Jornal O Globo, coluna de Hildegard Angel, janeiro de 1996.
Reynaldo Loyo tinha uma coluna social no Jornal O Dia, do Rio de Janeiro, que era hilária. Língua ferina, Loyo sabia dirigir os seus comentários ácidos para aqueles ou aquelas que não simpatizava, mas quem ele gostava, como Carmen Mayrink Veiga, por exemplo, era um doce, um encanto. Meigo.
Espirituoso, fino observador, crítico e sempre com um humor que lhe era bem peculiar - não deixava nada passar barato - ler a coluna dele era garantia de risadaria certa.
Infelizmente eu não guardei nenhuma coluna dele. Guardei coisas esparsas que até já coloquei aqui. Mas, de repente, se surgir um pacote misterioso dentro do maleiro, no fundo de uma gaveta, um pacote atrás de um pacote... kkkk , se eu achar, tomara, Reynaldo Loyo e sua engraçadíssima coluna renascem aqui.
sábado, 11 de março de 2017
Garance Doré
Fui à feira, ao Google e, tratei de arrastar umas ilustrações de moda de Garance Doré, uma moderna seguidora de René Gruau.
É bom, é de bom alvitre e é "de muito bom senhor", e "de muito boa senhora", entrar no Google e fuçar Garance. Tem mais coisas ótimas dela por lá, um grande sortimento de ilustrações.
À feira , então!
quinta-feira, 9 de março de 2017
Uma Fábrica de Santos em Nápoles de Thomas Unwins
Descobri esta obra, um óleo sobre tela de Thomas Unwins em um livro didático atual - nada de antiguinho - e fiquei encantado pela obra e, principalmente, pelo tema abordado pelo pintor inglês, nascido em Londres em 1782 e falecido em 1857.
"Uma Fábrica de Santos em Nápoles" é o nome desta pintura de Thomas Unwins, um pintor até então desconhecido para mim e feita em 1832. O quadro faz parte do acervo do New Walk Museum Art Gallery, de Leicester, Reino Unido.
Ao contrário de certas reproduções dos livros antigos que gosto pela má qualidade da impressão de antes da fotocomposição, não me contentei com a reprodução do livro didático novo e que é até boa. Quis ver a obra com mais qualidade e nitidez e, por isso, fui à página da internet do Museu de Leicester. Queria "ver bem" como era uma fábrica de santos no século XIX.
Que interessante descobrir esta obra agora.
A reprodução da pintura no livro.
A legenda sob a foto diz: "A partir do século XIX, o artesanato ficou concentrado nos espaços das oficinas, onde um pequeno grupo de aprendizes vivia com o mestre-artesão, detentor de todo o conhecimento técnico. A Revolução Industrial trouxe a valorização da mecanização sobre o artesanato, extinguindo a liberdade do operário e sua identificação com aquilo que ajudava a produzir."
Eu diria que, muito antes do século XIX os ateliês de arte existiam com o seu mestre, pintor, escultor, gravador, modista etc. e os muitos aprendizes que aprendiam, ajudavam e executavam, também, as obras sendo feitas, obras muitas vezes de encomendas.
quarta-feira, 8 de março de 2017
Globerama 1
Enciclopédia Globerama, editada em 1962. O conhecimento humano, o progresso da ciência, descobertas, a natureza, povos e nações, animais, vegetais, todos os avanços tecnológicos até 1962. Didatismo.
-Vamos estudar crianças!
-E tratem de abrir a Globerama, já, já!
-Papai não está achando dinheiro na rua! A Globerama, positivamente, não foi comprada à toa. São seis volumes a estudar! Vamos, vamos!
Fotos retocadas, desenhos a partir de fotos, ilustrações, cópias, reproduções. Papel poroso. Impressão péssima. Adorei. Cafona até não mais poder. Kitsch. Comprei. Como não comprar para, depois, brincar de escanear? Excesso de bagagem, oh! Que fazer? Mais vale um gosto que cem mil réis.
segunda-feira, 6 de março de 2017
Um Palhacinho no Carnaval . Heraldo Lago Ribeiro
Na última postagem, falei que passaria um tempo fora, o tempo do carnaval, me despedi e tive que me despedir também e com muita tristeza do meu grande amigo de mais de trinta anos, Heraldo, que nos deixou em pleno carnaval, festa que ele adorava. No dia 26 de fevereiro, o palhacinho foi "pular" lá em cima e todos que o conheceram ficaram aqui atônitos e tristíssimos.
Heraldo era jornalista e historiador, professor e trabalhou muitos anos com turismo. Era inteligente, culto, sempre bem informado, ligadíssimo em história da Bahia e por personagens históricos brasileiros e mundiais. Vida de reis e rainhas era com ele. Mas o que nos ligava mesmo era o humor, a graça que víamos em coisas tão simples como os nomes de pessoas, nomes de lugares, os costumes baianos dos séculos XIX, XX - tínhamos paixão pelos livros de Hildegardes Vianna - e aí era sempre uma risadaria só. Certas coisas só eu e Heraldo para vermos e acharmos graça nelas.
Heraldo, há alguns anos, fez uma página no Facebook e era essa página, que ele dedicou à mãe, dona Noélia, onde ele se entregou por completo e a fazer pesquisas enormes sobre o passado da Bahia e de sua gente. Nos últimos anos era a sua distração. Fuçava tudo e postava lá, eu ficava impressionado com a quantidade de fotos e textos colocados na página. Eu adorava entrar lá para me distrair e ele, por seu lado, adorava entrar aqui no meu blog, adorava as coisas que eu postava e os textos que faço e me ligava pra comentar e ríamos, ríamos KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
Abaixo tó colocando algumas coisas que ele mandou pra minha caixa de mensagem no face, tudo comentado por ele, eu respondia e, juntos, morríamos de rir!!!
Os nomes de pessoas. Egypicialinda é demais!!!!! Eu coloquei aqui no blog postagens com os nomes Pergentina e Horizontina. Ele adorou!!!
Anúncios de jornais velhos. Adorávamos coisas de modas, tecidos, aviamentos, nomes de lojas, armarinhos, de costureiras e modistas. Tudo era motivo para gargalhar.
Esguião...KKKK
Grande pechincha em madrastos. KKKKKKK
Ninguém nem sabe mais o que é madrasto, morim, faite, os tecidos para forrar roupas ou para fazer toalhas para cozinha, "estopinhas" para espremer coco etc.
Na foto desta senhora ele escreveu: "Será que este penteado foi de Ocridalina?" Dona Ocridalina foi uma cabeleireira famosa lá no bairro de Santo Antonio onde Heraldo nasceu e passou a infância.
Quem será a mulher desta foto??? É um escândalo!!!
Ida Gomes. Esta imagem é de uma mini série da Globo sobre Chiquinha Gonzaga. Ele sabia o texto de cor e me dizia por telefone e morríamos de rir. Adorávamos Ida Gomes, a voz de Ida, a dicção perfeita.
No Youtube tem a cena completa.
Ele sabia que eu adoro Joan Crawford e me mandou esta foto.
Joan e a sua cara de maluca. Amo!
A Baronesa de Sauípe.
Lee Radziwill dançando com Truman Capote.
Latinha velha. Amávamos uma latinha antiga de produtos que já não existem mais.
Doris Day. Paixão dele. Gosto também, era muito engraçada, mas ele era mais mais fã. Prefiro a Doris cantora. É muito boa, afinadíssima. Gravou muitos discos cafonas e outros muito bonitos e com repertório ótimo.
Nesta foto ele comentou sobre a decoração, o sofá, o telefone, o robe de Doris.
Ele sabia da minha paixão pelo Theatro São João - que foi demolido depois de um incêndio - e me mandou este antigo postal.
Argh! E risos! Caldo de cana é uma delícia, mas pra tomar temos que observar o maquinário, avaliar quem está fazendo e servindo e o asseio de tudo. Senão...Argh!!!!
Ele nunca foi fã de Brigitte, mas não desgostava também. Como sabia que comigo é "deus no céu e Brigitte na terra", me mandou esta linda foto de BB ainda mocinha.
Tem coisa melhor que Mme. Jennete com atelier de costuras na Ladeira de São bento??? KKKK E o texto do anúncio??? Risos infinitos.
Os nomes de freiras. KKKKK ....Irmã Ester Coração de Maria. KKK Amávamos uma freira e seus nomes.
Um postal de bairro de Salvador. Eu escrevi para ele: eu moro na terceira casinha e estou vendendo cocada na porta. Ele morreu de rir, adorou. Aliás, muita coisa que ele postava eu escrevia uma maluquice.
Ele sabia que amo santinhos antigos e me mandou este Deus Menino. Mas o melhor é a dedicatória, "Lembrança de Odette a Magdalena. No dia 20" KKKKKKK
Interior de um trem muito chique e com serviço de bordo.
O verso de um postal. Amei o "fausto dia de hoje". Era a cara dele estas dedicatórias de época.
À graciosa Carmita...
Carnet social do Jornal A Tarde de Salvador. Nomes de antigas famílias que ele adorava e conhecia todas, quem era casado com quem, os filhos, os tios, os avós, de onde eram, onde moravam, como eram as casas. Sabia de tudo e com detalhes!
Fiz uma postagem e coloquei fotos atuais aqui no Antiguinho sobre a Saboaria São Gonçalo que ficava em um antigo casarão no Largo do Gravatá e que existe até hoje e conserva, ainda, o nome na parte de cima. Ele fuçou por aí e descobriu esta antiga gravura e me mandou.
"Como esta cidade era linda". Sempre repetíamos esta frase.
Em uma virada de ano me mandou este postal antiguinho.
Heraldo como guarda de honra de um casamento.
O santinho de primeira comunhão que ele me mandou e escreveu: "Coloque no Antiguinho."
Estou colocando agora, Heraldo! Ele, como eu, fizemos a Primeira Comunhão no mesmo ano, 1963.
Duas fotos de Heraldo: com meu telefone branco de galalite que ele AMAVA e a outra, abaixo, segurando uma lata antiga minha de biscoitos cream craker Pilar que ele...AMAVA!
Ambas as fotos são dos anos 90 feitas em um apartamento que eu morava. Por essa época ele sempre me visitava.
A última vez que nos vimos, ele não subiu ao apê onde moro atualmente. Ficou embaixo. Me trouxe umas coisas - um livro e umas xerox com textos e eu dei pra ele, de presente, um livro sobre os nomes de ruas de Salvador - ele iria dar uma palestra sobre o tema em breve. Dei a ele também um livro sobre o alfaiate Spinelli que tinha lido e achado a cara dele.
Havia comprado um livro "Miguel Calmon Sobrinho e Sua Época" mas, como não tinha lido ainda, fiquei de dá-lo depois. Mas, escaneei todas as fotos e mandei pra ele colocar na sua página do face, o que ele fez. As fotos estão lá. Conversamos até o ponto de ônibus onde ele ficou e eu segui para o metrô. Estes foram os últimos "favores", mimos trocados, últimos presentes, últimos contatos. O último encontro, enfim!
Em dezembro passado ou em janeiro deste ano, não sei, vi Heraldo andando sozinho no Campo Grande - eu passava de táxi. Liguei pra ele e comentei dizendo: " como é que você sai sozinho, sem uma "catarina", sem uma mocinha de companhia, sem uma pessoa mais velha, uma tia...a cidade tão perigosa..." e morremos de rir. Isto de só sair acompanhado, era um costume antigo - a Bahia já foi assim - e Hildegardes Vianna escreveu sobre isso.
Saudade
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017
Carnaval e Ethel Smith!!!!!!!
Mas o que me levou a comprar esse LP - no chão da rua - foram esses desenhos tão folia, tão carnaval, tão bonitos, sugestivos e que poderão facilmente serem copiados pela mocinha ou biba moderna, não?
Basta comprar o cetim - cetineta é mais em conta - em cores variadas, rendas, bicos, os acessórios, pulseiras, os brincos, os anéis bolotas e, principalmente, os colares de aljôfar em profusão e em cores variadas. Dão uma vida!!!!
Não esquecer também das sandalinhas.
Bem, vou ficar uns dias sem entrar aqui, pois fujo de agonias carnavalescas. Quem gosta que curta bastante a festa e, quem sabe, usando umas das três lindas sugestões de fantasias que estão aqui.
Quando eu pego as minhas maracas!!!
Paran Pan Pin!
Evoé!!!
Ela é elétrica. Disposta!!!!!
Assinar:
Postagens (Atom)