segunda-feira, 1 de abril de 2019
Teresa Sousa Campos . Revista Manchete . 1968
A bela Teresa Sousa Campos que nos anos 50 e 60 fazia a trinca de as mais elegantes da alta sociedade carioca, mais Carmen Mayrink Veiga e Lourdes Catão. Aqui nesta Manchete de janeiro de 1968, Teresa foi capa e matéria de primeira página dando boas vindas ao ano que se iniciava.
Na França, Brigitte Bardot, esolhida para brindar o ano novo com um programa de TV - Special Bardot - é comparada a Teresa, a mais "admirada" mulher brasileira da época.
Essa revista, eu acabei de ganhar em São Paulo, do amigo e também colecionador de velharias, Samuca, que sabe como eu adoro BB e Teresa, a beleza suave e morena da antiga "trinca de ouro" da lista das mais elegantes do Brasil.
sábado, 30 de março de 2019
Nelita Alves de Lima
Anúncio de março de 1945 na revista Seleções Reader's Digest no qual aparece a senhorita Nelita Alves de Lima, membro de tradicionalíssima família paulistana ligada ao café, posando e dando credibilidade para o Creme Pond's, garantindo a sua eficácia na cútis de quem o usasse ou fizesse o tratamento com seus cremes.
Esses anúncios do Creme Pond's saíam na Seleções e sempre uma mulher de família tradicional do Rio de Janeiro ou de São Paulo posavam e enalteciam o produto: "O frescor e maciez da minha pele muito devem ao admirável método Pond's dos dois cremes", disse a jovem Nelita.
Já coloquei aqui no blog outros anúncios desse tipo e eu adoro eles. As fotos são lindas, bem de época, estudadas e, este, com Nelita, uma mulher super bonita, segurando e olhando embevecida para uma rosa, é demais!
Feminilidade... é a palavra para esta bela propaganda.
quarta-feira, 27 de março de 2019
Salvador . 470 Anos
O texto acima é a parte final de uma matéria, como se pode ver, escrita por Zoroastro G. Figueiredo para a revista Vida Moderna de maio de 1949, portanto, dois meses após o IV Centenário da Cidade de Salvador.
Achei esta página solta e dobradinha dentro de um livro de ginástica, de preparação física e, o interesse de quem a guardou, era o verso desta página que tem fotos de exercícios para emagrecer. Eu me interessei pelo texto de Zoroastro - ele escrevia também para o Jornal das Moças, mas não consegui saber mais coisas sobre ele. Bem detalhista - uma pena só ter parte do texto - ele conta como foi aquele dia de festa em que todo o povo de Salvador participou, inclusive pessoas da "alta sociedade", as pessoas "bem".
O desfile foi dirigido por Chianca de Garcia, um argentino que veio organizar a mistura baiana.
Na foto abaixo, está a atriz Jurema Penna fazendo uma dama antiga sentadinha em seu palanquim ou cadeirinha de arruar.
Eu era muito amigo de Jurema e ela me falou várias vezes sobre esse desfile que marcou, também, o início da carreira dela como atriz. Nilda Spencer também participou e deus e o mundo do meio artístico da época. Deve ter rolado um cachezinho ótimo para todos.
Este ano Salvador está completando 470 anos, mas acho que há setenta anos era muito mais gostoso viver aqui, o povo era mais educado e não tinha essa violência urbana que vivemos no dia-a-dia da nossa cidade. Acho que neste ponto - segurança e educação - não progredimos e sim, regredimos. Aliás o Brasil como um todo.
Embruteceu o que era doce.
Pesadelo o sonho virou.
E salve-se quem - ainda! - puder.
As animadas e agitadoras da cena baiana, Jurema e Nilda já se foram e muitas outras pessoas maravilhosas que faziam e fizeram a cultura da Bahia, de Salvador, cidade que na década seguinte - anos 50 -, viveria um boom nas artes com a Escola de Teatro, Escola de Dança, Cinema, Artes Plásticas, Arquitetura, Música e etc e etc.
Jurema, ótima e faceira, sentada na sua boa cadeirinha!
sexta-feira, 22 de março de 2019
Nara Leão e Tuca . Paris . 1970
Essa foto está colada em um dos meus álbuns dos anos 70 e é da época em que Nara e Tuca, as duas morando em Paris - Nara casada com Cacá Diegues - se juntaram, fizeram as bases de violão do disco e Nara colocou a voz no Lp que lançaria em 1971 só com músicas de bossa nova.
Fiz uma postagem com o mesmo título aqui, mas a foto colocada não é dos anos 70: reconhece-se pelos cabelos e penteados das duas. Mas, já naquela época e, musicalmente, as duas já se afinavam.
Tuca tocava violão super bem e a voz dela era linda, sem vibrato, clara, moderna como a de Nara. Infelizmente Tuca morreu cedo e anda completamente esquecida, parece que nem existiu... o Brasil emburreceu tanto... espero que Nara nunca seja esquecida... mas, com a ignorância galopante, não duvidemos de nada.
Nesta foto as duas parecem que estão ensaiando loucamente para o disco. Menescal dizia: "Nara você não pode ficar sem gravar!!!!" E as únicas músicas que ela queria cantar naquele momento eram as músicas de bossa nova - que ela nunca tinha gravado. E o resultado depois do silêncio é o disco da neve, do casaco e da ponte - do amor, do sorriso e da flor, mais um disco perfeito de Nara Leão.
Abaixo, a página do meu álbum com mil fotos misturadas: João Gilberto, Airto Moreira e Flora Purim, Nara e Tuca, Rachel Welch, Joanne Woodward, Ann-Margret, Warren Beatty e Tom Jobim, Egberto Gismont, Renata Fronzi. Todos cabiam no meu coração de adolescente.
Bom tempo de quem tinha tempo para fazer colher e bordar o cabo.
E fazer álbuns de artistas.
Cruzadas Palavras
7- Indivíduo sem préstimo por medroso ou estúpido.
4- Docemente, com pouca força.
Revista Eu Sei Tudo. 1953.
terça-feira, 19 de março de 2019
sábado, 16 de março de 2019
Rainha Elizabeth II . 1953
Encarte na revista Eu Sei Tudo, junho de 1953, Elizabeth, recém coroada Rainha da Inglaterra.
-E quem é esta sirigaita dos trópicos sacolejando essas maracas abomináveis na minha página?????
quarta-feira, 13 de março de 2019
domingo, 24 de fevereiro de 2019
Barroquinha Zero Hora
Comprei recentemente um álbum de fotografias em que não há a identificação das pessoas e nem o ano em que elas saíram no Barroquinha Zero Hora. As fotos não são de boa qualidade e também já estão muito desgastadas pelo tempo, pela umidade, mofo etc. Limpei, escaneei e elas aqui estão.
Fui ao Google para ver se havia alguma foto do antigo cordão carnavalesco, mas não achei imagem alguma, mas achei referências ao Barroquinha Zero Hora, sim.
O Cordão saía à meia noite de sábado e era como se fosse a abertura oficial do carnaval baiano e isso durou muitos anos. Me lembro de ouvir falar da animação que era o Barroquinha Zero Hora, mas à meia noite nos anos 60 e início dos 70 neste horário eu já estava dormindo. Infelizmente não era mais velho para poder curtir aquela folia que começava à meia noite e só deveria acabar na manhã seguinte e tinha gente que a partir da saída do Barroquinha Zero Hora emendava e só chagava em casa na quarta-feira de cinzas próxima.
O cordão, segundo apurei no Google parou de sair há mais de 30 anos e, acho, que saiu pela última vez nos anos 80. Seus integrantes e associados, suponho serem na sua grande maioria formado por moradores do próprio bairro, a Barroquinha, e adjacências, como Nazaré, Mouraria, Av. Sete - nessa época ainda com bastante residências, a Carlos Gomes, o Gravatá, a Independência, Desterro, Baixa dos Sapateiros, Saúde, Largo Dois de Julho, enfim, todos aqueles bairros que formavam e formam o centrão de Salvador. Mas, deveria ter pessoas que vinham de outros bairros, porque o Barroquinha Zero Hora era um acontecimento que marcava o início da folia, deveria ser animadíssimo, a bateria toda percussiva e com instrumentos de sopro deveria ser uma loucura de bom!
O Barroquinha Zero Hora era daqueles cordões em que o folião ficava protegido no interior por cordas que eram esticadas e guardadas por homens fortes que não deixavam entrar penetras. Lá dentro não havia como hoje o tal do "carro de apoio" com bebidas, banheiro etc. O folião se abaixava quando queria beber, passava por baixo da corda e voltava depois. Tudo tranquilo.
Como falei essas fotos estavam em um álbum já bem acabadinho, as fotos dentro de páginas protegidas por plástico o que as conservou, mas também produziu umidade. Mas, resistiram, ainda bem e ainda bem que o encontrei e o salvei do lixo fatal.
Em quase todas as fotos vemos uma moça vestida com a "mortalha" daquele ano que deveria ser bem colorida, com uns estampados meio "psicodélicos", a palavra "Dengo Dengo"e o nome da Bahia escritos e, o desenho de uma baiana na frente. Os homens usavam uma bata com manga comprida e, me parece, estavam vestidos com calça comprida, sinal de que o clima de Salvador já foi mais ameno. Na testa, "a moça das fotos" e todos usavam uma faixa com o nome Barroquinha Zero Hora em volta da cabeça (e todos os blocos e cordões da época os participantes usavam a tal faixa com o nome da sua agremiação).
O álbum eu acho que foi desta moça vestida com a sua boa mortalha - deveria ser feita de algodão, fresca, nada de tecido sintético - e que saiu naquele ano com a sua patota e foi munida ou pediu a algum fotógrafo de rua para registrar aquele momento de alegria dela no seu cordão do coração o Barroquinha Zero Hora.
Que bom que ela teve a feliz ideia de registrar à saída dela no cordão - suponho nos anos 70 - e que bom que depois de tantos anos eu encontrasse esses registros e mesmo com a qualidade baixa das fotografias, poder "re-eternizar" aquele momento- "daquela moça foliã" agora, aqui no meu blog.
Um bom carnaval 2019 para todos.
sábado, 23 de fevereiro de 2019
Uma Visita ao Instituto Feminino da Bahia
No início do mês estive no Instituto Feminino da Bahia, uma instituição muito especial que abriga em seu acervo de preciosidades, arte decorativa, arte sacra, um museu do traje e o de arte popular. Adoro ir lá, tudo sempre bem cuidado, organizadíssimo e limpo. Um lugar muito agradável de visitar.
Nessa nova visita, comprei uns postais do antigo Instituto Feminino e fiz umas poucas fotos que estou colocando aqui.
A porta do elevador. Podre de chique.
Uma das maiores atrações do Instituto Feminino sempre foi o seu acervo de arte popular, para vê-la todos iam lá e era passeio certo de muitos estudantes de colégios de Salvador e do interior. A estrela do acervo era o famoso casal de pulgas vestidos de noivos, prontos para o casório. Se formava uma fila enorme de visitantes que, através de uma lupa, visualizavam as pulguinhas elegantes. Era um barato. Nessa visita que fiz, perguntei pelas pulgas e me disseram que ela não estava em exposição...o que será que aconteceu com as pulguinhas????
Outros atrativos, o mobiliário, arte sacra - coleção de maquinetas e de Deus Menino do Monte feitos com recortes de papel laminado, asas de besouro, continhas coloridas, conchinhas, um espetáculo! criados pelas freiras do Convento dos Humildes de Santo Amaro da Purificação - arte decorativa em geral etc. Tudo nos trinques!
O acervo de arte popular ficou alguns anos sem receber visitação e, agora, voltou a reabrir ao público.
Um outro atrativo era um senhor que fazia o Pano da Costa, Seu Abdias Sacramento. Maravilhoso, educadíssimo, ele ficava lá sentadinho em uma cadeira no tear a tecer. Este senhor ficou anos no Instituto, era amigo de d. Henriqueta Catharino que o colocou lá trabalhando naquele ofício em que era, talvez, o único a fazer em Salvador naquela época. Isso eu lembro dos anos 70 em diante.
Me lembro, ainda nessa época, de vestuário diverso, roupas de baianas antigas e muitos vestidos de noivas em exposição em grandes vitrines, mas o Museu do Traje e do Têxtil como o conhecemos hoje, magnífico, é dos anos 2000 pra cá, não sei precisar a data da abertura.
Fiz somente essas três fotos do acervo de arte popular, que tem muitas peças e coisas inacreditáveis!
Mestre Abdias, Abdias Sacramento Nobre - 1910,1994. Fotos de Antônio Olavo.
Mestre Abdias em ação no tear.
Duas pinhas imensas de cerâmica vitrificada portuguesa ladeiam a entrada para um grande corredor.
sexta-feira, 22 de fevereiro de 2019
Duas Capas de Livros de Somerset Maugham
Duas capas de livros de Somerset Maugham, edição brasileira para Globo, ambas de 1954. O primeiro livro é uma tradução conjunta de Juvenal Jacinto e de Gilberto Miranda e o segundo foi traduzido pelo meu, o seu, o nosso querido poeta Mario Quintana.
Infelizmente nos dois livros não está creditado o nome do ilustrador das capas, o motivo real de eu ter comprado os livros, escaneado os desenhos e colocados aqui no blog. É claro, é claro que amo Somerset Maugham de quem li As Três Mulheres de Antibes e, como todo mundo, O Fio da Navalha. A Carta, vi no cinema com Bette Davis.
Mas, será que lerei estes????? Meu pai adorava o autor, em minha casa era uma enxurrada de Somerset Maugham que escreveu muito e meu pai era um devorador de romances.
Por enquanto e agora, o interesse meu, aqui, são para estas capas lindas, de uma época em que as boas casas editoras contratavam excelentes desenhistas/ilustradores para produzirem capas chamativas que despertariam ainda mais o interesse do leitor pelos textos.
- Meu deus, serão verdadeiras as minhas pérolas ou serão de Maiorca??? Mas ele dizia que me amava... Não é possível que tenha me dado pérolas falsas!!! Ou então, estarei arruinada, oh!
Um Cavalheiro de Salão.
Que delícia de título! Dá vontade de ler o livro, conhecer o cavalheiro e...o salão, evidentemente.
domingo, 17 de fevereiro de 2019
Foto de Walter Firmo
Senti firmeza completamente! Que foto deslumbrante, feita aqui em Salvador, acho, deste negro em seu trabalho no mar puxando a rede ou o barco e, em um equilíbrio perfeito!
Salve este instante mágico captado pelo fotógrafo Walter Firmo.
A imagem pode ser de um antigo arrastão de pesca, nas praia de Armação, Boca do Rio, Piatã, será? - e, eu, a"arrastei" do Google.
Ainda cheguei a ver - passando de ônibus - essa cena de arrastão... era lindo! Mas, acabou. Naquela época, deste trabalho penoso e duro, ainda havia alguma poesia, os pescadores trabalhavam para eles mesmos e dividiam o peixe que vinha nas redes entre eles, para a família, e para vender.
Hoje a vida está duríssima e o mar não está para peixe!
Pelo segundo dia consecutivo encerro uma postagem com a metáfora "o mar não está para peixe".
Coisas do Brasil. Ai que bom se fosse coisas do amor.
Salve este instante mágico captado pelo fotógrafo Walter Firmo.
A imagem pode ser de um antigo arrastão de pesca, nas praia de Armação, Boca do Rio, Piatã, será? - e, eu, a"arrastei" do Google.
Ainda cheguei a ver - passando de ônibus - essa cena de arrastão... era lindo! Mas, acabou. Naquela época, deste trabalho penoso e duro, ainda havia alguma poesia, os pescadores trabalhavam para eles mesmos e dividiam o peixe que vinha nas redes entre eles, para a família, e para vender.
Hoje a vida está duríssima e o mar não está para peixe!
Pelo segundo dia consecutivo encerro uma postagem com a metáfora "o mar não está para peixe".
Coisas do Brasil. Ai que bom se fosse coisas do amor.
sábado, 16 de fevereiro de 2019
Verbo Persignar-se
Nos dias atuais é necessário benzer-se muito, persignar-se e chamar pelos nossos santos de devoção, pois a maré não está para peixe.
A conjugação completa do verbo PERSIGNAR-SE está na Pequena Enciclopédia da Língua Portuguesa, Ed. Livros do Brasil, 1964.
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