Dois recortes de sapatos dos guardados de minha amiga Dadá. Gostei muito do saltinho twist da sandália Salomé. KKK
Matéria de O Globo, 1998, sobre Roger Vivier.
Par de sapatinhos que eram de Martha Washington, aliás, muito adequado aos nossos dias...
Do catálogo do Mount Vernon de 1968.
E olhem a pontinha do sapatinho de Martha!
Grande sortimento de sapatos para as mulheres andarem bem longe deste insensato mundo. E, com um Vivier, acho que elas flutuavam, andavam nas nuvens.
Dadá - Glafira Paes da Silva - era uma costureira talentosíssima, perfeccionista e de um bom gosto fantástico. Ela me dizia que quando terminava de fazer um vestido ficava exausta, tanto fisicamente quanto mentalmente, pois cortar o tecido e costurar era puro cálculo, medidas a serem seguidas. E aí, depois de trabalhar em uma roupa, batia o cansaço.
Dadá colecionava revistas de moda e também guardava recortes com modelos de vestidos.
Este é um. E esse jabô preso no decote é a cara dela!
Coluna de Hildegard Angel, O Globo, julho de 2004.
Três fotos compradas em BH, as tais das fotos que, com o passar do tempo viram um quase-lixo e são vendidas nos brechós, bazares, sebos etc. E eu compro! Adoro! Não acho nem um pouco mórbido como dizem alguns, trazer para casa as lembranças dos outros, as cenas e poses felizes das pessoas que, sabe-se lá, já estão mortinhas da silva.
As fotos das crianças fantasiadas de tiroleses devem ser dos anos 50. Infelizmente não tem nada escrito atrás, nada assentado e assim, elas ficam mais anônimas ainda, mais perdidas no tempo, mais esquecidas, mas prontas para um bom reciclo.
Gosto de ver e perceber como as creanças eram diferentes das de hoje! São completamente ingênuas, inocentes, angelicais e as carinhas tão satisfeitas e felizes! Diferente das de hoje que são elétricas, sempre insatisfeitas e agitadas.
Esses petizes aqui estavam exultantes num carnaval que passou, felizes pois estavam vestindo a fantasia que desejaram ou que os pais idealizaram e imaginaram que elas ficariam bonitas.
O grupinho é o máximo, completamente sapeca, muito bem vestidos e caracterizados de habitantes do alegre Tirol.
Imagino as mamães nervosas a comprarem os aviamentos pelo centro de BH... o feltro verde, os bicos bordados - deviam ser lindos esses bicos! - a tricoline para as blusas, as meinhas de listinha, os chapéus, as gravatinhas. Tudo um primor!
Realmente estavam um mimo o grupeto e devem ter acontecido nos bailes da tarde. E fizeram muitas fotos que, hoje, algumas estão aqui. Eternizadas.
O elegante tirolês e a sua boa lança-perfume Rodouro. Apertava e...SSiiiSSSSiiiSSSiii...cheirosa, friinha. A cara dos carnavais d'antanho!
-Uma pose creanças! Bem alegres, estamos no Tirol!
Uma sacola de loja feminina de Nova York. Um amigo me deu. Guardei. O desenho é ótimo daqueles que ilustravam matérias em revistas dos anos 50.
Antes que a sacola sirva para colocar lixo, eis ela aqui.
Participação especial: Tallulah Bankhead.
E, numa simples caixa de flores, esta ilustração de moda anos 50, sem quê, nem pra quê. Como adoro a moda dos anos 50, desenhos de moda e, também, de coisas absurdas, quis colocar aqui estes modelos Linha A da caixa de flores reciclada.
Quem sabe, talvez, uma elegante queira copiar.
Os modelos vão muito bem agora no outono.
Cena de uma peça no Teatro do Copacabana Palace.
Tonia a bela e talentosa, ou seja, completíssima!
Igreja do Convento das Mercês de Salvador.
É uma igreja que sempre vive fechada. Abre para as missas aos domingos e muito cedo. Estranhei encontrá-la aberta no meio da manhã e, por isso, entrei rapidinho para fazer umas fotos.
Várias freiras estavam perto do altar, pedi licença e fui fotografar a imagem de Nossa Senhora das Mercês, que é uma maravilha e, quando estava fotografando, percebi uma movimentação atrás de mim e, quando virei, vi que estava entrando uns homens carregando um caixão com o corpo de uma freira do convento. Fiquei passado, passado, com vergonha, a saia ajustou, pedi desculpas às freirinhas que estavam todas com as carinhas tristes e fui saindo de fininho.
Mas, fui fotografando o que achei pelo caminho da saída da igreja.
A igreja foi construída após a derrubada do antigo convento do século XVII no início do XX para o alargamento da Avenida Sete. Um crime! O convento era igual ao convento da Lapa que ainda está de pé.
A igreja das Mercês é circular, muito interessante, bons mármores, bons bancos de madeira e não deu pra ver muito mais porque...
Essa foi a segunda vez que entrei na igreja. Espero entrar novamente em situação mais normal.
Um Senhor dos Passos. Não conhecia o dessa igreja.
Conjunto de cadeira grande e cadeirinha genuflexória. Acho que serve pra confissão. São lindas as duas.
Um confessionário. Foto ruim, tremida, mas fica aqui assim mesmo.
Bacia de água benta. Seca. Foi-se o tempo em que ao entrar na igreja se fazia o sinal da cruz depois de ter molhado as mãos na água da bacia.
Tornou-se um hábito anti- higiênico, mas muitas igrejas ainda mantém as bacias com a água.
As pessoas é que se retraíram a esse costume.