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quinta-feira, 25 de setembro de 2014
Duas Senhoras Antiquíssimas!
Dos guardados de Antonia Sampaio, esta photo de duas senhoras antigas com carinhas antiquadérrimas!
São as irmãs Maricota e Alice da Costa Libório.
Deviam ser prendadíssimas!
Mestras dos guisados e dos quitutes. Dos bolos de 24 ovos e dos cocos ralados de costa.
Do leite grosso apurado na "estopinha".
Da canjica fervida e refervida até aparecer as "bocas de velha" na superfície brilhante, até se ver o fundo da panela, até soltar dos lados e só aí, então, despejar o líquido grosso e fumegante nas travessas e pratos gigantescos de louça inglesa.
Carinhas antigas! Milenares! Senhoras de escol! Deviam fazer uma Barafunda como ninguém! Colchas e toalhas imensas de linho meticulosamente desfiado e depois amarrado nos pontos fazendo aparecer os desenhos magníficos do debuxo. Uma beleza! Tardes imensas na Barafunda, nas Casas de Abelha, nas Pregas Religiosas. Dos peitilhos em Pregas Palito nas blusas de Cambraias. Cambraias alvas, pele de ovo, finíssimas!
Tardes nos cerzidos. Nas roupas de baixo de algodão, nos lençóis de Bramante. (Adoravam um Bramante de duas larguras, enfestado. Compravam peças inteiras!)
À noite ficavam com uma dorzinha de cabeça que não sabiam de quê. Fatigadas. Lassas. Exangues. Mofinas.
Tomavam chazinhos e iam dormir, não, sem antes, desligarem o fogo deixado baixinho no decocto à tarde toda no doce de banana de rodinha que ferveu no tacho, ferveu, ferveu, cozinhou, apurou pra dar o ponto e ficou roxinho, roxinho. Uma beleza!
Não resisti e detalhei a blusa vestida por Dona Maricota. Uma riqueza!!!!
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
Pfaff . Vamos pedalar!!!
PFAFF, Meu Amor!
Quantas costuras, remendos, lencóis, fronhas, toalhas e toalhinhas de mesa. Paninhos. Adoro ouvir o seu barulhinho no pedal sem motor que anda como a gente quer: tá agoniado, rápido! Tá geleca, lento, lentíssimo, sem pressa. Não tem costura pra entregar, nem freguesa pra provar, reclamar antes de levar: "Tá bebendo água", "Tá pegando arroz"!!!!
A Pfaff passando sobre algodões macios, bramantes, morim, chita-quem nos dera que ainda fossem como eram, macias no seu puríssimo cotton. Agora é cotton petróleo de textura podre. Que pinica no corpo do ser carente do algodão puro antigo da chita. Tecido tão brasileiro que cobre rico, cobre pobre. Cobre.Cobria.
Pffaf das bainhas perfeitas no pontinho miúdo feito em obsessão. Só serve assim. Perfeito. Sem saco, passar uma costura amigué, não rola.
Quantas costuras, remendos, lencóis, fronhas, toalhas e toalhinhas de mesa. Paninhos. Adoro ouvir o seu barulhinho no pedal sem motor que anda como a gente quer: tá agoniado, rápido! Tá geleca, lento, lentíssimo, sem pressa. Não tem costura pra entregar, nem freguesa pra provar, reclamar antes de levar: "Tá bebendo água", "Tá pegando arroz"!!!!
A Pfaff passando sobre algodões macios, bramantes, morim, chita-quem nos dera que ainda fossem como eram, macias no seu puríssimo cotton. Agora é cotton petróleo de textura podre. Que pinica no corpo do ser carente do algodão puro antigo da chita. Tecido tão brasileiro que cobre rico, cobre pobre. Cobre.Cobria.
Pffaf das bainhas perfeitas no pontinho miúdo feito em obsessão. Só serve assim. Perfeito. Sem saco, passar uma costura amigué, não rola.
domingo, 21 de setembro de 2014
Cine Popular
Cinema Popular!
Hoje parece ficção- uma fita!- , já ter havido um cinema de ótima qualidade por aqueles lados do centrão de Salvador.
Cinema ao qual todos iam e a qualquer hora sem pensar em assaltos, simplesmente pra ver um filme. Se distrair, colher ilusão. Distração.
Dos meus álbuns, este recorte que guardei do tempo em que eu ainda semeava e colhia ilusões.
Joseph Cotten, Silvana Mangano, Bette Davis, Alberto Sordi em um jogo diabólico!
No Cine Popular.
Assisti lá e adorei!
Elis . Gal e Simone . 1981
Plateia de show de Rita Lee no Rio: Simone, Gal, Elis, Débora Duarte, Lídia Brondi, Daniel Filho.
E segura a bolsa!!!!
Gardinfantes
sábado, 20 de setembro de 2014
Rosa da Noite . Livro de José Pedreira com Desenhos de Carybé . 1953
Livro de contos de José Pedreira, intelectual baiano, decorador, colecionador de arte e, também, ótimo escritor. São 12 contos com histórias da Bahia, tradições e costumes do povo. Para cada conto, um desenho de Carybé.
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