domingo, 10 de outubro de 2021

Caderno de Variedades 2

No classificador escolar onde eu guardei minhas 'variedades' doas anos 70, desenhos e cartazes, trabalhos de um grande amigo meu na época, Marcio Meirelles estavam lá. Nessa época, Marcio  desenhava e pintava em azul. Eu adorava, achava lindo e ele me deu muita coisa em papel e também trabalhos em outros suportes.

Marcio era ótimo desenhista e pintor e essas habilidades ele levou para o teatro onde, além de dirigir suas peças, também faz os cenários e os figurinos. Talentoso e múltiplo o rapaz.




Euzinho.

Abaixo, um desenho que, depois de feito, passava verniz por cima. Era a técnica vernissage KKKKKKK, morríamos de rir com o nome.





Euzinho.






 


Bethânia, onipresente.





Tenho mais trabalhos de Marcio, com o tempo, fotografo e acrescento aqui nessa página.

quarta-feira, 6 de outubro de 2021

Raoni




 No post anterior relatei uma série de iguarias de nomes indígenas tão brasileiros, mas que, infelizmente, caíram no esquecimento. Línguas indígenas das quais herdamos muitos léxicos que estão hoje no dia a dia de nós brasileiros.

Lembranças desse povo tão rico bonito e sofrido. E a figura mais incrível para melhor representá-los é o cacique Raoni. 

Sábio, altivo e imponente.

domingo, 3 de outubro de 2021

Produtos do Brasil


 Um texto para Leitura e Recitação que serve para Reflexão. Quantas frutas, legumes e raízes elencados neste Productos do Brasil que já desapareceram, sumiram do mercado, das feiras e das mesas do brasileiro. Saíram de moda, o gosto das pessoas mudou. Muitas dessas iguarias não são mais cultivadas ou, melhor, agora são cultivadas de maneira restrita em agricultura familiar de cultivo orgânico como  PANCs. Continuam vivas para quem quer e se importa com o que come.

 É uma tristeza isso, esse esquecimento de alimentos tão ricos e gostosos que simplesmente foram trocados por outros processados, caros e péssimos para a saúde.

Há muito tempo li uma matéria de Nina Horta para a Folha de São Paulo em que ela comentava o 'desaparecimento' do Mangarito. Em outra matéria do mesmo jornal, uma senhora paulista dizia que tinha saudades de muitas coisas da mocidade, entre elas a do Mangarito cozido, cozido na carne como a batata e que era uma delícia. Hum!!! vontade de provar!!

O Mangarito, vi outro dia aqui na net, voltou a ser cultivado, introduzido novamente nos lares, nos lares de quem quer comê-lo, trocá-lo pelo pão branco com presunto e queijo. O Mangarito são pequenas batatinhas que se cozinham e descascam depois. Será que é muito trabalhoso fazer isso, se dar ao trabalho de descascá-lo??? Mais fácil enfiar um pão na boca.

A Mangaba que é uma maravilha e tão comum em Salvador praticamente não existe mais para comprar. Tem Mangaba, freguês? - Não!! 

Como elas nascem, brotam naturalmente nos terrenos de praia ou litorâneos - cadê a Mata Atlântica??? - que estão todos loteados pelos empreendimentos imobiliários e pelas invasões, então, tchau Mangaba! Foi um prazer em conhecê-la, querida.

Araçá, já era. E tinha o Araçá Cagão, pequeno. Foram-se os dois. Ficaram as goiabas imensas, medonhas que nem cheiro têm.

O Caju, silvestre, fruta que marcava o verão, miúdo e delicioso da Ilha de Itaparica... cadê ele? Agora o Caju é de todo o ano, não só do verão, e enormes e sem graça.

O que será, hoje, do Cambucá - 'uma remota batucada' como na canção do repertório de Dalva de Oliveira. Nunca comi. Daqui do Nordeste não deve ser e, de onde ele é, será que ainda nasce? O Baco-Pari...muito prazer. Joazes...olá, rapazes! Mandapusá, oi! A  Ata, estou escrevendo aqui uma ata do já era. Taiobas sumidas, nem mais no efó que rareou também na mesa baiana de azeite. Dá muito trabalho picar, bater na tábua...

Eu adoraria comer, o Inhame Asselvajado, uma Junça, Mangaritos redondinhos...ui, que maravilha! Caraetê, Caraju. Cará Barbado não deve ter mais barba, pelo algum, coitado do imberbe Cará!

E o Morici? Nunca vi, nunca comi! Existe ainda neste  Brasil queimado de meu deus de 2021?? Do Morici lembro do ditado, 'é tempo de Morici, cada um que trate de si'. Nesses tempos de 'farinha pouca meu pirão primeiro', quem é que ainda de lembra dos Productos do Brasil?

Uns poucos, sim. 

Há ainda os pequenos agricultores que plantam e comercializam. Os resistentes.

 No mais, ou no tudo, são lindos os nomes das iguarias, todos eles de origem Tupi.

O lindo texto está no livro Língua Portuguesa de João F. Pinto e Silva de 1925.

terça-feira, 28 de setembro de 2021

Seleção Brigitte Bardot


Pra mim a mais linda, a mais charmosa, a mais sensual e etc. e tal.

Sempre adorei Brigitte, vi todos os filmes, fiz álbum que guardo até hoje. Mas essas imagens não são do álbum. São do Google essa seleção BB com fotos de Sam Levin1967, época em que, pra mim, ela estava no auge, enlouquecedoramente linda...mas como eu gosto tanto dela, acho que todas as  fases tem o seu  auge. Em todas as fases sempre linda.

Aos 87 anos completados nesse 28 de setembro Brigitte  está em mais um momento glorioso da sua longa vida. A beleza física deu lugar ao ativismo pela causa animal. E como ela tem feito coisas importantes nessa área através das ações da Fundação Brigitte Bardot de proteção aos animais.

Parabéns BB!!








segunda-feira, 27 de setembro de 2021

São Cosme e São Damião


 Viva a São Cosme e São Damião! Santos que representam o Brasil, o Brasil profundo, aquele que está indo pelo ralo, esquecido de suas tradições e costumes.  Mas, São Cosme e São Damião estão no controle.

E Salve 27 de Setembro!!!!

sábado, 25 de setembro de 2021

Raças . Vinheta


 Vinheta na coleção francesa Tempo de Saber, adaptada para o Brasil por Maria Clara Machado e Geraldo Murthé. Ed. Liceu, 1971.

As ilustrações são de Philippe Daure, Jacques Poirer e Oliveira Monte. Qual deles fez essa vinheta tão bonita e interessante??? Amo desenhos bem econômicos. Um traço que vai.


segunda-feira, 20 de setembro de 2021

Cigarro Regina


 Reclame em um  Anuário da Senhoras de 1926

Naquela época e durante muitas décadas posteriores as propagandas de cigarros eram comuns e, muitas, eram belíssimas e chiques, como essa aqui. Sempre o cigarro associado a requintes, a vida boa, aos prazeres e até aos esportes. Hoje, propaganda é proibidíssimo e o cigarro banido da vida das pessoas - não vejo mais ninguém fumando por aí - porque, sabe-se, é totalmente por fora, vicia, mata. Sem charme algum.

Mas que os anúncios de cigarros eram um chiquê, lá isso eram mesmo.

domingo, 19 de setembro de 2021