quarta-feira, 25 de setembro de 2019

A Caravana Uiva.


 Do pintor pernambucano João Câmara, essas litografias fazem parte do painel O Baile da Ilha Fiscal, nele, personagens do antigo high society carioca são retratados - tratados - com fina ironia pelo artista. Tereza e o marido Didu Souza Campos, Jorginho Guinle e Ibrahim Sued aparecem com "ar de falso luxo, um luxo falsificado".
Este trabalho de João Câmara foi apresentado na XV Bienal de São Paulo, é formado por seis montagens com litografias chamadas de A Caravana Uiva, trocadilho com "a caravana passa" um dos muitos bordões usados pelo colunista Ibrahim Sued em suas colunas sociais.  Havia ainda um filme de 16mm, "Um tiro na Questão".
Eu conheço a obra de João Câmara, um dos artistas plásticos mais fantásticos e importantes do e para o Brasil, mas fui conhecer esta maravilha de painel, graças aos sebos onde ando e onde encontrei a revista Arte Hoje de novembro de 1979, editada pela Rio Gráfica Editora. As fotos da matéria são de Rômulo Fialdini. Comprei a revista e tratei logo de escanear para colocar aqui.
Fui ao Google ver se achava imagens do painel completo, mas, não há. 




João Câmara em 1979 e, abaixo, Ibrahim Sued, detalhe da obra do artista na capa da revista Arte Hoje.


domingo, 22 de setembro de 2019

Dama da Corte Francesa


-Estou nesta posição desde o século XVIII, não consigo me mexer, pesada que estou... ancas, anquinhas, espartilhos, califon, calçolas, anáguas, tecidos, veludos, sedas, chamalotes, damascos, babados, rendas, passamanarias, arremates, laçarotes, perucas, apliques, meias, atilhos, sapatos... não faço xixi, nem ao menos posso morrer! Presa na corte, ao palácio, nas telas, nas estampas, nos livros, nos bibelôs, nos antiquários, nos brechós, nas casas abandonadas. Ó céus!! 
Fraternidade. 
Igualdade. 
Liberdade para uma pobre dama da corte francesa, é o que eu peço!
(a ilustração é de H. Charles Mc Barron)

terça-feira, 17 de setembro de 2019

Baiana


Desenho de Mário José de Lima para o álbum de figurinhas Trajes de Todas as Épocas, publicação da Editora Brasil-América, edição de 1965. Pelo tipo das ilustrações, o álbum deve ser dos anos 50
O álbum é muito legal com desenhos muito bons e, interessante, as figurinhas já vinham no próprio álbum para serem cortadas e coladas pela petizada. Foi um álbum sem aquele desespero de comprar os pacotinhos com as "balas" para colar e encher as páginas.

domingo, 15 de setembro de 2019

Antigo como o Amor


Eu adorava essa propaganda de licor com essa scena antiga do casal belle époque. A mulher branca/defunto com chapéu de rede e signal no rosto. O homem com jeito mais moderno.
Reencontrei a bendita propaganda na revista Arte da Rio Gráfica Editora, 1979.


sábado, 14 de setembro de 2019

Máscara BB

Foto de meu amigo Samuca. Ficou ótima a máscara de papelão BB sobre o fundo preto e branco do piso. Amei!!!

quarta-feira, 11 de setembro de 2019

Meu Querido Fogão





Cozinha moderna adorável! Quantas novidades para o lar...em National Geographic, 1959.
-Depois do fogão e do forno elétrico eu estou rendendo muito mais, disse a mamãe - rainha - máquina do lar.


sábado, 7 de setembro de 2019

Didu e Tereza Souza Campos


 Mais um capítulo do livro de José Mauro, Café Society - "Confidencial" de 1956, editado pela Civilização Brasileira. Delícias cremosas de se ler, com historinhas e fofoquinhas todas de validade vencida e por isso mesmo melhores ainda. O casal Didu Souza Campos e Teresa é o assunto. Didu, que eu vim saber há pouco que era baiano, foi um homem refinadíssimo e, com a mineira Tereza, elegantérrima, discreta e super bonita formavam o chamado casal nota 10: ricos, jovens e belos.
A ilustração é de Santa Rosa que fez todas as vinhetas de aberturas dos capítulos.
Voltemos aos anos 50.








domingo, 1 de setembro de 2019

Uma Xícara Japonesa


Setembro chegou e eu não fiz um chá na minha casa sob o luar de agosto, a xícara eu já tinha, presente mais recente de meu amigo Walter. Levíssima, com decoração bem bonita de cena campestre em azul profundo e aplicações em ouro. Guirlanda linda na reserva.
Pois é. O chá fica para o ano que vem, esperando que o luar futuro não tenha reflexos vermelhos como foi esse de agosto - fogo! - do nosso brasilzão verdão.
Fica uma xícara e um chá que não foi feito.