sexta-feira, 17 de fevereiro de 2017

New Look Dior






Foto de jornal bem velhinho...de 1996! e reaproveitado por este catador/reaproveitador/reciclador de lixo de luxo. LuxoLixo. 
Este modelo de Dior eu não vi pelo Google, então, é melhor salva-lo, abriga-lo aqui, antes de eu mesmo joga-lo no lixo final. 

Carmen Mayrink Veiga e Yves Saint-Laurent


Matéria em O Globo, agosto de 1996.




quinta-feira, 16 de fevereiro de 2017

Wilza Carla . 1981





Entrevista simplesmente genial e hilária com a AMPLA, IMENSA, GRANDE atriz, vedete de teatro rebolado, estrela de cinema, rainha das porno chanchadas dos anos 70, jurada de TV, rainha dos programas humorísticos, das comédias, das novelas, campeã dos antigos desfiles de fantasias, protagonista de cenas incríveis como aquela chegada em uma boate gay em plena rua Augusta de São Paulo montada em um elefante de circo KKKKKKK. 
E quem tinha tantos predicados assim, quem é este ser de talentos múltiplos e quem fez tudo isso??? Wilza, Wilza Carla! A super doidona, a muito louca, a dona redonda, a que se jogava com todo o seu peso em tudo que fazia e tudo só pra alegrar a moçada, provocar o riso, o espanto, a estupefação e... BOOM!
Lendo esta entrevista de 1981 na revista Interview, constatamos de como o mundo atual está careta, de como o Brasil encaretou e que pessoas como Wilza Carla não cabem mais nesse mundo atual do politicamente correto, de censura, do que se pode fazer, não fazer, falar, não falar. 
Ser Wilza está proibido.

  



Foto linda de Antonio Guerreiro.

Desenhos de Maria Eugênia

 Folha de São Paulo, junho de 2000.




Folha de São Paulo, agosto de 2000.

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Sol da Meia Noite


Aqui no Brasil, Aloysio de Oliveira fez uma versão para Midnight Sun ( Burke/Hampton/Mercer) que Silvinha Telles gravou em um disco para a gravadora Elenco nos anos 60. É lindo Silvinha cantando Sol da meia Noite, o título em português para a música.
Outro dia, fuçando o Youtube, descobri este cantor - Bob Dorough - que não conhecia - e achei a interpretação dele a mais bonita, melhor até que a de Ella Fitzgerald. O Dorough dá um show cantando Midnight Sun e o vibrafone acompanhando é uma loucura! 
Mas a versão de Silvinha não fica atrás, ela arrasa também!

Eu vejo flores todas salpicadas
da geada no verão
E nuvens que parecem recortadas
como nuvens de cartão
E praias que parecem debruadas
como espuma de sabão
E a noite eu vejo o sol

A estrela que desceu do firmamento
veio só pra mim brilhar
E as ondas que caminham com o vento
me acenam lá do mar
Os pássaros não param um só momento
de ao redor de mim cantar
E a noite eu vejo o sol

Eu sei não há ninguém que consiga entender
o que passou
Somente o meu amor poderá compreender
como eu estou
A música que eu ouço no espaço
ninguém pode escutar
E as árvores se curvam quando eu passo
pra me cumprimentar
E todos os poemas que eu faço
todo mundo vai cantar
E a noite eu vejo o sol

Vamos cotejar e cantar!

Elisinha Moreira Salles . 1979




Dona Elisinha, madrinha de casamento da filha de Nina Chavs. Revista Interview, setembro de 1979.


segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Djanira e Heitor dos Prazeres . 1954


Foto rara de dois grandes pintores brasileiros Djanira e Heitor dos Prazeres, ambos chamados de primitivos, pois faziam trabalhos com tratamento e temas populares. Os dois têm uma obra belíssima e super valorizada no mercado.
Achei esta foto em uma perdida revista Radiolândia de 1954 que comprei pela capa com a divina Elizeth Cardoso. A matéria é sobre uma exposição de artistas, cantores, atores e compositores da época do rádio e que também faziam trabalhos em artes plásticas.





Dorival Caimmy e Stella, sua esposa e também cantora.


Elizeth e o filho Paulo Valdez ainda um garoto e a cara da meiga mãe. O primeiro à esquerda é o caricaturista Mendez.



 A chique, noir, cool , Nora Ney e o marido Jorge Goulart.


A de estampado é Estelita Bell, hilária atriz/comediante. Nos anos 70, 80 fez novelas e humorísticos na TV Globo.
-Samuquito!!!, assim ela chamava um personagem que contracenava com ela em uma novela - anos 70 - e que ela dava em cima. Hilária!!! 


Yara Salles, atriz e cantora com o seu filho Vítor Binot que depois se tornou um iogue bastante conhecido e com muitos seguidores no Rio de Janeiro. A compositora Joyce fez uma canção muito conhecida em homenagem a ele que já é falecido. 

domingo, 12 de fevereiro de 2017

Gal Costa - The laziest gal in town | Cole Porter

Carmen Mayrink Veiga e a Capa Dunhill .




Matéria de página inteira com Carmen Mayrink Veiga em O Globo, setembro de 1996, contando como Carmen, em noite tenebrosa e de muita chuva, de salve-se quem puder - com raios e trovões, será?? - roubou a cena ao se abrigar na sua imensa capa Dunhill saindo assim, ilesa, incólume, intacta e principalmente, enxuta  - só estragou o sapato - daquela borrasca, e do temporal violento que desabou naquele dia no Rio. 
Santa Bárbara devia estar por perto! Não arredou o pé.







-Chuva? Mas que chuva???
-Estou sequinha!!! 
KKKKK


Segundo as palavras de Carmen, a realidade da violência já era essa no Rio de Janeiro de 1996.

Abaixo, a matéria inteira.


sábado, 11 de fevereiro de 2017

Jackie Paris - I'm Getting To Be A Habit With Me

Cipis


Ilustração de Cipis para a Folha de São Paulo, junho de 2000.

Dona Ana Carolina Junqueira Franco . Preciosas Memórias










Matéria de a Folha de São Paulo, julho de 1999, na qual o jornalista Thales de Menezes faz uma entrevista deliciosa com a dona Anita Carolina Junqueira Franco que, aos 95 anos, lúcida,rememora o seu passado e, de quebra, descortina para nós os costumes, hábitos, sabores e saberes, o passado, enfim, de toda uma cidade, São Paulo, onde viveu.
 Ecléa Bosi escreveu um dos livros que eu mais gostei de ler, o Memória e Sociedade - Lembrança de Velhos, no qual ela 'deixa' velhos de diferentes classes sociais a contarem as suas histórias de vida e, assim, reconstroem a memória das primeiras décadas do século XX da cidade de São Paulo.


quinta-feira, 9 de fevereiro de 2017

Carmen Miranda em Latinhas


 Há exactamente um ano, passando o carnaval em Belo Horizonte - onde praticamente não há carnaval - encontrei em um shopping da cidade, uma loja com essas latinhas com a imagem da minha, da sua, da nossa Carmen Miranda.  Acho que são doces o que está no interior delas, mas o que me importou foi o exterior mesmo, a Carmen estampada em pose sempre alegre, feliz, sempre alto astral. 
O Brasil deveria reincorporar imediatamente o espírito Carmen Miranda e voltar a ser um país mais alegre, colorido e seductor. O negócio por aqui anda tão anti-Carmen!!! Tão monocromático. Triste.
E, agora, é mais um carnaval que se aproxima. Então, aproveito para desejar aos leitores do blog um excelente carnaval, seja em quais cidades estiverem, mas, um carnaval com o espírito Carmen, da Carmen sempre feliz e colorida, como a que está na estampa/rótulo das latinhas e assim permanece no imaginário de todos nós.

O que é que a latinha tem? 
O que é que a latinha tem?


Tem CaRRRRRmen Miranda tem!


Tem CaRRRRRmen Miranda tem!



terça-feira, 7 de fevereiro de 2017

Cine Popular . Salvador


Esta primeira foto é dos anos sessenta, no detalhe que fiz abaixo, dá pra ver que estavam "levando" Terra em Transe de Glauber Rocha. A fachada mudou um pouco em relação a dos anos 70. É de nota a elegância do porteiro vestido em paletó e gravata, chiquérrrrrrrrimo!

 Nas minha andanças pela Velha Bahia, encontrei "na chon" das suas ruas, o livro A arte de ter um ofício - Liceu de Artes e Ofícios da Bahia, 1872 - 1996, resultado da dissertação de mestrado da professora Maria das Graças de Andrade Leal. A pesquisa feita pela autora conta toda a história do antigo Liceu da Bahia, local de ensino de vários ofícios para crianças e jovens de Salvador. 
Construção belíssima que, além das oficinas em imensos galpões, abrigava em seus ricos salões coleções de obras de arte, quadros e esculturas, a biblioteca, além das imagens sacras da sua capela interna. Infelizmente um incêndio destruiu o seu interior e quase tudo virou pó. 
A construção foi posteriormente restaurada, assim como o que restou do seu acervo e sendo reaberto depois.
Atualmente eu nem sei a quantas anda o Liceu e o que ainda está em funcionamento por lá. Espero que tenha ainda alguma serventia ou abrigue, ao menos, um memorial do antigo Liceu. Se estiver fechado, é mais uma coisa a se lamentar nesta Velha Bahia de meu deus.
Bem, mas o que me atiçou para a compra do livro foram as fotos do Cinema Popular que, como o Cinema Liceu, este considerado durante muito tempo o mais chique e frequentado pela gente bem de Salvador, funcionavam nas dependências do Liceu de Artes e Ofícios.
O "Cine" Popular eu frequentei muito, aliás, eu e toda a minha turma da época, ligadíssima em filmes de arte, os chamados filmes de autor, filmes não comerciais. Lá eu vi muito filme bom, não me lembro quais, mas tudo que passava por lá era de qualidade, filmes que não davam bilheteria justamente por não serem populares, aqueles difíceis, herméticos. Paradoxo: o impopular era exibido no Popular.
O cinema ficava em uma rua do "brega", rua estreitinha na  quebrada de uma ladeira e atrás do Liceu, mas, mesmo assim, todo mundo ia lá e não era nada amedrontador ou tenebroso se compararmos com o que acontece nas vielas do centro à noite atualmente. Violência nunca ocorreu com os frequentadores habituais do Popular.
Eu amei essas fotos e comprei o livro já pensando em escanear pra colocar aqui. Há quantos anos eu não me deparava com imagens tão boas do Popular.
Torno a dizer que não tenho saudade de nada, meu blog não é saudosista apesar de falar do que passou, mas Salvador, já foi tão mais legal, a cidade tão mais humana e com pessoas inteligentes e cultas, como as que frequentavam o antigo Cine Popular.


Esta segunda foto é dos anos 70, década em que eu fui muito ao Popular. A fachada tinha sido um pouco modificada. 
Eu fiquei em transe com estas duas fotos!!!!

 Detalhe da foto anterior onde dá para ver as vitrines externas com as fotos dos filmes - vitrines de vidro e que ninguém jamais quebrou, se fosse hoje... - a bilheteria, a pequena sala de espera com fotos de futuras exibições. Tudo simples, tudo limpo, tudo ótimo!


Um dos filmes que vi no Popular, tijolinho /anúncio  de jornal recortado e colado em um de meus álbuns. Este deve ser dos anos 70
Já achei um outro recorte tipo esse e depois coloco aqui.

(Abaixo, parte do texto do livro sobre a história do Popular).