Navios.
Caretinhas.
Palhacinhos e, embaixo, Mascotinhos.
Vaso de Flores.
Arabescos.
Cachorrinhos.
Boneca de Alface.
Gosto das páginas amareladas das antigas revistas e coleções e gosto do tom das impressões em cinza. Acho que as pernas de Marlene ficaram mais bonitas granuladas, mais insinuantes. O nítido das atuais reproduções, na maioria das vezes, perde o charme. E o mistério.
Essa foto de Marlene é do fotógrafo Milton Greene que, aliás, faz parte de uma série de fotos que ela fez com ele em 1952, tendo como foco as pernas perfeitas da estrela.
Voltando para os anos 60...
O mês era outubro e, naquele 1968 tão conturbado politicamente no mundo todo, Marlene estava em Nova York hipnotizando e eletrizando as platéias.
Um anjo provocante, Marlene Dietrich. Em cinza e eternamente Azul!
Neste Brasil de 2021 de tantas e eternas desigualdades, o absorvente é ainda inacessível pra muitas mulheres de baixa renda que se expõem a perigos enormes de saúde pela falta do absorvente higiênico.
Triste constatar a distância entre o charme do reclame antigo e a triste realidade atual de muitas brasileiras desprotegidas no básico.
Esse anúncio é do final dos anos 50.

Senhora Sant'Ana, mãe e mestra, deixa os seus afazeres pra ensinar a Maria Menina.
No classificador escolar onde eu guardei minhas 'variedades' doas anos 70, desenhos e cartazes, trabalhos de um grande amigo meu na época, Marcio Meirelles estavam lá. Nessa época, Marcio desenhava e pintava em azul. Eu adorava, achava lindo e ele me deu muita coisa em papel e também trabalhos em outros suportes.
Marcio era ótimo desenhista e pintor e essas habilidades ele levou para o teatro onde, além de dirigir suas peças, também faz os cenários e os figurinos. Talentoso e múltiplo o rapaz.
Lembranças desse povo tão rico bonito e sofrido. E a figura mais incrível para melhor representá-los é o cacique Raoni.
Sábio, altivo e imponente.
É uma tristeza isso, esse esquecimento de alimentos tão ricos e gostosos que simplesmente foram trocados por outros processados, caros e péssimos para a saúde.
Há muito tempo li uma matéria de Nina Horta para a Folha de São Paulo em que ela comentava o 'desaparecimento' do Mangarito. Em outra matéria do mesmo jornal, uma senhora paulista dizia que tinha saudades de muitas coisas da mocidade, entre elas a do Mangarito cozido, cozido na carne como a batata e que era uma delícia. Hum!!! vontade de provar!!
O Mangarito, vi outro dia aqui na net, voltou a ser cultivado, introduzido novamente nos lares, nos lares de quem quer comê-lo, trocá-lo pelo pão branco com presunto e queijo. O Mangarito são pequenas batatinhas que se cozinham e descascam depois. Será que é muito trabalhoso fazer isso, se dar ao trabalho de descascá-lo??? Mais fácil enfiar um pão na boca.
A Mangaba que é uma maravilha e tão comum em Salvador praticamente não existe mais para comprar. Tem Mangaba, freguês? - Não!!
Como elas nascem, brotam naturalmente nos terrenos de praia ou litorâneos - cadê a Mata Atlântica??? - que estão todos loteados pelos empreendimentos imobiliários e pelas invasões, então, tchau Mangaba! Foi um prazer em conhecê-la, querida.
Araçá, já era. E tinha o Araçá Cagão, pequeno. Foram-se os dois. Ficaram as goiabas imensas, medonhas que nem cheiro têm.
O Caju, silvestre, fruta que marcava o verão, miúdo e delicioso da Ilha de Itaparica... cadê ele? Agora o Caju é de todo o ano, não só do verão, e enormes e sem graça.
O que será, hoje, do Cambucá - 'uma remota batucada' como na canção do repertório de Dalva de Oliveira. Nunca comi. Daqui do Nordeste não deve ser e, de onde ele é, será que ainda nasce? O Baco-Pari...muito prazer. Joazes...olá, rapazes! Mandapusá, oi! A Ata, estou escrevendo aqui uma ata do já era. Taiobas sumidas, nem mais no efó que rareou também na mesa baiana de azeite. Dá muito trabalho picar, bater na tábua...
Eu adoraria comer, o Inhame Asselvajado, uma Junça, Mangaritos redondinhos...ui, que maravilha! Caraetê, Caraju. Cará Barbado não deve ter mais barba, pelo algum, coitado do imberbe Cará!
E o Morici? Nunca vi, nunca comi! Existe ainda neste Brasil queimado de meu deus de 2021?? Do Morici lembro do ditado, 'é tempo de Morici, cada um que trate de si'. Nesses tempos de 'farinha pouca meu pirão primeiro', quem é que ainda de lembra dos Productos do Brasil?
Uns poucos, sim.
Há ainda os pequenos agricultores que plantam e comercializam. Os resistentes.
No mais, ou no tudo, são lindos os nomes das iguarias, todos eles de origem Tupi.
O lindo texto está no livro Língua Portuguesa de João F. Pinto e Silva de 1925.
Pra mim a mais linda, a mais charmosa, a mais sensual e etc. e tal.
Sempre adorei Brigitte, vi todos os filmes, fiz álbum que guardo até hoje. Mas essas imagens não são do álbum. São do Google essa seleção BB com fotos de Sam Levin, 1967, época em que, pra mim, ela estava no auge, enlouquecedoramente linda...mas como eu gosto tanto dela, acho que todas as fases tem o seu auge. Em todas as fases sempre linda.
Aos 87 anos completados nesse 28 de setembro Brigitte está em mais um momento glorioso da sua longa vida. A beleza física deu lugar ao ativismo pela causa animal. E como ela tem feito coisas importantes nessa área através das ações da Fundação Brigitte Bardot de proteção aos animais.
Parabéns BB!!
E Salve 27 de Setembro!!!!
As ilustrações são de Philippe Daure, Jacques Poirer e Oliveira Monte. Qual deles fez essa vinheta tão bonita e interessante??? Amo desenhos bem econômicos. Um traço que vai.
Naquela época e durante muitas décadas posteriores as propagandas de cigarros eram comuns e, muitas, eram belíssimas e chiques, como essa aqui. Sempre o cigarro associado a requintes, a vida boa, aos prazeres e até aos esportes. Hoje, propaganda é proibidíssimo e o cigarro banido da vida das pessoas - não vejo mais ninguém fumando por aí - porque, sabe-se, é totalmente por fora, vicia, mata. Sem charme algum.
Mas que os anúncios de cigarros eram um chiquê, lá isso eram mesmo.