quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Filme Triste


 
Dentro de um livro velho, achei esta folha de caderno dobradinha e com a letra da música Filme Triste copiada por "Lauzinha" para a amiguinha "Suely" e com dedicatória! Coisas dos anos 60. KKKKKK
Adorei!!!!!
A música eu não aguento mais ouvir. Conheço a versão do Trio Esperança, mas sei que deus e o mundo gravou também. 
No Youtube tem.



quarta-feira, 24 de janeiro de 2018

São Sebastião


E o dia de São Sebastião passou - 20 de janeiro - e eu esqueci de postar esta estampa que escaneei do livro Na Escola de Jesus, edição de 1955 da Editora Paulinas.
- São Sebastião, segue aqui a minha homenagem atrasada, o senhor entende, a vida moderna...



Antonio Villeroy cantando a canção que ele compôs em homenagem a São Sebastião, padroeiro do Rio de Janeiro, que, como ele diz na letra, é "a cidade estandarte do Brasil"... apesar de ser um "Rio flechado em seu peito atravessado pelas setas dos seus filhos."
Sofrido Rio de Janeiro!
Amemos o Rio de Janeiro - ô cidade linda! - e peçamos a intercessão de seu protetor para que ele continue segurando o que resta do Rio.

segunda-feira, 22 de janeiro de 2018

Passeio Antiguinho . Casarão da Rua da Independência . The End


Em 2014 eu fiz duas postagens aqui no blog sobre esta casa e outras do entorno entre a Av. Joana Angélica e a Rua da Independência onde ele fica, aliás, ficava. Há algum tempo eu estou ouvindo um burburinho sobre a demolição do casarão e, por esses dias, passando por ali de táxi, olhei e vi, aliás, não vi o magnífico casarão em estilo normando, lindo, altivo e meio sinistro. Ontem, domingo, pedi ao motorista do táxi para dar uma paradinha para eu fotografar a  queda, a derrocada, a desgraça já feita e já concluída. E lá estava um imenso buracão onde, antes, erguia-se imponente o magnífico casarão.
Fiquei arrasado, me senti num buracão, no vazio em que estamos sendo tragados pela especulação e pela ignorância. É Salvador ficando mesmo sem identidade, uma cidade qualquer.
Este casarão me lembrava a casa de Norman Bates, personagem do filme Psicose de Hitchcock.  Ela tinha uma torrinha ao alto com uma janelinha e eu imaginava uma caveira de peruca sentadinha ali como a mãe do personagem no filme.
O filme de Hitchcock perde para a psicose que reina nesta cidade, e perde em terror também, pois demolir esta casa, este casarão espetacular  é um ato de terrorismo.
Agora vão erguer 4 paredes - uma caixa - para abrigar qualquer coisa, farmácia, clínica, mercado etc.
E é isto, independência ou morte, ou morte na independência.


Será que os proprietários lembraram de vender antes da demolição o material da construção??? O casarão deveria ter portas e janelas lindas, madeiras de lei, objetos e apetrechos de ferro fundido inglês, estuques, ornamentos, gradis, ladrilhos, azulejos, azulejos hidráulicos, isto tudo importado e que vale uma boa grana. A casa é do início do XX.






TCHBOOMMM!



CRAFT!!!


PLOFT!!! Onde estou???? Na Independência????


AAARRRGGGGHH!!! A árvore daqui a pouco derrubam: vai atrapalhar a leitura do nome do futuro empreendimento.


UAI!!!!!! Que dor!!!!!!


VALHA-ME!!!!!!



MISERICÓRDIA!!!!!!


HELP!! SOCORRRRRRRO!!!!


AAHHHH!!!!!


OHHHH!!!





Uma casa, uma lembrança na memória, uma reminiscência.


Saudade da altiva casa. Hoje tudo rasteja.


Norman! Norman!!!! Desça, vamos passear na Independência! Vamos passear no astral!


Quando uma casa dessa tão classuda e tão marcante na paisagem desaparece, parece que um pedaço da cidade vai junto e a gente some também. E perdemos a referência do que antes era nosso, as ruas se transformam em outras, logradouros somem, desaparecem, são "requalificados"- odeio essa palavra -e vira tudo uma qualquer coisa de péssimo gosto e ainda colocam um coqueiro na frente. A moda agora é requalificar e plantar coqueiro. Mania de Miami. 


E antes era assim, a Av. Joana Angélica e a descida da Rua da Independência que vai dar no Gravatá. Essa casa da frente ainda existe a estrutura, mas modificaram toda, virou um quadradão com restinhos do original. Ficou hilária! 
 Sobre este assunto tem mais duas postagens de outubro de 2014.


O casarão em questão em estilo normando e onde morava Norman Bates, deve ser o terceiro à direita. Ele era recuado.

THE END.

domingo, 21 de janeiro de 2018

Restos de uma Casa . Ladeira dos Aflitos . Salvador


Fiz essas fotinhas rapidinho só para registrar a decadência e as ruínas que se tornaram muitas casas bonitas de Salvador. Nessa ladeira, cujo o nome "aflitos" vem bem a calhar,  há várias, uma fartura e uma coleção sem fim de "ruin'arts" irrecuperáveis ou que não se pretende recuperar e que esperam cair de vez ao chão.
Essa casa que deve ser do XIX, tem uns azulejos - os que restam - muito bonitos na fachada. É enorme e o fundo dá para a Bahia de Todos os Santos. 
Deveria ser um escândalo em seus tempos áureos.








Edifício Brasil . Barra . Salvador


Famoso e emblemático edifício de Salvador, muito bonito, com paredes recobertas com mármores franceses que decora a entrada, o hall e todo o prédio em estilo déco tardio. Na portaria, linda escadaria em mármore e portão muito chique preto com detalhes em bronze. Os apartamentos têm varandas com gradis de ferro pintado e são enormes, típicos das construções dos anos 50.
O que falta ao lindo Edifícil  Brasil, hoje, é conservação e preservação da sua arquitetura, do seu estilo art déco tardio.
Eu adoro o Edifícil Brasil, tive amigos que moraram ali em várias épocas e eu ia muito lá. É um dos endereços tradicionais e a cara do bairro da Barra.
Quando menino, nos anos 60, tive uma tia que morou no Edifício Harmonia que fica quase em frente ao Brasil. Os dois edifícios na época estavam nos trinques e com moradores de classe média para alta.
Notei que o nome do prédio em letra cursiva e feito de  bronze e que está pregado na pilastra da frente do edifícil está parcialmente arrancado, uma ação, com certeza, dos vândalos que não deixam nada de metal nas portarias, números e nomes dos antigos prédios. Arrancam para vender e trocar por droga.  No edifícil em que minha mãe mora, arrancaram o número do apartamento, de bronze, número este que estava lá desde os anos 50. É um horror!
É o Brasil, ou melhor, o sil.









Edifício sil.




Dora . Caymmi . Gal






Hoje eu escrevi uma resposta a uma leitora aqui do blog e me lembrei de uma canção  de Dorival Caymmi, Dora, que eu adoro!! e, nunca mais tinha escutado. Nana também gravou super bem a música, mas eu adoro o versão de Gal. Este vídeo da cantora é de um show em 1993 no Teatro Castro Alves em Salvador.
O desenho de Caymmi - já postado aqui - é do pintor baiano Carlos Bastos.

sexta-feira, 19 de janeiro de 2018

Estrelinha da Texaco


Hummmm, adoro esse bonequinho, ou bonequinha estrelinha que se via nas propagandas de óleo da Texaco nos anos 60. Já procurei por ele - ela e não encontrei nada por aí... Não fizeram com ele, ou ela, chaveiros, adesivos, flâmulas, nada, ficou só nos anúncios, sempre alegrinha, ou alegrinho, e abanando o bonezinho para a moçada. 
Reparem que ela - ele tem sapatinho!! Não é uma estrelinha qualquer. Tem charme.
É isto: reabilitei a estrelinha da Texaco! Um verdadeiro amoreco!
Mas, eu acho, "no meu íntimo", que a estrelinha seja ela mesmo: os cílios são bandeirosos, pra cima, passados rímel, bem femininos. Mas, o bonezinho... é de macho!



domingo, 14 de janeiro de 2018

Desenho de Yvete Ko Motomura


 Há meses encontrei em um sebo, dentro daquelas caixas onde ficam os livros em promoção, os mais baratos, aqueles best sellers apavorantes, o refugo do refugo, aqueles que ninguém quer, este livro que me chamou a atenção pela capa que, gostei, mas, não comprei. É tanta coisa que já tenho...mas fiquei com ele na cabeça, ou melhor, com a capa. 
Voltando ao mesmo sebo e, na mesma caixa de "dejetos", do quase lixo, o "Vidas Falsas" continuava lá e a capa me pedia para vir comigo. Comprei e aqui está ela.
É um desenho lindo e moderno, o fundo preto e o vermelho dramático e forte contrastando com os traços delicados dos rostos e perfis. Coisa boa! Desenho classudo.
Fui ao Google saber sobre Yvete Ko Motomura e a única coisa que achei sobre ela é que foi uma ilustradora que trabalhou aqui no Brasil entre os anos 50 e 80 também como quadrinista e roteirista.
Esta edição do "Vidas Falsas" é de 1967.