sábado, 21 de outubro de 2017
As Freiras em Margarida do Monte
Folheando a História do Teatro de Léon Moussinac - Livraria Bertrand, ed. de 1957 - comprado por duas patacas nos vendedores de livros das ruas de Salvador, me encantei com esta foto acima e com a profusão de freiras em uma cena da peça Margarida do Monte - kkkk - que nunca tinha ouvido falar e nem do seu autor, Marcelino Mesquita, português da cidade de Cartaxo, 1856/1919.
Uma coisa puxa outra e lá vai eu ao Google desenterrar o dramaturgo, escritor, político e jornalista e a sua peça "Margarida do Monte em versos de 4 atos, episódio cortesão da 1 metade do século XVIII" e que foi representada no Teatro D. Amélia, em Lisboa.
A foto aqui é a da montagem de 1910 no Teatro República, como está na legenda.
Uma outra coisa interessante do Marcelino é que ele publicou muito, tem vasta obra além das peças e colaborou em inúmeros jornais e periódicos, entre eles o Ribaltas e Gambiarras - kkk - adorei este nome. Ótimo para um site, um blog.
Foto de Marcelino Mesquita e a estátua em homenagem a ele erguida na cidade de Cartaxo.
Em Lisboa há uma praça com o seu nome que é, porém, mais conhecida como Jardim das Amoreiras.
E, novamente, a cena ótima com trezentas mil figurantes, todas elas muito bem vestidas de freiras de clausura no scenário da peça, um convento bem austero do XVIII.
Margarida do Monte... adoraria ver este episódio cortesão.
sexta-feira, 20 de outubro de 2017
Elsa Martinelli
Uma Audrey Hepburn italiana, com mais "molho" e, também, uma bonequinha de luxo. Muito chique, elegante e bela, aliás, belíssima!
Acho que encontrei essas duas fotos no Facebook. A de baixo é ótima, uma reprodução toda riscadinha. Antiga!
Elsa Martinelli nasceu em 1935 e faleceu este ano.
quinta-feira, 19 de outubro de 2017
Rinoceronte
Fiquei chocado com esta foto acima ontem em O Globo. Não sei como ainda, ainda se mata elefantes para retirar as presas e, dos rinocerontes o chifre, que, dizem, tem propriedades afrodisíacas, estimulantes e etc. e que vale uma fortuna um pouco do pó. Argh!
Acho um terror ver um animal poderoso, enorme e majestoso como esse, assim, morto, jogado no chão como uma barata, um inseto, um nada.
Os rinocerontes não merecem este fim, são lindos demais, incríveis demais, portentosos para morrerem desse jeito. Me sinto envergonhado de ver uma cena dessa e saber que um humano faz uma coisa dessas. Ainda.
Por acaso, entrei no Google para fuçar outras coisas e achei um site "Archives de L'imaginaire" e essas imagens e desenhos antigos de rinoceronte e elas vieram bem a calhar pois já tinha arrastado a foto do jornal. Deus e o Google me ajudaram.
É isso. De vez em quando me baixa uma "Brigitte Bardot de frente" e eu fico possesso quando vejo e imagino o sofrimento pelos quais passam os animais. Ainda.
Ódio!
quarta-feira, 18 de outubro de 2017
Dercy Gonçalves
Duas fotos dos álbuns, duas caras de Dercy Gonçalves, a comediante, a caricata, a atriz mais engraçada dos palcos, do cinema e da televisão brasileira. Hilária Dercy, a que dizia um palavrão como se fosse uma oração - alguém disse -, o palavrão mais verdadeiro, aquele dito com vontade, com muita graça e no momento certo, aquele que vinha de dentro e que quando saía pela santa boca de Dercy, nós aqui nas plateias, nos acabávamos de rir.
O Brasil ficou tão sem graça e, um dos motivos, é a falta de Dercy Gonçalves, íntima dos lares brasileiros.
segunda-feira, 16 de outubro de 2017
No Tom de Carmen . Casamento de Antonia Mayrink Veiga
No Tom de Carmen. Nome perfeito para esta matéria da revista Isto É - 24 de abril de 1985 - e para a a cerimônia seguida de festona organizada à perfeição pela mamãe de Antonia, Carmen Mayrink Veiga.
Este casamento do jeito em que foi arquitetado seria impossível nos dias de hoje devido à violência na qual o Rio se afundou e, por outro lado as famílias tradicionais preferem cerimônias mais simples, mais fechadas e sem ostentação.
Este casamento é a cara do Rio de antes dessa onda de violência que grassa e faz com que todos se subjuguem a ela. Triste ex- Cidade Maravilhosa.
Tenho algumas matérias sobre o casamento de Antonia Mayrink Veiga e Guilherme Frering e irei colocar sempre aqui neste post, No Tom de Carmen.
Para os admiradores da bela Carmen é só entra aqui e encontrar o que postarei.
Coluna de Ibrahim Sued, O Globo, 20 de abril de 1985.
Jornal do Brasil, 19.04.1985.
Coluna de Zózimo, Jornal do Brasil, 20.04.1985.
Jornal O Globo, coluna de Hildegard Angel, 20.04.1985.
Cerimônia e festa de casamento deslumbrante, impecavelmente preparadas e supervisionadas de perto, com certeza, pela mãe da noiva, Carmen Mayrink Veiga que mostrou o quanto ela era perfeccionista e de extremo bom gosto.
Este casamento, cerimônia religiosa e recepção, foi perfeito. Acho que foi o último grande acontecimento social do Rio de Janeiro, tipo o último baile da ilha fiscal. Esta cerimônia tal o aparato, o luxo e o requinte marcou o fim dos eventos deste porte e também e infelizmente, de uma época.
Hoje não consigo imaginar a Igreja da Candelária, à noite, aberta para uma cerimônia religiosa e recebendo mil convidados ilustres e ricos e o Copacabana Palace palco da recepção após o casamento. Atualmente um casamento desses não se realizaria, prefere-se, por segurança, cerimônias simples e fechadas. Os tempos são outros. Não há mais país para um casamento como o que Antonia sonhou e Carmen concretizou. A violência urbana tomou conta. O tempo é cruel. Não posso imaginar, hoje, como se garantiria a integridade de tantas pessoas bem vestidas, mulheres com suas joias em pleno centro do Rio e depois em Copacabana??? Nem chamando o exército daria certo.
Mas, este casamento existiu, existiu um tempo para ele, tempo de um Brasil que já foi mais educado. E ainda bem que Carmen viveu esse Brasil e pode materializar a linda cerimônia de casamento de sua filha.
Coluna de Hildegard Angel, O Globo, 12.011985. Pródromos dos casamento de Antonia e Guilherme Frering.
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