Elizeth tinha inúmeros títulos associados à sua voz, à sua interpretação, à sua classe de cantora de sambas e sambas canções, enfim, à sua presença sempre impactante na música popular brasileira. Elizeth era daquele tipo de cantora que cantava com vontade, daquelas que sabiam retirar de uma letra tudo aquilo que tinha de mais profundo e passar pro ouvinte. Ninguém passava batido ouvindo uma música cantada por Elizeth, fossem elas alegres ou tristes, melancólicas. Eu sou doido por Elizeth, ainda bem que desfrutei por um longo tempo a carreira da cantora através dos seus lindos LPs - tenho quase todos -, na TV, no rádio e nos shows que, infelizmente, só assisti a um. A Divina, A Cantadeira do Amor, A Mulata Maior, A Meiga, A Enluarada, A Magnífica. Todos esses títulos eram dados e cabiam perfeitamente em Elizeth Cardoso que, Chico Buarque, uma vez, chamou de "a mãe de todas as cantoras". Mais um título, então. Hoje Elizeth está no limbo, não ouço mais Elizeth em lugar nenhum - só aqui em casa - parece que nunca existiu!!! Aliás, ela e muitas outras cantoras e cantores brasileiros, todos esquecidos, ultrapassados que não servem mais de referência musical para nenhum novo artista. Triste. Aquela que outrora foi A Divina podemos chamar, agora, de A Esquecida. Esquecida Elizeth. Mas aqui no blog, Elizeth está muito lembrada e tem um link só dela. Essa Radiolândia KKKK, eu comprei a pouco tempo em um sebo só pela capa com Elizeth e já pensando em escanear e postar aqui. Quem tem bom gosto não esquece de Elizeth e bom gosto eu tenho e também, todas as pessoas que acessam o Antiguinho, um blog que tem Elizeth Cardoso sempre presente. E tenho dito!
-Podem entrar, meus queridos! Fiquem à vontade!
Atualíssima Elizeth!
Ela é u'a maravilha, com certeza!!! Abaixo, a matéria da revista.
Mais uma matéria hilária e super interessante feita com Carmen, dessa vez para o Jornal do Brasil, outubro de 1997. Adorei a técnica de divisão em pedaços para o livro grosso. Prático!!!! E a mesinha pobre em estilo D. João V? KKK, amei!!
A elegantérrima Josefina Jordan em duas fotos, a primeira de setembro 1997 e a segunda de abril de 1998, ambas da antiga coluna de Hildegard Angel em O Globo.
Eu adoro esses utensílios de casa feitos de vidro prensado, em formas que lhe querem dar um aspecto de lapidados, de vidro querendo ser cristal, ter uma aparência mais nobre, mais distinta. Eles têm uma pompa de ilusão, parecem o que não são e têm um pé no cafona, um quê de mau gosto. Há uns bem grosseiros, outros mais refinados, mas, enfim, é essa mistura toda fazem o seu charme. Na minha casa de infância tinha muitas coisas assim... um jarro que ficou durante anos numa murada da copa com planta de água dentro, parece que nunca lhe deram muito valor, nunca parou na sala de visitas, pois era de vidro, simples vidro prensado. A galinha servindo de manteigueira também era comum, quebrava uma e lá vinha outra, as compoteiras com tampas de feitios e desenhos variados, fruteiras lindas, algumas bem simples e outras mais sofisticadas, bordadas, bem trabalhadas/prensadas/moldadas. Eu tinha dois tios avôs que vendiam essas coisas de vidro e durante anos tiveram essa atividade, às vezes eles vinham pra Bahia e saíam pra rua com uns mostruários das peças que levavam nas lojas para comerciar ou fazerem futuras encomendas. Nessas vindas traziam presentes de vidro para minha avó, que as colocava na cristaleira ou punha no diário. Esses tios, irmãos de minha avó eram da família Barosa, de Leiria, Marinha Grande, Portugal que tinha tradição no trabalho com o vidro. Aqui no Brasil meu bisavô trabalhou em São Paulo, na Fratelli Vita em Salvador e, depois, foi morar no Rio de Janeiro, onde meu pai, em visita aos parentes, conheceu minha mãe, namoraram e casaram. Essas duas manteigueirinhas eu comprei recentemente, a primeira é mais grosseira, mais barra pesada - antigamente seria daquele tipo "se quebrar, quebrou" - mas a segunda é uma belezoca, delicadíssima, super "bem prensada" e mínima! Como eu gosto de comer muita manteiga jamais serviria pro meu diário. Melhor deixar na cristaleira. Esse post poderia se chamar Reminiscências na Manteigueira.
Sempre que vou ao meu oftalmologista passo por este prédio em estilo art déco e que eu adoro. Dá última vez, parei o táxi e saí para fotografar. O Edifício Éden fica na parte baixa do bairro do Canela em uma rua tranquila e que não passa ônibus. Esta aí, finalmente, o registro que há tanto tempo queria fazer. Uma gracinha o Éden.
Três fotos escaneadas do jornal Tribuna da Bahia de outubro de 2016. As fotos de Salvador são do fotógrafo Romildo Santos, a foto da baiana está sem crédito na matéria. Esta paisagem de Salvador, são aquelas de todos os dias, dos meus dias, mas sempre que eu as vejo acho tão bonitas, sempre tem uma coisinha interessante pra olhar, parece que sempre se renova, sei lá! Quando eu que passo por ali, ou desço a Contorno, fico ligado naquele mar imenso lá embaixo, não tiro o olho. A foto desta baiana eu adorei porque tem uma coisa bem tradicional na postura dela, é altiva, tem linha, a expressão do rosto, os braços... é uma baiana antiquíssima, parecidas com aquelas que vemos em postais do século XIX. Autêntica. De truz! E salve Salvador e os meus jornais velhos!
Carmen usando um deslumbrante vestido de Lino Villaventura, coluna de Hildegard Angel em O Globo, outubro de 1997. Ao lado de Carmen, a Sra. Marita Martins também super elegante e arrasando em verde de Clodovil.
A criatura, Carmen Mayrink Veiga, e o criador, Lino Villaventura. Déa Backheuser está à direita. Foto de Hildegard Angel para a sua antiga coluna em O Globo, outubro de 1997.
Uau!!!! Mil vezes uau!!!!!!
Uma das fotos, para mim, mais incríveis de Carmen Mayrink Veiga e vestida por Lino Villaventura. Escândalo total!!!! Carmen, Lino e o cenário, uma obra de arte. Abaixo, fotos da festa de os mais Elegantes do Brasil, no Palácio São Clemente que teve exposição de peças do acervo do Museu Zuzu Angel de Moda. As fotos são da antiga coluna de Hildegard Angel - que organizou e comandou a festa - em O Globo, 25.10.1997.
Uma festona dessas e com este elenco, acho que não acontecerá jamais no Rio de Janeiro.
Guardei algumas crônicas de Rachel de Queiroz quando ela escrevia para a Folha de São Paulo. Eram textos deliciosos e que eu amava ler. Este Cozinha Sertaneja foi publicado em fevereiro de 2000.