"Jesus adiante paz e guia, encomendo-me a Deus e a Virgem Maria, minha mãe, aos doze apóstolos meus irmãos.
Andarei neste dia e nesta noite, eu e meu corpo, cercado pelas armas de São Jorge."
Andarei neste dia e nesta noite, eu e meu corpo, cercado pelas armas de São Jorge."
Tereza tinha uma voz belíssima e sabia usá-la como ninguém e dizia um texto com toda a verdade e intenções perfeitas. Tereza, dizem, não era pessoa fácil de conviver, difícil para ela seria suportar o medíocre. Pra encarar Tereza o ator deveria ser tão bom quanto ela. Fernanda Montenegro em uma novela ao lado de Tereza foi uma novela à parte, um acontecimento à parte. Existia a novela e tinha as duas feras se fuçando com vara curta, uma outra novela, um duelo.
Sou fã total de Tereza Rachel, hoje como tantas outras atrizes mortas, está esquecida.
Esse álbum onde colei esta foto de Tereza, foi o último que fiz, já pelo fim dos anos 70, lembro que fui fazendo aos poucos, pois a fase álbum, o cola cola sem fim, já estava passando. Ainda bem. Na página ao lado de Tereza, fotos de artistas que eu amava, Anne Bancroft e Shirley Maclaine, momento de decisão, Liv Ullman e David Carradine, Ovo da Serpente, Nureyev, fazendo Nijinski, talvez, Consuelo Leandro, Gal Costa e Aérton Perlingero, Lisa Minnelli, Rod Stwart e Geraldine Page, doce pássaro da juventude que vivi nos meus álbuns.
Tudo isso quer dizer Brasil.
Está ficando raro e muito difícil encontrar um taboqueiro mercando pelas ruas de Salvador. Antes era um tilintar sem fim. Encontrei esse por acaso, ou por sorte, ontem pela cidade, andava batendo no triângulo para chamar a atenção e carregando aquelas três latas unidas que abrigam o seu tesouro, as deliciosas tabocas.
Salve os Taboqueiros, andarilhos, que devem andar quilômetros por dia embaixo de sol forte atrás dos seus fregueses, profissão cansativa que deve render pouco dinheiro. Não sei se a taboca hoje em dia está tão presente no desejo das pessoas, e principalmente das crianças, como já esteve um dia, aquele gostinho antigo e torradinho da levíssima massa que se desfaz na boca.
Por uma botina apaixonou-se o rapaz em A Pata da Gazela de Alencar, um fetiche, um amor, um tesão em um livro tão bom da nossa literatura do XIX.
Da literatura portuguesa, Eça, e a personagem Juliana, de O Primo Basílio, louca por suas botinas que lhe dava superioridade e poder ao calçá-las.
Eu não quero mais chorar
Por causa de um amor qualquer
Minha dor tem que acabar
No carnaval se deus quiser
(Amor de Carnaval, Gilberto Gil. Elizeth Cardoso, 1966)
Dicionário Lello Universal, edição, suponho dos anos 40, mas com cara de anos 20, com estampas, litogravuras, clichês e desenhos super bonitos para ilustrar os verbetes. Encerrando as postagens sobre bonecas - uma boneca puxa outra, e muita bonecagem -, fui procurar esses desenhos das bonecas que são lindos. Escaneei também mais uns verbetes que vêm da palavra Boneca. E Boneco! Nos sentidos figurados, o boneco kkk é um homem presumido que só pensa em agradar pela sua figura. Para boneca, mulher muito enfeitada e de semblante pouco expressivo kkk, no que não concordo, uma mulher bem maquiada fica linda, realçada.
A foto é maravilhosa, surreal, hilária. E bonita! Um flagrante sensacional!!!
Naquele tempo não havia ainda os "tubos" que entramos e damos direto na aeronave. Tinha-se que andar uma boa distância até encontrar a escada para subir no avião. E Paraná fez todo aquele percurso carregando a boneca.
A tal boneca é totalmente anos 60, o penteado exageradamente armado, um verdadeiro capacete de cabelos, o rosto sem expressão e com os olhos arregalados que parecem perseguir a gente, assustam!! kkkkkkk, apavoram, um terror!!
É isso. Fazendo essas postagens sobre bonecas me lembrei dessa imagem que salvei para um dia colocar aqui.
Estou colocando agora.
Boneca vai, boneca vem. A Portuguesinha me fez lembrar de bonecas e de uma matéria que eu vi há muito tempo, achei o máximo e salvei.
Depois coloco aqui.
E a petiz de 67 dizia:
-Mamãe, mamãe! Eu quero Simone, eu quero Simone !!!!!