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Matéria do Jornal do Brasil, maio de 1983, com a vedete maior do Teatro de Revista Brasileiro, Virgínia Lane. Além de representar e cantar muito bem e com muito charme, o barato de Virgínia era dizer textos "bem inocentes", mas carregados e cheios de segundas intenções, de muita malícia e de picardia. Virgínia era perfeita rebolando nos saltos 15cm, cantando e representado quase sempre semi despida, quer dizer, vaporosa e envolta em plumas. Baixinha, pernocas e bundão: violão. Boazuda!!!
Fiu, fiu!!!
Despudoradíssima, mas, inocente...
Laníssima!
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Ano passado comprei em um antiquário/brechó daqui de Salvador este álbum de fotografias com imagens de uma sede dos correios que julguei inicialmente serem da sede daqui, mas chegando em casa e apurando a vista percebi que não era.
E qual sede seria esta e de qual estado do Brasil??? Só hoje, quase um ano depois, me deliberei a fuçar o Google e, Estado por Estado do Brasil, começando pela região sul fui olhando e comparando as imagens com as fotos do meu álbum.
Da região sul cheguei à norte e lá encontrei a sede dos correios na capital do Pará, Belém. Ufa! O Brasil é grande até pra se procurar alguma coisa sentado em frente ao computador - dá canseira - nada é fácil nessa imensidão...
As fotos do álbum devem ter sido feitas quando a obra do edifício já estava pronta, acabada, mas ainda não estava em funcionamento, não havia sido entregue à população. A construção está novinha em folha!
As fotos são bem detalhadas, todos os ambientes e salas, os balcões para atendimento do público, áreas de circulação internas do prédio, banheiros. Uma beleza!!! Segundo o Google o edifício é uma construção de 1940.
Então, vamos conhecer por dentro como é (será que ainda se mantém assim???) ou como era a sede antiga dos Correios e Telégrafos de Belém.
À esquerda um pequeno bebedor de água, com uma bacia de louça inglesa. Lindo!
Numa altura dessas não deverá existir mais.
Construção super sólida e austera, sem salamaleques na decoração, como bem convinha a uma repartição pública.
O hall de entrada.
Lustres ótimos de vidro opalinado. Ainda existem????? Se foram substituídos é uma pena, são a cara do ambiente.
No canto direito outro bebedor de água em louça inglesa, com certeza. Estará lá ainda???? Acho que não.
Seção de separação das cartas e encomendas??? Deve ser. O piso de taco de madeira, maravilhoso. Hoje será que ainda se pisa nele ou já mudaram para o porcelanato medonho????
Banheiro ótimo, aliás um grande salão. As pias lindas e a pequena, bojuda, eu adoraria tê-la aqui em casa! Aliás, não entendi o porquê dessa pia pequena e diferente das demais. Era só para as mãos???
As latrinas - essa palavra não se usa mais!, agora é vaso, bacias sanitárias, eufemismos modernos e assépticos para a nossa querida e velha companheira, a latrina. Essas eram inglesas de boníssima louça grossa e as tampas em madeira ainda novinhas e bem laqueadas. Depois a madeira começava a envelhecer e ficava um fedor que ninguém aguentava.
Quando menino ainda peguei o tempo das tábuas de latrina em madeira. Velhas e já bem usadas ficavam carcomidas, a tampa desprendia, ficavam um horror, podres! Quando chegava a este estado, trocava-se, mas eram caras!
Felizmente, começaram a fabricar as tábuas - tampas - de latrina em matéria plástica.
Louça sanitária inglesa - da boa! - e novinha em folha!!! A tábua - ainda - impecável - e tinha bidê!!!!!!!! Nota 10 para o banheiro do correio!!!
O piso hidráulico, bem típico para banheiros e cozinhas e para áreas de serviço...lindo!
As três fotos abaixo estavam coladas e destoavam do tema correio. Bem de leve tentei descolar e, atrás, está escrito à máquina:
1- Stand dos produtos econômicos durante a exposição de animais ( Amapá ).
2 - Cine Teatro de Macapá ( Amapá ).
3 - Duas palhoças de caboclos nativos à margem da mata e de um igarapé ( Amapá ).
Abaixo, 12 variações em cima de uma mesma foto para melhor ver como é que era o entorno do correio de Belém.
Todas as fotos que estão aqui foram fotografadas porque o álbum é muito grande e não dá no scaner.
Anúncio de 1957 na revista Seleções da Viandada Swift.
Uma miséria comer, hoje, esta "carne bovina afiambrada" em latas. Mas, na minha infância, a latinha com a carne fazia sucesso na mesa...às vezes e para piorar a situação, faziam à milanesa. Imaginemos a quantidade de gordura que levávamos ao buxo!
Mas que era uma delícia, isto era! Agora nem me imagino ingerindo um treco desses, pois além de fazer muito mal à saúde é um boi, todos os restos de um boi aprisionado em uma lata, sofrimento na lata.
Ainda como carne - pouca - mas encarar uma viandada, um kitut, deus é muito mais!
Enfim, o post é da carinha da dona de casa satisfeita em ter uma carne em lata que quebrava o galho, safava a onça - como diz minha mãe - na hora do aperto. E a latinha que era lindinha e forrada de papel.
E, seguindo no embalo de Nilda Spencer do post anterior, resolvi escanear o programa do Troféu Martim Gonçalves de 1982 que traz um histórico do prêmio e os seus ganhadores.
Eu acho que fui a todas essas primeiras festas da premiação, sempre era muito divertido, engraçado. Nessa de 1982 - melhores de 1981 - o show foi de Ângela Ro Ro foi um acontecimento, pois a cantora estava no auge. Se não me engano o Martim Gonçalves daquele ano aconteceu no teatro do Hotel Meridién, que já não existe mais. Fechou, acabou.
Aliás, tudo na Bahia acaba, como acabou, também, o Troféu Martim Gonçalves.
E quanto ao teatro baiano eu não sei a quantas ele anda, não vou e não assisto a peças.