sexta-feira, 10 de junho de 2016

Coluna Social: Josephina Jordan, Evinha Monteiro de Carvalho e Perla Mattison!







Coluna de Hildegard Angel para O Globo de dezembro de 2001, ano em que  Josephina Jordan lançava um livro de endereços do Rio. Me lembro que quem editava esse guia era Helena Brito Cunha. Não me lembrava que Josephina Jordan - aqui na coluna de Hilde chamada carinhosamente de Zefa! - também tinha editado um.
Depois do texto de Danuza Leão com a visão crítica dela sobre as colunas sociais da postagem anterior, lá vem eu colocando uma coluna clássica do gênero, escrita por Hildegard, uma craque no assunto.
E, para encerrar, uma frase que tirei de uma coluna de jornal do Rio que eu acho hilária e define bem o que foi o ícone da Sociedade Brasileira, Josephina Jordan:

Danuza Leão . Reflexões De Uma Ex- Colunista Social




Lindo texto de Danuza e com uma linda ilustração de Maria Eugênia. 
Ai, como eu adorava essas crônicas de Danuza!!!! Guardei algumas - não consegui jogar fora! Então, jogo aqui, agora!
Folha de São Paulo, novembro de 2001.


quinta-feira, 9 de junho de 2016

Minha Baianinha... . Recitativo!



Lindo poema de W.Tanajura de Araújo e o verso em destaque é um primor quando descreve a baiana com seu antigo traje antigo, o seu jeito, o seu feitiço. 
Aonde foi parar esta baiana??? 
Com certeza se perdeu pelas ladeiras de Salvador, perdeu o rumo, perdeu a rota, o feitiço e...desapareceu. 
Como a velha Bahia!



segunda-feira, 6 de junho de 2016

Debuxos de Dadá


Monogramas e debuxos dos guardados de minha amiga Dadá.










Antes que estes debuxos e recortes desapareçam e virem pó, por que não escaneá-los e colocar aqui esses riscos antiguinhos feitos com tanto carinho por Dadá. ? ? ?
Gostava tanto de Dadá que não me sentiria bem jogando fora, colocando no meu balde de lixo estes pedaços de papel velhos que foram de minha amiga. 
Antes disso, jogo aqui e daqui, agora, não saem mais! Ficam nas nuvens, no ar, no céu, como Dadá.

Final. 
Letra Z.

Guilherme Araújo . Fotos de Vânia Toledo



Guilherme com Marisa Berenson, Marina Schiavo e Caetano Veloso.

domingo, 5 de junho de 2016

A Crediária - Galeria de Modas


Acho que Salvador já foi mais fresquinha, ventilada, corria uma aragem boa, um ventinho encanado e tinha - ainda tem - a brisa do mar que faz com sempre haja uma fresca, mas, frio, frio, de precisar recorrer-se a peles, tecidos de lãs, acho difícil de já ter havido algum tempo para isto. Talvez no interior da Bahia, lugares de serra.
Um exagero ou quando muito por moda, as mulheres usavam  estola, renard e luvas o que as tornavam acima de tudo hilárias, já que sabemos nunca houve clima, clima mesmo, temperaturas baixas para qualquer roupa mais quente e peles, muito menos!
Mas há várias fotos, vários registros de mulheres aqui na Bahia posando em estúdio ou em eventos, festas, bailes, formaturas etc. usando as tais peles, ostentando como se fossem a coisa mais natural usá-las. Imagino que, por dentro, no íntimo, estavam loucas pra chegar em casa e se livrarem do adorno infernal.
- Que diabo de pele desgraçada a esquentar o meu cangote, que miséria! Estou cozida, cozinhada. E que diabo de festa de formatura que não acabava mais! Tô em tempo de ter um troço, toda pegando. KKKK
Pois bem, em um anúncio de capa de um guia de compras e endereços de Salvador de 1953, "Estribela" - presente do amigo Heraldo - tem este reclame de A Crediária - Galeria de Modas - onde eram vendidas as peles fornalhas que as coitadas colocavam nos corpos, nos ombros, nas costas, uma tortura ditada pelas modas de Paris. Os adornos deviam "pinicar", esquentar, ferver, cozinhar as criaturas. KKK
Mas, fazer o que se estava na moda?
O anúncio: gostei muitíssimo do desenho da raposa correndo para ser aprisionada em um cangote de alguma senhora elegante de Salvador. Sina triste a da raposa!
O número do telefone: 3777. Facílimo de decorar, memorizar. Não esquecerei jamais, de repente o clima muda, de forno pode virar congelador, o bicho pode pegar, então, que o bicho seja uma raposa e ahaí eu ligo rapidinho:
-Telefonista, telefonista é urgente, ligue-me com a Crediária, pelo amor de deus, quero encomendar uma renard!  






sábado, 4 de junho de 2016

Anjinhos de Maria Eugênia . Nina Horta e Santa Tereza D'Ávila!






Guardei um Caderno B da Folha de São Paulo de outubro de 1998 por dois motivos: matéria com o costureiro Denner - duas páginas inteiras e com fotos - e pela coluna de Nina Horta com os desenhos de Maria Eugênia que eu adoro.
Iria colocar aqui só os desenhos, mas relendo o texto maravilhoso de Nina Horta e as receitas da época de Santa Tereza D'Ávila, impossível deixar só os anjinhos de Maria Eugênia a voarem soltos nesta página. É melhor colocar tudo no mesmo caldeirão!
Denner vai em outra postagem. Nada a ver com anjinhos e comidas.
O que umas folhas antigas de jornal ainda podem render...




sexta-feira, 3 de junho de 2016

A Minha Vida É Uma Broadway Desconhecida . Poema de Raymundo de Souza Brito

 Li hoje este poema de Raymundo de Souza Brito, poeta baiano nascido em 1900 e falecido em 1982. Este poema foi publicado em 1926 na revista A Luva.
Não  conhecia nenhuma obra e nem sabia da existência desse escritor maravilhoso cujo poema A Minha Vida é Uma Broadway Desconhecida foi, pra mim, uma surpresa, uma leitura que fiz com espanto, pois o texto é atualíssimo e moderno!
Raimundo Brito não era parnasiano, deve ter sido influenciado pelo Simbolismo e pelo Decadentismo, poesia moderna da época e cujo poeta mais representativo brasileiro é Raimundo Correia. Há músicalidade e pessimismo no poema. Lembrei também em Raymundo Brito, os poemas de Augusto dos Anjos, autor da mesma época.
Que bom que de vez em quando surge assim - do nada - e no balaio que é o Facebook! - essas novidades antiguinhas, verdadeiras pérolas esquecidas e que santas almas resgatam e trazem de novo à luz! A santa alma neste caso é o Sr. Krishnamurti Góes dos Anjos que possui a coleção completa da revista A Luva e sempre reproduz textos e ilustrações que saíam na revista e joga no Face.
A Luva foi editada de 1925 a 1932 em Salvador, Bahia.
Ler este poema hoje, me caiu como uma luva!


domingo, 29 de maio de 2016

Dora Lopes . Dezembro de 1956


Adorei essa foto de Dora segurando o seu último lançamento em disco, seu último carnaúba, o seu mais novo microsulco em 78 rotações. Será que foi na época de "Baralho da Vida" um dos grandes sucessos de cantora?
A radiola é uma maravilha, toca disco de gaveta, embutido em um móvel moderno.
A notícia, 30 dias pelo norte " é demais! Ela deve ter aproveitado a turnê e "caitituado" o disco gravado para o   carnaval. 
Dora deve ter voltado exausta para o Rio, isto é, para as noites do Rio.


Aqui tem de tudo! Grande variedade de sortimentos, um grande stock de produtos para agradar a seleta freguesia deste meu magazine de utilidades, inutilidades. Um bazar, um balaio da semana ou de todos os dias sempre em liquidação - para troca de stock e renovação do meu manejo sustentável de papéis velhos fadados ao lixo. 
Eu gosto. Há quem gosta. 
Tenho um  lado traça, me perco entre as páginas de revistas e livros amarelados, esfarelando entre os dedos, se indo, fenecendo mas, antes disso, colho, salvo.
Amei o esta foto foi colhida... de Dora Lopes!
Dora Lopes era uma cantora dos anos 50, tempo em que meus pais eram jovens, portanto, não é uma cantora de "meu tempo", mas me lembro de ouvir lá por casa e em referência à Dora, que "ela tinha a garganta de de ouro", era "a cantora da garganta de ouro" e eu, inocente petiz, imaginava uma cantora com a garganta dourada, brilhante, toda de ouro. 
Dora Lopes era uma riqueza, então!
Nos anos 70, mesmo com a moda retrô quando eu desencavei cantores e cantoras antigas do tempo de meus avós e pais, Dora Lopes nunca "pintou". Mas era um nome sempre lembrado, mas a voz, músicas etc. nunca me liguei. Agora, lendo o A Noite de Meu Bem de Ruy Castro, fiquei sabendo que ela era nos anos 50, uma cantora e compositora moderna para a época, sem aquele vozeirão e vibratos e que pertencia a um time formado por Nora Ney, Dóris Monteiro, Dick Farney, Lúcio Alves, todos cantores afinadíssimos, de voz pequena e modernos pra época. Faziam rádio, mas eram nas boites e clubes noturnos que tinham o seu público maior. Não eram cantores de multidão, mas, de "multidinhas".
Em Belo Horizonte no início do ano, comprei em um sebo duas revistas Alterosas dos anos 50 e, em uma delas, estava a foto que tô jogando aqui no meu artigo do dia, no meu balaio de recordações,  do meu stock e que as traças não tiveram tempo de devorar. Eu cheguei primeiro!



BB . Boca . Brigitte Bardot











Brigitte Bardot em Les Femmes. 
(fotos Google)