segunda-feira, 24 de julho de 2023

Doris Monteiro e Leny Andrade . 24 de Julho de 2023




 Minha cantora, entre tantas, minha cantora, sempre.

Mas hoje morreu também uma outra cantora que eu amo, adoro, Leny Andrade. Que dia meu deus!!!! 
De Leny eu ouvia sem parar o disco Estamos Aí, da Odeon, o disco Registro da CBS, os dois discos que ela gravou na Pointer e mais todos os outros. Leny era fantástica. Infelizmente nunca a vi no palco. Doris eu vi vários shows e os discos dela tenho quase todos. Sobre Doris Monteiro e a minha fixação na cantora vou escrever mais um pouco em outra postagem.
Recentemente faleceu João Donato e agora duas grandes cantoras que eu amo e no mesmo dia!
Fui ao Google e peguei umas imagens de capas de discos de Leny, discos que me acompanharam a vida toda. Viva Leny Andrade! Viva Doris Monteiro! As duas se foram mais a obra fica, continuam vivas para sempre, então.







segunda-feira, 17 de julho de 2023

João Donato


 O melhor entre os melhores!

Água!!

P.S. Fiquei pensando depois e me achando injusto com tantos outros melhores. João Donato está entre eles, Marcos Valle, Roberto Menescal, Carlos Lyra, Johnny Alf e Tom Jobim. A nata, o creme do creme entre os compositores da melhor música brasileira. Cada qual o melhor em tudo que fez e fazem. 


sábado, 8 de julho de 2023

Colherzinha de café do Antigo Café Americano em Salvador


 Colher de café do antigo Café Americano que ficava na Rua Silva Jardim, número 12, como consta na gravação que há na pega da colher.  Hoje, a antiga Rua Silva Jardim é conhecida como a Ladeira do Taboão em Salvador. Já procurei por aí alguma foto desse estabelecimento e não encontrei. Restou a colherzinha aqui em minha casa.

Essa colher é em alpaca, chamada também de prata alemã. A alpaca é um metal, ou melhor, uma liga de metal em bronze e cobre e, geralmente é banhada à prata para uso nos talheres, anéis, botões e fivelas de cintos. Materiais de cavalaria, estribos, arreios etc. também eram nesse material. Quando o banho de prata se desgasta aparece a cor original da alpaca que é amarelado e opaco. Adoro o tom da alpaca. Ou adoro quando perde o brilho da prata. Essa colherzinha foi muito bem banhada em prata porque conserva o brilho até hoje.








domingo, 2 de julho de 2023

Clichês




 Shopping Piedade, Salvador. Exposição de obras, livros e periódicos editados em Salvador e na Bahia. Aproveitei e fotografei esses clichês - em página aberta numa vitrine de vidro - de O Democrata, edição de novembro de 1919.

E assim, dou continuidade à postagem anterior sobre os clichês e a importância deles na imprensa, nas publicações do século passado na divulgação e propaganda de tudo e de todos os produtos que existiam naquelas décadas do século passado.


Preciso tomar Dynamogenol urgente!!!!!

Ando com um catharro renitente horrível, perigando virar uma asthma! Melhorei com o Peitoral Marinho. Comprem, comprem, o quanto antes, queridos!!!
Só compro lá pelos preços realmente resumidos! Nessa carestia em que vivemos o Grande Bazar 65 é o endereço certo nas compras de qualidade, porém com preços resumidos! Vamos lá, minha gente! Todos às Grades de Ferro!
Alô? Telefonista, faça-me uma ligação para 440, Casa Adornativa. O quê?? Só às cinco da tarde??? É muito tempo!!! 
Desses reclames só a loja A Adornativa ainda resiste ao tempo funcionando na Rua Carlos Gomes.
Collegio Pedro II. Uma sisuda promessa. 
Foi.
"Todos à Casa Velloso é quem melhor vantagem faz ao freguez". Meu borzeguin furou, tenho que ir na Velloso de urgência! Aproveiro para comprar umas fazendas enfestadas e aviamentos
e um costume de brim pardo para bater no dia-a-dia.


quarta-feira, 28 de junho de 2023

Clichês Antonio Sepúlveda . Rio de Janeiro . Anos 40


O clichê é uma arte gráfica, uma impressão feita em chapa metálica ou de zinco na qual uma matriz  é gravada de texto ou imagem, coloca-se a tinta e o desenho será reproduzido mil vezes, daí a expressão clichê denominando um conceito, por vezes pejorativo, ou comportamento que, de muito repetido, vira um padrão, um lugar comum, um clichê.

O clichê é chamado também de estereotipia, imagem reproduzida através de um estereótipo à exaustão. O clichê é uma arte gráfica de impressão, feita por uma prensa que passava para o papel a imagem gravada na chapa. E assim a imagem, o estereótipo, o clichê era produzido e reproduzido manualmente numa redação de jornal ou revista e nas gráficas. Era um trabalho artesanal que envolvia desenhista, ilustrador, gravador de chapa, impressor, enfim, envolvia gente de diferentes profissões, especializações que se juntavam, cada qual com a suas técnicas de trabalho diferentes a executarem o serviço de impressão que chegaria a milhões de pessoas, leitores e leitoras de jornais, revistas etc.

Antigamente todas as publicações tinham clichês. Hoje raramente se vê. Nos anos 70 muitas produções de livros de baixo custo usavam o clichê. Era o jeito que os autores iniciantes publicavam os seus livros, porque as editoras não se interessavam em arriscar em novos autores. Muitos começaram com livrinhos impressos em tipografias simples. 

Convites, santinhos, cartões de visita, folhetos, panfletos, propagandas e muitas coisas mais eram feitos através do clichê: simples, barato e dava para o gasto.

Eu adoro o clichê, adoro os defeitos, as imperfeições, as manchas de tinta, a reprodução de textos e imagens bem populares e engraçados. Tinha também os clichês muito bem elaborados, bem impressos, clichês mais chiques. Todos tinham o seu charme, o charme de ser feito à mão.

Aqui no blog eu coloco sempre clichês, escaneio e jogo aqui. Recentemente fiz uma postagem do Leite Innoxa, que é uma maravilha, do Jornal das Moças coloquei as modistas Mmm. Spàvier e Mmm. Ottra Mary que, por sorte minha havia um clichê de uma "clicheria" se é que se podia dizer assim de uma tipografia, na verdade. Assim, o Clichê Antonio Sepúlveda se dá a conhecer, ele faz a auto propaganda, é dele então a autoria daqueles clichês do antigo Jornal das Moças e de inúmeras publicações da época.

Então fica aqui registrado o Clichê Antonio Sepúlveda que atendia os clientes na Rua Gonçalves Ledo, Rio de Janeiro, telefone 43-1714.

Vou ligar hoje mesmo para lá e fazer umas encomendas de clichês variados.

A publicação desse Jornal das Moças é de março de 1943. Mas a Clicheria de Antonio Sepúlveda deveria existir e funcionar desde muito antes. 

 








Uma prensa de madeira do século XX e abaixo uma oficina de prensagem na Idade Média. E tudo começou com Gutemberg que facilitou a vida dos antigos copistas e deu início às impressões em série.

Acima, a revolucionária máquina de clichê e impressora Stanhope de 1833.

Uma imensa e magnífica sala de impressão e de clichês do final do século XIX ou início do XX. (Google)

Um clichê em chapa gravada de metal. (Google)

 Abaixo, uma outra prensa super poderosa para clichês. (Google)

sexta-feira, 23 de junho de 2023

Melindrosa . Anos 20


Essa "figurinha" é do álbum Trajes de Todas as Épocas. Os desenhos são lindos e, de vez em quando, vou postando mais um deles aqui. Agora é a vez da moçoila da década de 20 do século XX, trajada com seu vestido e complementos à melindrosa como mandava o figurino daquela época.



 

sexta-feira, 16 de junho de 2023

Leite Innoxa


Das revistas antigas, além das matérias variadas com imagens e textos ótimos, gosto demais das propagandas, anúncios, os reclames de produtos que se vendiam na época e que hoje desapareceram. Às vezes, as propagandas eram pequeninas, num cantinho de página, com fotos ou ilustrações impressos em clichê, o que davam a esses anúncios, pra mim, um encanto e uma beleza especial, pois são bem artesanais, feitos a mão, marcados, escarifados em uma chapa e, depois, colocada a tinta, levados à impressão. Tempos super analógicos, do fazer a mão, das redações e gráficas de revistas, dos desenhista e ilustradores contratados pelas editoras, do clichê, do artesanato.

E como são engraçados esses reclames de época!

Esse anúncio do Leite Innoxa é demais! Só o nome do produto já me enlouqueceu! Leite Innoxa! Nele, há um desenho ilustrativo e o texto que afirma, referenda o produto como o indicado para para a pele da leitora. Geralmente esses produtos são fórmulas criadas por um especialista que atesta a validade do seu uso. No Leite Innoxa é o Dr. Debat, de Paris, o responsável pelo leite que tem, também, um pó facial, o Pó Innoxa.

Fico a imaginar mulheres que usavam os produtos Innoxa. Se saíam para comprar, se os maridos era quem traziam da rua, se a filha mais velha compravam...

-Meus deus, meu Leite Inoxxa está acabando! Não posso interromper o regime lácteo da minha cútis!

-Pacheco, querido, passe no magazine e compre o meu Leite Innoxa, sim!

-Filhinha, você usou o meu Pó Inoxxa? Está no fim! Estou raspando a lata! E não me participa! Que menina! Preciso adquirir outro já!

-O Inoxxa está caríssimo! Os olhos da cara!

E por aí o Leite e o Pó Innoxa iam pelas cútis e nas vidas das mulheres.



 

sábado, 10 de junho de 2023

Elis e Bethânia


 Foto de Kaoro Higuchi para matéria da revista Manchete com as duas cantoras. Esta foto, de 1971, é original. Ganhei de um amigo que comprou parte do arquivo de imagens da antiga revista.

Ganhei. Ganhamos.

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Os Gondoleiros do Dique do Tororó


Matéria da revista Vamos Ler! de abril de 1942, impressa no Rio de Janeiro pela editora A Noite. Essa edição foi toda dedicada à Bahia. A revista tem muitas matérias interessantes e, uma delas, é a sobre os Gondoleiros do Dique do Tororó, personagens obscuros, hoje completamente esquecidos que faziam um trabalho da maior importância na época que era o de transportar pessoas de uma margem a outra do Dique do Tororó. 

Pelo texto ficamos sabendo que haviam vários gondoleiros, que eram bastante conhecidos até pelos seus nomes e apelidos pela população de SalvadorHoje quando eu passo por ali, noto que o transporte ainda é feito, mas suponho que já não existam grande número de embarcações e de gondoleiros e, também, diminuiu o número de pessoas interessadas no serviço de ir de uma margem à outra de barco.

O Dique do Tororó nos anos 40, era muito maior em extensão e largura que o atual que foi reduzido drasticamente com as obras de saneamento e criação de novas vias para carros. Naquela época, então, o trabalho executado pelos gondoleiros não se restringiria a atravessar simplesmente, como hoje, de uma margem a outra, mas sim, fazer um percurso muito maior.

Eu nunca fiz esse transporte, mas acho que deve ser bastante legal atravessar as águas do misterioso dique, navegando lentamente e guiado, quem sabe, por um descendente dos antigos Gondoleiros do Dique do Tororó!


Qual seria esse gondoleiro? Nini? Nóca? Dió? Eduardo, Popó? o Rei do Dique, ou Ziguidu?





 

segunda-feira, 15 de maio de 2023

Gal Costa e o Cabelo com Estrelas e Os Mutantes . 1968


Foto de Gal Costa colada nos meus antigos álbuns de artistas. Até esses dias eu não sabia de qual era a apresentação de Gal, assim, com o cabelo cheio de estrelas. E um amigo me mandou essa foto de Rita Lee - Mutantes - e Gal - e as estrelas no cabelos. A imagem é da parte nacional do III Festival Internacional da Canção de 1968. A música que Gal cantava, Gabriela Mais Bela de Roberto e Erasmo Carlos não foi classificada e Gal nunca gravou. No disco da parte nacional, uma cantora de nome Vânia é quem canta a música.
 
Os Mutantes, nesse festival de 1968 cantaram Caminhante Noturno.