quarta-feira, 14 de janeiro de 2015

Candinha




 Uma página da coluna de fofocas-Mexericos da Candinha- da Revista do Rádio. 
Escaneei em grupos para podermos ler melhor, sem ter que apurar muito as vistas, as pérolas de ironias e pequenas maldades destiladas por quem fazia a coluna nos anos 50 e 60. 
São ótimas essas fofocas com artistas da TV, nomes que a gente ouviu falar a vida inteira- a maioria já está mortinha da silva-, e os que estão vivos, sumiram, envelheceram, Casa dos Artistas...
Eu adoro a Candinha. Da Revista do Rádio. As da vida, as gasguitas, as curiosas, as  maldosas, as sem humor e invejosas, quero que se ph. E deleto.
Acho que tenho uma única Revista do Rádio no meu monturo de coisas velhas, na minha Canabrava particular: tem Emilinha na capa falando num telefone anos 60! Capa ótima, viadérrima! Já coloquei essa foto aqui no blog... Quando eu me bater com ela, no meu lixão elegante, vou fazer uma recicragem, um reaproveitamento chique, uma roupa-velha.
 Aliás, esse blog e todos os que se utilizam de papéis velhos pregam e praticam, sem querer, o conceito da Sustentabilidade. KKKKKKKKKKKKKKKKK
A Candinha poderia fazer um comentário assim: Marina Silva, a ex-candidata à Presidência do Brasil, foi vista futucando um imenso monturo de revistas velhas em um sebo de Brasília. Perguntada sobre o porquê da sofreguidão em meio às traças e ácaros- todos sabemos que ela é alérgica- disse que estava simplesmente em Atitude Sustentável: "Será que eu não posso frequentar sebos? Subir em um monturo? Eu reciclo, minha gente. Eu não sou uma mulher sustentada. Eu sou Sustentável!!!"Disse a ex-senadora, já impaciente e começando a revirar os olhos.
Mas, vamos rir com Os Mexericos da Candinha.






















terça-feira, 13 de janeiro de 2015

Tonia Carrero . Novela Água Viva . 1980

 A Star contracena com um buquê de rosas e como sabe tirar partido neste diálogo só de beleza. Quem é mais bela... Tonia. As Rosas. Difícil...
As duas se encontram, se completam e trocam beleza e charme. E Tonia, a Star talentosa, dá um show  em frente à câmera num momento jardim florido e perfumado. Hummm!!! Perfume. Perfume.
N.5... 
T O N I A
















segunda-feira, 12 de janeiro de 2015

Armazém Regueira . Anos 50

 Armazém Regueira na rua Nilo Peçanha na Calçada. Era do espanhol Seu Saladino, senhor de óculos no balcão, que era meu vizinho nos Mares. Joaquim, o rapaz da frente, era espanhol também e empregado do armazém. Atrás, perto da balança, Paco, filho de Seu Saladino.
Minha família comprava lá. Tinha muito bacalhau, salames, mortadelas, um chouriço em lata, pequeno, português, delícia que nunca mais vi por aí, azeite do bom, e todas as latas, todos os enlatados que se comia na época e nem se imaginava o mal que faziam.
Que delícia os enlatados, o kitut, a salsicha, a sardinha, tudo era gostoso! 
A sardinha perdeu o sabor e o resto, nem pensar em comer.

 Latas, latas, latas, latas maravilhosas!!!
A de biscoitos com a paisagem, linda! Quem me dera uma lata dessas!
 A lata de banha com a baiana no rótulo!
A de Óleo Salada em verde e dourado, com a mulher de perfil!


 Kitut, Kitut, Kitut!!!!
Nessa época o kitut era uma delícia!! Morro de vontade de comprar uma lata pra comer, mas não tenho coragem. 
Se fazia muito o kitut à milanesa, passado no ovo, uma desgraça de tanta gordura. Comia-se com macarrão...KKKKKKK 



Sabão CampeiroKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK KKKKKKKKKKKKKK Passou...Espumou...Limpou...KKKKKKKKKKKKKKKK

Tonia Carrero . Novela Água Viva . 1980




domingo, 11 de janeiro de 2015

Nina Chavs . Paris Via Varig






Nem me lembrava que tinha comprado este livro de Nina Chavs no Rio, nas minhas poucas estadas pela Corte.
Quando há alguns anos tive que me desfazer de muitos livros, revistas, papéis, tralhas e mais tralhas para poder viver em outro local e poder transitar nele- ou eu ia ou iriam os papéis- fiz uma seleção daquilo que eu não poderia, ainda, viver sem. Separei todos os livros de crônicas, que é um gênero que adoro e que fui acumulando ao longo da.
Guardei os livros de Rubem Braga, Paulo Mendes Campos, Carlinhos Oliveira, Antonio Maria, Drummond, Elsie Lessa e este de Nina Chavs. 
A crônica por ser curta e de condensar naquela página, página e meia, tudo o que se quer dizer a respeito de um assunto sem rodeios, é a melhor coisa pra se ler antes de dormir. Na cama. A leitura é rápida e o sono vem.
Como é bom ler uma crônica de 1956, de 1961, de 1970, sem compromisso, crônicas antigas, assuntos passados, mas, de tão boas, gostosas de ler e bem escritas, não têm data, são eternas, ficaram, ficam e ficarão pelos séculos.
Este livro de Nina Chavs é uma delícia de ler. Infelizmente acho que ela só publicou ele. Nina se continuasse a escrever faria uma carreira de escritora muito boa, no nível de uma Elsie Lessa. Lembranças, viagens, pessoas, divagações, reflexões, o mundo de Nina. A vida de Nina. E ela tem o que contar e conta bem. 
Escaneei a orelha do livro escrita por Justino Martins, o prefácio de Jorge Amado, a introdução-Intenção- feita pela autora e, também, duas crônicas, as duas últimas do livro. Nelas estão o humor, a ironia e a inteligência da autora.

 Jorge Amado fez também o prefácio do livro de crônicas de Elsie Lessa, Canta que a Vida é Um Dia.
O prefaciador das cronistas!
Prestigiou o que é bom.