Dos meus guardados dos submergentes elegantes da antiga e extinta sociedade carioca, posto hoje aqui esta ótima matéria escrita por Sílvio Ferraz sobre Maneco Muller, que assinava Jacinto de Thormes em sua coluna social do Rio de Janeiro nos anos 50. Leiam essas histórias antiguinhas, deliciosas e cheias de charme. "Depois eu conto..."
Abaixo, dois momentos de Jorge Veiga, cantor que lançou o samba Café- Soçaite de Miguel Gustavo cuja letra cita o colunista social Jacinto de Thormes, o Maneco Muller, e o bordão depois eu conto que finalizava as colunas e deixava um suspense no ar. Uma outra música, "Café - Soçaite", também cantada por Jorge Veiga, está aqui em uma cena de chanchada da Atlântida com direito aos hilários atores, Zé Trindade, Violeta Ferraz - KKKKK - e Zezé Macedo!!! KKKKKK
Bethânia também gravou o Café-Socaite de Miguel Gustavo. A primeira gravação é de 1968 e foi registrada em disco. No final da música e substituindo o "depois eu conto", ela citava Nina Chavs, então, a colunista social de O Globo e muito lida na época. Em 2002, em apresentação em um show, ao final da música, Bethânia substitui o nome de Nina Chavs por Hildegard Angel, a colunista social na ativa no Rio de Janeiro, porém não mais vinculada a nenhum jornal impresso, mas, agora, no blog da net que leva o seu nome. Pelo visto, Jacinto de Thormes /Maneco Muller ainda dão muito pano legal e pra manga no café society.
A música Café-Soçaite foi lançada em 1955. A "Dama de Preto" segundo conta Joaquim Ferreira dos Santos na biografia de Zózimo Barroso do Amaral, não era ninguém e, sim, uma personagem que, sempre de preto e mal humorada "exalava veneno e contrariedade." Foi criada por Ibrahim Sued para fazer um contraponto nas notícias geralmente elogiosas das suas colunas sociais. Imagino que a Dama de Preto funcionava como um escape para Ibrahim criticar e falar mal de alguma coisa ou alguém. Mesmo sendo fictícia, tinha gente que insistia em ver e associar esta dama de preto às senhoras Elisinha Moreira Salles e a Beki Klabin. Segundo Joaquim elas detestavam esta confusão.
Foto de Ricardo Fasanello. Maneco Muller e, ao fundo, o belo Copacabana Palace, endereço de festas elegantes comentadas por Jacinto de Thormes.
Um amigo me mandou essa xerox com o textinho acima. A xerox com o tempo ficou assim, esmaecida. Quem tiver tempo sobrando poderá até colorir pra dar uma vida, um realce. Mas eu gosto assim mesmo, antiguinha.
Esta ilustração é do livro de Dolores Botafogo, Boas Maneiras - Recepções - de 1966 e que ainda traz, de quebra, uma série de novos modelos de bolos que é o forte da autora. Dolores Botafogo, foi uma confeiteira famosa do Rio de Janeiro e criadora de centenas de modelos de bolos para todos os tipos de comemorações e de festas. Ela editou vários livros onde ensinava através de fotos, croquis e desenhos como fazer as decorações de seus bolos, decorações para bandejas de doces, salgados etc. Como já deve bem saber os leitores aqui do blog, eu sou louco pelos livros de Dolores, muito bem feitos e com lindas fotos retocadas e de cores fortes como era de costume nos anos 50 e 60. Este livro de Dolores Botafogo tem textos ótimos e hilários, tem fotos incríveis, retocadíssimas e, também, muitas ilustrações abrindo os capítulos. Essas ilustrações ou foram feitas por um grande ilustrador ligado à editora ou, então, por um estupendo artista plástico brasileiro que fazia esses desenhos e não os assinava para não ficar associado a uma obra de arte culinária. Nos créditos do livro - Editora Científica - não há nenhuma menção a quem fez as ilustrações. Anônimo artista fazendo um "trabalho menor", um bico para descolar uns caraminguás, um dinheirinho extra para levar o pão de cada dia para casa ou, quem sabe, um bolo de Dolores Botafogo. Aos poucos irei colocando aqui mais coisas desse livro ótimo. Então, vamos pra boite? Mas, antes de irmos, um drink em casa ouvindo Estatuto de Boite, letra e música de Billy Blanco na voz de Dolores Duran.
Vendo esta foto de Brigitte no Facebook, lembrei um trecho do poema de Fernando Pessoa, O Guardador de Rebanhos. Se bem que, as raparigas em questão e época, são muito diferentes... Corre atrás das raparigas Que vão em ranchos pelas estradas Com as bilhas na cabeça E levanta-lhes as saias.
Vinheta de fim de página da coleção em 3 volumes da História da Colonização Portuguesa no Brasil, livros magníficos e fartamente ilustrados. Fotografei umas coisitas, mas é tanta coisa... A coleção pertence a minha amiga Vera Uzeda que já me presenteou com coisa ótimas, mas esta coleção vai para um historiador amigo nosso e ficará em boas mãos. E eu não aguento mais tanto papel na minha vida. Achei a vinheta do índio com o arco imenso e fincado em um chão de folhas, uma beleza. Ai, Brasil!
Reprodução do quadro da Rainha Elizabeth I na Enciclopédia de História Universal da Editora Egéria, 1981. Gostei do belo tom em sépia adquirido pelo papel poroso de baixa qualidade que envelhece rápido e como consequência, também, da má conservação, umidade, etc. etc. Mas o original da pintura e em cores, é uma loucura! No Google tem. Aqui tem em sépia, sépia abandono.
Com essas quatro colunas encerro as postagens das Dicas de Carmen, publicadas no jornal O Dia, acho que de 1998 a 2000. Só guardei estas, mas deve ter sido muitas pois abrangeu um longo período. Algumas dessas dicas de hoje deu para identificar as datas, pois foram guardadas as páginas inteiras. As anteriores postadas aqui eram todas recortes sem a data de publicação.
No ano passado eu comprei quatro imagens, uma Nossa Senhora do Rosário, um Senhor Morto, um São José e este Santo Antônio, lindo, deslumbrante e que chegou a mim perfeito, sem nenhum restauro ou retoque mal feitos, sem repinturas absurdas, nada. Chegou como foi feito, chegou como "chegou" aos dias de hoje com os desgastes naturais e comuns para uma peça do início do XIX ou do século XVIII, não sei precisar bem, mas que, pelo panejamento com volume e movimento, pela pintura e aplicação do ouro com a decoração com o buril, creio tratar-se de uma peça do XVIII. Os traços do rosto tem uma coisa de oriental... tem umas peças sacras aqui na Bahia que têm essa característica. O Deus Menino não é o original - também era pedir demais! - então mandei fazer um e coloquei junto ao santo. Comprei uma peanha no antiquário. Fui atrás de uma cúpula para proteger o Santo Antônio - ele deveria, ao contrário do Senhor Morto, que estava imundo, ter sido mantido e conservado em uma cúpula ou em um nicho para estar tão perfeito. Não poderia deixá-lo sem proteção. Pois bem, as cúpulas estão caríssimas, mais caras que o próprio santo, o jeito então, foi comprar um vaso de vidro próprio para arranjos de flores e colocá-lo ao contrário, sobre a imagem. Para dar um acabamento ao fundo liso e reto do vaso, coloquei uma tampa de compoteira de cristal que eu tinha guardada e, pronto! Ficou show! O meu santo está lindo, chiquérrimo e protegendo e adornando o meu dictoso lar! E salve Santo Antônio!!!!
Esta foto de Bethânia é de um amigo de São Paulo que vende coisas antigas, coisas dos anos 60, 70 e mais antigas. Esta foto está lá com ele pra ser vendida. Aproveitei e escaneei para colocar aqui no blog. Esta fase de Bethânia de peruca é sensacional!!!! Era uma super peruca que, na época, era moda e em Bethânia ficava muito bem. Eu amava Bethânia de peruca, mas, hoje, acho hilária esta fase, KKKKK Depois Bethânia deixou a peruca e ficou com o cabelo natural como está até hoje. Vi Bethânia em Brasileiro, Profissão: Esperança, show dessa época da foto, 1971, e ela usava a boa Kanekalon. Amava Bethânia nos anos 70, super charmosa e elegante. E de peruca!
Encontrei este cartão dentro de um livro velho. Parece ser uma propaganda ou uma lembrança de um Raid dos anos 30 no qual participou a dupla Andy Bellush e Basilio Sinkievicz. Fui ao Google procurar saber alguma coisa da dupla e deste Raid que saiu da Argentina e foi parar em Praga (!) e não encontrei nenhuma informação. Fica, então, como uma novidade do Antiguinho.
Esses desenhos de gatos estavam em uma agenda de 1954 do desenhista/cartunista Saul Steinberg. Escaneei da revista Serrote - 2009 - do Instituto Moreira Salles.