A maravilhosa Nara entre dois amigos, Jair e Chico.
Não entendi o penteado de Elis. Um "nero", uma "touca" pra soltar o cabelo depois???
Nos anos 60 havia uns shows de cantores que a gente trocava tampinhas de refrigerante por um ingresso, era uma loucura! A gente vivia pedindo para os mais velhos guardarem as tampinhas pra gente, vivíamos catando as tampinhas com sofreguidão, afinal, através delas iríamos ver nossos ídolos.
Alguns desses shows de ingresso de tampinha - a gente tirava a cortiça e embaixo tinha uma estampa do nome do show, só essas serviam - aconteceram no Balbininho, antigo ginásio de esportes de Salvador, lindo, construção bem anos 40 que, infelizmente, foi demolido para dar lugar ao estacionamento da Arena Fonte Nova. Lá acontecia competições esportivas, torneios de estudantes, festas. O concurso do Miss Bahia era realizado lá. Era enorme o lugar. Em um desses shows Nara e Jerry se apresentavam. Me lembro que Erasmo Carlos, Wanderley Cardoso estavam no show também. Os cantores eram anunciados, entravam e cantavam os sucessos.
De Nara me lembro bem que ela cantou Opinião e algumas mais, não sei se Carcará, não sei. Não era ainda o tempo de A Banda. Ela entrou com o violão, de calça jeans e blusa quadriculada. O público era só de garotos e garotas, uma gritaria só, acho que não lembro mais do show por causa dos gritos e a acústica era péssima. O show deve ter sido em 64 ou 65.
Esses shows eram uma maravilha, bem populares e Nara estava lá entre os ídolos da Jovem Guarda.
A primeira é de dezembro de 66 e a segunda de fevereiro de 67. Em ambas ele está com o cônsul americano Alan Fischer, siderado por Jorge Ben, assim como todo mundo na época hipnotizado pelo som e o charme do brasileiro. Jorge Ben não quis fazer carreira internacional na época porque não quis, preferiu ficar aqui e fazer shows mundo afora. Não quis seguir o exemplo de Sérgio Mendes. O mundo caiu aos seus pés e ele aqui mesmo no Brasil..
Na primeira matéria ela diz uma coisa certa e que ela já percebia, Gil era uma outra Bahia, com belezas e problemas sociais, desigualdades e depois ele botou pra fora a Bahia negra que estava dentro dele, e Caetano, o poeta.
Caetano podia ter dado, além de uma boa palavra, uma passagem aérea para Maria Odete conhecer a Bahia...ainda tá em tempo, um dia, quem sabe.
Matéria de janeiro de 1967. Essa música, Saudação à Lapa, nunca ouvi, não conheço. Alguém conhece??? Se realmente é de Chico Buarque, acho que nunca gravou.
Nessa época saía muitas matérias com Chico na Intervalo, acho que ele só perdia em número para Roberto Carlos.
Outra matéria com Chico na Intervalo, essa é de fevereiro de 67.