quarta-feira, 26 de janeiro de 2022

Nara Leão e Jair Rodrigues . Revista Intervalo . 1966


Revista Intervalo de dezembro de 66. Nara e Jair líderes de vendas de discos da gravadora Phillips daquele ano. Segundo Nara, como ela mesmo conta e está no documentário O Canto Livre de Nara Leão, em uma visita a uma loja de discos na época em São paulo, ela viu os empregados já embrulhando os compactos de A Banda para adiantar as vendas para o outro dia.




 

terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Revista Intervalo . Troféu Chico Viola de 1966


Revista Intervalo de janeiro de 1967.

A maravilhosa Nara entre dois amigos, Jair e Chico.


Os Golden Boys, magnífico conjunto vocal.



 Não entendi o penteado de Elis. Um "nero", uma "touca" pra soltar o cabelo depois??? 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2022

Nara Leão e Jerry Adriani . Revista Intervalo . 1966/1967




A matéria acima, da Intervalo, é de dezembro de 66, a de baixo, fevereiro de 67. Na época correu esse boato do namoro entre Jerry e Nara e a Intervalo tratou de tirar proveito da fofoca pra vender revista. Os dois negam, mas se namoraram, tudo bem, eles eram jovens e gatos.

Nos anos 60 havia uns shows de cantores que a gente trocava tampinhas de refrigerante por um ingresso, era uma loucura! A gente vivia pedindo para os mais velhos guardarem as tampinhas pra gente, vivíamos catando as tampinhas com sofreguidão, afinal, através delas iríamos ver nossos ídolos.

Alguns desses shows de ingresso de tampinha - a gente tirava a cortiça e embaixo tinha uma estampa do nome do show, só essas serviam - aconteceram no Balbininho, antigo ginásio de esportes de Salvador, lindo, construção bem anos 40 que, infelizmente, foi demolido para dar lugar ao estacionamento da Arena Fonte Nova. Lá acontecia competições esportivas, torneios de estudantes, festas. O concurso do Miss Bahia era realizado lá. Era enorme o lugar.  Em um desses shows Nara Jerry se apresentavam. Me lembro que Erasmo Carlos, Wanderley Cardoso estavam no show também. Os cantores eram anunciados, entravam e cantavam os sucessos.

De Nara me lembro bem que ela cantou Opinião e algumas mais, não sei se Carcará, não sei. Não era ainda o tempo de A Banda. Ela entrou com o violão, de calça jeans e blusa quadriculada. O público era só de garotos e garotas, uma gritaria só, acho que não lembro mais do show por causa dos gritos e a acústica era péssima. O show deve ter sido em 64 ou 65.

Esses shows eram uma maravilha, bem populares e Nara estava lá entre os ídolos da Jovem Guarda.





 

quinta-feira, 20 de janeiro de 2022

Jorge Ben . Revista Intervalo . 1966/1967



Matérias da revista Intervalo com Jorge Ben, Benjor

A primeira é de dezembro de 66 e a segunda de fevereiro de 67. Em ambas ele está com o cônsul americano Alan Fischer, siderado por Jorge Ben, assim como todo mundo na época hipnotizado pelo som e o charme do brasileiro. Jorge Ben não quis fazer carreira internacional na época porque não quis, preferiu ficar aqui e fazer shows mundo afora. Não quis seguir o exemplo de Sérgio Mendes. O mundo caiu aos seus pés e ele aqui mesmo no Brasil..












O charme e a elegância de Jorge Ben.
 

Maria Odete . Revista Intervalo . 1967



Maria Odete em duas matérias para a revista Intervalo, a primeira de janeiro de 67 e a segunda de fevereiro de 67. Eu adorava Maria Odete, tinha umas músicas do repertório dela que eu amava. Dá-me era uma delas. Uma outra dizia assim, eu vim de um mundo desigual...preste bem atenção para o que eu vou dizer, pense profundo pois esse mundo bem pode ser o seu... a realidade é a verdade que mais se custa a crer... Ultimato era o nome! Acho que ela cantava também Símbolo de PazUm Dia e Boa Palavra ela arrasava e tinha outras...e ela cantava bem interpretando, tipo visceral, arrebatada, aquele olhão azul dela, eu adorava Maria Odete que, entre tantas outras boas cantoras da época, era muito original, não imitava ninguém.

Na primeira matéria ela diz uma coisa certa e que ela já percebia, Gil era uma outra Bahia, com belezas e problemas sociais, desigualdades e depois ele botou pra fora a Bahia negra que estava dentro dele, e Caetano, o poeta. 

Caetano podia ter dado, além de uma boa palavra, uma passagem aérea para Maria Odete conhecer a Bahia...ainda tá em tempo, um dia, quem sabe.









 

Chico Buarque . Revista Intervalo . 1967

Matéria de janeiro de 1967. Essa música, Saudação à Lapa, nunca ouvi, não conheço. Alguém conhece??? Se realmente é de Chico Buarque, acho que nunca gravou.

Nessa época saía muitas matérias com Chico na Intervalo, acho que ele só perdia em número para Roberto Carlos.




Outra matéria com Chico na Intervalo, essa é de fevereiro de 67.











 

Silvinha Telles . Revista Intervalo . Janeiro de 1967




Da minha coleção da revista Intervalo, que colecionei do final de 66 a 69, de vez em quando vou retirando matérias para colocar aqui. É um verdadeiro baú sem fundo e sem fim. Esta de Silvinha Telles que dizem ser a última entrevista e últimas fotos da cantora são de janeiro de 67.
Como a morte de Maysa, a de Silvinha também em um acidente de carro foi uma coisa chocante na época, mesmo sendo uma cantora nem tão popular, ela tinha um grande público formado nas diferentes épocas em que atuou, dos anos 50 para 60, fazendo aquela ligação de artistas já estabelecidos que migraram depois para a bossa dando mais prestígio ao movimento.





terça-feira, 18 de janeiro de 2022

Damas e Cavalheiros de um Velho Papel de Parede

Em um apartamento antigo que morei durante um bom tempo, um dos armários era revestido no interior com um tipo de papel de parede texturizado e estampado com essas silhuetas em negro de cavalheiros e damas antigos no centro de medalhões. O papel colado à  madeira que estava carcomida por cupins estava praticamente destruído. Para higienizar tive que arrancar tudo, mas fui salvando uns pedaços que saiam inteiros e com figuras intactas. Cortei depois cada uma delas, guardei e esqueci. Achei novamente as tais figurinhas tão bonitas e estou colocando agora aqui depois de tanto tempo.