quinta-feira, 7 de setembro de 2017
Cinema Liceu
Foto do interior do antigo Cine-Teatro Liceu.
A foto e texto são do livro A Arte de ter um Ofício - Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, 1872 - 1996.
O livro é o resultado da dissertação de mestrado da professora Maria das Graças de Andrade Leal.
Deste livro, que eu comprei pelas ruas de Salvador, já coloquei em outro post aqui do blog, as fotos e o texto referente ao Cinema Popular.
Frequentei muito o cine Liceu durante os anos 60 e 70. Era um cinema classe A, frequência ótima - diziam ser o cinema da sociedade baiana - mas por este tempo o cinema já tinha sofrido restaurações, se modernizado e ficando no estilo funcional. Na foto acima vê-se como era o cinema em sua arquitetura e decoração originais. Era um verdadeiro luxo o Liceu!
Não digo que tenha sido uma pena ter acabado o cinema porque naquele lugar em que ele ficava, uma rua atrás da Pça. da Sé, hoje, é impossível de se ir por causa da violência que impera no local. Nos anos 60 e 70 todos iam qualquer dia e a qualquer hora assistir aos filmes . Agora, o bicho pegou.
Um outro fator é, também, porque aqueles tipos de cinema imensos acabaram, agora existem os cinemas de shoppings ou pequenas salas de exibição que agregam e oferecem no local onde funcionam outros serviços, comodidades como livrarias, sorveterias, lanchonetes, lojinhas etc. etc.
By, by, Liceu!
Abaixo um "reclame" do filme Futebol em Família em cartaz no Liceu em 1939. (Jornal A Tarde).
quarta-feira, 6 de setembro de 2017
Carmen Mayrink Veiga e Jean-Louis de Lacerda Soares
Ia postar somente a foto da bela Carmen ao lado de Jean-Louis de Lacerda Soares, mas, relendo a antiga coluna de Zózimo Barrozo do Amaral no Jornal do Brasil de 11.01.1985, resolvi então colocar esta parte da coluna acima, porque fiquei impressionado com os nomes que figuravam ainda por aquela época e que eram os nomes daquilo que se podia chamar da altíssima sociedade carioca.
A relação de nomes não há comparação com qualquer coisa, aliás, com qualquer nome que hoje figura nas notas que às vezes leio por aí.
Turquinha Muniz de Souza. Lia Neves da Rocha. Helena Gondim - organizadora do livro Sociedade Brasileira -, Yvone Giglioli. Lourdes Faria - luxo total -,Tereza Souza Campos festejando aniversário de Diduzinho na serra. Lourdes Catão.
Uau! Uau!
E tudo isso sob a música do piano chique de Zé Maria.
Pode?
Podia.
E Carmen Mayrink Veiga nos anos 80, um verdadeiro escândalo!
segunda-feira, 4 de setembro de 2017
domingo, 3 de setembro de 2017
Considerações sobre a Amoda . Texto de Hildegardes Vianna
A postagem anterior me levou a lembrar do antigo e desaparecido doce baiano a amoda, mas, para saber o que era a tal da amoda e como ela era feita, o melhor e mais acertado é recorrer a uma velha crônica da escritora baiana Hildegardes Vianna que escreve de cátedra sobre o assunto amoda e muitos outros mais. Aliás, costumes antigos do cotidiano baiano e a nossa culinária só com Hildegardes. Ela é insuperável, aliás, este livro dela - A Bahia Já Foi Assim - é um clássico da história e do folclore da baianos.
Então, para vocês, a velha crônica de Hildegardes Vianna e a saudosa Amoda.
Abaixo, a capa do livro de Hildegardes que sempre está a minha mão. Quando estou sem nada pra ler ou estou enjoado e quero me distrair e esquecer da vida e do triste cotidiano atual - não que a minha vida seja triste -, abro e releio as páginas do A Bahia Já Foi Assim e as crônicas com assuntos, coisas e casos da velha Bahia escritos por quem viveu velhos costumes e, também, teve a felicidade de ter como pai, o folclorista Antonio Vianna, que passou tudo o que sabia para a filha, Hildegardes, que acabou trilhando como escritora o caminho do pai.
Nina Horta . Rachel de Queiroz . Maria Eugênia
Crônica de Nina Horta para a Folha de São Paulo de agosto de 2000. Delícia de texto sobre a escritora Rachel de Queiroz e a história e a cozinha da "Não me Deixes" - KKK, adoro, adoro esse nome! - a fazenda da escritora no Ceará.
Pra completar o prato, uma receita maravilhosa do livro de Rachel, "espécie de castanha-de-caju"e o linda ilustração de Maria Eugênia.
Que delícia, lembra a receita da amoda, doce de gengibre com rapadura e farinha de mesa que as baianas de acarajé - todas elas - vendiam nos tabuleiros cortado em quadradinhos ao lado do acarajé, o abará, a passarinha, o peixe frito, as cocadas. Era um sabor a mais.
Hoje a amoda é história, há anos que não encontro para comprar. É uma delícia, aliás, era, já que a amoda, infelizmente, saiu de moda e caiu no esquecimento.
Uma vez eu fiz, mas, é claro, não saiu muito certo, não acertei o ponto que é nem muito mole e nem muito duro. Acho que botei farinha de guerra demais. Mas o gostinho ficou bom. Deu, ao menos, pra relembrar o sabor da antiquada amoda.
sábado, 2 de setembro de 2017
Diana Vreeland . Dayse Fellowes . Coco Chanel
Na última página da revista Vogue tinha uma coluna com notícias, pequenos textos e alguma foto. Não lembro quem assinava. Nesta antiga Vogue da qual guardei a foto de Diana Vreeland, o texto fazia menção das mil atividades da Vreeland e, ao fim, trazia o seu veredito sobre as 3 mulheres mais elegantes do planeta.
E fui atrás das três pelo Google e arrastei fotos lindas de duas já conhecidas, Dayse Fellowes e Coco Chanel.
A Idarica Gazzoni ?????? não conheço, nunca ouvi falar, não há foto no Google.
Idarica ????? deveria ser um gosto e conhecimento secreto de Diana Vreeland.
Dayse Fellowes, fotos de Cecil Beaton, anos 20 do séc. XX.
E duas fotos de Chanel entre as milhões que há a disposição na net pra pesquisas e arrastos.
E, abaixo, - achei no meu arquivo - Idarica Gazzoni!!!!!!!!
Chiquérrima ??????!!!!!!!
Dona Mariazinha Guinle . A Prudente
Esta crônica sobre dona Mariazinha Guinle é uma delícia de ler, assim como eram todos os textos escritos por Zózimo Barrozo do Amaral em suas colunas.
Este recorte, sem data, pode ser do Jornal do Brasil ou de O Globo, jornais para os quais Zózimo escreveu.
sexta-feira, 1 de setembro de 2017
quarta-feira, 30 de agosto de 2017
Carmen Mayrink Veiga . Antonia Frering . Sílvia Amélia de Waldner
Recorte de revista não identificada e sem data e Carmen Mayrink Veiga, a atemporal, simplesmente soberba, deslumbrante.
Salvador 2017 . Salvador 1917
Esta imagem do centro de Salvador, mas precisamente no Relógio de São Pedro na Avenida Sete, foi a foto de capa de hoje - 30. 08.2017 - do jornal Correio da Bahia.
Nada de mais nessa imagem tão comum no dia-a-dia no vai e vem apressado das pessoas pela cidade. Mas fico e fiquei impressionado como hoje, as pessoas se vestem tão displicentemente, tão sem vaidade e usando o básico do básico do básico. Não vejo mais a preocupação em se arrumar para ir "à cidade" como antes havia, digo anos 60, 70, quando fui criança e adolescente. Eu punha o meu melhor.
Fiquei pensando como teria sido cem anos antes, em 1917. Como seria?? E fui a o Google atrás de alguma imagem daquele ano para fazer um contraponto com a imagem do tempo atual tão básico, tão qualquer coisa.
E achei esta foto de uma procissão no Rio Vermelho na época dos festejos para Iemanjá. É claro que em se tratando de uma festa religiosa em que havia um rito, uma cerimonia, as pessoas do povo deveriam estar vestindo o "seu melhor". Não estavam com o básico da época, mas, mesmo assim, que diferença entre as imagens, que diferença no vestir, na ausência de vaidade e, principalmente, na mentalidade do que significa ou significava uma roupa para sair. Uma roupa para ir à cidade.
segunda-feira, 28 de agosto de 2017
Santa Plácida
Gravura em Na Escola de Jesus, Ed. Paulinas, 1955.
Amei Santa Plácida em Adoração, genuflexa, com o incensório na mão e completamente plácida!
Placidez é tudo que precisamos.
Os santos da igreja católica sempre dando dicas...
De livro que comprei no chão da praça.
domingo, 27 de agosto de 2017
Ilustração de Maria Eugênia e Crônica de Nina Horta
Deliciosa crônica de Nina Horta - que não envelheceu e está, ainda, na crista da onda - para a Folha de São Paulo de março de 2001 e ilustrada pela ótima Maria Eugênia de quem sou totalmente fã.
Igreja de Nossa Senhora das Graças . São Gonçalo . Rio de Janeiro
A ladeira que vai dar na igreja.
O pátio da entrada.
As fotos são de 2015.
A fachada da igreja com elementos góticos e lembrando o formato triangular do chapéu das Vicentinas. A igreja deve pertencer à Ordem de São Francisco de Paulo. Há imagens e pinturas do santo na igreja, assim como a de Santa Catarina Labouré e de Nossa Senhora das Graças, é claro, uma devoção vicentina.
O projeto arquitetônico da igreja deve ser francês para ser executado aqui.
A igreja é super bem cuidada e limpa. Imagens simples, todas de gesso, sendo que algumas, as mais antigas e pela qualidade do molde devem ter sido importadas da França na época em que a igreja foi construída, suponho que nos anos 30 do século XX.
A pia batismal toda em mármore é muito bonita e estava respeitosamente coberta por um tecido em filó.
Algumas paredes forradas com mármore francês.
Pinturas ilusionistas no altar e o teto com o emblema da Medalha Milagrosa.
A nave é bem iluminada, com vitrais grandes em ogivas nas laterais.
Uma sala de milagres com duas conchas em bronze aparando a água milagrosa que sai de fonte natural da igreja.
Nas paredes, fotografias dos benfeitores da igreja.
O piso em xadrez preto e branco muito chique e que eu adoro!
Perguntei sobre a imagem de São Jorge que havia na igreja à qual, meu pai me entregou. Não está mais lá há muito tempo e nem souberam me responder sobre o destino que deram a ela. Enfim, foi retirada e vai lá saber o porquê!
No mais, fiquei admirado com a solidão e o deserto que se percebe ao ir, subir ao local onde fica a igreja. Ladeira deserta, casas fechadas, silêncio, como se fosse um local sitiado. Estranho. Em um dos vitrais, um rombo, um buraco, talvez proveniente de algum de tiro. Será esse o motivo do silêncio sinistro?
Fui nessa igreja quando criança, há uns bons 50 aninhos. E voltei, bem mais velhinho, pois tinha que voltar e voltarei, se puder, uma outra vez. Igreja simples, sem pompa, mas que está viva na minha memória.
Ela fica em cima de um morro, no alto e, é só levantar a cabeça para encontrar a gracinha que é a Igreja de Nossa Senhora das Graças dominando aquela parte da cidade de São Gonçalo no Rio de Janeiro.
As fotos que fiz ficaram, quando passei para o pendrive, todas embaralhadas e procurei dar uma sequencia que, sei, não está na ordem correta. Mas tudo bem.
A sacristia em que só falta a imagem de São Jorge!
Nesta linda, sóbria, elegante e distinta pia batismal em mármore eu fui batizado. E salvo! Graças a Nossa Senhora das Graças, a São Jorge e a meus pais, Carlos e Luci.
Sempre fui louco por Santa Catarina Labouré e pelas freiras Vicentinas e aquele chapéu corneta, pontudo, engomado e maravilhoso que elas usavam e agora, sei o porquê: com menos de 15 dias de nascido ali fui batizado e uma das primeiras visões que tive foi da imagem da santa que fica próxima à pia batismal.
A pia batismal linda, simples e discreta coberta com forro feito em filó.
A imagem de São Jorge abaixo não é a que tinha lá na igreja, que foi defenestrada, mas, não poderia postar essas fotos todas e deixar de fora a imagem do santo que meu pai era devoto e que eu sigo na devoção.
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