domingo, 6 de dezembro de 2020

Cabeças de Moringa


As moringas de barro na maioria das vezes eram cobertas por copos feitos do próprio barro, por copo de vidro ou por essas "cabeças" bordadas em vários motivos. As carinhas de bonecas e as de animais eram bastante comuns. 
Me lembro desse uso quando criança e nunca mais havia visto uma "cabeça de moringa" em tecido, bordadas em ponto cheio na máquina ou feitas a mão em alguma casa ou dando sopa por aí. Nem no interior são vista mais essas cabeças de moringa
As moringas também já tiveram o seu tempo áureo, tempo em que todas as casas tinha a sua, numa época ainda anterior à popularização das geladeiras. A moringa ficava ali na cozinha sempre à mão com a água fresquinha para ser bebida e, para enfeitá-la, faziam-se as "cabeças de moringa" que davam uma vida nova à moringa, decorava a cozinha e protegia a água no seu interior da poeira, insetos etc. 
Antigamente muita coisa era guarnecida por um paninho bordado, o fogão, a mesa, as prateleiras, o liquidificador e a geladeira - que tirou a moringa de cena - tinha pegadores em crochet ou em bordado também. Essas "cabeças de moringa" eu achei num usados e estavam novas, acho que nunca foram usadas, estavam com manchas de guardadas por muito tempo, bem longe da sua função de proteger o gargalo das lindas moringas de barro. 
Há muito tempo que tenho essas cabeças e só agora estou postando aqui. Para isso, comprei uma moringa pequena, que vou usar na minha cozinha - beberei muita água fresquinha! - e fiz as fotos com essa linda toalha de chita e algodão cru. Tudo nos conformes.
Vamos às "cabeças de moringa"?

Carinhas de gato. Eram, eu acho, as mais comuns, as mais usadas. Nesta aqui a prendada usou pontos à máquina no acabamento e o ponto haste fazendo o risco do desenho e nos pontos cheios também. O gato tem uma gravatinha e é meio godê o corpo. Fica uma belezoca na moringa!





Outras duas carinhas de gato, nessas está escrito a palavra fã. Toda bordada a mão, ponto festão no acabamento e ponto haste no desenho do risco e no ponto cheio do olho do gatinho. Amei o fã, fiquei fã!!!!






Essas duas são simples, isto é, com acabamento em ponto festão nas bordas e, na rosa, a prendada passou a costura reta bastante vezes pela borda como a fazer um bico. E ficou lindo!





Essa é chiquérrima. É toda bordada a mão, aliás, muito bem bordada, com pontos perfeitos seguindo o risco da gola desse palhacinho com cara super antiga, tipo anos 30. O ponto festão guarnecendo a borda do trabalho é uma perfeição, todos em um mesmo tamanho. A prendada jogou duríssimo no trabalho e o palhacinho ficou um luxo!


Essa é tipo, "pode entrar insetos e poeira", pois não tem forro. Mas essa é uma cabeça moderna, feita recentemente por uma prendada em ponto festão apertado. Amei. Falta forrar pra ter serventia.

Essas três são de crochet e devem ser de moringas bem pequenas, não couberam na minha. São em pontos muito bonitos de crochet antigo, com relevos, picôs e cordãozinho para apertar no gargalo.



Cabeças de galo, ou será de galinha, não sei...mas que são lindas essas "cabeças de moringa", isto sim elas são! A crista é toda bordada em ponto cheio muito bem feito, bem unido, não se vê o tecido embaixo. A prendada sabia bordar à máquina. As penas bordadas à mão em ponto haste. Uma beleza!!!


Os bicos da galinha ou do galo, são para à direita e para à esquerda. Quando se cansava de uma cabeça, colocava a outra virada pra outro lado. E assim ia a cozinha de antigamente, movimentada, bordada, colorida, viva e alegre. Fazia gosto!


Vai uma aguinha de moringa bem fresquinha????

sexta-feira, 4 de dezembro de 2020

Santa Bárbara


Pintura linda e imensa de Santa Bárbara que fica entre  escadarias do Museu da Misericórdia que dão para o mar. Uma beleza!!!! Adoro!
Esse ano não teve a procissão da Santa...coisas do ano pandêmico que não pode haver aglomeração, já que a procissão de Santa Bárbara leva uma multidão pelo centro antigo de Salvador
Mas, no ano que vem, tem.


 



quinta-feira, 3 de dezembro de 2020

Carmen Mayrink Veiga, a I e Única!


Um pacote com xerox de cópias antiguinhas, as imagens desaparecendo, sumindo. Revistas que eu não comprei na época, um amigo, fã de Carmen Mayrink Veiga, me mandava - fazia a caridade - de me enviar em xerox. Recentemente achei essa matéria da Interview de 1978 por aí na net, mas não arrastei. Prefiro a minha cópia velhinha que deu e dá para o gasto. Quando eu achar a revista em algum sebo, compro e enxerto aqui.

Essa matéria é incrível, é uma entrevista/depoimento onde Carmen conta tudo, fala sobre tudo. Uma delícia! Na época eu e meu amigo enlouquecemos kkkk era tudo o que a gente queria saber e ler e, Michael Koellreutter, soube conduzir essa  entrevista perfeita com Carmen.

Michael, assim como Hildegard Angel costuma fazer, dá o título - aqui nesta entrevista - de I e Única para Carmen Mayrink Veiga. É o título que cabe para ela. Para todo e sempre.











 

segunda-feira, 30 de novembro de 2020

Bonequinha Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte


A bonequinha está vestida no rigor do que é o figurino das irmãs da Irmandade da Boa Morte de Cachoeira, Bahia, saia preta plissada, bata e torço de renda, os colares, os brincos e as pulseiras, o Pano da Costa vermelho e a lanterna com bastão da vela. Tudo nos conformes. Um luxo! É muito bem feita e eu amei! Comprei a bonequinha em um antiquário/bazar de um amigo no Pelourinho, devia ter sido de alguém e a bonequinha foi parar lá... Agora está aqui comigo. Linda!



 

sábado, 28 de novembro de 2020

Ilustrações de Geoffrey Whittam


Magníficas ilustrações neste livro didático antigo de inglês. O autor delas é Geoffrey Whittam e a edição do livro é de 1956. Mesmo não sabendo falar e entender em inglês, ao vermos os desenhos tão detalhados, compreendemos  como era a vida daquela época e aquela um pouco antes - década de 40 - também. A vida americana, o way of life tão propalado, divulgado e que tantos povos imitaram e até invejaram.
Dessa, ou daquela vida, eu prefiro as ilustrações. O desenho.
Vamos lá?!
 



-Mas que fuzarca é esta???

-Já passam das 10!


-Ora vamos querida! Você está muito lenta, são só cinco lances de escada! 



-Mas que indolência!

-Isso não é o que se espera de uma estudante!


-Eu fico no tricot!

-É melhor!




 

segunda-feira, 23 de novembro de 2020

Damas Nobres e o Henin





 Ilustração no livro História da Civilização de Joaquim Silva, Ed. Nacional, 1934.

Acho que o henin deveria voltar à moda. É super prático, elegante e substitui, perfeitamente, uma sombrinha na proteção para os raios UV.


terça-feira, 17 de novembro de 2020

Teresa Sousa Campos . Tônia Carrero. Ilde lacerda Soares. Sílvia Amélia Chagas. Alicinha Silveira e... Ibrahim Sued!


As lindas e chiques que Ibrahim Sued valorizava como ninguém em suas colunas e acho que em sua vida pessoal também. A imagem das belas está no livro 20 Anos de Caviar que Ibrahim lançou em 1972.

Todas estavam lindas nessa época, um esplendor, mas, a Sousa Campos, a Teresa...o que era aquilo!...que mulher foi aquela...e tinha um ar snob divino, e estava linda aqui, no alto e no canto da foto, dominando o ambiente, de tocaia... maravilhosa!... De leve...cavalo não desce escada...ci ci de luxo eu chego lá, ela passou e deu aquele alô, e a caravana passa...


Ui!



 

segunda-feira, 16 de novembro de 2020

Ibrahim Sued . 20 Anos de Caviar

 

Ibrahim Sued  retratado pelo pintor Orlando Teruz para a capa do livro 20 Anos de Caviar, editado pela Bloch em 1972.

Comprei o livro, que está autografado, há pouco tempo, em um chão de praça em Salvador. Esse 20 Anos de Caviar eu ainda não tinha, tenho outros dois de Ibrahim.

Fico impressionado com a quantidade de livros que são colocados para vender pelas ruas...livros bons que na época de seus lançamento eram caros, coleções...livros raros até...na chon! As pessoas estão se desfazendo de tudo que comprou ou, parece que  quem herdou esses livros sentem como se houvessem herdado fardos difíceis de carregar, monturos de lixo que têm  mesmo é que se livrar. E assim, os livros que sempre foram artigos de luxo, e caros! viraram lixo, agora são artigos de lixo.

E eu me abaixo no chão da praça e pego! Faço a festa dos vendedores e a minha festa.