Foto de Kaoro Higuchi para matéria da revista Manchete com as duas cantoras. Esta foto, de 1971, é original. Ganhei de um amigo que comprou parte do arquivo de imagens da antiga revista.
Ganhei. Ganhamos.
Ganhei. Ganhamos.
Pelo texto ficamos sabendo que haviam vários gondoleiros, que eram bastante conhecidos até pelos seus nomes e apelidos pela população de Salvador. Hoje quando eu passo por ali, noto que o transporte ainda é feito, mas suponho que já não existam grande número de embarcações e de gondoleiros e, também, diminuiu o número de pessoas interessadas no serviço de ir de uma margem à outra de barco.
O Dique do Tororó nos anos 40, era muito maior em extensão e largura que o atual que foi reduzido drasticamente com as obras de saneamento e criação de novas vias para carros. Naquela época, então, o trabalho executado pelos gondoleiros não se restringiria a atravessar simplesmente, como hoje, de uma margem a outra, mas sim, fazer um percurso muito maior.
Eu nunca fiz esse transporte, mas acho que deve ser bastante legal atravessar as águas do misterioso dique, navegando lentamente e guiado, quem sabe, por um descendente dos antigos Gondoleiros do Dique do Tororó!
Salve São Jorge!
Valei-nos São Jorge!!!
E assim eu vou.
E haja bundas antigas e novas para sentar nelas!
Na porta do antigo Tesouro, hoje uma secretaria da prefeitura, um adereço de fachada bem decó, que eu adoro, feito de cimento prensado ou ele é mesmo de mármore, porém com grossas mãos de tinta por cima. É lindo!
Me lembro dos sacos para pães, o de roupa "servida"os panos para cobrirem o fogão - todos já postados aqui. Tinha as toalhas de prato também bordadas. A cozinha não ficava triste, sempre tinha uma cena bordada...um coelho com sua cenoura, bonecas cozinheiras, cestas com flores ou legumes, mestres cucas com seus chapéus altos, grande sortimento de japonesas...tudo bordado em puro algodão, linhas e aplicações de retalhos também de algodão. Hoje o algodão anda misturado e as linhas idem.
Minha avó bordava na máquina, fazia esse tipo de bordado que descrevi, como o desse "saco porta tapioca". Imagino aquela tapioca - a goma - fina, armazenada para ser usada em vários pratos, dar o ponto no cuscuz, mingaus e a tapioca de frigideira como panqueca para passar manteiga.
Uma tia me contou que na cozinha da infância dela, sempre tinha tapioca - goma - em um pote e que era usada em mil coisas. Na cozinha da minha infância já não havia esse pote e a goma era comprada e guardada em um pote. A goma também era um item fundamental para engomar as roupas e não podia faltar em uma casa...um colarinho sem estar engomado, sem forma, nem pensar, uma camisa de linho ou de tricoline, as pregas de uma saia... Haja goma. Haja tapioca.
Imagino a cozinha antiga e o saco, este saco que aqui está, pendurado na parede e cheio, gordo de tapioca.
O bordado de aplicação desse saco lembra uma holandesa, mas poderia ser uma japonesa, uma alemã, uma brasileira, qualquer nacionalidade servia que é o mais hilário. Todos os motivos serviam para debuxar, cortar e aplicar no tecido - com goma! - e depois bordar na máquina.
Comprei esse saco em um local de despejo do que não serve mais e endoidei quando vi! Lavei, passei, já comprei um novo cordão e em breve vou colocá-lo em um lugar de honra na minha cozinha.
Tapiocas para todos!
Fica aí a minha homenagem a Gina Lollobrigida!!!
GINA!!!!!!!
Aproveitei a Festa de Reis da Lapinha daquele 1974 e, é claro essa notícia sobre Caetano Veloso também na primeira página sobre uma "suspensão"- kkkkk -, absurda que ele sofreu em um show feito na Concha Acústica por atentado ao pudor e aos bons costumes.
Não me lembro desse acontecimento. Devo ter visto esse show, e não me lembro de nada que tivesse me constrangido, atentado contra mim.
O show seguinte de Caetano, o do Vila Velha, eu devo ter visto também, na época eu via tudo, todos os shows da Concha e do Vila. E via tudo mais de uma vez! Na época eu tinha muitos amigos e entrava em todos sem pagar. Muita gente entrava sem pagar, não sei o quanto Caetano e outros artistas lucravam com tantos penetras, amigos dos amigos - eu - e os convidados. Era show e festa. E desbunde kkkkkk
O Vila Velha era o local, o teatro que eu ia, amava, via tudo, era uma delícia!!!! Uma delícia da década de 70. Todos os artistas se apresentavam ali, naquele teatro alto astral. O TCA eu também ia muito, mas como o Vila com seus shows com os artistas tão próximos da gente não tinha, não teve igual. Show e Festa! E alegria total!!
Os shows da meia noite nas sextas... Uau! Os shows de samba com Batatinha e todos os sambistas maravilhosos de Salvador...o Essa Noite se Improvisa, também à meia noite... kkkkk tudo uma delícia.
E fico por aqui.
Dessa página de 1974 - 49 anos! - escaneada, selecionei essa manchete sobre a Festa de Reis da Lapinha que, na época, já era realizada com dificuldades e hoje, imagino que esteja numa situação bem pior, apesar das pessoas que ainda tentam manter a tradição.
Era linda a festa no bairro da Lapinha. Fui uma única vez, muito animada, muito cetim, muito brilho nas roupas, muita música, uma animação e uma manifestação linda.
Espero que nunca acabe os tradicionais e lindos Ternos de Reis do bairro da Lapinha.
O Terno dos Astros. Será que ainda existe???E vamos em frente!
E com São Jorge!