sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Igreja de Santa Luzia 2 . Rio de Janeiro . Anos 50

























Vista exterior do Templo de Santa Luzia


Altar Mór da Igreja da Virgem Mártir Santa Luzia

Altar de Santo Elói - Padroeiro dos Ourives


Consistório da Irmandade de Santa Luzia

Nossa Senhora da Piedade


Nicho de Santa Luzia no corredor

Sacristia da Igreja de Santa Luzia

Altar da Senhora dos Navegantes


Sala das Promessas...e assim era o interior da Igreja de Santa Luzia do Rio de Janeiro, com as suas devoções antigas nos altares dentro da igreja, da Sala de Promessas - será que ainda existe???, das pinturas antigas e ingênuas feitas diretamente nas paredes do interior da igreja, do escaiolado lindo das paredes, do altar de Nossa Senhora da Piedade com os cofres para os óbulos a São João, para as Almas do Purgatório, para São Sebastião e para São Geraldo... Era o tempo de grandes devoções e de promessas. Das procissões.
Fiquei triste quando entrei na igreja e não vi o que estava nessa Biografia Abreviada da Virgem e Mártir Santa Luzia.
Pois é. A igreja muda, evolui ainda que lentamente como instituição e muda também como um bem móvel, uma construção com suas características originais. O ruim é quando ela perde a identidade, vira outra coisa e, tem tantas igrejas assim... conheço uma igreja aqui em Salvador que é do início do século XX e revestida em durite, material muito usado na época, cinza, a igreja tem características góticas, torre alta, janelões ogivais, linda... ao sol a pedra brilhava...hoje está verde. Pintada de tinta verde! Repaginaram a coitada e trouxeram-na para a vulgaridade enlouquecida dos ignorantes, dos adoradores do feio, do medonho, daqueles que não sabem o que é estilo, bom gosto e que  têm fascinação pelo tétrico.
E vamos para a frente...atrás, eu acho, - infelizmente - que não vem mais gente.
E Salve Santa Luzia que tudo vê.


Abaixo algumas fotos que fiz em setembro de 2015 do interior da Igreja de Santa Luzia, procurando por aqueles detalhes  das pinturas e inscrições feitas nas paredes que, infelizmente, foram cobertas por tinta. Restaram apenas algumas.



A imagem do altar atual não corresponde à da foto do livro antigo de 1950...devem ter trocado, suponho, por outra imagem posteriormente...











Abaixo, a Igreja de Santa Luzia em uma publicação - sem data - da Gráfica Barbero S/A , sobre igrejas do Rio.


Para encerrar, uma das muitas, lindas e fortes orações a Santa Luzia.

 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2021

Bolo Luci


Tantos são os bolos com nomes de mulheres e só agora encontrei um com o nome de minha mãe, Luci, um Bolo Luci! Acho que Luci não é mesmo um nome de bolo...não é um nome açucarado, mas, este Bolo Luci é uma maravilha de receita! Lembra o bolo de especiarias, mas sem todas elas, só o gengibre e a canela e, o máximo!, leva chocolate amargo, o que não deve deixar o bolo "sabendo" demais a açúcar. Baunilha pra dar um tchan. Um bolo cheio de sabores e notas.
No próximo aniversário de minha mãe, Luci, o bolo será o Bolo Luci e feito por mim.
Essa receita eu encontrei em um livro maravilhoso de culinária da Editora Globo, dos anos 50  que eu adoro. De vez em quando eu dou uma olhada, uma re-olhada, folheio novamente, fuço e sempre descubro uma coisa legal. Dessa vez foi o bolo com nome de mãe. Da minha mãe.
Abaixo, a receita. E vamos bater bolo!



A capa e a contracapa  do livro, na verdade uma Enciclopédia de Arte Culinária com vários volumes, editada em 1951, por sinal, o ano em que minha mãe se casou. Um clássico da culinária.


 

sábado, 13 de fevereiro de 2021

Uma Mulher em Dois Tempos

Já senhora, nos anos 20 ou 30 do século XX, a mocinha recém casada no retrato abaixo do final do século XIX.


 (para Luís do Velharias)

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2021

Duas Fotografias, Dois Pendentifs



Duas fotografias conservadas durante anos por meu amigo Walter, acondicionadas dentro de um saquinho plástico para conservar, guardadas com tanto cuidado e carinho por ele que, agora doente, não sei aonde foram parar essas fotografias dos avós que ele tanto adorava. Será que saíram dos seus envólucros plásticos, se libertaram dos extremos cuidados e deixaram-se virar pó...

A vida é assim, pessoas guardam coisas de outras até que  essas lembranças ficam largadas e se perdem, perdem a identidade e viram entulho de brechó, já não são mais aqueles, viram qualquer um, pessoas que um dia existiram.

Agora é o próprio guardador, o conservador que está numa reta final e nem se guardar ele pode.

As fotografias em cartão, da segunda metade do XIX, serviram para fazer dois pendentifs lindos em ouro baixo, 14K - prefiro ele ao 18K -, pois têm um tom acobreado e envelhecem lindamente, e com o vidro bombé que não encostam nas imagens  e as conservam melhor.

Essas fotos eu fiz quando Walter já estava doente, mas em sua casa em 2018.



 

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2021

Costurar é um Ato de Amor

Dois trabalhos em xilogravura da artista plástica carioca Anna Carolina Albernaz impressos sobre esse fundo intrincado cheios de linhas nos moldes para costura. Achei a ideia genial, aproveitar esse papel como suporte para as xilogravuras. Mãos, agulhas, linhas, carretilha: costurar é um ato de amor.





 

domingo, 31 de janeiro de 2021

Um Livro de Boas Maneiras e Deselegâncias da Modernidade


 


Comprei este livro antigo de Boas Maneiras nas minhas eternas e costumeiras andanças pelas ruas e praças de Salvador. O livro de autoria de Carmen D'Avilla me chamou a atenção pela capa super bonita com flores em um verde antigo e, também, o tema dele que gosto de ler, me interesso e dou muitas risadas com os costumes e hábitos tão educados e completamente comuns antigamente e, hoje, completamente fora de moda. A educação nunca sai de moda, o respeito, o trato com o outro, mas, convenções e hábitos de etiqueta muitos prescreveram.
Muito legal foi ler nas primeiras páginas a assinatura da dona do livro, d. Ajurimar Bartilotti, senhora de tradicional família baiana, uma dama da antiga alta sociedade que, anos depois iria emprestar ou oferecer o seu bom gosto e conhecimento da arte de decorar a algumas casas e a alguns empreendimentos.
Conhecedora de mobiliário colonial brasileiro, de arte sacra, louçaria  e de objetos antigos, foi d. Ajurimar quem decorou com muita elegância e sobriedade o antigo Hotel Villa Romana que, depois de anos servindo a hóspedes do mundo inteiro que vinham à Bahia e encontravam nele, através da decoração, características bem marcantes da realidade colonial da velha cidade. O Villa Romana não era um desses hotéis de decoração impessoal como hoje vemos, era aconchegante e tinha referência no passado baiano através dos objetos coletados por antiquários para decorar os ambientes. Também não era um hotel luxuoso, era até bem simples, mas personalíssimo. Baiano. Brasileiro.
O Hotel Villa Romana está sendo demolido e vai dar lugar a uma torre de apartamentos que irá mudar drasticamente a paisagem do local em que se situava o hotel.
Selecionei do Google várias imagens do Hotel Villa Romana e os ambientes decorados com elegância por d. Ajurimar Bartilotti.




































E, Fim!





quinta-feira, 28 de janeiro de 2021

Anjinhos

Grande sortimento de anjinhos em um cartão comprado em NY. Os anjinhos são destacáveis e aplica-se à vontade! Adorei.
 

segunda-feira, 25 de janeiro de 2021

Máquina de Costurar



Amo uma máquina de costura. Minha infância ao som das pedaladas. Minha avó bordando, ela não costurava, e eu, do lado dela, assistindo as imagens surgindo no tecido com as linhas coloridas e no vai e vem do bastidor. 
Essa imagem é de um cartão que um amigo me trouxe de NY.




 

sábado, 23 de janeiro de 2021

Senhora Leandro Dupré


Amo a senhora Leandro Dupré, amo as senhoras Pond's, todas chiquérrimas fazendo o tratamento milagroso  dos 2 Cremes Pond's  que deixavam as suas cútis de bonecas de celulóide...

As Sras. Noêmia Prado Rubião e Nelita Alves de Lima são outras duas elegantes paulistas - e ricas! - que posaram como "senhoras propagandas" do maravilhoso Creme C Pond's.  Eu já tinha postado aqui no blog o reclame das duas , só faltava o da Sra. Maria José Leandro Dupré, maravilhosa em seu leve vestido e com o seu bom casaquinho 3/4 de pele - naquela época podia usar peles e também fazia frio, hoje não há nenhum dos dois -. As peles de animal felizmente foram proscritas do vestuário. 

A senhora Dupré é escritora de vastíssima obra literária, todas de muito sucesso, como é o romance Éramos Seis que vara gerações, sempre é reeditado e já teve várias versões para a TV. Um outro livro muito interessante escrito por ela é Os Caminhos.

-Minha boa senhora, quer ter uma pele de boneca, alva e translúcida como às das senhoras paulistas de antanho? Basta fazer o tratamento 1e 2 dos Cremes Pond's!



 Amei a trousse de toilette...e a pulseirinha, e o anel??? Finíssima a Sra. Leando Dupré!