sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Passeio Antiguinho . Casa no Campo Grande 2

 Antes que o ano se finde e vá pelo ralo abaixo, posto essas fotos que fiz em dois momento durante o ano. Esse casarão, aliás, já foi motivo de postagem aqui no blog.
Não sei quem foram os seus antigos proprietários, só sei que durante anos funcionou uma clínica muito conhecida e conceituada aqui em Salvador, a Check-Up. Depois essa clínica ficou desativada não sei o porquê, talvez por que surgiram outras mais equipadas, a cidade cresceu etc. etc.
O casarão ficou anos fechado e os sinais do abandono começou a aparecer. Lembro que, antes de fechar, entrei lé e me deparei com uma sala de espera só com cadeiras de vinhático forradas de palhinha. Um luxo! Para o acesso à clínica havia ao lado uma linda escada de mármore branco e corrimão de ferro inglês.
Quando entrei para fazer essas fotos, perguntei pelas cadeiras, portas e janelas todas em madeira de lei e, me disseram: "saci levou!" ou seja, no abandono em que se encontrava, os vândalos e usuários de drogas levaram tudo nas noites sinistras de Salvador.
Passando por lá este ano, vi, para o meu espanto - ainda me espanto - os operários desmontando a casa, derrubando paredes. Portões e janelas já não havia. Não havia nada, só os escombros e me disseram que iriam manter a fachada, "a casquinha do sorvete", e que a "clínica moderna" ao lado havia comprado a casa para expandir as suas instalações.
É isso. 
Mais um casarão que se vai, mais uma mudança na paisagem da cidade, mais um sentimento de "onde estou", " aqui, não havia uma casa?????"















 A escadaria de mármore coberta pelos escombros da demolição.


















 E a fachada segue sustentada. Parece que irão aproveitar a "casquinha do sorvete".


As duas fotos abaixo fiz no início de 2018: porta da frente e o postigo de metal em detalhe. Nessa época ainda não estava cercada de tapumes. Estava em open house para os vândalos.



quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

Freiras em Brasília


Irmã Paciência de Santa Rita de Cassia, Irmã Abnegada do Sacratíssimo Coração de Jesus e Irmã Resiliência de São Benedito passeiam tranquilas em volta da belíssima Catedral de Brasília. Ao entrarem no templo se depararão com um anjo imenso suspenso ao alto em seu interior e dirão em uníssono: "estamos no céu!" 
É esta a sensação que o projeto de Niemeyer deixa para nós: somos elevados ao céu.
Santa Rita dos Impossíveis, Sagrado Coração de Jesus, São Benedito, Nossa Senhora, todos os santos e santas roguem por nós que recorremos a vós.
A foto das freirinhas está em uma Enciclopédia Delta Júnior dos anos 60

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Onça Pintada


Hoje em A Folha de São Paulo. Foto recém tirada no Estado do Espírito Santo. Segundo a matéria só resta em toda a mata atlântica brasileira 300 onças pintadas dando pinta. Sendo assim, muito, muito em breve, elas só existiram nos livros (que também estão em extinção) e nos arquivos virtuais.
Onça, te quero pintada ou não, suçuarana, jaguatirica, gato do mato, felinos todos dando pinta, passeando pelo Brasil que é a sua terra.
Para quem desejar um feliz 2019?
Às Onças Pintadas!

segunda-feira, 24 de dezembro de 2018

Natal 2018


 Para quem entra aqui no meu "congá", no meu "império", templo e igreja, na minha choupana, no meu barraco e mansão, no meu espaço quase tudo, o meu Feliz Natal para todos.


domingo, 23 de dezembro de 2018

Elis . 1971


Das páginas do revista de 1971, Elis em imagens e respondendo a cartinha de fã. E eu, tanto tempo depois sempre  fã de Elis Regina, Elis Rainha.



sexta-feira, 21 de dezembro de 2018

Paredão em Cobogó


Enorme paredão abaulado e coberto por cobogó em cada andar de um edifício do início dos anos 50 de inspiração art- déco. Ainda tem muita coisa original, piso e corrimão em marmorite na escadaria larga que dá acesso aos apartamentos. Na entrada do edifício, mármore francês em dois tons de cinza forram as imensas paredes, a escadaria é também em mármore, um mármore lindo, róseo. 
Mas, coisas absurdas, obras malucas que já fizeram por lá estão dia a dia descaracterizando o prédio e nem quero pensar no que ainda farão de barbaridades.
Poderia colocar outras fotos do edifício mas, hoje, só vou de cobogó

 

Passeio Antiguinho . Cobogó Rosa




 Em um edifício em que vou sempre este cobogó me chama atenção pela cor rosa, pela utilidade, ele ilumina e ventila um corredor escuro e, também, pelo abandono. Ele é dos anos 50 e acho que ele não é limpo desde aquela época, portanto, tem sujidades históricas que remontam  à sua inauguração em 1956
O cobogó além da utilidade faziam um efeito de movimento belíssimo nas paredes onde os colocavam, transformavam  lugares tristes em alegres, quentes em frescos. Uma pena que os moradores não se toquem com a importância deles para o prédio e para a vida dos que nele habitam.
Gosto dos cobogós, mas só gosto dos antigos. Estes novos que tentam parecer antigos, não gosto. Gosto desses, de cerâmica vidrada, gosto também de uns rústicos de cimento bruto que pintavam de acordo com a cores do ambiente. 
Cobogós, cobogós... em tempos mais frescos eram tantos e hoje, em tempos tão quentes, ficaram raros.