domingo, 20 de janeiro de 2019
Madeleine Francine Biberia e o Amor à Arte
Trecho de uma matéria de 1980 do Jornal do Brasil com Madame Francine, romena que vivia no Rio de Janeiro. Nesses dois textos me identifiquei e entendi o que é a fixação por objetos antigos: uma obsessão, compulsão, uma loucura gostosa. É claro que não há comparação entre o meu humílimo acervo e a coleção incrível de objetos de arte que esta senhora juntou durante toda vida e que teria um final trágico. Mas isso, essa fatalidade na vida dela, eu vou postar depois, agora, fico aqui com estes dois textos preciosos pronunciados por uma conhecedora profunda de arte antiga, uma colecionadora, uma acumuladora do belo.
(Até hoje não dormi com um objeto que tenha comprado, mas, antes de dormir costumo olhá-lo e, ao acordar, corro para vê-lo.)
quinta-feira, 17 de janeiro de 2019
Um Adorável Vestido
"Chama-se "Miriella" este adorável vestido em algodão listado preto e branco, de grande gola drapeada e saia enviesada, um modelo de Jeanne Lafaurie."
A foto está na revista Vida Doméstica de março de 1954. Amei logo o verdão de fundo e o modelo totalmente de época que jamais voltará a ser usado por uma elegante deste ex adorável planeta.
Jeanne Lafaurie foi uma costureira francesa, 1897-1982 -, que manteve durante muitas décadas seu atelier de costura em Paris.
Nunca ouvi falar em Mme. Lafaurie. O verdão da foto me levou a ela.
A foto está na revista Vida Doméstica de março de 1954. Amei logo o verdão de fundo e o modelo totalmente de época que jamais voltará a ser usado por uma elegante deste ex adorável planeta.
Jeanne Lafaurie foi uma costureira francesa, 1897-1982 -, que manteve durante muitas décadas seu atelier de costura em Paris.
Nunca ouvi falar em Mme. Lafaurie. O verdão da foto me levou a ela.
Pequena Cabeça em Argila
Um belo trabalho escultórico em argila, uma pequena cabeça de traços negroides. Um estudo, talvez. Parte de um conjunto, talvez. Não sei se lavor de aluno aplicado ou de mestre consumado: é um trabalho muito bem feito.
Comprei nas minhas andanças pelo sobe e desce das ruas e ladeiras de Salvador.
quarta-feira, 16 de janeiro de 2019
Duas Frenéticas
Gisella em foto dos anos 70 de Antonio Guerreiro.
Amo essa foto!
Ontem duas "frenéticas" ascenderam ao céu. Cada uma na sua prateleira, na sua seara, as duas brilharam freneticamente naquilo que fizeram em vida. Gisella Amaral há anos era uma presença constante na noite acompanhando o marido, Ricardo Amaral, em seus empreendimentos no Rio e mundo afora. Mas, Gisella, era uma mulher do dia também, trabalhava, e muito, em seus projetos e atividades de benemerência ajudando e assistindo pessoas necessitadas. Super católica, ela se entregou totalmente a ajudar o próximo e não parava nunca, parecia que não tinha limites. Era um dínamo!
Uma vez li que ela trocava de roupa dentro do carro entre um evento e outro kkkkk, imagino a quantos lugares ela ia em um só dia para cumprir compromissos e batalhar o sustento para suas obras. "Fazer" era o verbo que cabia na bela por dentro e por fora que foi Gisella Amaral.
Há algum tempo eu sabia que ela estava doente, mas sempre ela melhorava, reaparecia e sempre estava de volta ao batente. Ontem, notei uma procura exagerada por um post que eu fiz há algum tempo aqui no blog dela com Carmen Mayrink Veiga e, indo ao Google, li a notícia do seu falecimento.
Espero que o trabalho que ela fez tenha prosseguimento.
Edir de Castro era uma das 6 Frenéticas, grupo musical que eu adorava e do qual tenho, ainda, todos os LPs que elas gravaram. As Frenéticas foi um grupo que surgiu em 76, 77, em uma ascensão meteórica. Era o máximo o som que elas faziam super dançante, cantavam e dançavam super bem etc. Depois o grupo foi acabando, teve uma outra formação breve que resultou em um LP, depois parou, voltou novamente, rolou um CD e depois acabou de vez.
No tempo em que o grupo esteve parado, Edir de Castro trabalhou como atriz e, muito tempo depois, eu soube que ela tinha ido para o Retiro dos Artistas no Rio de Janeiro e que estaria doente. Ontem ela faleceu. Abriu as asas. Voou. Descansou.
É isto, meu blog se nutre de coisas fúteis, de banalidades, das coisas que acho bonitas, de arte de maneira geral, de antiguidades - as minhas velharias - meus lixos que acho luxos e, também, se compadece, eu me compadeço, fico triste quando pessoas que eu admirava se despedem da vida, deixando o nosso Brasil mais careta, mais triste.
Amo essa foto!
Ontem duas "frenéticas" ascenderam ao céu. Cada uma na sua prateleira, na sua seara, as duas brilharam freneticamente naquilo que fizeram em vida. Gisella Amaral há anos era uma presença constante na noite acompanhando o marido, Ricardo Amaral, em seus empreendimentos no Rio e mundo afora. Mas, Gisella, era uma mulher do dia também, trabalhava, e muito, em seus projetos e atividades de benemerência ajudando e assistindo pessoas necessitadas. Super católica, ela se entregou totalmente a ajudar o próximo e não parava nunca, parecia que não tinha limites. Era um dínamo!
Uma vez li que ela trocava de roupa dentro do carro entre um evento e outro kkkkk, imagino a quantos lugares ela ia em um só dia para cumprir compromissos e batalhar o sustento para suas obras. "Fazer" era o verbo que cabia na bela por dentro e por fora que foi Gisella Amaral.
Há algum tempo eu sabia que ela estava doente, mas sempre ela melhorava, reaparecia e sempre estava de volta ao batente. Ontem, notei uma procura exagerada por um post que eu fiz há algum tempo aqui no blog dela com Carmen Mayrink Veiga e, indo ao Google, li a notícia do seu falecimento.
Espero que o trabalho que ela fez tenha prosseguimento.
Edir de Castro era uma das 6 Frenéticas, grupo musical que eu adorava e do qual tenho, ainda, todos os LPs que elas gravaram. As Frenéticas foi um grupo que surgiu em 76, 77, em uma ascensão meteórica. Era o máximo o som que elas faziam super dançante, cantavam e dançavam super bem etc. Depois o grupo foi acabando, teve uma outra formação breve que resultou em um LP, depois parou, voltou novamente, rolou um CD e depois acabou de vez.
No tempo em que o grupo esteve parado, Edir de Castro trabalhou como atriz e, muito tempo depois, eu soube que ela tinha ido para o Retiro dos Artistas no Rio de Janeiro e que estaria doente. Ontem ela faleceu. Abriu as asas. Voou. Descansou.
É isto, meu blog se nutre de coisas fúteis, de banalidades, das coisas que acho bonitas, de arte de maneira geral, de antiguidades - as minhas velharias - meus lixos que acho luxos e, também, se compadece, eu me compadeço, fico triste quando pessoas que eu admirava se despedem da vida, deixando o nosso Brasil mais careta, mais triste.
quinta-feira, 10 de janeiro de 2019
Rogéria
Foto de um cartaz de um filme que colei nos álbuns e que tinha Rogéria no elenco.
Já li a biografia de Rogéria, mas não vi citação a ele. Rogéria fez tanta coisa que, de repente, passou...
Rogéria era um ator transformista completo, cantava e dançava e mais, muito mais. Era ótimo no drama e na comédia, ou seja, um artista completo. Teatro, cinema e televisão ele fazia tudo bem.
Vi Rogéria com Agildo Ribeiro no show Alta Rotatividade aqui em Salvador, final dos anos 70, início dos 80, não lembro. Lembro de Rogéria dançando e cantando, contando piadas e ao lado de Agildo que era o máximo, engraçado demais. Era pau a pau. Os dois magníficos em cena e hilários.
Vi Rogéria no seu último trabalho no filme Divinas Divas. E li no ano passado a biografia dela, vida ótima, agitada, uma luta, uma vitória.
A foto abaixo foi tirada da TV por um amigo que me mandou pelo zap em 2017 quando ela faleceu.
(para ouvir a playlist do blog clique na setinha acima à esquerda.)
segunda-feira, 7 de janeiro de 2019
Ângela Maria . "Sou Povo e Sou Cafona"
Matéria em alguma revista dos anos 70, época da Capricho, da Contigo, Sétimo Céu, Amiga, e por aí. Recortei os textos e montei em uma folha do álbum.
Eu amava a cafonice de Ângela, quanto mais perucas, apliques, cabelos pintados de louro, com mechas, penteados infinitos "de 10 andares", roupas brilhantes, estampadas, de pedrarias, os boás, os brincos imensos, colares, batom brilhante, tudo o que ela fazia de exagerado eu amava, aliás, eu e meus amigos da época.
Vi vários shows de Ângela aqui em Salvador e em São Paulo. E deveria ter visto mais.
(para ouvir a playlist do blog, clique na setinha acima à esquerda.)
domingo, 6 de janeiro de 2019
sexta-feira, 4 de janeiro de 2019
BB . Anos 70
Esta foto deve ser de 1977/78, por aí. Brigitte Bardot, a estrela despojada, simplesmente vivendo, simplesmente maravilhosa.
O Livro
Ilustrações em a Pequena Enciclopédia da Língua Portuguesa de Antenor Vieira, ed. 1964. O livro aqui é o personagem principal, todos leem, a mocinha, o mocinho, o mais velho. Todos o consultam, estudando, ou se divertindo com a leitura.
Ultimamente, inúmeras livrarias - e as grandes! - estão em situação de extrema dificuldade e, muitas, fechando as portas. Falindo. Acho um horror!
O livro pra mim é tudo, pegar no livro, manusear, sentir o papel, olhar e re-olhar a capa, abrir suas páginas, ler - maravilhar-se - ou não - marcar, grifar. Depois de lido, e se estiver ficado maravilhado, guardar e conservar como coisa preciosa.
Eu sempre tive essa relação amorosa com os livros e leio diariamente, se não leio, releio os livros que tenho ou endoideço atrás de qualquer coisa pra ler. Gosto do que as letras produzem: conhecimento, divertimento. O prazer de ler.
Adorei essas ilustrações antiguinhas. Infelizmente não há indicação do autor.
segunda-feira, 31 de dezembro de 2018
domingo, 30 de dezembro de 2018
Ninette Van Vüchelen . Retalhos Paulistanos . 1988
Ganhei de presente de um rapaz que me vende livros usados este catálogo de exposição do Museu Lasar Segall da artista plástica e figurinista Ninette Van Vüchelen. Confesso que não conhecia a artista e nem o trabalho dela, para mim era uma total desconhecida.
Fiquei tão deslumbrado olhando este catálogo que acho ter sido este o motivo de tê-lo ganho de presente...uau! que trabalhos lindos eram aqueles daquela mulher, e quem era ela, pelo amor de deus???
Fui ler o catálogo e fiquei sabendo que ela havia trabalhado com grandes nomes do teatro paulista e todos conhecidos, trabalhou em peças que estão na história do teatro brasileiro, esteve presente em grandes momentos do nosso bom teatro, trabalhou com os grandes diretores de São Paulo e foi do grupo do Teatro São Pedro, onde, com certeza, deve ter convivido com uma das minhas atrizes preferidas, Beatriz Segall.
O catálogo, tem a apresentação da exposição que aconteceu em 1988 em São Paulo, tem uma apreciação crítica e uma entrevista com Ninette onde ela fala sobre o tipo de trabalho que faz e sobre sua técnica em que utiliza o têxtil em recortes variados de tecidos. Aliás, essa técnica, essa maneira de trabalhar usando tecidos, aplicação, bordado eu adoro e não é uma prática comum, é difícil fazer, executar as ideias tão bem e, mais difícil ainda, reconstruir paisagens urbanas conhecidas e tão prosaicas de São Paulo - a padaria do Bixiga que já fui algumas vezes - e de uma forma tão perfeita, bonita e poética, engraçada, leve e de muito humor. Espero que essas obras estejam, bem conservadas, pois o tecido com o passar do tempo se desgasta e é necessário manutenção.
Procurei coisas sobre Ninette no Google e achei algumas coisas sobre a artista, mas, as as obras não vi. Então, achei melhor escanear todo o catálogo e, assim, divido o meu prazer com os que aqui entrarem e que irão, com certeza, ficar fã dessa artista maravilhosa belga/brasileira que poderia estar mais lembrada e valorizada que é Ninette Van Vüchelen.
Assinar:
Postagens (Atom)






















































