sábado, 25 de julho de 2020

Um Manto de Nossa Senhora

 Dobrado. Vamos abrir o manto de Nossa Senhora e nos proteger nele. Vamos lá!








 Rasgo e cerzido.



























 Este manto. A história. Comprei em um bazar católico. Acho que depois de o manto ter servido muito a alguma igreja, prestado bons serviços por longos anos, resolveram se desfazer dele, vender. Antes pensaram em cortar - tem uma grande linha horizontal cortando o manto -, mas, suponho, viram que não ia dar certo e deixaram pra lá aquilo que, para mim, seria um crime, meter a tesoura em um tão lindo e antigo manto que Nossa Senhora carregou nos ombros por tanto tempo.
Ainda bem que cheguei lá na hora em que colocavam à venda e comprei imediatamente.
O manto é um escândalo de lindo, de veludo creme e esmaecido lindamente pelo tempo, de estrelas salpicadas em todo o campo, estrelas bordadas a ouro, fios de ouro e pequenas contas douradas. Na orla do manto lindas folhagens também em ouro e nos cantos da frente - para arrasar! - um bordado que invade o tecido com ramos e folhagens em ouro. Em todo o manto, um bico em ouro arremata toda a extensão do manto. O bico é preso a mão com ponto atrás. Um belíssimo manto!!!
Há estrelas faltantes, há lugares com rasgos que foram cerzidos, há bordados faltantes e soltos, os fios se desprendendo, fios ressecados e sem brilho, oxidado, mas, no geral está inteiro e com sua dignidade, altivez.
De qual período seria este manto? Quanto anos teria ele? Seria dos anos 20, 30 do século passado??? Do século XIX? Não sei.
Há mais ou menos 10 anos eu tenho esse manto, sempre guardado, dobrado e embrulhado em um saco plástico e dentro de uma grande caixa de papelão. Preciso envolvê-lo em papel seda, tirar do plástico para o tecido poder respirar. Nunca fotografei, hoje, arrumei um armário onde ele está e tirei o manto para passear em minha casa. Fotografei para postar aqui. 
A casa de um devoto - eu - deve estar abençoada por guardar um manto de Nossa Senhora.







domingo, 19 de julho de 2020

Casa Mathias

Reclame da Casa Mathias de 1942 que está no Anuário Brasileiro de Leitura. Adoro esta ilustração em que todos, crianças e adultos, têm a mesma carinha. E catitérrimos em seus uniformes. 
Amanhã mesmo vou à Rua Larga adquirir o meu!

terça-feira, 14 de julho de 2020

São Benedito . Uma Doce Imagem de Matéria Plástica


Essa pequena imagem de São Benedito é de plástico, plástico prensado, oco. Eu adoro essas simples imagens tão populares tempos atrás, pois eram muito mais baratas que as de gesso e, é claro, as ricas de madeira. Em todo caso, elas serviam para os devotos fazerem suas rezas. E como dava e como dá!
Essa imagem de São Benedito, aliás todas as feitas de matéria plástica, eram bem feitíssimas e cheias de humanidade, expressavam doçura, transmitiam paz para quem as contemplasse. Olhando essa imagem de São Benedito vemos e imaginamos aquele santo humílimo, que vivia nos trabalhos de cozinha de um convento e que multiplicava os mantimentos, os alimentos e que, mesmo em períodos de adversidade não faltava o que comer. Nas cozinhas de antigamente colocavam-se uma imagem do santo no local mais alto, comida não ia faltar. Na minha cozinha tem um e volta e meia olho para a que eu tenho lá.
São Benedito é representado carregando um saquinho de pão, carregando uma braçada de flores e carregando o Menino Jesus, como essa imagem aqui, de plástico, pobrinha e linda. 
A pintura da veste, o cordão, o terço, a postura com o pé direito para frente marcando o drapeado do hábito, a peanha em azul e sobre um pedestal dando destaque, o rosto super bem feito e bem pintado e o Menino Jesus nos braços do santo uma graça total! O molde é perfeito, feito no capricho.
Essa imagem dá vontade, ao vê-la, de rezar. Inspira reza. Um santo de resina, todos eles com seus finos e arrebitados narizes não me passam nada, não têm encanto nem magia e me remetem a um biscuit, a um bonequinho qualquer. Nada de rezar.
Eu já postei algumas dessas imagens de plástico que, suponho, foram feitas até os anos 60. Hoje são achadas nos brechós, bazares, nos usados e servido da vida. Mas estão raras. Às vezes as encontro com a pintura descascando, outras, quebradas e outras, ainda bem, perfeitas como se estivessem saído da "fábrica de plástico" ou de uma loja de imagens da esquina mais próxima, como é o caso desse lindo São Benedito.
Tenho muitas imagens de santos de madeira, algumas bem valiosas até, mas, uma de "matéria plástica" como esta, pra mim são iguais e valem a mesma coisa.  


segunda-feira, 13 de julho de 2020

Sol Na Varanda


Tela de Laurent Parcelier, artista francês nascido em 1962. Não conhecia o artista e nem suas obras, vi esta hoje em um grupo do Facebook e adorei! Nem gosto muito de sol - não gosto de sentir calor - mas esse que entra iluminando tudo por esta varanda, parece daqueles que vêm pra aliviar, espantar o baixo astral, o bolor, o mofo, dar ânimo às pessoas e aos ambientes e um "chega pra lá" às tristezas.
Desse sol, claridade, eu gosto.