sexta-feira, 15 de maio de 2020

Radinho a Tiracolo



Olhando umas páginas soltas e guardadas da revista Manchete, achei, atrás da matéria que foi o motivo de conservá-las, o anúncio/propaganda deste genial desenho de rádio a tiracolo. Confesso que não me lembro deste modelo, apesar da revista ser de 1974 e de eu "ouvir rádio já há bastante tempo".
Dessa década, me lembro de um radinho também à pilha que tinha um formato de caracol, ou pulseira, que se abria formando um S e assim ficava apoiado. Em um lado tinha a parte das estações e, do outro, a saída do som. Uma amiga minha da época tinha um e saía com ele como se fosse uma bolsinha levando-o pra tudo quanto é lugar...era vermelho, KKK era hilário. Nesse radinho, além dos hits musicais do momento, ela ouvia rádios novelas que ainda eram gravadas nos anos 70 em São Paulo, cafonérrimas e ouvia de curtição. Eu ouvia também, comentávamos e morríamos de rir.
Este aqui, tipo uma bolsinha, muito prático, é demais! Hoje, os ladrões iriam adorar surrupiar, não ficaria um Philco Sport para contar a história.




quarta-feira, 13 de maio de 2020

Yêdamaria


Yêdamaria foi uma artista plástica baiana que fazia litogravuras, um trabalho difícil no qual era mestra. Estudou na Ufba onde se formou e onde também foi professora. Construiu uma carreira  de sucesso, expôs em todo o Brasil e no exterior e o seu trabalho reconhecido como de alto nível dentro da sua técnica, a litogravura.
Yêdamaria faleceu em 2016 aqui em Salvador aos 84 anos.
Hoje, 13 de maio, dia da "libertação" tardia de negros e negras escravizados no Brasil ( causa ainda de muita desigualdade ) queria fazer uma homenagem à essa raça que contribuiu para a nossa cultura em todos os níveis e me lembrei dessa foto linda de Yêdamaria, uma referência na arte da Bahia e do Brasil











terça-feira, 12 de maio de 2020

Coisas da Globerama


Amo esses desenhos doidos desta Enciclopédia de Conhecimentos Ilustrado, cheios de detalhes e de símbolos...talvez se tivesse lido o texto eu os entenderia, mas fiquei no visual, que é o meu interesse mesmo.

segunda-feira, 11 de maio de 2020

Tereza Souza Campos, A Mais Bela Morena


A mais bela e elegante morena do Brasil, Tereza Souza Campos é um nome sempre presente quando o assunto é elegância ou, melhor, de quando havia elegância no Brasil... o tempo de mulheres/aparição, deslumbrantes que quando surgiam nos salões abafavam os ambientchssss.  Carmen Mayrink Veiga, Lourdes Catão e mais a linda morena Tereza Souza Campos formavam o trio das ricas, refinadas e elegantérrimas, mitos da sociedade tradicional carioca ou, a trinca magnífica e insuperável entre as 10 mais de todas as listas que houvessem.
Essa foto está no livro Nova Etiqueta de Ibrahim Sued da Editora Top Promoções e Publicidade com distribuição da Record, 1978. Eu já tinha uma edição desse livro, mas, esta, eu comprei esse ano em São Paulo e é autografada pelo autor. Mas fica pra depois, esse post do autógrafo e dedicatória do Ibrahim
Cavalo não desce escada!
Sobre Tereza: eu tinha um LP de músicas com as composições de Carlos Guinle onde Tereza Souza Campos cantava, acho, umas duas músicas. "Não tem Solução" parceria com Caymmi, era uma delas. E como ela cantava bem! Afinada. Infelizmente tive que me desfazer do mundaréu de discos por absoluta falta de espaço. Na época, era eu ou os LPs dentro de um apê.
Ci Ci de luxo eu chego lá!

sexta-feira, 8 de maio de 2020

Duas Fotos. Dois Instantes de Fé


A foto acima eu comprei num "servidos", estava em um pacote com imagens feitas em um interior baiano - muitas já postei aqui - mas essa está sem identificação. A cena é de festa religiosa, talvez a do santo padroeiro com a igreja repleta de gente na porta, talvez o início ou fim da missa, a dispersão.
A foto foi comida pelas traças pelo lado esquerdo e quase "leva" o rapaz em primeiro plano que segura o seu chapéu. Ele poder ser o motivo da foto. Ao fundo, os habitantes daquela paragem, todos de branco alvíssimo, "um côco", chiquérrimos, elegantemente trajados na homenagem ao santo na festa da cidade.
Adoro essas fotos que me levam a divagar e a imaginar... onde foi parar esse instante congelado pela fotografia antiga, amarelecida, descascada?... onde se deu aquele instante no tempo que se foi.
Abaixo, uma foto de uma missa no interior de Minas Gerais, cidade de São Miguel do Cajuru, distrito de São João del Rey, 1937. Peguei a foto de um grupo de fazendas antigas no Facebook. Quando eu vi a imagem me lembrei da que eu tinha guardado e imaginei as duas juntas.
Uma missa está sendo celebrada na sede da Fazenda do Mato Virgem pelo padre que deveria ter vindo de São João del Rey. Também, aqui nesta foto, todos estão no seu melhor, roupas domingueiras, "paletots" mil e muitos de branco. "Um côco".
Pronto. Uni o interior da Bahia ao interior de Minas em dois instantes de fé.  E elegância.


quinta-feira, 7 de maio de 2020

Babado . Líria Porto


Achei no Facebook este poema curtinho da poeta mineira Líria Porto com essa composição de mulher em babados e salto alto vermelho. Curti. Dei o meu like.
Fui em busca de Líria Porto e achei os poemas dela, geralmente curtos e diretos, muito bons. Este Babado, é muito legal, um saque ótimo. E concordo com ela. 
Como uma roupa de época feminina, a vida é cheia de folhos, de camadas, de passamanarias, de arremates, fitas, fitilhos, rendas, de forros, de pregas, de superposições - tem muita coisa por baixo! - e, se não dermos por eles, pelo peso, somos engolfados, paralisados e aí, o babado pesa. A vida pesa. E o bicho pega.
Seguremos a onda. 
E os babados.


quarta-feira, 6 de maio de 2020

Profissionais da Saúde

Salve as Enfermeiras e Enfermeiros, os Auxiliares de Enfermagem, os Técnicos de Enfermagem, os Maqueiros, os Auxiliares todos dos Hospitais e Centros de Saúde e aos Médicos, todos eles sempre assoberbados de trabalho e de dedicação aos doentes e, agora, mais do que nunca com esta Covid -19 que mata e nos obriga a um confinamento dentro das nossas casas como se, de repente, estivéssemos suspensos momentaneamente das nossas vidas  e sem sabermos o que virá pela frente. 
E o Profissional da Saúde está lá, na linha de frente de combate a esta pandemia. Para eles não há o confinamento necessário que nos protege.
Para ilustrar aqui este post/homenagem a todos os Profissionais da Saúde, fui pegar em um antigo livro de inglês as ilustrações antiguinhas que seguem abaixo.





Nada será como antes.

segunda-feira, 4 de maio de 2020

São Jorge




em toda casa tem um quadro de são jorge
em toda casa onde o santo é protetor
de um barracão ou bangalô de gente nobre
há sempre sempre um quadro deste santo salvador

quem é devoto é só fazer uma oração
que o guerreiro sempre atende
dando a sua proteção

por isso mesmo não devemos esquecer
a grande data, dia 23 de abril
vamos cantar com alegria e prazer
porque são jorge é padroeiro do brasil

quinta-feira, 30 de abril de 2020

Paul Facchetti


Restaurando a sobrecapa do livro de bordados reparei no nome Paul Facchetti ao lado da foto da capa. Fui ao Google e fiquei conhecendo o trabalho do fotógrafo que, desde a década do século passado, trabalhou em seu estúdio/galeria, em Paris, fotografando para publicidade e moda. Fez retratos, fotos que ele denominou abstração lírica e fez muitos nús belíssimos. Eclético, esta é a palavra que poderia definir o trabalho de Paul Facchetti.
Uma coisa puxa a outra, as pedras se encontram ou, às vezes, conhecimentos se colocam onde não esperamos. Puxa-se um fio e sai uma corda. Talvez eu jamais fosse procurar pelo trabalho desse fotógrafo...são tantos! e, eis que ele me surge ao lado de uma foto catita de uma mocinha apresentando um belo trabalho de agulha, já fazendo o seu treinamento de futura senhora prendada.



 Olhe ele aí!!
Facchetti era franco italiano, nasceu em 1912 e faleceu em 2010.


Brigitte no início dos anos 50 se apresentando ao mundo e... apresentando geladeiras! Geladeiras lindas por signal, queria as duas para mim!! Brigitte Bardot eu já tenho há muito tempo, sou fã n1.

 Fotos de publicidade belíssimas, com inspiração surreal, aliás Facchetti  foi amigo de Dali.



Coty. Quantos milênios eu não vejo um produto Coty! Será que não existe mais...




5. Podre de chique. Podre. Podre. Podre. Já conhecia essa série de fotos para o n. 5 de Chanel, mas não sabia quem seria o fotógrafo delas. Agora sei...

 Acima, modelo de Balenciaga, 1952.

O surreal em Facchetti.


Abaixo 4 fotos de corpos negros super bonitas, uma série feita em 1947.








Surrrrrreallll


A capa de um livro dedicado à obra de Paul Facchetti que eu amei conhecer hoje!


quarta-feira, 29 de abril de 2020

Enciclopédia de Trabalhos Manuais


Livro incrível com tudo o que se possa imaginar de trabalhos manuais à base da agulha, bordados e tais. O livro me lembrou o Mãos de Fada, original italiano, aliás, os desenhos e esquemas são os mesmos, idênticos. Esta Enciclopédia de Trabalhos Manuais é de autoria da gaúcha Bertha Schwetter, e foi editado pela Globo em 1958. Esta é a quinta edição.
Já havia postado algumas coisas desse livro, inclusive a dedicatória linda feita de uma filha para a mãe, ofertando a Enciclopédia com carinho e ensejando muitos trabalhos nas agulhas.
Bem, a sobrecapa estava acabada e há tempos que queria restaurar. Neste tempo de quarentena, já repreguei e colei as partes rasgadas, os estragos feitos pelo manuseio e pelo tempo. Enfim, ocupei meu tempo. Falta aplicar-me aos trabalhos de agulha. Será que consigo? Será???

terça-feira, 28 de abril de 2020

Giló . Sobe e Desce



O livro escrito por Darwin Brandão feito à partir de pesquisas sobre o tema comidas de origem africana e o hábito arraigado de de comê-las em toda à Bahia. O Sobe e Desce, na verdade, é um ensopadinho, um cozido mais simples. O giló é um dos legumes usados e entra como contraponto ao gosto adocicado da abóbora. Dá o tchan. Uma irmã mais velha de meu pai falava desse nome, mas, na minha casa da infância era ensopado, ensopadinho mesmo. Comia-se com arroz ou pirão feito do caldo. O molho de pimenta fresco na mesa. Era comida do dia-a-dia, sem salamaleque algum e feita durante às longas manhãs de antigamente. A carne era posta para cozinhar bem e, ao ficar mole, quase cozida, jogava-se os legumes e verduras. 
Nas receitas que aqui estão a carne do boi e a de sertão, pelo visto, eram cozidas apenas uma vez. Haja dente. Sei que se cozinha antes, senão não há quem mastigue.
Fui ver no livro de Hildegardes Vianna as receitas com giló, o Sobe e Desce - Escaldado de Giló - está lá, assim como um Ensopado de Giló.
Minha mãe adora giló, sempre cozinha ele puro com temperos e come com qualquer comida, principalmente o feijão, aquele simples do meio da semana e faz também o giló frito, que eu adoro.
Aqui em Salvador de vez em quando eu encontrava o giló branco que nunca mais vi nas feiras. É uma delícia, é maior que o outro, não tem aquele amargo forte e tem muita massa. Frito ou no ensopado - no Sobe e Desce - kkkkkkk é uma delícia!!!
Delirando com o giló, nesses dias amargos, imaginei um arroz salteado com giló e alho fritos. Com macarrão também. Hum!!! Acho que pode ser bom. Vão descer bem.

(desenho de capa de Noguchi)





(ilustração de Lênio Braga)

domingo, 26 de abril de 2020

Giló


Nesse tempo amargo, aliás, amaríssimo, me lembrei de uma ilustração do giló feita para o livro de Darwin Brandão, A Cozinha Baiana, reeditado nos anos 70 pela Edições de Ouro. Aliás, há muito tempo que eu queria escanear algumas das belas ilustrações de Poty para este livro especial, não só de culinária baiana de origem africana, mas também das tradições, costumes, hábitos que aqui na Bahia prosperaram de maneira particular.
Dos muitos ingredientes usados está o giló, que é amargo, mas uma delícia se bem preparado. Amargo mas pode ser gostoso. Como o giló e suas preparações mágicas que o transformam, vamos tentar transformar esse amargor que estamos vivendo em algo proveitoso e saboroso no porvir.