domingo, 6 de maio de 2018

Ilustrações 68


Na Enciclopédia da Beleza Feminina - 1968 - esses desenhos aquarelados bem moderninhos, uma mistura do psicodélico com um quê de art nouveau, são usados como vinhetas nas páginas do grande livro, um manual de beleza e elegância das e para as gatas da época. 
A enciclopédia foi super bem feita com fotos, imagens e textos - agora anacrônicos mas mesmo assim interessantes  - e a parte gráfica é um arraso.
Nos créditos do livrão da beleza consta os nomes dos seguintes ilustradores: Chisnandes, Fanny Darnat, Luís Camps, Mendes e Newton Sá
Algum desses deve ser o talentoso autor das lindas vinhetas / ilustrações.









Amei este sapato e flores!




terça-feira, 1 de maio de 2018

Incêndio . Cerveja Caracu . Igreja Luterana


E hoje no incêndio que aconteceu em São Paulo, um anúncio enorme que estava em uma parede lateral e escondido reapareceu, deus às caras. Uma triste ironia: "Beber Caracu é beber saúde" diz o antigo reclame.
Uma tristeza o incêndio, mas do tipo tragédia anunciada, edifício sem condições de abrigar ninguém e, no entanto, cheio de gente em situação de vulnerabilidade. Triste.
Triste também a igrejinha luterana, linda, do início do século XX  - 1908 - quase que totalmente destruída.












Os vitrais são de Conrado Sorgenicht Filho, o mesmo que fez os do Teatro Municipal e do Mercadão. A igreja, que é tombada, havia passado por restauro recentemente e, segundo o pastor responsável, só restou dela o altar e a parte da frente onde fica a torre. Uma pena!





O Edifício Wilton Paes de Almeida dos anos 60, sem platibanda e todo de vidro, concreto e aço, o fogo tem tendência a se espalhar logo e as consequências foi o que se viu, o edifício desabou! Os ocupantes em sua grande maioria escapou com vida. Ainda bem!



O Edifício Caracu em cuja parede lateral está o anúncio dos anos 50 da cerveja Caracu que estava encoberto pelo edifício que desabou.
Espero que deixem o desenho do "reclame" da cerveja descoberto, pois ele é lindo, fez parte um dia da história da cidade, é a cara de uma época e, por isso, merece ser mantido, restaurado e conservado.


 Pela foto dá para ver que as paredes dos dois edifícios eram coladas, rentes uma à outra.




O Largo do Paissandu com a igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos em destaque. O Edifício Wilton Paes de Almeida, o Edifício Caracu ao fundo dele e a igreja Luterana, ao lado, que ficou praticamente destruída.





Propaganda que está no blog do Ganza.











segunda-feira, 30 de abril de 2018

Gato Preto


Ilustração na revista Maquis, 1958. Biombo e gato preto.Muito boa, porém sem crédito.Os ilustradores da revista eram Adail e Hilde, então deverá ser de um dos dois.

Brasil


Desenho/charge de Adail, revista Maquis, 1958
Se, nessa época, dizia-se que o Brasil estava fechado para balanço, imagine hoje como elezinho está! Não tem nem quem se dê ao trabalho de pregar uma tabuleta. Uma preguiça...e falta prego, martelo e o principal, a coragem! Quem tem dinheiro está indo embora. Ou para a terra de nossos colonizadores - sim, a invasão está se dando ao contrário! - ou para terrinhas de Tio Sam
Babado fortíssimo! 
Novas rotas...da seda, das especiarias, do pau vermelho e, agora, a rota da tranquilidade que se vislumbra em terras além mar. E o brasileiro vai! Isto é, vai quem pode. Quem não pode, como eu, se sacode. E tô todo sacudindo!
Em tempo: a Maquis era uma revista caretérrima dos anos 50 e eu ganhei algumas delas. Dá para aproveitar umas coisinhas de época...umas fotinhas, "deseinhos", algum texto medonho que dá para rir etc. 

domingo, 29 de abril de 2018

Boneca Leite de Rosas e Miss Distrito Federal Adalgisa Colombo . 1958


Concurso de Miss Distrito Federal, 1958. Revista O Cruzeiro. Na capa, algumas da concorrentes e aquela que seria eleita, Adalgisa Colombo, bela e moderníssima de calça, sapatilhas e sueter verde.Realmente era mais bonita.
O concurso era patrocinado pelo Leite de Rosas que oferecia o manto, o troféu e a coroa que a vencedora usaria no dia do desfile. A "boneca ilustrativa" -  ou imagem retocada?? - acima, está exibindo esses atributos e é tão real quanto as misses de carne e osso, isto é, de busto, quadril, cintura, tornozelo, altura e coxas. Centímetro por centímetro.
-E a nova miss DF é...
-E em primeiro lugar, a senhorita Adalgisa Colombo!
Mas eu amei mesmo foi a Boneca Leite de Rosas. Arrasou. Esticada!!!  



sábado, 28 de abril de 2018

Deslumbrante Carmen!


Foto de Carmen Mayrink Veiga - que eu nunca havia visto - e que arrastei da página do amigo Danian Dare do Facebook.
Imagens como esta e a paráfrase vem logo: Nunca houve uma mulher como Carmen!
E euzinho afirmo: não haverá jamais.

sexta-feira, 27 de abril de 2018

Jangada e Leny Eversong




Revista Seleções, agosto de 1968
Gosto de ficar olhando os pequenos desenhos, ilustrações para propagandas que passariam despercebidos a um olhar menos atento, mas não ao meu quando "reviro" pelo avesso revistas antigas à cata de coisas, pra mim, bonitas e que valem à pena o trabalho de escanear para colocar aqui no Antiguinho. E a Seleções tem uma riqueza desses  "deseinhos" pequenininhos que ficam assim de coadjuvantes, escondidinhos, mas que são um grande barato. Eles são bem feitos, pequeninas obras de arte, são ricos, são engraçados e são poéticos como o dessa jangadinha no mar com seus pescadores, emoldurada por coqueiros, o céu e o mar do Brasil antigo, da Bahia, do Ceará... tão bonita esta "ceninha" de outrora.
Não vejo mais jangadas no mar. 
Quando menino via muitas em Itaparica, cuja lembrancinha local era, justamente, uma jangada feita de madeirinha mole, com retalhinho de algodão fazendo a vela e que sempre meu pai ou alguém mais velho comprava pra mim. E eu levava pra casa em Salvador a jangadinha pequenina, a colocava de enfeite e depois elas ficavam velhinhas, quebravam e seguiam seu destino - iam pro lixo - talvez fosse parar novamente no... mar.
Fui ao Youtube
Queria colocar a minúscula ilustração da jangada - que é de um antigo anúncio de companhia de viagem e ilustrar com uma música. Dei de cara logo com uma preciosidade, uma pérola do repertório da cantora Leny Eversong, cantora famosa nos anos 50, 60 e, já nos anos 70, esquecida. Leny Eversong era magnífica, afinadíssima, extensão vocal incrível, ia das mais baixas notas às mais altas e dicção perfeita. Aqui nesta música ela está contida, cool, saboreia as notas, palavras por palavra da canção.
Essa música Jangada - Hervé Cordovil e Vicente Leporace, gravação de 1958 - é tristinha, melancólica, letra e melodia lindas - violão elétrico 10! - mas é tão bonita que fiquei dias a ouvir.
Que bom que ainda vejo jangadas num horizonte meu. Que bom que sou de um tempo que ainda "peguei" Leny Eversong cantando na televisão arrebentando microfones com seu vozeirão.



"Jangada que enfuna a vela e desafia o mar..."