terça-feira, 21 de março de 2017
Elizabeth Taylor, Richard Burton e a Petizada
O filme A Megera Domada foi lançado em fevereiro de 1967, portanto, esta foto é de 1966.
O recorte de revista - Manchete, O Cruzeiro ou Fatos e Fotos - está colado em um dos álbuns que eu fazia nos anos 70.
Como o casal era chegado a brigas e cenas dramáticas dentro e fora da tela, é capaz deste almoço tão família ter acabado com copos e pratos voando pelo restaurante.
Interessante como nenhum dos filhos de Elizabeth não terem seguido a carreira da mamãe.
Devem ter ficado apavorados com a exposição e o assédio da profissão.
Boom!
Casal Costurando
Placa de barro em relevo assinada por MLC, que faz parte do acervo do espetacular Museu AfroBrasil em São Paulo.
Amei este casal a bordar e os mil detalhes desta cena nordestina.
segunda-feira, 20 de março de 2017
Matilde . Lady-Crooner da Boite Vogue
Adorei esta lady crooner, Matilde, que cantava na boite Vogue nos anos 50, no Rio. Muito elegante e com cara que tinha uma boa voz. O que será que ela cantava, jazz, samba, samba-canções, boleros, repertório internacional? Cool ou Hot? Será que gravou algum disco?
Suponho que são perguntas que faço, mas que ficarão sem respostas.
Uma vontade de ouvir a voz dela!
Amei Matilde, voz da antiga noite elegante carioca.
A notícia estava na coluna "Olho Mágico" assinada por Sílvia Donato, Revista Radiolândia, julho de 1954.
(E o recadinho para Dora Lopes? Coitada, pecou por usar calça xadrez. Aumentava...)
domingo, 19 de março de 2017
Moda Feminina na Corte de Luís XVI
Vestuário e penteado das mulheres na corte de Luís XVI em gravura do século XIX do acervo da Fundação Biblioteca Nacional.
(Revista de História da Biblioteca Nacional, maio de 2004)
Três Vidas . Gertrude Stein
Capa do livro de contos de Gertrude Stein, Três Vidas que tenho há muito tempo. Selecionei alguns livros para vender - passar adiante - e revi esta capa com desenho que gosto muito, mas não tem identificação do autor.
Fui ao Google, mas esta edição da Cultrix de 1965, não vi por lá. Então...vamos escanear, salvar, guardar, manter aqui no blog, antes que a carrocinha passe e leve para dar lugar a outros que virão.
Agora, passo pra outros.
São José . Ladainha de São José
Esta imagem deve ser do século XX, é bem simples, mais bonita. Está carente de uma limpeza boa, dar uma guaribada, uma levantada, mas sem descaracterizar. Nada de macacar. O Deus Menino veio com um dos bracinhos e a perninha soltos - ainda não colei - está com a roupinha que me chegou e não vou mudar, adoro um pano velho, um bico, uma renda velha.
Adorei ter comprado este São José, pois é uma imagem doméstica que está ficando difícil de encontrar e há muito tempo eu estava querendo uma para o meu quarto dos santos.
Minha mãe diz que não se deve dizer comprar um santo e sim, trocar um santo. Então eu não comprei, eu troquei este São José. KKK
Sempre ouvi dizer a frase: "todos nós devemos ser devotos de São José". É uma verdade.
Então, um ótimo Dia de São José para todos os que entram aqui.
À ladainha!
sábado, 18 de março de 2017
Passeata em Peles
Esta foto, que está em um livro didático, é de uma greve de funcionários dos correios e telégrafos do Rio de Janeiro em 1932 e, o que me chamou atenção, foi a formalidade no trajar de todos aquelas pessoas e também, a elegância das três mulheres da frente que estão, todas elas, protegidas, guardadas em seus abrigos e peles.
A gordinha de branco traz um pesado casaco com farta gola de pele. Astracã? A de detrás, usa um casaco, parece, debruado por pele e a elegante de preto, muito grave e compenetrada, traz no ombro uma estola de marta.
E pensar que esta composição toda no trajar aconteceu nas ruas do Rui de Janeiro, ainda com trilhos do bonde e, num dia de pleno sol! É claro que nesta época o Rio era uma cidade mais arborizada e com menos construções, mas, apesar disso, devia ser calorenta. O clima não pedia peles, mas a moda obrigava o seu uso.
Essas três deviam estar loucas para chegar em casa e se livrarem das meias grossas, dos atilhos apertando as pernas, das combinações, das anáguas, dos sapatos fechados e das famigeradas peles.
sexta-feira, 17 de março de 2017
O Operário e a Cuia . Foto de Voltaire Fraga
Um operário, possivelmente um pedreiro, devido às manchas de tinta no corpo, almoça em seu local de trabalho e o seu prato é uma cuia de Queijo do Reino - terá sido da marca Figuinha???
Antigamente muitas pessoas se aproveitavam das cuias para comer. Tempo pré matéria plástica.
Um amigo meu, quando era criança, viu uma empregada da casa comendo em uma cuia e implicou que só queria comer em uma. A mãe fez a vontade e, no seu lugar à mesa, encontrava a sua cuia no lugar do prato. KKKK. Depois ele deixou a mania. Deve ter passado pra outras.
Hoje eu não vejo mais ninguém se aproveitando das cuias para comer. Agora usam vasilhas plásticas que, operários ou não, já trazem para seus trabalhos com o farnel dentro. A cuia prescreveu.
O que não prescreveu foi esta linda foto de 1965 feita pelo fotógrafo baiano Voltaire Fraga.
Esse feijão com arroz, carne seca e farinha deveria estar uma delícia!!! E servido na cuia de queijo mais ainda.
Dá vontade de imitar o meu antigo amigo e cair de boca numa cuia!
Foto de Voltaire Fraga escaneada da revista Muito do Jornal A Tarde, janeiro de 2009.
quinta-feira, 16 de março de 2017
João Alves . O Engraxate Pintor
No hall interno do prédio, pregado nas paredes havia vários quadros, entre eles dois de João Alves, pintor baiano que fez uma longa carreira aqui em Salvador. Surpresa total!
João Alves faz parte do folclore da cidade, foi estivador, depois engraxate e, nas horas de folga, entre um sapato e outro a engraxar, ficava pintando os seus casarios e cenas de rua do Pelourinho, do centro antigo com suas igrejas, o povo do lugar. Muitos intelectuais da época acharam João Alves o máximo e começaram incentivar e a comprar os seus trabalhos que logo se tornaram valiosos. João Alves fez exposições, produziu muito, vendeu muito e morreu nos anos setenta...pobre. Hoje as suas obras são vistas em museus, galerias, em leilões e vendidas a preço alto.
Pelo que li, foi Pierre Verger, o fotógrafo francês, quem primeiro percebeu o talento do engraxate, comprou uma de suas obras e o incentivou a pintar, o mesmo fizeram Odorico Tavares, Jorge Amado e outros bambambans da época.
João Alves era um negro belíssimo, alto, musculoso. Será que Pierre Verger não o fotografou? A única foto que vi do artista é esta que está aqui. Pierre Verger marcou bobeira em não eternizar através de sua câmera o belo João Alves. Uma pena!
Há uns cinco anos, eu acho, visitei uma exposição retrospectiva do trabalho de João Alves no Museu de Arte da Bahia, um dos melhores de Salvador. Salas inteiras para João Alves.
Este ano visitando o magnífico Museu AfroBrasil em São Paulo vi várias obras do João Alves expostas.
João Alves é destaque, é sucesso, é cifra. Da Praça da Sé em Salvador para o mundo. Uma pena que, em vida, o pintor não tenha usufruído financeiramente do seu trabalho.
Estes dois quadros estão no edifício que visitei. O casario deve ter sido um dos últimos trabalhos de João Alves, pois ele morreu em 1970.
Igreja de São Pedro dos Clérigos - parece - no Terreiro de Jesus. 1962.
A escadaria que me levou a João Alves.
O belo pintor em ação.
Obras de João Alves arrastadas do Google.
Acho que esta pintura se chama Incêndio no Pelourinho, é linda!
Obra de 1970, simplesmente bela com o efeito quadriculado desses andaimes cortando a frente das casas.
O Cruzeiro e a Igreja de São Francisco.
E João!
quarta-feira, 15 de março de 2017
Hélio Basto
Andando por Salvador, encontrei em uma imobiliária do centro da cidade, este belo quadro de Hélio Basto, pintor e retratista baiano, hoje, totalmente esquecido.
Hélio foi um dos artistas da turma de artistas modernos da Bahia dos anos 50 - Carlos Bastos, Mário Cravo, Genaro de Carvalho, Maria Célia Calmon, José Pedreira entre outros - que revolucionaram tudo o que por aqui se fazia. Aliás, acho esta turma de artistas plásticos baianos insuperável, era muita gente boa e talentosa junta e, num momento especial da cidade de Salvador que, nesta época, os anos 50, fervilhava culturalmente com o teatro, a música e o cinema.
Nos anos 70 eu frequentei muito uma galeria de arte e bar, a Galeria 13, que tinha em suas paredes vários quadros de Hélio Basto e de muitos outros artistas baianos também. Este bar/galeria funcionava no Pelourinho muito antes da restauração, era habitado pela gente muito simples do local e todos iam para lá beber e ouvir a ótima música em LPs. que Deraldo, o dono, colocava na radiola. Era uma delícia a Galeria 13. Fechou há séculos.
Pois bem, como ia dizendo e retomando o pincel, achei a bela pintura de Basto - sem data - propus comprar, mas me pediram uma fábula, então, fotografei pra ter a imagem de recordação.
Para engrossar o caldo da postagem, fui ao Google e arrastei algumas fotos de obras de Hélio Basto, um baiano pintor que mereceria uma boa retrospectiva de seus trabalhos. E onde estariam estes trabalhos, pelo amor de deus???!!!
Mas ele anda tão esquecido...parece que nunca existiu. Uma tristeza.
Hélio com um gato no colo e, em uma das telas... um gato.
Deveria ser dos meus: louco por gatos. Abaixo, uma tela de Hélio Basto que me foi enviada recentemente - 23.06.2020 - via e-mail - por Marcus Vinícius. O tema, Nossa Senhora, que recebe dos braços de um anjo, seu filho Jesus. Os espaços e as figuras são preenchidas por uma camada homogênea de tinta - característica marcante nas obras de Hélio Basto - que realça os traços livres do seu desenho.
Agradeço ao Marcus Vinícius pela colaboração com o blog.
Abaixo, mais uma obra de Hélio Basto, um São Cosme e São Damião belíssimo que me foi enviada ontem - 12.07.2020 - por Bruno Porciúncula a quem agradeço pela colaboração.
Esta página do blog dedicada ao esquecido artista plástico moderno baiano vai ficando aos poucos mais rica com as colaborações.
Abaixo, mais imagens de telas de Hélio Basto retiradas do Google.
Agradeço a Alexandra e a todos que entram aqui no Antiguinho e me mandam obras de Helio Basto de suas coleções. Assim, esta página dedicada ao artista vai ficando mais completa e mais bonita.
Abaixo o quadro retratando a d. Lenira Amélia.
domingo, 12 de março de 2017
Brigitte Bardot . Charmosa BB!!!
Foto do Face.
Adoro BB assim, casual, à vontade, sempre linda e sempre na dela, anti-estrela, apesar de ter sido a maior estrela do cinema francês.
Tem umas fotos de BB que eu piro e esta, que não conhecia, é uma delas.
Como Brigitte era charmosa!
Uau! Mil vezes uau para Brigitte!!!!!!
sábado, 11 de março de 2017
Carmen Mayrink Veiga e Reynaldo Loyo
Jornal O Globo, coluna de Hildegard Angel, janeiro de 1996.
Reynaldo Loyo tinha uma coluna social no Jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que era hilária. Língua ferina, Loyo sabia dirigir os seus comentários ácidos para aqueles ou aquelas que não simpatizava, mas quem ele gostava, como Carmen Mayrink Veiga, por exemplo, era um doce, um encanto. Meigo.
Espirituoso, fino observador, crítico e sempre com um humor que lhe era bem peculiar - não deixava nada passar barato - ler a coluna dele era garantia de risadaria certa.
Infelizmente eu não guardei nenhuma coluna dele. Guardei coisas esparsas que até já coloquei aqui. Mas, de repente, se surgir um pacote misterioso dentro do maleiro, no fundo de uma gaveta, um pacote atrás de um pacote... kkkk , se eu achar, tomara, Reynaldo Loyo e sua engraçadíssima coluna renascem aqui.
Reynaldo Loyo tinha uma coluna social no Jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que era hilária. Língua ferina, Loyo sabia dirigir os seus comentários ácidos para aqueles ou aquelas que não simpatizava, mas quem ele gostava, como Carmen Mayrink Veiga, por exemplo, era um doce, um encanto. Meigo.
Espirituoso, fino observador, crítico e sempre com um humor que lhe era bem peculiar - não deixava nada passar barato - ler a coluna dele era garantia de risadaria certa.
Infelizmente eu não guardei nenhuma coluna dele. Guardei coisas esparsas que até já coloquei aqui. Mas, de repente, se surgir um pacote misterioso dentro do maleiro, no fundo de uma gaveta, um pacote atrás de um pacote... kkkk , se eu achar, tomara, Reynaldo Loyo e sua engraçadíssima coluna renascem aqui.
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