, com historinhas e fofoquinhas todas de validade vencida e por isso mesmo melhores ainda. O casal Didu Souza Campos e Teresa é o assunto. Didu, que eu vim saber há pouco que era baiano, foi um homem refinadíssimo e, com a mineira Tereza, elegantérrima, discreta e super bonita formavam o chamado casal nota 10: ricos, jovens e belos.
A ilustração é de Santa Rosa que fez todas as vinhetas de aberturas dos capítulos.
Voltemos aos anos 50.
domingo, 1 de setembro de 2019
Uma Xícara Japonesa
Setembro chegou e eu não fiz um chá na minha casa sob o luar de agosto, a xícara eu já tinha, presente mais recente de meu amigo Walter. Levíssima, com decoração bem bonita de cena campestre em azul profundo e aplicações em ouro. Guirlanda linda na reserva.
Pois é. O chá fica para o ano que vem, esperando que o luar futuro não tenha reflexos vermelhos como foi esse de agosto - fogo! - do nosso brasilzão verdão.
Fica uma xícara e um chá que não foi feito.
sexta-feira, 30 de agosto de 2019
Uma ilustração de Manoel Victor Filho
No livro Guia Internacional do Bar de Michael Jackson - 1988, Editora Abril - encontrei o traço refinado de Manoel Victor Filho - 1927/1995, autor de muitas ilustrações para Monteiro Lobato, ilustrações que povoavam a vida e instigavam a imaginação das creanças do nosso Brasil.
O autor fazia muito desenho colorido e cheio de detalhe, neste aqui ele foi econômico na linha fina linha percorrendo o alvo papel.
quarta-feira, 28 de agosto de 2019
Camomillina Apresenta: A Sagrada Família
Como eu gosto de um santinho antigo!, bem velhinho e se for com uma estampa daquelas bem populares, retocadinhas, adoro mais ainda. Este de A Sagrada Família é uma gracinha...as carinhas de Nossa Senhora, de São José e a do Menino Jesus são lindas demais!
Graças aos deuses e à Sagrada Família!, eu sempre estou encontrando santinhos velhos por aí que vou acrescentando aos montes que tenho. Este eu achei há pouco e achei uma maravilha, mais ainda por ser de propaganda.
A Camomilina devia ser um alívio para as creanças com dentinhos a nascer.
- A neném está assaz melhorzinha! dizia a mamãe.
A Vermisanina "Reis", preciso ter a mão, caso eu tenha um ataque de vermes de surpresa, não é mesmo?
E vamos à pharmacia!
terça-feira, 27 de agosto de 2019
sábado, 24 de agosto de 2019
Coisas da Globerama
As ilustrações da Globerama - Tesouro de Conhecimentos Ilustrado - que eu gosto por motivos vários que já mencionei aqui. Esta, acima, é uma forma estranha e transparente pairando no ar, no infinito e se multiplicando em um tempo estranho. O que será?
São coisas. As coisas da Globerama.
sexta-feira, 23 de agosto de 2019
Onça
A imagem acima é de uma intervenção de Paula Cardoso à partir de foto de Emílio White.
Onça pintada sobre cenário vermelho.
Sangue.
Em certas ocasiões quando nos servimos de coisas que nos salvam e socorrem à última hora, recorremos à expressão "safa-onça". Safar a onça.
Não sei a origem do dito popular, dessa expressão que é muito usada no Rio de Janeiro.
No contexto atual está difícil para a onça encontrar um caminho que indique a ela aquilo que seria "um safa-onça".
Difícil um safa-onça para a onça.
domingo, 18 de agosto de 2019
O Telefone da Miloca
Esse modelo de aparelho foi lançado em 1956. Prático, na parte de baixo ficavam os números para discar. Emilinha Borba - a Miloca -, que não era boboca, não perdeu tempo e adquiriu logo o dela.
Este desenho está em um livro didático dos anos 60, num capítulo que trata da evolução nas comunicações. Às vezes encontro este modelo de telefone nos antiquários, mas são vendidos a preço alto. Gosto deles, acho lindo, tão cara de uma época e a cara de Emilinha, a Miloca, mas já tenho os meus dois aparelhos antigos, um dos anos 60, verde, e um dos anos 50 de galalite branca.
Esta foto de Emilinha com o seu telefone moderno é o máximo, tudo, a pose, o vestido em um estampado que já não vemos, o sapato, o sofá, a pintinha no rosto da cantora realçada com lápis.
Estava nos trinques a Rainha do Rádio, Rainha da Marinha, nossa Miloca.
Carmen Mayrink Veiga ... e Nada Mais
No início dos anos 2000, um amigo encontrou em um sebo este "Café Society". É claro que ele comprou o livro imediatamente e me mandou uma xerox. O assunto sociedade, ou melhor, a alta sociedade, a carioca principalmente - era só o que nos interessava naquela época, aliás, há décadas que adorávamos ler tudo, saber tudo sobre os colunáveis, kkkkk saber quem era quem - quem era bem - ui!, as famílias tradicionais, enfim, tudo o que se referisse àquele mundinho, aliás, grand monde, ao qual não pertencíamos e nem iríamos nunca pertencer, já que éramos e somos ainda e sempre da classe média, média, média: café com leite, pão com manteiga. E trabalho.
As colunas sociais de Ibrahim, Zózimo, Nina, Hilde, Reinaldo Loy, Danusa, Swan, Fred Suter, Boechat e tantos outros do Rio e, de São Paulo, Tavares de Miranda, Alik Kostakis e outros era onde bebíamos as informações, sorvíamos, nos deleitávamos e ríamos à socapa também, aliás o riso era uma constante, pois, na verdade, fazíamos uma leitura crítica e não ficávamos nas bobices da admiração puramente supérfluas. O fútil era adorável de se ver e de se ler nas colunas, pois, para os verdadeiramente ricos todas aquelas extravagâncias eram naturais e, para nós, simples mortais, sobrenaturais.
Roupas, menus, casas, decorações viagens, festas, joias, tudo muito comum para os bem nascidos, era para os leitores daquelas colunas - euzinho e ele incluídos -, o máximo, entenda-se, com distanciamento, nada de viagens inúteis. Hoje, quando leio uma coluna social (?) e leio que um rico, uma rica usou isso, fez aquilo, viajou para não sei onde, tudo cafona, o vômito vem. Não há naturalidade. Tudo é novo rico ou mentalidade de.
Hoje, já deixei a carreira de tiete, de macaca de auditório - duas definições já caducas para fã - dos ricaços, também, pudera!, os grandes nomes tradicionais, as grandes famílias e as grandes damas da sociedade - o nosso grande interesse - já não estão mais aqui, o mundo mudou - o grand monde mais ainda - e o que sobrou, apequenou-se e não dá mais caldo. Mas o certo é que esse assunto já foi pra mim e virou passado, mas, não vou jogar fora os meus papeis velhos - fazer a louca - amealhados com o meu rico dinheirinho - as folhas de revistas e jornais que acumulei. Agora jogo tudo aqui e muito respeitosamente.
Mas, Carmen ficou. Ela se eternizou no Hall of Fame em vida, da moda, dos costumes, do refinamento, do mundo e agora nas nuvens do céu, da net. Está nas casas. Estrela, está para todos.
Este livro foi lançado em 1956, ano do casamento de Carmen com Tony Mayrink Veiga e neste capítulo está a história do encontro dos dois e sobre o fascínio que Carmen já exercia na sociedade carioca da época. É isso que José Mauro, o autor, nos relata no seu "Café Society".
(a dedicatória escrita no livro é simplesmente sensacional kkkk e as ilustrações de Santa Rosa uma maravilha.)
quarta-feira, 31 de julho de 2019
Sagrado Coração de Jesus
Uma das muitas imagens do Sagrado Coração de Jesus que existem por aí, pelos livros de orações, em estampas coloridas ou não como esta, uma antiga impressão em preto e branco que deveria ser a imagem de abertura de um Adoremus. Achei essa estampa assim, soltinha dentro de um livro...alguém guardou, eu achei e ei-la aqui.
domingo, 21 de julho de 2019
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