sábado, 20 de outubro de 2018

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

Silvana Mangano por Darcy Penteado


Reolhando os meus álbuns antigos achei este recorte de uma matéria sobre um portrait que o pintor Darcy Penteado havia feito de Silvana Mangano, a atriz mais refinada que o cinema já teve, a mais nobre, a mais classuda. Fui ao Google pesquisar alguma coisa sobre aquele evento, mas não há nada por lá, não existe fotos da Mangano pintada pelo brasileiro Darcy Penteado. Então, esta é mais uma novidade antiguinha que "lanço" aqui.
Darcy Penteado foi um artista de obra diversa, mas que era craque em fazer retratos, retratos de mulheres e homens famosos, gente de destaque na sociedade, artistas etc. O retrato de Odete Lara, a atriz mais chique do cinema brasileiro - a Mangano nossa - é lindo. Penteado tinha um traço bonito e elegante, mas tem muita coisa dele que acho cafona. Esse portrait de Silvana Mangano é realmente muito bonito, ele captou bem a elegância, o refinamento e a delicadeza da atriz.
Outros artistas plásticos brasileiros fizeram trabalhos semelhantes de desenho e pinturas e de temas parecidos ao de Darcy Penteado. Albery, foi um que também fez muito retrato de pessoas famosas, do "jet-set" kkkkkk e tinha um traço refinado, às vezes usava muitas cores. Nos anos 70 Albery alvançou fama internacional, era requisitadíssimo, vivia nas altas rodas. Também acho umas coisas de Albery tremendamente cafonas, mas gosto dele, fez muita coisa legal. O desenho de capa para um disco de Jorge Ben nos anos 70 é lindo. Infelizmente Albery morreu cedo.
Luís Jasmim foi outro pintor que no início da carreira e no seu auge nos anos 70 também se especializou em retratos de gente famosa e fez coisas deslumbrantes. A série que ele fez de desenhos com Tonia, Danuza, Marisa Urban e outras mulheres da época são deslumbrantes. Fez capas lindas de discos de BethâniaGal, Clara NunesMarília Medalha e retratou muitas mulheres do society brasileiro. Como Albery era uma febre entre as ricas dondocas. Ao final da carreira, o trabalho de Jasmim mudou completamente, usava muita cor e me parecia que ele tinha desaprendido a desenhar...me lembro de umas fotos de uma de suas últimas exposições e não entendi...perdeu o traço lindo que ele tinha e a aquela riqueza de imagens e de muitos detalhes que tinha os seus antigos trabalhos.
O baiano Adelson do Prado também foi um artista plástico que fez muita retrato de mulher bonita, Carmen Mayrink Veiga e Gal Costa ganharam dele trabalhos super bonitos. Mas Adelson tinha um trabalho bem diversificado, tinha uma coisa meio naif, trabalhava temas da cultura popular, não se concentrou naquela coisa do portrait
E é isso. Todos esses 4 artistas brasileiros já são falecidos, foram embora cedo. No Google tem muitas imagens das obras deles.


Esta matéria do encontro entre Darcy Penteado e Silvana Mangano saiu na revista Intervalo 2000, creio que em 1972. Nessa época eu comprei muito essa revista que havia mudado o lay-out, ficou maior e com o papel de melhor qualidade. Infelizmente guardei delas apenas recortes que colei nos álbuns.


domingo, 14 de outubro de 2018

Gibom . Doce de Banana

"Futucando" um caderno antigo, achei este pedacinho de papel amassadinho que embalava o doce de banana Gibom. O doce era tipo aquele da mesma fruta que e tinha o nome de Nego Bom. O Gibom era, então, um sucedâneo para o Nego Bom e os seus nomes, de sons foneticamente bem parecidos, visavam a concorrência e a venda para a petizada que adorava o docinho.
Eu já fiz uma postagem há bastante tempo da embalagem do Nego Bom, eu adoro esses desenhos bem simples e engraçados, as cores, enfim, adoro esses rótulos antigos e com desenhos ingênuos, singelos.
Aqui em Salvador - acho que estou repetindo - tinha um doce, também de banana, um bolinho redondo e passado no açúcar e que chamávamos de "atum". Ele era enrolado em papel celofane transparente e sem marca. Até hoje existe o "atum" só que ninguém o conhece mais com esse nome e sim, como doce de banana enrolado e pronto.
Voltando ao Gibom que imitava o Nego Bom: ambos não existem mais. Ficou o "atum" e ficaram as embalagens que eu guardei e que eu via na época, e ainda vejo, muita graça e beleza.

sábado, 13 de outubro de 2018

João do Vale . Texto de Ferreira Gullar


 Dos meus guardados: João do Vale homenageado em artigo muito legal escrito por Ferreira Gullar para a Folha de São Paulo em dezembro de 1996. Os dois eram amigos de Nara Leão que, com mais Zé Kéti fizeram o show Opinião em 1964.
Nessa época, apesar de criança ainda, eu tinha 9 aninhos, já adorava Nara. Ter o disco, que eu via nas vitrines das lojas da rua Chile - a C. Sampaio e a Casa da Música -, nem pensar em comprar...não tinha dinheiro. O jeito era ouvir pelo rádio.
No início de 1971, por acaso, fiquei amigo da filha de Ferreira Gullar, Luciana e, conversando com ela sobre o show, que eu sabia ter o pai dela elaborado, comentei que eu nunca tinha conseguido comprar o disco Opinião que, naquela época, 71, já estava fora de catálogo. E ela me disse que tinha "alguns" em casa e que assim que chegasse ao Rio me enviaria o disco pelo correio. E não deu outra: recebi o tão esperado e sonhado LP que tenho, é claro, até hoje. Dentro do disco ainda conservo o papel do correio da época com o nome e endereço do remetente e do destinatário...euzinho bem feliz kkkkk
No final dos anos 70, fui ao Rio e liguei para o jornal onde Ferreira Gullar trabalhava na época para perguntar por Luciana e ele me falou que a filha não estava no Rio e pronto. Perdi o contato. Mas o disco eu agradeci muito a ela na época.
Por ocasião da morte de Ferreira Gullar vi pela imprensa fotos de Luciana, aquela que me deu um presentão, o disco do show Opinião
Até que rimou!



Nara Leão e Texto de Carlinhos Oliveira


Procurando uma foto de Nara, fui remexer nos antigos lps da cantora que também me serviam para colocar recortes aproveitando aquele invólucro de plástico. Não achei a foto em questão, mas achei coisas ótimas por lá e que já nem lembrava mais, como esta crônica de Carlinhos Oliveira que eu datilografei kkkkk, colei uma foto e guardei dentro de um dos discos.
Carlinhos Oliveira era um cronista maravilhoso, escrevia divinamente bem e o Rio de Janeiro dos anos 60, 70, quem quiser encontrá-lo, ter uma ideia do que a cidade já foi um dia, basta ir à leitura de suas crônicas. Nara Leão, como se percebe pelo texto/declaração de amor, era uma paixão dele, aliás, Nara era a querida, era unanimidade entre todos os intelectuais da época e de todos aqueles que gostavam de música de alta qualidade. 
Nara, também uma intelectual, escolhia primorosamente o seu repertório, gravava o melhor dos compositores da sua época, desencavava músicas lindas e esquecidas no tempo e também tinha um faro incrível para descobrir novos compositores.
 E é isso. Aliás, faço minhas as palavras de Carlinhos Oliveira.


quinta-feira, 11 de outubro de 2018

Passeio Antiguinho . Uma Árvore Deslumbrante 2


 Há alguns meses postei umas fotos desta árvore que estava, na época, com uma copa imensa, belíssima e de um verde impressionante. Agora, com a primavera, a mesma árvore está começando a florir e em breve, estará tomada pela cor amarela das flores.
Depois de ter feito aquela postagem fiquei a "assuntar" onde teria outros pés dessa árvore que não sabia o nome e, para minha agradável surpresa, vi que Salvador é repleta delas, há em vários locais por onde passo todos os dias. 
Não sei  por que cargas d'água, umas são mais frondosas, outras mais raquíticas lembrando um arbusto, umas dão mais flores e outras não, umas são mais harmoniosas e cheias e outras mais vazias e com copas não tão vistosas, umas tem troncos grossos e tortuosos, outras troncos finos e retos. Enfim, ela se oferece para todos os gostos.
Bem, depois que esta árvore floriu fui ao Google e coloquei "árvore comum em Salvador de flores amarelas" e, à minha pergunta, apareceram várias imagens da minha árvore até então sem nome. Ela chama-se Sibipiruna, é conhecida também como Sibipira e de Coração-de-Negro, é árvore brasileira e nasce em todo país.
Esta Sibipiruna fica no centro daqui da cidade, no topo da Ladeira dos Aflitos e, para mim, é a mais bonita das muitas que há por Salvador. É perfeita!
Quando tiver repleta de flores, faço outra página com ela.





Abaixo, uma das fotos que coloquei na outra postagem. Só folhas e o verde...que verde!!!


sábado, 6 de outubro de 2018

Um Belo Desenho de Capa de Uma Velha Enciclopédia


Capa e contracapa da Pequena Enciclopédia da Língua Portuguesa de Antenor Vieira, editada em 1964. São 4 volumes, todos com capa igual e com ilustrações bem legais como vinhetas e abrindo os capítulos. Proximamente colocarei algumas aqui.
Os livros estavam no "chão da praça", a preço legal e eu não resisti e comprei dois volumes que estavam mais conservados. Adorei o ouro da impressão da capa.


sexta-feira, 5 de outubro de 2018

Eleições 2018, isto é...1958!





Páginas escaneadas da revista Maquis de junho de 1958 que trazia os candidatos às eleições naquele ano. Entre eles, figuras bem conhecidas e históricas aqui no Estado da Bahia como Aliomar Baleeiro, Juracy Magalhães, Clemente Mariani, Heitor Dias, Lafaiete Coutinho e outros mais.
Esta é a minha contribuição política aqui no blog neste ano eleitoral de 2018: panorama retrô. Política hoje eu não quero nem saber, pois, como está no reclame de Aliomar Baleeiro, ontem, hoje, amanhã e sempre... é a mesma coisa!


terça-feira, 2 de outubro de 2018

Salvador...Um Bolo de Sonho


Receita do livro de culinária de Isaura Bruno, a "Mamãe Dolores" da novela O Direito de Nascer. A edição em três volumes não está datada, mas é dos anos 60, época em que a atriz virou uma estrela da nossa TV.
Já escaneei um desses volumes e, agora, estou venho colocando receitas esparsas. 
Neste volume tem uma série de receitas de bolo ilustrada com um local marcante de cada cidade do Brasil. Salvador serviu para o Bolo de Sonho, aliás, Salvador nos anos 60 era mesmo um sonho: calma, tranquila, alegre e segura. Hoje, a cidade serviria para ilustrar a receita de um "bolo pesadelo", pois está violenta, insegura e a alegria diminuiu. 
O bolo de sonho solou.



segunda-feira, 1 de outubro de 2018

Santa Terezinha


1 de Outubro. Santa Terezinha.
Rosas, rosas, rosas, rosas mimosas são rosas de ti,
rosas a me confundir, rosas a te confundir com as rosas, as rosas de abril...
...são muitas, são tantas, são todas tão belas, rosas de abril...
As rosas de abril de Caymmi e as rosas de outubro de Santa Terezinha.


domingo, 30 de setembro de 2018

Ângela Maria . A Noite e a Despedida


Fotinhas pequenininhas coladas em meus antigos álbuns de estrelas. Ângela era a maior, a professora,


Cauby, o professor e Elis, a aluna mais aplicada. Todos os três cantaram feitos uns loucos pelo Brasil inteiro, vozes maravilhosas, vocações genuínas. Adoravam cantar, cantar, cantar.


Ontem, 29.09.2018, Ângela Maria faleceu. Foi se juntar aos dois companheiros de estrada, de vida e de profissão.
Ultimamente eu vinha escutando 3 apresentações de Ângela no Youtube: cantando Estrela de Bastidor, Não me Culpe e uma apresentação de um show em Recife em uma praça lotada e, Ângela, pequenininha, dominando o público enorme e cantando A Noite e a Despedida.

sábado, 29 de setembro de 2018

São Miguel



De santo em santo, de ídolo em ídolo, o blog segue...dia 1 de outubro, Santa Therezinha e assim eu vou seguindo também.
A oração de São Miguel é do livro Cruz de Caravaca, Capa de Aço. São Miguel é uma capa de aço, quem anda com ele está blindado.

sexta-feira, 28 de setembro de 2018

Brigitte Bardot . 84 Anos


Ontem foi dia de São Cosme e Damião que nos dá a saúde e, hoje, é dia de Brigitte Bardot, um culto meu, particular e que está entronizada em meu altar como a estrela mais bela do cinema. Brigitte completa 84 anos e grande parte deles combatendo e devotada totalmente à proteção dos animais. 
Por acaso, fui hoje ao Google saber qual seria a santa protetora dos gatos e me encontrei com Santa Gertrudes de Novelles. Já sabia que Santa Úrsula era protetora dos gatos, mas saber de Santa Gertrudes foi uma novidade. Brigitte Bardot é, então, uma moderna Gertrudes, protetora não só dos gatos, mas de todos os animais.
Li o último livro de BB, o Lágrimas de Combate e só ali percebi como ela realmente optou com toda coragem e loucura viver para a causa animal. Vendeu tudo o que acumulou em anos de trabalho no cinema para fazer uma fundação, a Fundação Brigitte Bardot, respeitada pela sua atuação da proteção dos animais em todo o planeta. Mesmo assim e segundo a própria BB, às vezes ela ridicularizada por acharem que o seu trabalho beira o radicalismo, o fanatismo ou um capricho de antiga estrela.
Viva Brigitte!


sábado, 22 de setembro de 2018

Santana Mestra


Encontrei esta imagem em gesso de Nossa Senhora Santana em um bazar católico. No meio da parafernália e da profusão de mil coisas aquela imagem linda me chamou logo a atenção. De gesso antiga, provavelmente importada da França e feita à partir de um excelente molde e reprodução perfeita, fiquei apaixonado de cara.
Como se pode ver nas imagens abaixo, a Santana Mestra estava "denotada" pelo tempo, suja - imunda - com pequenas partes faltantes, a pintura com falhas bem extensas, tudo denotando os maus tratos do tempo e má conservação mesmo. 
A Santana deve ser do início do século XX, das primeiras décadas, quando as imagens de santos moldadas em gesso se popularizaram e eram vendidas com preço bem  mais acessível que as de madeira, porém, tinham uma qualidade que as de hoje não têm, aliás, as de hoje são aterrorizantes, me metem medo - uai! - de tão grosseiras e feias que se tornaram. As de resina nem se comenta: frias, vulgares, não passam sentimento algum.
Bem, e o que fazer com esta linda imagem de Santana Mestra? Neste caso de desgaste em que ela se encontra, só uma restauração que respeite a escultura e o estofamento que tem detalhes em ouro. Ou, então, e foi o que eu fiz - não nado em ouro - fiz uma boa higienização com pincel e dei três camadas de cera incolor. A cera além de conter o esfarelamento deu uma pátina protetora e de brilho bem discreto e dei um pequeno e cuidadoso lustre para finalizar o meu restauro/resgate/de imagem prestes a ir para o lixo/ou daquela que, se caísse em mãos inescrupulosas, seria toda repintada, toda macacada, desfigurada.
Esta imagem de Santana Mestra, assim mesmo como ela está, acabada pelo tempo, é de uma dignidade e de uma beleza impressionantes. A expressão do rostos e dos corpos de Nossa Senhora Santana e de Nossa Senhora Menina são perfeitos e emocionantes e acho que estando assim destruída, descascada, abandonada, a imagem adquiriu uma outra beleza. A beleza da história que ela traz, do tempo que lhe deixou marcas, feriu, mas não lhe tirou a beleza. 
É Santana Mestra nos ensinando a resistir.

 Os olhos de vidro.

 Olhos de vidro na Senhora Menina. Um deles não resistiu.

 O livro na mão de Santana o tempo levou.



 Abaixo fotos da imagem já higienizada, encerada e lustrada. Ficou ótima!