quinta-feira, 2 de abril de 2015

Passeio Antiguinho . Collegio Sagrado Coração de Jesus . Largo do Rosário

 Fachada do antigo Collegio SS.C. de Jesus.



 A placa do Collegio SS. C. de Jesus ainda intacta e perfeita na porta da casa que abrigou o antigo educandário, hoje, bem modificada mas, ainda em pé! 
Ainda bem que deixaram o emblema do Collegio que, se estivesse bem conservado, os detalhes apareceriam melhor, a leitura seria melhor.
Com o tempo e camadas sucessivas de tinta por cima a placa do Collegio irá desaparecer, virará um bolo de massa, uma maçaroca disforme. 
Mas é lindo o emblema! Deve ser de mármore. Fiquei surpreso com este detalhe! Nem sabia que tinha havido um colégio com este nome ali, no Largo do Rosário. 
Novidades antiguinhas ainda há por ahaí! Ainda bem!
Na hora em que fiz a foto não deu pra entender o que tinha escrito. Imaginei que fosse mais um brasão da  Santa Casa. Aliás, o brasão que há na frente da casa que pegou FOGO recentemente na rua do Cabeça não é o da Santa Casa.  É um bolo de massa ilegível devido às camadas de repinturas.
É um brasão maçaroca. Da família Maçaroca. Dos Barões de Maçaroca.

 Não sei o que funciona ou não funciona neste prédio grande que dá pro fundo da Igreja do Rosário. O Colégio Úrsula Catharino???


Propaganda da Gillette . 1942


Christiana Neves da Rocha . Revista Manchete . Anos 70











A matéria foi escrita por Maria Cláudia Bonfim e as fotos são de Tripoli. Infelizmente uma outra foto - de página inteira!-  que completava a matéria não resistiu aos tempo. Apodreceu!
Mas, Christiana continua por ahaí. Podre.
De chique!






Christiana Neves da Rocha. O que dizer mais?
Hoje ela continua a mesma, magérrima, elegantérrima. Mora em São Paulo e trabalha com antiguidades- Antiquário de Armando Camarão.
Atualmente Christiana é a mulher mais elegante do país. Pra mim.
Carmen Mayrink Veiga é hors concours. Christiana é, aliás, parecidíssima com Carmen, ambas sofisticadas, magras e cultas. Duas forças da Natureza! 

terça-feira, 31 de março de 2015

Passeio Antiguinho . Edifício Saladina . Rua Visconde de São Lourenço


Portaria do Edifício Saladina, aliás, uma pequena entrada com marquise, bem simples, mas com um bom revestimento de mármore na parede da frente.
 O que me chamou a atenção e deu vontade de fotografar foi o sumiço, o roubo do nome do prédio em letra cursiva e que era em bronze. Só deixaram o número que deve ter resistido aos violentos puxões dos sacis nas terríveis madrugadas de Salvador.
 Do nome Edifício Saladina, o que ficou, foi a marca no mármore carimbada pelo tempo e ainda bem visível e legível.
Nada que seja de metal, qualquer que seja a liga metálica fica, resiste  nesta cidade.
Todos os dias pra trabalhar passo por um pequeno local cercado onde havia um busto de Gláuber Rocha-perto da Av. Heitor Dias. O busto em homenagem ao cineasta baiano ficava sobre uma base forrada de granito e com uma placa em bronze com inscrições. A placa foi roubada há alguns anos e, recentemente, levaram a cabeça de Gláuber! Restou só a base! Falta arrancarem o gradil!
É um horror!!!
Voltando ao Saladina: tenho uma grande amiga espanhola com este nome. Adoro ela! E adoro o Edifício Saladina, mesmo que esteja alquebrado, saqueado como tantos outros equipamentos dessa cidade.





Gal Costa por Adelson do Prado


Fotos do Google.


BB


BB em foto miudinha que era muito comum na revista Intervalo 2000 nos anos 70. Eu adorava essas fotinhas de nada. Rendiam cortes, recortes, picotes e...álbuns!!! 


Elis . 1969


segunda-feira, 30 de março de 2015

Ângela Maria . Terra Seca . 1970


Ângela em interpretação pra lá de maravilhosa, no auge da carreira e da potência de voz. Ângela arrasa cantando Terra Seca. Épica. Dramática. É muita voz para uma mulher só!
 Ângela inigualável, única. Um luxo da nossa música, um luxo da música brasileira, enfim, é a maior, é a melhor. E Elis, pra mim, tá pau a pau. Aliás, Ângela era a sua ídola, era a sua cantora preferida. Bom espelho!
Eu sou louco por Ângela e essa fase loura, com penteados em camadas, em andares que ficavam maior que o seu próprio tronco é uma loucura!

domingo, 29 de março de 2015

Dactilografia . Amélia Brochado Príncipe


Anúncio na Lider, revista mensal baiana em janeiro de 1941.
Depois de ler esse anúncio tive que tomar, imediatamente, um cálix de cognac para me recuperar!!!, pra me refazer!!!
Foi demais para meu ser!
E saber que todos os meus trabalhos escolares podem ser dactilografados aqui, pertinho de casa, por D. Amélia Brochado Príncipe!!!
É demais!!
Amei!!Adorei!!

Juventude Alexandre . Propaganda de 1942, ou seja, Hontem!


Juventude tem nome:  Alexandre!
Mas meu nome é Jorge... 
Jorge Alexandre, evidentemente!
Juventude Alexandre 1

Anuário Brasileiro de Leitura . 1942


 Encadernação do Anuário com um tipo de papel estampado muito usado na época e que era até bem comum. Na capa interna um outro tipo de papel, também muito bonito, em azul.
Adoro essas encadernações mais simples, sem sofisticação, feitas somente para proteção dos livros e das coleções caras aos seus proprietários. Protegiam, davam uma sobrevida e o resultado é este: o Anuário que pertenceu a alguém muito zeloso de seus livros está, ainda hoje, por aqui.



 Ui! Adoro esses papéis de forro!!! Dá para ampliar, plotar e fazer um quadro, um painel imenso e colocar na parede do barraco. Vai dar uma vida!!!! Levantar o barraco!!



Ui!!!



sábado, 28 de março de 2015

Passeio Antiguinho . Casa no Campo Grande

 Casa onde funcionou uma clínica durante muitos anos e que há muito tempo está fechada, tipo abandonada. Daqui a pouco rola alguma novidade: ou vai pro chão ou restauram. Espero que recuperem, porque é muito bonita. 
Deve ser do final do XIX ou início do XX.




 Travesseiros pendurados??? Seriam de lã de Barriguda? Ou de plumagem de ganso?Assaz chique. Gostei muito!
É costume de muito boa senhora pendurar os travesseiros na porta da casa para arejá-los.
 Hábitos da Corte, com certeza!
Vamos copiar!




Foto editada pelo Google. Fizeram um Check Up. Adorei!


 Quando arrombarem as portas e janelas e saci fizer morada, já era! Saci adora uma grade de ferro, de bronze, aliás, é metal, é liga, saci ama! E vende. E descola algum real, na real.
A casa está precisando de uma biocheck up urgente, isto sim!


Calendário Católico Italiano . 1923



Recorte de Jornal . 1934


 Um recorte de jornal achado dentro de um livro, mas cuja parte de trás, o verso, deu um caldo ótimo, excelente, um verdadeiro caldo de caridade para mim, ávido por velharias, por coisas inúteis, por águas passadas e repassadas, servidas, por porcarias que ninguém mais quer, mas eu quero, por papéis velhos, amarelecidos, esquecidos, se partindo, com cheiro de coisa guardada, abandonada, fedendo, cheios de pó, de mofo, de ácaros, do diabo a quatro.
 Trapo. Lixo. Resto. Não interessa.
 Interessa o KKKK que vem e vai e fica guardado nessas páginas. 
Eu gosto e tem quem goste. 





 E o tal do recorte, cujo tema é atual: a eterna situação periclitante deste país! É a mesma coisa de sempre, os mesmos problemas se renovando, se repetindo.


Selo Postal de Rui Barbosa