domingo, 18 de outubro de 2020

Propaganda do Packard 1926


Precisava ser tão chique, refinado e de bom gosto este reclame do Packard??? E essa gente tão elegante e snob no camarote de um teatro...eles chegaram e foram embora a bordo do Packard!

Criadas pelo Departamento de Artes da National Graphic - esta aqui é de 1926 - as propagandas eram um luxo, luxo o produto, no caso o Packard, e luxuosa a forma de divulgá-lo a grupo tão seleto, como o que está no desenho assignado que ilustra a bela peça publicitária tão própria de uma época que... acabou.

Ficaram as revistas antigas amarelecidas a lembrarem daquele tempo, ficou minha pequena coleção à qual recorro quando quero viajar, espairecer olhando essas propagandas e as ilustrações que eu amo de paixão, ir para época menos terrível - talvez -, a fugir - será que consigo?- da realidade tenebrosa deste século XXI.

Folheio uma revista. Fico na torrinha dos teatros. Na última fila.

E viajo sem Packard.



 

Propaganda de Radiola RCA


Precisava ser tão chique os antigos reclames ? Mas, eram! Antes da entrada definitiva das fotografias substituindo as ilustrações nos anúncios e propagandas, as revistas, ou mantinham artistas ilustradores sensacionais nos seus Departamentos de Arte, ou reproduziam pinturas de época assignadas, como esta aqui.

Era tudo muito chique e nem faz muito tempo...esse lindo reclame é de 1926 e está em uma National Geographic. É para ver e sonhar e constatar que a vida já foi muito chique e há muito pouco tempo...não foi nada tão remoto não, é século XX, do qual, ainda estamos vivendo todos os prazeres e dores que chegaram ao século vigente o XXI, que mais parece ser o final dos tempos, o século conclusivo da nossa civilização.



 

quinta-feira, 15 de outubro de 2020

Trajes Típicos, Trajes de Época


Em uma revista Seleções de 1953, uma página com esses desenhos de vários povos e os trajes, antigos e modernos, próprios das suas culturas e épocas. Um paletot dos século XX já está ali marcando a roupa do homem das cidades.

Ótimos desenhos feitos pelo departamento de artes da Reader's Digest.



 

terça-feira, 13 de outubro de 2020

Museu Afro-Brasileiro . Salvador . Bahia


Foto em uma Manchete de janeiro de 1982. A Bahia nessa época fervilhando culturalmente e mais rica com a inauguração desse museu Afro Brasileiro que é uma maravilha, e possui um acervo sensacional. Aliás, estou precisando voltar lá para rever as belezas guardadas lá.

Abaixo, uma foto de Nara Gentil que saiu recentemente no Correio da Bahia de 3 de setembro de 2020. Amei essa foto que me surgiu bem a calhar no momento de fazer esta postagem. O Museu Afro Brasileiro está abrigado em um dos salões da antiga Faculdade de Direito de Salvador, no Terreiro de Jesus. O edifício é o que está atrás da árvore grande que, também, é uma das belezas do Largo do Terreiro.


 Abaixo, o Terreiro de Jesus em outro ângulo, foto de Betto Jr., Correio da Bahia, 31 de agosto de 2020.



domingo, 11 de outubro de 2020

Nossa Senhora de Nazaré . Imagens de Beto de Abaetetuba


Imagens lindas, trabalho tipicamente brasileiro, inspirado em tema católico, a Virgem de Nazaré. A santa é aqui representada mostrando a riqueza e a diversidade da nossa arte popular que se manifesta nas formas, nas cores vivas, na liberdade da criação/recriação da imaginária sacra por seus artistas.

Essa representação da Virgem, trabalho em madeira decorada de maneira inusitada com estampas super coloridas e originais é obra de Beto de Abaetetuba do Pará e me emociona tanto ou mais que uma imagem erudita. Nessas imagens percebemos a originalidade na criação - todas são diferentes uma das outras - e ficamos reverentes e alegres ao vê-las. Autênticas obra de arte. É de cair de joelhos, rezar e pedir a Santa de Nazaré  tantas coisas...enfim, que nos leve para um 2021 muito menos barra pesada do que foi este 2020.

Essas imagens eu peguei hoje no Facebook, na página da amiga Nina Sargaço.







 

sábado, 10 de outubro de 2020

Arranjos de Flores Nos Anos 30


Esses arranjos de flores super delicados, minimalistas e leves estão em um Anuário das Senhoras de 1935. Os vasos de vidro simples contribuem também para a beleza do todo. Super moderno, bonito e delicado o modo como arranjaram as flores. E o tom em verde da matéria é lindo. Antigo!!!

Vamos copiar?





 

sexta-feira, 9 de outubro de 2020

O Vestir Hoje em Dia

Álbum Trajes de Todas as Épocas. A roupa espacial é de H. Charles Mc Barron.

E hoje veste-se basicamente jeans e camisetas. Nos pés, tênis. É a roupa de todos e de todos os dias, de todas as horas. Quando a ocasião é mais formal, cada um puxa do seu armário, do acervo particular, alguma roupita que convém. Pega-se um classicozinho, mas que também é o basiquinho. E estamos conversados.


 

segunda-feira, 5 de outubro de 2020

BB


 Brigitte Bardot, a mais linda, num desenho ótimo.

O desenho lembra o trabalho de Roy Lichtenstein que fazia clichês inspirados nas histórias em quadrinhos. Esse desenho de  BB, por sua vez, é de inspiração Lichtenstein.
Peguei essa imagem no Facebook e não trazia a autoria.

domingo, 4 de outubro de 2020

Um São Francisco em Imagem de Eládio Brasil

 

Escultura popular de barro, assinada por Eládio Brasil. Eu amo este trabalho e vislumbro nele a mão perfeita e devota de um grande artista popular que, pra mim, muitas vezes, tem mais valor que o trabalho erudito. Mas cada qual, cada artista é um, cada trabalho com suas especificidades e belezas. 

Essa imagem é uma maravilha, tenho ela há algum tempo e comprei assim que bati o olho. É linda, cheia de humanidade, assim como São Francisco que está aqui lindamente revisto e esculpido pelo artista Eládio Brasil.

Salve todos os artistas populares do Brasil que estão rareando, os artistas do "Brasil Profundo", aquele cheio de tradições e de folclore tão rico, de tantos artistas de mãos grossas, calejadas e sensíveis a se expressarem nas mais diversas formas de arte e trabalhos, de mãos cheias de talento e de sensibilidade.

E Viva São Francisco!!!!!



sexta-feira, 2 de outubro de 2020

Ilustração Elegante


 Lindo e elegante desenho num antigo livro de Latim - Ludus Secundus - do Pe. Milton Valente, edição da Livraria Selbach, 1952.
Como legenda está escrito "Salubrior est vita in montibus" que significa "vida saudável nas montanhas".
Vamos todos para às montanhas, então. Na planície não está dando certo.


quarta-feira, 30 de setembro de 2020

Animais de Rifa


Eu amo esses desenhos tão simplesinhos, tão ingênuos, animais  de rifa, animais onde pomos a nossa esperança e jogamos com a sorte. A rifa é engraçada...rifa-se um vidro de perfume...um queijo de cuia, um jogo de panelas, uma toalha de crochet, um ventilador...qualquer coisa dá para rifar e descolar uma graninha para ajudar a quem tá apertado. E nós, que colocamos nosso nome no quadradinho do animal escolhido, pomos a nossa fé naquele que mais nos identificamos e gostamos.

Essa cartela eu vi por esses dias em uma papelaria, achei tão bonito certos desenhos que comprei para escanear e colocar aqui.























 

sábado, 26 de setembro de 2020

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

Roberto Burle Marx . O Dia da Árvore


Burle Marx. Hoje, 21 de setembro, o Dia da Árvore podemos lembrar dele, do amor que ele tinha à nossa flora, da paixão pelas plantas exuberantes brasileiras que ele sabia tão bem conservar e valorizar em seus deslumbrantes projetos paisagísticos, pelos jardins que ele plantou por todo o Brasil trazendo para nós, da cidade, aquelas espécies da nossa flora que não víamos e começamos a ver através do seu trabalho. As cidades ficavam mais bonitas, mais alegres, mais verdes, mais coloridas, o cotidiano menos duro, com pausas para respirar.

Aqui em Salvador, lembro da linda Av. Paralela que hoje, não tem mais nada daquilo que ele projetou, pois virou uma via férrea. Quem não amava entrar por ali e ver os jardins e canteiros no meio da pista, imensos, largos e cheios de plantas frutíferas e flores, uma coisa maravilhosa! Antes de chegar ao Centro Administrativo para trabalhar, todo soteropolitano, sejam os que iam de ônibus ou de carro se maravilhavam e relaxavam com aquele jardim de Burle Marx, o jardim que ele projetou para os baianos. Um presente verde. Era um relax antes de cair no batente.

O paisagista já se foi, mas deixou muitos seguidores e admiradores que estão por aqui no Brasil e no mundo plantando as suas ideias. Se estivesse vivo, enlouqueceria com o presente que estamos vivendo de fogo, fumaça e cinzas, de devastação das matas, do verde que ele amou mais que tudo.

Essa matéria que escaneei está em uma revista Manchete de janeiro de 1982. Já naquela época ele andava assustado com a perspectiva negativa do que viria a acontecer no Brasil se não houvesse preservação do nosso meio ambiente.

E deu no que deu.



 

sábado, 19 de setembro de 2020

Passeio Antiguinho . Uma Exposição em Belo Horizonte . CEMIG 2016


Visitei essa exposição em 2016 e desde aquela época que estou para postar aqui no blog as fotos que fiz dela. Adorei, logo ao entrar no antigo casarão a decoração de cadeiras soltas no ar, pendendo do teto e presas por estruturas de andaimes de ferro o que dava um contraste magnífico com a imponência do edifício, da construção suntuosa e da escadaria belíssima. Nada como misturar o antigo com o novo, dar aos espaços outros usos e novas possibilidades de intervir sem macacar, sem descaraterizar. Adorei, fiquei suspenso no ar, sem respirar com o engraçado equilíbrio.

Não me lembro o nome da exposição. Brasilidades?? Não posso afirmar, mas tem tudo a ver. Sei que teve uma mostra com esse nome lá no CEMIG.









A mostra tinha uma parte  popular com a decoração do teto, linda, em papel de seda picotado, imagens de santos em gesso bem coloridas em altares, objetos e, os bordados que, posso dizer, tenha sido a parte erudita da exposição, pois são aqueles bordados clássicos feitos por antigas bordadeiras e que pertenceram à antigas famílias mineiras. Hoje, esses bordados tão classudos, refinados são parte do acervo no Museu do Bordado em BH que infelizmente não visitei.

Uma pena eu não ter guardado alguma coisa impressa sobre a exposição, assim poderia precisar melhor o período e detalhar e identificar melhor o que estava exposto. Não sei quem organizou, quem fez a curadoria, quem concebeu. Mas, enfim, as imagens que fiz falam por si mesmas. Amei esta exposição. Naquele momento BH fervilhava com o movimento cultural da cidade, hoje, imagino o paradeiro que deve estar.


Um Divino divino.













Os bordados e as amostras.


Frivolité. É uma renda super leve. Uma vez me disseram que alguém tinha uma colcha de frivolité e que quando ela estava sobre a cama a mesma perecia que andava...kkkk. Acho que o frivolité dá essa sensação de movimento na extrema leveza. Hoje, poucas prendadas fazem a renda. Outras frivolidades deram lugar ao belo frivolité.

Os bordados e as amostras de crochet e bainha abertas feitas por antigas prendadas mineiras. As prendadas escassearam.



















E as cadeiras no desce e sobe da escada em leque e a leveza que deram ao local. O que era pesado, de repente flutuou no espaço. Amei!


Beleza de altar, beleza de instalação.