Ano passado estive no Hospital Santa Isabel e levei minha máquina para fazer umas fotos porque me lembrei dessas imagens em faiança que ficavam no salão e queria fotografá-las. Digo imagens porque me lembrava de ter visto mais que essa, a da Caridade. Onde andará a Esperança e a Fé? Ou não existirão mais, ou mudaram de local dentro do hospital ou a Fé e a Esperança já deixaram mesmo de existir? Bem, aproveitei e fiz estas fotos que aqui estão. Com esperança e com fé.
Adoro este pé de luminária em ferro com o Ordem em Progresso!
A ferragem e a bolsa rosa... O caso da bolsa rosa... De quem será a bolsa rosa? O crime da bolsa rosa... Era uma vez uma bolsa rosa... A bolsa rosa do hospital...
E o chão em paralelepípedo do interior do hospital. O paralelepípedo é coisa rara em Salvador que já foi, um dia, todinha pavimentada com essas pedras. Agora são poucas as ruas que ainda têm. Portanto, vamos fotografar paralelepípedo!
Ilustração num dos livros da coleção O Mundo da Criança. O Mundo da Criança é uma coleção que existe desde os anos 20 do século passado. Agora, não vejo mais ser vendida por aí, nem mesmo adaptada para o mundo moderno da criança. A coleção era feita para os petizes e para os papais com ensinamentos variados de como criar e cuidar bem dos filhotes. Eu tenho a coleção há um tempo e comprada em um sebo como quase lixo. Uma pena! A coleção tem fotos maravilhosas e textos interessantes, como o da piada acima, textos, hoje, completamente datados, de época e pra serem lidos dando muita risada, pois o mundo mudou, as crianças mudaram e os pais são outros.
Rótulo de embalagem. Não sei de qual produto e nem da marca, apesar de me ser familiar. Adoro o desenho que, recortado sobre fundo preto, ficou mais bonito ainda.
Ganhei esta boneca de biscuit de presente do meu amigo Walter. Costumamos trocar velharias, as inutilidades vitais das quais necessitamos - como uma droga - para viver. E a boneca foi logo para a vitrine de onde tirei hoje para passear e fotografar. A bonequinha deve ser dos anos 20, 30 e está muito sujinha - já tentei tirar a sujeira, que parece um acúmulo de cocô de mosca, mas não sai. Xá pra lá! Acho que ela tinha cabelos, uma peruquinha presa à cabeça, poderia ter uns enfeites a mais na roupinha de massa rendada. Mas não tem, está assim, pobrinha! Talvez ela estivesse no fundo de um armário esquecida, numa gaveta misturada a um tudo. Se sujou. Boneca da sarjeta, de becos escuros, das ruas escuras onde ficam as casas velhas onde deveria ser a sua penúltima morada. Agora ela está muito bem tratada e na minha vitrine de cristal. Sobre um soberbo pedestal. KKK Me lembrei de Carlos Galhardo - cantor preferido de minha avó - cantando Boneca, que eu ouvia muito pelo rádio nas tardes que morriam tristonhas e, mais ainda, na voz roufenha do cantor. Com vocês, Boneca!
Em uma das revistas velhas retirei estas duas fotos muito bonitas - o teto todo de vitral e, assim neste ângulo, de baixo pra cima, ainda não tinha visto - da Confeitaria Colombo do Rio de Janeiro, a eterna CÔRTE, a eterna CAPITAL do país. Que outra cidade do BRASIL tem uma outra casa de chá assim com este decor nouveau e - surpresa! - conservadíssimo? Nenhuma, eu creio. Sendo assim a Colombo é um orgulho e uma vaidade dos cariocas e de todos os brasileiros. Em 2013 fiz uma postagem aqui no blog, a partir de um livro que tenho de Lasinha Luiz Carlos, "A Colombo na Vida do Rio" e coloquei fotos da antiga e eterna Colombo que se mantém linda por tantos anos. Colombo.
A petizada satisfeitíssima ouvido discos - serão da Coleção Disquinho? - com gravações em cartão de historinhas e musiquinhas infantis. A mamãe deve ter ficado muito contente, pois as creanças se entretiveram, se distraíram, ficaram concentradíssimas e não - destruíram! - nada em casa. Assim, ela pode aviar as costuras, tricotar, crochetar e debuxar tranquila. Realmente as gravações elétricas em disco são um achado nos dias modernos. A foto linda das creanças e a electrola é de 1956, revista Alterosa. A vinheta radiola é da Seleções, 1957. As duas últimas de O Mundo da Criança, 1954.