Eu gosto muito do texto de Hildegard Angel. Acompanho o trabalho dela como jornalista há muito tempo, era leitor assíduo de suas colunas sociais impressas e agora leitor do seu blog. Hildegard tem o dom da pena, o texto sai fácil, fácil, é gostoso de ler e, tem uma particularidade, que sempre notei. Ao escrever sobre enterros de amigos, passamentos de pessoas de projeção, sobre as missas, as homenagens prestadas, o texto dela sai mais primoroso ainda, ela se esmera e descreve com detalhes as cerimônias, os rituais com todo o respeito e sentimento por ela sentido e, por aqueles que são os próximos ao noticiado. Esta crônica sobre Dona Maria Ignês Piano escrita em 1991 por ocasião do seu falecimento é um primor. Dona Maria Ignês Piano, para quem não sabe, foi uma grande dama da sociedade carioca, sempre presente nos acontecimentos mais seletos do Rio de Janeiro. Como leitor assíduo de colunas sociais - agora não mais, pois elas já não existem e o "cast" atual das colunas remanescentes não me interessam mais, achei que deveria reproduzir esta crônica, triste, mas que é um exemplo de como se escreve um texto com categoria como este de Hildegard Angel que sabia e sabe como fazer a notícia.
A Carta, pintura de José Júlio de Souza Pinto, Portugal, 1856-1939. Arrastei esta obra de José Júlio do blog Peregrinacultural's, que é muito bom. Pinturas e desenhos de pessoas lendo e escrevendo são temas sempre repetidos no blog que tem, também, muitos textos legais, sejam os escritos pela criadora do blog ou aqueles que ela reproduz. Ela desencava coisas maravilhosas! Obras e artistas muitas vezes totalmente desconhecidos por mim, como é o caso deste pintor português.
E fui ao Google atrás de fotos de José Júlio. Um bom português, pois não!
Ouvindo Walter Wanderley no Youtube encontrei a música Camel Juice que tem essa imagem de modelos com roupas de Pierre Cardin nos anos 70. Look Futurista. Pra mim, Look Vicentino. E hospital, também.
Suponho que esta Gioconda seja, talvez, algum adesivo ou rótulo de alguma casa de molduras, não sei. Achei bonita a reprodução da Gioconda e comprei. E seja o que for está em perfeito estado. Conservaram e mantiveram bem. E agora, ficará comigo a Gioconda???? Meus deus, que repositório de velharias eu me tornei!
"Aspecto" do trancetê que é a Rua do Lavradio no dia da feira. É uma delícia ver tanta coisa sendo vendida, a animação do carioca e dos visitantes mas, sinceramente, eu não aguento tanta gente e o calor insuportável do Rio. Dei a minha volta básica, almocei e segui depois para a Chácara do Céu e a Casa de Laurinda Santos Lobo em Santa Tereza.
Este gato estava dormindo na calçada da porta de um restaurante. Um vai e vem de gente e ele pregado, não dava a mínima. Todos olhavam. Passei duas vezes por lá e ele na mesma posição. Deve ser um gato da Rua do Lavradio do século XIX. Do tempo de Machado de Assis. De Bilac!
O furdunço.
Vitrine tremida e caixa de queijo Catupiry. Tudo se vende e tudo se compra.
Edifício catito em estilo Art Déco na Rua do Lavradio onde predomina, ainda, as casas do XIX e do início do XX e todas conservadas, nos trinques.
Edifício Magdalena em letra cheia, déco.
Praça Emilinha BoRRRRRRRba! Nem sabia que existia e entrei em transe, em choque. Lá dentro, depois das grades, era uma multidão, coisas pra vender, barraquinhas e muita agonia pro meu gosto. Fiquei pelas bordas da Borba. Um calor! Mais forte do que deveria ser o calor do auditório da Nacional nos anos 50. Adorei as Emilinhas recortadas em papel ladeando a entrada da praça e os posters da Rainha da Marinha, do Rádio e agora, da Lavradio.
Boneca!
Boneca!
Boneca!
Boneca!
Boneca!
Boneca!E Emilinha com a estola da Praça XV!
Boneca!
E os shows acontecendo na entrada da praça. Música, vozerio, ansiedade do povo, muvuca, calor, aflição, sofreguidão e calor, calor, calor!!! Tem que sair pra respirar e foi o que eu fiz: um táxi para Santa Tereza. Melhor seria, Um Táxi para Viena d'Áustria!!!! Mais friozinho...
No primeiro domingo de cada mês acontece na Rua do Lavradio uma feira de artesanato e de antiguidades. Muita gente, todos os restaurantes da rua abertos, shows na rua - entrada da Praça Emilinha Borba (!) e, é claro, muita fechação, muito furdunço e animação. A ida à feira é um ótimo passeio. Comprei quase nada: tudo caríssimo! Encontrei por lá, talvez vinda de algum show, a Isabelita de...chinelinha baixa para descansar a patinha. Ela posou pra mim e, depois, fui seguindo a argentina andando na minha frente. KKKKK Ela é popularíssima, sempre parada e requisitada pelo povo para conversar e tirar fotos. Ela me disse que está vindo pra Salvador fazer show e me deu um cartãozinho já devidamente autografado. Antiga, Isabelita!!! Um amor de "arrentina!"