quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Vestido da Noiva . Texto de Dolores Botafogo



 
O texto descrevendo o vestido da noiva e os poucos adornos permitidos é um primor!!!!
...um rosário de cristal,
...um missal de marfim,
...um fio de pérolas e os brincos das mesmas.
Muito chique a noiva de Dolores Botafogo: a clássica.



Mais uma ilustração - a costureira ajoelhada e cheia de alfinetes na boca, é demais! - e texto do livro Boas Maneiras - Recepções - de Dolores Botafogo, edição de 1966.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Pau de Sebo


Outra foto genial de Alceu Maynard Araújo e que está no seu livro Folclore Nacional. O pau de sebo era uma brincadeira/disputa muito comum na época de São João e, hoje, eu nem vejo mais. Mas ainda deve existir/resistir nas cidades do interior do Brasil que ainda guarda a antiga tradição, tem pau, sebo e animação.

Um São Gonçalo com a Viola


Lombada do livro Folclore Nacional de Alceu Maynard Araújo com estampa em ouro de um violeiro que bem pode ser a representação de um São Gonçalo na imagem popular do santo tocando a sua violinha.
Lindinho!


E a capa do livro,


a estampa de um cavaleiro a ouro.
Uma maravilha este livro que, na verdade, é uma coleção em três volumes. Espero encontrar os outros nos sebos da vida. Mas, na net tem.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

Festa de São Benedito em Guaratinguetá . Fotos de Alceu Maynard Araújo


Fotos de um Brasil que já não existe mais e que me deixam impressionado com a singeleza, a pureza  das manifestações folclóricas e de tradição católicas, outrora tão fortes na vida das cidades do Brasil, principalmente nas do interior e, hoje, creio eu, ou estão bem restritas a alguns grupos, se modificaram, se readaptaram aos novos tempos ou essas festas, comemorações, celebrações tão lindas e ricas acabaram mesmo.
Fiquei louco por esta Rainha da Festa de São Benedito de Guaratinguetá
As fotos são do livro de Alceu Maynard Araújo, Folclore Nacional - Festas, Bailados, Mitos e Lendas que eu acabei de comprar o volume 1, editado em 1964. Infelizmente não consegui saber o ano da primeira edição do livro para me situar melhor em que época foram feitas as fotos que aqui estão. Mas, suponho serem dos anos 40 ou 50 do século XX. Aliás, o livro possui fotos impressionantes desse Brasil que acabou.








domingo, 6 de agosto de 2017

Seis Contos da Era do Jazz de Fitzgerald e a Capa de Eugênio Hirsch


Comprei há pouco tempo este livro e por dois motivos, nunca li um livro de F. Scott Fitzgerald e por causa da capa que me causou frisson: é linda!
Fui ao Google saber quem era o criador e autor do desenho da bela capa: Eugênio Hirsch, austríaco, artista gráfico, pintor, desenhista, capista responsável pelo departamento de arte da antiga editora Civilização Brasileira que veio morar no Brasil e, aqui, revolucionou as capas de livro editados a partir dos anos 60. Esta capa é de 1961 e é um show!
O livro, que já comecei a ler, tem tradução e ensaio introdutório perfeito de Brenno Silveira sobre o autor, sua época, sua produção literária desde o início, o casamento com Zelda Sayre, a vida louca que levou o casal nos loucos anos 20/30 e tem, também e de quebra, um texto da filha de Fitzgerald, Frances Fitzgerald Lanahan.
Fitzgerald morreu cedo aos 44 anos em 1940.
Vamos à capa? Vejam que sensacional!



Suave é a Noite, O Grande Gatsby e Este Lado do Paraíso, livros que gostaria de já ter lido.
Os filmes eu vi.





Sinatra e Jobim . Uma Velha Capa de LP


Foto da capa de um velho Lp, rasgada, que guardei porque acho linda a foto, Sinatra está belíssimo nela - tempo de Mia - com Tom, ao lado e ao fundo, dando o tom brasileiro no violão. Era o tempo da boa música brasileira encantando o mundo e deixando todos de 4. 
E hoje???.....
Quis detalhar a foto em azul profundo e fumaças.
Ouvi tanto este disco... muito chique, aliás, os dois que a dupla fizeram juntos.
Hoje, as duplas, são sertanejas.








sábado, 5 de agosto de 2017

Paciência 2


Óleo de 1909 de Frank W. Benson - 1862 / 1961.


Óleo de Meredith Frampton, 1894 / 1984.

Haja paciência!
E, graças à paciência, descobri o blog ARTECULTURA de onde retirei estas paciências do post 2.

Paciência


Haja paciência!  
Sala de espera... hum... ai, ui! 
Uma revista velha. 
Uau! 
Oh!!!!
Paciência
Leonard Campbell.
Suzy Parker, anos 50, foto de Henry Clarke.
Beleza. 
Paciência.
Anoto. 
Arrasto. 
Post Paciência.



segunda-feira, 31 de julho de 2017

Jeanne Moreau

Magnífica atriz e, aqui nesta foto, linda vestindo um Pierre Cardin.
Viva Moreau!

Casarão do Barbalho


Por esses dias este casarão de 102 anos foi demolido pois estava para cair em cima das pessoas. É claro que no estado de abandono em que estava oferecia risco para todos que moram e passam na região, mas, pergunto, por que deixaram um casarão lindo desses chegar ao ponto de degradação que chegou? Mesmo não sendo histórico, relativamente novo e de características arquitetônicas ecléticas típicas do início do século XX e, por isso, não são considerado digno ou próprio para ser restaurado e, sendo ele, uma construção que está fora do perímetro do que se considera como centro histórico da cidade do Salvador, melhor demolir sem maiores questionamentos.
Bem, não sou arquiteto, mas, enxergo o edifício como um bem que poderia ser digno de preservação, pois faz parte da história do bairro e é representante de um tipo de arquitetura que os mais abastados, os mais ricos da época mandavam construir e colocavam todos os adornos de decoração possíveis - muitos importados - para torná-lo mais nobre, mais pomposo, mais rico, mais bonito. Deveria ser um luxo este casarão na época. De qual família seria?
Este casarão, como outros mais que estão na mesma condição de falta de conservação e abandono, se começarem todos a serem demolidos, não restará nada que se ergueu no final dos séculos XIX e XX para representar o que foi uma marca da arquitetura daquele período, o estilo eclético, ou como eu chamo o bolo de noiva.
O casarão tinha uma bonita fachada com adornos moldados, possivelmente deveria ter no centro e em destaque, como em um brasão, a data de sua construção, 1915. Nota-se pelas fotos que, com o início da demolição, retiraram cuidadosamente o frontão da fachada. O prédio não é histórico, mas serve para alguma coisa... 
Neste local, muito brevemente, farão uma construção em quatro paredes, tipo caixa de sapato, com quadrados abertos como janelas, ou então, ficará o terreno por vários anos com tapumes e servindo para nada. E é isso.
Adeus Casarão do Barbalho!
Em breve eu farei uma outra postagem como esta, só que com outro casarão decadente - no mesmo bairro, ou em outro? - e com fotos dos jornais locais, A Tarde, Correio da Bahia e sites como o Bocão, Bahia Revista, Metrópole de onde eu retirei as imagens que aqui estão. 



Derruba!!!!






domingo, 30 de julho de 2017

Janete Jane






Essa foto da vedete Janete Jane é um sonho. É pra ver de lupa e fuçar tudo, a roupita - a estola de pele - o rostinho, o cabelinho moderninho, curtinho e o corpão violão de JJ. Sensacional!!!
E a estante ao fundo???? Os bibelôs e enfeites decorando a estante branca de JJ. Quanta coisa maravilhosa, bibelôs de época...e as flâmulas grudadas na parede??? Flâmulas de propagandas, de futebol, de artistas e de tudo o mais. Hoje, da flâmula e de JJ, quem lembra???
Nos anos 70 eu descobri em cima do guarda roupa de minha avó dois álbuns de artistas do rádio com fotos e pequenos textos hilários. As fotos são muitas vezes recortadas, ficam engraçadíssimas e, muitas, são colorizadas, muita cor nos batons, unhas, estampados das roupas. Mas, Janete, está...nua!!! Completamente nua, despida, provocante, insinuante e guarnecida apenas... por uma estola...fina e simples JJ, não?
  Desde então esses álbuns que são de 1956 estão comigo, guardadinhos e conforme eu ia mudando de endereço sempre os carregava - e carrego - defendendo-os das traças que, como, eu adoram um papel velho.
Ainda nos anos 70, adolescente, comecei a fazer outros álbuns e, "sessão se arrependimento matasse" recortei algumas fotos destes antigos álbuns para colar nos novos que andava fazendo. Me lembro que recortei Claudete Soares, Lúcio Alves, Elizeth Cardoso, Doris Monteiro, artistas ainda atuantes naquela época e que eu adorava. Portanto, o artista que estava no verso das fotos, já era, ficou pregado no papel. Ó céus!
Essa foto de Janete Jane não tem preço e não tem no Google! Pesquisei antes e é, portanto, uma novidade aqui do blog. Em breve esta foto estará por aí usada em mil postagens e rarissimamente lembram de citar o meu blog como fonte. Péssimo! Eu adoro agradecer quando arrasto alguma coisa que me interesso para botar aqui.
Pragas rogadas!
Por esses dias recebi um vídeo via 'zap" e lá estava uma foto dos meus guardados que, sei, não havia na net. Mas é isso aí. 
O bom, é colar, colar Janete Jane e outros, salvar e que todos copiem por todos os séculos dos séculos, amém.
Sou uma pessoa muito boa...
Será que essa foto escandalosa de Janete Jane pode ser uma exclusividade só minha e dos meus armários? Não, melhor ser exclusividade do meu blog e, daqui, partir para o mundo. Janete Jane para o mundo.
Kisszinhos.


Plástica de atração


sábado, 29 de julho de 2017

Cenário de O Guarani . Aquarela de Carlo Ferrario


Fiquei encantado com este scenário da ópera O Guarani de Carlos Gomes levada à cena com sucesso retumbante em 1870 no Scala de Milão. Fiquei espantado com o grande prestígio que ele teve na época, com o dinheiro que ganhou, a vida de luxo que teve levando-o até, à construção de uma vila belíssima em Milão e fiquei triste por saber que, ao fim da vida, mal visto pela recém proclamada República no Brasil e pelos modernistas, estava pobre e doente e apelando a uns e a outros empregos para que pudesse se sustentar.
Mas o que me fez fazer esta postagem foi o scenário da ópera O Guarani em aquarela de Carlo Ferrario de 1870 e que está no acervo do Museu Imperial de Petrópolis, Rio de Janeiro.
A aquarela está no Google pra todos verem, mas resolvi escaneá-la e escanear a matéria toda da revista Veja de março de 2016 e o texto de Cecília Ritto.